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Telescópio espacial registra primeiro ciclo climático de exoplaneta

0 Comentários🗣️🔥 Representação artística de um exoplaneta com nuvens de areia. (Foto: olhardigital.com.br) O Telescópio Espacial James Webb (JWST) realizou a primeira previsão meteorológica para um exoplaneta. No mundo WASP-94Ab, um Júpiter quente localizado a 690 anos-luz da Terra, o céu começa o dia encoberto por nuvens de areia e gradualmente se limpa ao pôr […]

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Representação artística de um exoplaneta com nuvens de areia. (Foto: olhardigital.com.br)

O Telescópio Espacial James Webb (JWST) realizou a primeira previsão meteorológica para um exoplaneta. No mundo WASP-94Ab, um Júpiter quente localizado a 690 anos-luz da Terra, o céu começa o dia encoberto por nuvens de areia e gradualmente se limpa ao pôr do sol.

É a primeira vez que cientistas detectam um ciclo diário de nuvens em um planeta fora do Sistema Solar. A descoberta, recentemente publicada na revista Science, resolveu um antigo problema da astronomia.

As nuvens espessas dos Júpiteres quentes sempre atrapalharam as medições de sua composição atmosférica. Ao observar o trânsito de WASP-94Ab com o JWST, a equipe liderada pelo astrônomo David Sing, da Universidade Johns Hopkins, percebeu algo inesperado.

p>Na borda frontal do planeta (a “manhã”, onde o ar flui do lado noturno para o diurno), havia muitas nuvens. Já na borda posterior (a “noite”, onde o ar retorna ao lado escuro), o céu estava limpo.

Essa visão desimpedida permitiu medir com precisão a quantidade de oxigênio e carbono na atmosfera. Os elementos são apenas cinco vezes mais abundantes do que em Júpiter, e não centenas de vezes como sugeriam observações anteriores do telescópio Hubble.

WASP-94Ab é um gigante gasoso 1,7 vez maior que Júpiter. Ele orbita sua estrela a cada quatro dias e tem temperatura superior a 1.200°C.

p>Por estar em rotação sincronizada (sempre com a mesma face voltada para a estrela), seus ventos no terminador (a linha entre o dia e a noite) podem empurrar o silicato de magnésio para as camadas altas da atmosfera, onde forma nuvens sobre o lado noturno.

Os ventos então as levam para o lado diurno, onde o calor extremo as faz descer de volta ao interior do planeta, dissipando-se. Uma segunda hipótese é que as nuvens se comportem como a neblina matinal na Terra.

A equipe usou o JWST para estudar outros oito Júpiteres quentes e encontrou o mesmo padrão de nuvens em dois deles: WASP-17b e WASP-39b. O próximo passo é expandir a busca para uma variedade maior de mundos.

“Não só conseguimos clarear a visão, como finalmente podemos determinar do que as nuvens são feitas e como elas se condensam e evaporam enquanto se movem pelo planeta”, disse Sing em comunicado.

A pesquisa foi detalhada no portal Olhar Digital.


Leia também: Cientistas descobrem ciclo de nuvens em exoplaneta distante usando telescópio espacial


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