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Dono do Banco Master pagou jantar com ouro e chef Salt Bae para aliado de Flávio Bolsonaro, revela PF

PF revela que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pagou jantares com carnes folheadas a ouro para Claudio Castro, aliado de Flavio Bolsonaro, em Nova York.

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O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, organizou e custeou jantares luxuosos em Nova York para o então governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, do PL, partido de Jair Bolsonaro. O cardapio incluia bifes folheados a ouro preparados pelo chef turco Nusret Gokce, mundialmente conhecido como Salt Bae, segundo representacao da Policia Federal que embasou a oitava fase da investigacao.

O documento da PF revela que os encontros ocorreram em meio a negociacoes que envolviam interesses do Banco Master junto ao governo fluminense. Os jantares milionarios escancaram o padrao de relacionamento entre o banco e figuras centrais do bolsonarismo, em um momento em que a instituicao financeira tenta se consolidar como caixa-forte de campanhas eleitorais para 2026.

A presenca de Salt Bae, que cobra valores exorbitantes por seus cortes especiais, transforma o jantar em um simbolo da promiscuidade entre o setor financeiro e agentes politicos do PL. Vorcaro, que ja havia aparecido em outras investigacoes sobre fluxos financeiros opacos, agora figura como anfitriao de eventos que misturam ostentacao e trafico de influencia em territorio americano.

Claudio Castro, que governou o Rio de Janeiro ate 2026, e um aliado estrategico de Flavio Bolsonaro, senador e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A proximidade entre Castro e o cla Bolsonaro torna o episodio ainda mais explosivo, pois o Banco Master e apontado como potencial financiador de campanhas do PL nas eleicoes gerais que se aproximam.

Segundo a reportagem do Diario do Centro do Mundo, a PF investiga se os mimos configuram contrapartida por decisoes administrativas que beneficiaram o banco durante a gestao de Castro. O uso de recursos privados para custear luxos de agentes publicos e um classico mecanismo de captura do Estado, que agora aparece documentado em nova fase do inquerito.

A representacao policial detalha que os jantares ocorreram em restaurante de altissimo padrao na cidade de Nova York, com valores que ultrapassam dezenas de milhares de dolares. O episodio reforca as suspeitas de que o Banco Master operava como braco financeiro informal de interesses politicos, utilizando sua estrutura para construir relacoes de dependencia com figuras-chave do bolsonarismo.

Flavio Bolsonaro, que sempre negou envolvimento com irregularidades financeiras, ve seu nome indiretamente associado ao escandalo por meio de Castro, um de seus principais aliados no Rio de Janeiro. O senador, que preside a Comissao de Constituicao e Justica do Senado, tera dificuldade para se descolar da imagem de um partido que transforma jantares de luxo em moeda de troca politica.

A defesa de Claudio Castro afirma que os encontros foram de natureza pessoal e nao tiveram qualquer relacao com sua funcao publica. Ja o Banco Master sustenta que os jantares fazem parte de ‘relacoes institucionais’ e nao configuram qualquer ilegalidade, embora a PF mantenha as investigacoes em andamento.

O episodio ganha contornos ainda mais graves quando se considera que o Banco Master esta sob escrutinio do Banco Central por sua politica agressiva de captacao via CDBs com rendimentos elevados. A instituicao, que se expandiu rapidamente nos ultimos anos, e vista por analistas como uma bomba-relogio financeira que pode implodir justamente no ano eleitoral de 2026, arrastando consigo a credibilidade de seus aliados politicos.

Flavio Bolsonaro tem motivos para se preocupar com a proximidade do banco em relacao ao PL. O senador, que ja foi alvo de investigacoes sobre rachadinhas e movimentacoes atipicas em seu gabinete, agora enfrenta o risco de ver seu circulo politico associado a esse novo escandalo de captura do Estado via banquetes de luxo.

A Policia Federal continua a avancar nas investigacoes, e novos desdobramentos podem atingir diretamente a campanha bolsonarista em 2026. O fato de jantares com ouro terem sido pagos por um banqueiro a um governador do PL cria uma narrativa dificil de ser desmontada na disputa eleitoral que se avizinha, especialmente em um cenario de alta rejeicao a privilegios e corrupcao.

O cla Bolsonaro, que construiu sua imagem em torno de um discurso anticorrupcao, ve agora um de seus aliados mais proximos flagrado em situacao que remete aos piores escandalos da politica tradicional. A blindagem eleitoral de 2026 comeca a apresentar fissuras que podem se transformar em rachaduras irreversiveis para o projeto de poder da familia.

A sociedade brasileira acompanha com atencao os desdobramentos desse capitulo, que conecta banqueiros, politicos e luxo internacional em uma trama que parece nao ter fim. O Banco Master, Flavio Bolsonaro e o PL terao que responder, mais cedo ou mais tarde, sobre o preco real desses jantares folheados a ouro.

Leia também: Toda a cobertura dos escândalos da família Bolsonaro.


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