Uma das últimas regiões de geleiras estáveis do mundo começou a sucumbir ao aquecimento global. Pesquisadores registraram perda de gelo sem precedentes nas montanhas Pamir, na Ásia Central.
A região, conhecida como ‘teto do mundo’, abrange as cordilheiras ocidentais de Kunlun, Karakoram e o leste do Pamir. Até o início do século XXI, mantinha suas geleiras estáveis ou em leve crescimento, resistindo à tendência global de degelo acelerado.
Fan Yu, pesquisador da Academia Chinesa de Ciências, lidera a equipe que monitora a geleira Kangxiwa. Localizada na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, na China, a geleira tem três quilômetros de extensão e atinge 5.350 metros de altitude.
Antes de 2024, a massa de gelo da Kangxiwa apresentava flutuações moderadas, com perda modesta e anos ocasionais de leve crescimento. A partir desse ano, o ritmo de degelo acelerou de forma alarmante e ininterrupta.
Em 2024, a equipe registrou perda recorde de gelo equivalente à retirada de 1,5 metro de água de toda a superfície da geleira. O número é quatro vezes superior à média anual calculada entre 2011 e 2023 para a mesma região.
O degelo histórico foi impulsionado por calor excepcional e persistente. Diferentemente de anos anteriores, as temperaturas extremas se mantiveram ao longo de toda a temporada de derretimento, intensificando o impacto sobre o gelo acumulado por séculos.
Os resultados foram publicados no periódico científico Advances in Climate Change Research. Segundo o portal New Scientist, as geleiras do Pamir-Karakoram deixaram de ser exceção à tendência global.
Os pesquisadores alertam que eventos extremos de calor devem acelerar ainda mais o degelo na região. Shaun Eaves, cientista da Universidade Victoria de Wellington, afirma que as descobertas são consistentes com previsões de mudanças climáticas induzidas pela ação humana.
Eaves pondera que ainda é cedo para concluir se o padrão de degelo se tornou irreversível. As medições de massa de gelo na geleira Kangxiwa começaram apenas em 2011, limitando a análise em contexto histórico mais amplo.
A magnitude do degelo registrado em 2024 não encontra paralelo em todo o período de observação disponível. A vulnerabilidade repentina do ‘teto do mundo’ elimina uma das últimas regiões que resistiam ao avanço do aquecimento global em altas montanhas.
Com informações de NEWSCIENTIST.
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Paulo Rocha
29/05/2026
Mais um alarmismo esquerdista para tentar nos empurrar a tal da agenda globalista. Enquanto isso, o Brasil vai se afundando com esse governo que só sabe fazer “L” e destruir nossa economia. Brasil pra brasileiros, não pra ONU e ONGs financiadas pelo socialismo. Vai pra Cuba, seus comunistas!
Luizinho 16
29/05/2026
Chora mais com o ‘L’ enquanto o mundo pega fogo, tio, a ‘agenda globalista’ é literalmente a física do planeta.