A prévia da inflação de maio, divulgada nesta semana, mostrou que alimentos e energia seguem como os grandes vilões do bolso brasileiro. Conforme apurou a CNN Brasil, o IPCA-15 subiu 0,62%, com a conta de luz entre os principais itens de pressão. Um mergulho nos microdados do IBGE, porém, revela que a energia elétrica residencial pesa ainda mais do que os números agregados sugerem.
Em abril, o preço da energia elétrica para residências subiu 0,72%, segundo os dados oficiais do Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA). O número representa uma aceleração forte em relação a março, quando o aumento foi de apenas 0,13%.
A guinada fica ainda mais clara na comparação anual. Em abril do ano passado, a energia residencial havia recuado 0,08%. Agora, o consumidor enfrenta uma alta de 0,72%, um giro completo de cenário que pesa diretamente no orçamento doméstico.
O estrago acumulado é expressivo. Nos 12 meses encerrados em abril de 2026, a energia elétrica residencial acumula alta de 10,27%. O índice é superior aos 9,39% registrados no acumulado até março, mostrando que a cada mês a conta de luz ganha tração adicional.
O abismo fica evidente quando se olha para o mesmo período do ano passado. Em abril de 2025, o acumulado em 12 meses era de apenas 0,71%. Em um ano, o índice saltou mais de nove pontos percentuais, corroendo ganhos de renda com uma velocidade que a inflação geral mal consegue ilustrar.
Enquanto o IPCA-15 caminha para os 4,64% em doze meses, a energia residencial sobe mais que o dobro desse ritmo. Com a seca sazonal se aproximando e o risco de bandeiras tarifárias mais caras, o alívio na conta de luz parece uma miragem para quem tenta fechar as contas no fim do mês.
Com informações de fonte original.
Leia também: Energia elétrica desacelera no mês, mas ainda acumula alta de 9,39% em 12 meses
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!