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Nasa revela plano de drones saltadores e reatores nucleares para base lunar permanente até 2032

0 Comentários🗣️🔥 Detalhe da superfície lunar, mostrando crateras e maria visíveis no céu noturno. (Foto: www.bbc.com) A Nasa revelou detalhes contundentes de sua próxima etapa na corrida espacial, incluindo módulos robóticos e drones saltadores para construir uma base lunar permanente. A agência espacial americana selecionou empresas como a Blue Origin, do fundador da Amazon Jeff […]

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Detalhe da superfície lunar, mostrando crateras e maria visíveis no céu noturno. (Foto: www.bbc.com)

A Nasa revelou detalhes contundentes de sua próxima etapa na corrida espacial, incluindo módulos robóticos e drones saltadores para construir uma base lunar permanente. A agência espacial americana selecionou empresas como a Blue Origin, do fundador da Amazon Jeff Bezos, para fabricar as máquinas que pavimentarão o retorno humano à Lua.

O administrador da Nasa, Jared Isaacman, declarou que os anúncios significam que os Estados Unidos ‘nunca mais desistirão da Lua’. O objetivo estratégico é contrabalançar a acelerada ascensão da China, que planeja pousar astronautas em solo lunar antes de 2030.

A China lançou sua espaçonave Shenzhou-23 na segunda-feira, enviando tripulantes à estação Tiangong. Enquanto isso, a Nasa compete para colocar americanos de volta na Lua antes que o presidente Donald Trump deixe o cargo em 2029.

Conforme reportagem da BBC News, o programa Ignition Moon Base prevê três fases distintas. A primeira etapa, puramente robótica, enviará módulos de pouso e drones saltadores para mapear o terreno acidentado do polo sul lunar.

O módulo Endurance, da Blue Origin, deverá executar pousos precisos com navegação autônoma. Já o módulo Griffin-1, da Astrobotic, tem como alvo específico a cratera Nobile, próxima ao polo sul.

Esses veículos de entrega também transportarão equipamentos que permitirão aos futuros astronautas dirigirem pela superfície e carregar instrumentos científicos. Câmeras de alta resolução e ferramentas a laser, que usam luz refletida para auxiliar na aterrissagem, serão integradas às máquinas.

Carlos García-Galán, executivo do programa Moon Base, afirmou que a exploração robótica se estenderá até 2029, com 25 lançamentos e quatro toneladas de carga depositadas na Lua. A etapa seguinte envolverá a instalação de infraestrutura energética, com reatores de fissão nuclear e painéis solares.

A Nasa ambiciona que, até 2032, humanos possam viver em habitações ‘semipermanentes’ no satélite. Rovers permitiriam deslocamentos de longa distância pela superfície rochosa, enquanto a água congelada do polo sul seria utilizada para consumo e produção de oxigênio.

Entretanto, o cronograma ambicioso esbarra em ceticismo científico contundente. O cientista lunar Simeon Barber, da Open University, avaliou que o passo limitante é conseguir pousar os astronautas na superfície, o elo mais frágil de toda a empreitada.

A empresa SpaceX, de Elon Musk, foi contratada para construir a espaçonave Starship Human Landing System, mas acumula sucessivos atrasos. Barber sugeriu que a Nasa parece estar sob pressão política para demonstrar que tem planos concretos diante da competição chinesa.

Em março, a agência já havia anunciado um programa de 20 bilhões de dólares para a base no polo sul. A verba alimenta tanto as ambições científicas quanto o imaginário de mineração de recursos valiosos e uma futura rota facilitada para Marte.

Apesar do sucesso recente da missão Artemis II, que levou quatro astronautas para orbitar a Lua em abril, as dúvidas persistem. O cientista Barber afirmou que não se surpreenderia se a China ultrapassasse os Estados Unidos e pousasse humanos primeiro na superfície lunar.


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