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Cientistas desvendam segredo geológico das Bermudas

0 Comentários🗣️🔥 Vista aérea das ilhas Bermudas e suas águas cristalinas. (Foto: unilad.com) Um mistério geológico que intrigava cientistas há décadas finalmente parece ter solução. Pesquisadores do Instituto Carnegie para a Ciência e da Universidade de Yale uniram suas mentes para descobrir por que as Bermudas permanecem incomumente acima do Oceano Atlântico, apesar de seus […]

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Vista aérea das ilhas Bermudas e suas águas cristalinas. (Foto: unilad.com)

Um mistério geológico que intrigava cientistas há décadas finalmente parece ter solução. Pesquisadores do Instituto Carnegie para a Ciência e da Universidade de Yale uniram suas mentes para descobrir por que as Bermudas permanecem incomumente acima do Oceano Atlântico, apesar de seus vulcões estarem inativos há milhões de anos.

Normalmente, uma ilha vulcânica precisa de atividade contínua para permanecer acima da água – o Havaí sendo um exemplo claro. No entanto, os vulcões sob as Bermudas – que formam um antigo sistema vulcânico subaquático – extinguiram-se há mais de 30 milhões de anos.

Com isso em mente, muitos esperavam que a ilha afundasse com o tempo… mas isso não aconteceu. Agora, com a ajuda de duas décadas de registros de terremotos, os pesquisadores William Frazer e Jeffrey Park acreditam ter desvendado o enigma.

Os dados utilizados foram coletados em uma única estação de monitoramento sísmico nas Bermudas e permitiram que os pesquisadores criassem um mapa do interior da Terra até cerca de 32 quilômetros abaixo da ilha.

Frazer e Park investigaram as vibrações produzidas por terremotos distantes. Isso desempenhou um papel crucial em sua descoberta, pois as ondas sísmicas se movem de maneira diferente dependendo da densidade e composição das camadas rochosas subterrâneas.

A descoberta? Que as Bermudas, lar de mais de 60.000 pessoas, possuem uma gigantesca lastra de rocha que fica logo abaixo da crosta oceânica e ajuda a mantê-la flutuante.

Os pesquisadores estimam que a lastra tem 12 quilômetros de espessura e é aproximadamente 1,5 por cento menos densa que o material do manto circundante, tornando-a mais flutuante.

Essa lastra teria sido formada há 30 a 35 milhões de anos quando rocha derretida rica em carbono do manto invadiu a base da crosta e esfriou no local. Esse processo é conhecido como ‘subplatação’.

Frazer e Park escreveram em sua conclusão de estudo: ‘A camada mais profunda tem cerca de 20 km de espessura e provavelmente se formou durante ou logo após o vulcanismo que formou as Bermudas. Interpretamos esta camada como subplatação que pode se estender 50-100 km para fora do centro da elevação.’

Agora Frazer está investigando a possibilidade de que outras ilhas ao redor do mundo também possuem gigantescas lastras flutuantes sob elas.

Ao discutir sua recente descoberta, Frazer disse: ‘As Bermudas são um lugar emocionante para estudar porque várias de suas características geológicas não se encaixam no modelo de plumas do manto, a maneira clássica de material profundo ser trazido à superfície.’

Observamos uma espessa subplatação, algo que não é observado na maioria das plumas do manto. Combinado com observações geoquímicas recentes, isso sugere que existem outros processos convectivos dentro do manto da Terra que ainda não são bem compreendidos’, segundo a pesquisa publicada pela Carnegie Institution.


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