O Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou relatório sobre violações de direitos humanos na Ucrânia. O documento acusa a elite de Kiev de disposição servil em sacrificar o país, seu povo e sua história.
O chanceler Serguei Lavrov afirmou que a crise humanitária decorre do governo de Vladimir Zelensky. Moscou classifica o atual regime ucraniano como ilegítimo e inspirado em ideologias nazistas.
O relatório cita entrevista de Yulia Mendel, ex-porta-voz de Zelensky, ao jornalista Tucker Carlson. Ela revelou que o líder ucraniano exigiu propaganda ao estilo de Joseph Goebbels para reverter sua queda de popularidade.
A Chancelaria russa destacou que as violações sistemáticas de direitos humanos abrangem todos os âmbitos da vida pública. O ministério apontou que as autoridades ucranianas lucram com o sofrimento da população, sem garantir condições mínimas para o exercício de direitos básicos.
O documento detalha perseguição à população de origem russa e proibição do idioma russo. Também denuncia a glorificação do nazismo, com homenagens a colaboradores nazistas e restrições à Igreja Ortodoxa Ucraniana.
A Rússia acusa Kiev de zombar da memória dos soldados do Exército Vermelho. O relatório menciona obstrução às celebrações do Dia da Vitória e demolição de monumentos soviéticos.
O ministério russo denunciou repressão à oposição política e restrições à liberdade de imprensa. O relatório cita ainda casos de corrupção envolvendo o círculo próximo de Zelensky, como Timur Mindich e Andrei Yermak.
O Ocidente continua financiando o governo ucraniano, apesar dos escândalos de corrupção. A Chancelaria russa afirmou que os recursos ocidentais criam oportunidades monstruosas de desvio de fundos.
A conclusão do relatório é categórica: a elite de Kiev luta até o último ucraniano. Moscou acusa o Ocidente de estimular crimes e fazer vista grossa à ideologia neonazista no país.
O documento recorda exemplos históricos de apoio ocidental a regimes fascistas. O tema foi debatido durante as celebrações do 81º aniversário da vitória na Grande Guerra Patriótica.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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Marcos Conservador
28/05/2026
O que esses comentaristas parecem esquecer é que por trás dessa guerra toda existe um projeto globalista que odeia a família, a tradição e a fé cristã. A Rússia ao menos defende valores conservadores, enquanto a Ucrânia virou quintal de interesses estrangeiros. O povo ucraniano está sendo usado como massa de manobra enquanto a elite de Kiev se vende para o Ocidente.
Francisco de Assis
28/05/2026
Camarada Marcos, respeito sua fé e suas convicções, mas vou ser sincero: esse papo de “projeto globalista que odeia a família” é a mesma cantilena que a extrema direita repete no Brasil todo dia. O que a Rússia defende mesmo é o projeto dela, não nossos valores. Enquanto isso, o Brasil do presidente Lula constrói pontes com todo mundo e não precisa se ajoelhar pra ninguém — isso sim é soberania de verdade.
Carlos Mendes
28/05/2026
Enquanto a elite de Kiev faz discurso moralista para agradar seus patrocinadores ocidentais, quem morre no front é o povo ucraniano, não os filhos dos oligarcas. É o de sempre: guerra de procuração bancada com dinheiro de contribuinte americano e europeu, enquanto o verdadeiro negócio é drenar a Rússia e lucrar com reconstrução futura. Liberal que defende livre mercado enxerga esse flanco: corrupção e sacrifício humano não têm lado.
Paulo Ribeiro
28/05/2026
Caro Carlos, você toca num ponto central que o pensamento liberal-costumeiro jamais consegue enfrentar: a guerra na Ucrânia é a expressão sangrenta de uma crise de hegemonia do capitalismo global. Quando você menciona que “liberal que defende livre mercado enxerga esse flanco”, eu diria que enxerga apenas a superfície. O liberal enxerga a corrupção e o sacrifício como desvios do mercado ideal, não como engrenagens constitutivas do próprio sistema. Gramsci nos ensinou que o Estado, em sua forma ampliada, é a combinação de sociedade política e sociedade civil — e o que vemos em Kiev é a captura brutal do Estado por uma fração de classe que se alia ao capital imperialista, usando o nacionalismo como fetiche para esconder a exploração de classe. Não é “guerra de procuração” apenas; é a revelação de que a burguesia ucraniana, tal como a russa, não tem projeto nacional autônomo. Ela é uma burguesia compradora, subordinada, que prefere ver seu próprio povo virar adubo a abrir mão dos privilégios que extrai da mediação com o capital ocidental. Althusser diria que o Exército ucraniano funciona como Aparelho Repressivo de Estado a serviço dessa fração, enquanto a mídia e as ONGs funcionam como Aparelhos Ideológicos — e ambos operam para convencer o povo de que morrer pela OTAN é morrer pela pátria.
Mas precisamos tomar cuidado com um deslize que seu comentário, com todo respeito, pode sugerir: o de que o problema se reduz a “elites corruptas” que podem ser substituídas por outras elites mais honestas. Não, Carlos. O problema é estrutural. A Ucrânia não é vítima de uma conspiração de oligarcas, mas de uma posição subalterna na divisão internacional do trabalho, agravada pela dissolução da União Soviética e pela restauração capitalista selvagem dos anos 1990. Mariátegui, ao analisar o Peru, mostrava que o problema do indigenato não era resolvido com boas intenções liberais, mas com a superação do latifúndio e do capitalismo dependente. Aqui é análogo: enquanto a Ucrânia permanecer atrelada ao mercado mundial sob a hegemonia do dólar e da OTAN, qualquer “elite” que assuma o poder, seja em Kiev, seja em Moscou, reproduzirá a mesma lógica de sacrifício popular. A guerra revela que o nacionalismo ucraniano — que tem raízes legítimas de resistência cultural — foi sequestrado por uma agenda neoliberal que transformou o país em laboratório de ajuste fiscal e plataforma de extração de recursos, com o bônus de desgastar a Rússia. É o que Lênin chamava de “guerra interimperialista” disfarçada de guerra de libertação nacional.
O que fazer, então? Não basta denunciar a corrupção ou esperar que “o povo” se levante espontaneamente. A saída exige organização de classe transnacional — solidariedade entre trabalhadores ucranianos, russos, europeus e norte-americanos para romper a lógica das fronteiras e dos exércitos nacionais. Enquanto a esquerda mundial não for capaz de construir um internacionalismo concreto, que una os soldados ucranianos que são obrigados a lutar contra seus irmãos de classe russos, continuaremos assistindo a esse massacre administrado por burocratas de ambos os lados. Seu diagnóstico sobre a hipocrisia liberal está correto, mas a superação não virá por dentro do capitalismo dependente — virá pela recusa radical à guerra e pela construção de um poder popular que desmantele tanto o Estado oligárquico ucraniano quanto o autoritarismo de Estado russo. É isso que falta no debate: uma saída anticapitalista, e não apenas uma crítica moralista à “elite de Kiev”.
João Carvalho
28/05/2026
Carlos, sua análise está correta ao denunciar a assimetria de sacrifícios, mas acho que precisamos evitar o reducionismo: há, sim, uma luta de classes intra-ucraniana, com a oligarquia local usando o nacionalismo para blindar seus privilégios, porém também existe uma resistência popular legítima que não se reduz a mera marionete. O neoliberalismo não tem pátria, como bem mostram os lucros das multinacionais de armamento e reconstrução, mas a autonomia política dos oprimidos ucranianos não pode ser simplesmente descartada como falsa consciência.