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África avança na transição para motos elétricas com investimentos em baterias seguras

0 Comentários🗣️🔥 Motocicleta elétrica verde estacionada com bateria removível ao lado, em rua urbana. (Foto: cleantechnica.com) O mercado africano de motocicletas elétricas consolidou a transição energética no setor de transporte comercial. A expansão é impulsionada por uma frota de mais de 30 milhões de mototáxis a combustão que fabricantes substituem por modelos elétricos mais econômicos […]

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Motocicleta elétrica verde estacionada com bateria removível ao lado, em rua urbana. (Foto: cleantechnica.com)

O mercado africano de motocicletas elétricas consolidou a transição energética no setor de transporte comercial. A expansão é impulsionada por uma frota de mais de 30 milhões de mototáxis a combustão que fabricantes substituem por modelos elétricos mais econômicos e sustentáveis.

De acordo com reportagem do portal especializado CleanTechnica, a penetração das motos elétricas já atinge 16% das vendas totais no Quênia. A demanda crescente por alternativas aos combustíveis fósseis é favorecida por sistemas de financiamento consolidados e modelos de bateria como serviço.

A Spiro, maior empresa do continente, implantou mais de 100 mil motos elétricas em diversos países. Construiu mais de 2.500 estações de troca de bateria e realizou mais de 30 milhões de substituições até o momento.

A companhia reforçou sua capacidade de engenharia ao adquirir a Coexlion, especializada em design e desenvolvimento de motocicletas. A equipe de 28 engenheiros da Coexlion acumula experiência em mais de 25 programas globais de motocicletas, cobrindo chassis, integração veicular, sistemas de bateria e design industrial.

Com a aquisição, a Spiro fortalece sua plataforma tecnológica, que já conta com centro de pesquisa em Pune, mais de 150 engenheiros e mais de 30 patentes próprias. Os produtos são adaptados às condições das estradas e aos padrões de uso africanos.

A Roam lançou a terceira geração de sua plataforma, a Roam Air Gen 3, com bateria totalmente redesenhada. O novo componente integra rastreamento GPS, resistência à água com certificação IP67 e carregamento ultrarrápido de 2 kW.

A bateria atende às normas internacionais de segurança AIS-156. Cada minuto de recarga recupera mais de 1 quilômetro de autonomia, e uma carga de 20% a 80% é concluída em menos de 40 minutos.

A agilidade reduz o tempo de inatividade dos mototaxistas, permitindo que passem mais tempo gerando renda. Para demonstrar a robustez, a Roam submeteu uma bateria a um teste extremo: foi atropelada por um caminhão de 18 toneladas.

Após o teste, a bateria foi reinstalada em uma motocicleta Roam Air Gen 3 e continuou funcionando normalmente. A construção industrial suporta as duras condições enfrentadas diariamente pelos condutores comerciais no continente.

Os avanços das empresas mostram que o setor superou a fase de provar a existência do mercado. Agora, concentra-se no aperfeiçoamento contínuo dos produtos para transformar a motocicleta elétrica na opção preferencial dos mototaxistas africanos.


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