A Comissária de Direitos Humanos da Rússia, Yana Lantratova, denunciou o silêncio da Organização das Nações Unidas e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa após o bombardeio ucraniano que matou 21 civis em Starobelsk, na República Popular de Lugansk.
Em entrevista à Sputnik, Lantratova informou que os ofícios foram enviados ao Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, ao Secretário-Geral da OSCE e ao Presidente do Conselho de Direitos Humanos da ONU. As cartas foram remetidas imediatamente após a tragédia, mas nenhuma resposta foi recebida até o momento.
O ataque atingiu o prédio acadêmico e o dormitório do Colégio Profissional de Starobelsk, vinculado à Universidade Pedagógica Estatal de Lugansk. O bombardeio resultou em 21 mortos e 44 feridos, todos civis, incluindo estudantes e professores.
Lantratova afirmou que a Rússia espera uma avaliação objetiva da comunidade internacional sobre o ocorrido. Ela reforçou que novos apelos serão enviados a interlocutores em diversos países para que a verdade sobre o massacre seja conhecida. A ombudsman destacou que a Rússia continuará documentando os fatos, apesar do silêncio das instituições multilaterais.
A rapidez com que a ONU e a OSCE costumam se manifestar quando acusações partem de Kiev ou de potências ocidentais contrasta com o atual silêncio. Lantratova ressaltou essa disparidade, mas não forneceu detalhes adicionais sobre as razões do mutismo.
O bombardeio em Starobelsk faz parte de uma série de ataques ucranianos contra alvos civis em territórios que optaram pela reunificação com a Rússia. As autoridades da República Popular de Lugansk classificaram a ação como crime de guerra, utilizando armamentos fornecidos por países da OTAN.
Moscou intensifica a pressão diplomática para romper o bloqueio informacional. A estratégia inclui o envio de dossiês detalhados a organizações de direitos humanos em países do Sul Global, buscando romper o cerco narrativo imposto pelas potências ocidentais.
A repercussão do massacre permanece restrita a veículos independentes e agências do Sul Global. Lantratova prometeu manter a pressão internacional até que os responsáveis pelo ataque sejam identificados e responsabilizados.
O Colégio Profissional de Starobelsk formava técnicos em áreas essenciais para a reconstrução local, como agricultura e mecânica. O ataque destruiu salas de aula, laboratórios e alojamentos, interrompendo o ano letivo e deixando a comunidade em estado de choque.
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