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Vice-chanceler cubana denuncia escalada militar dos EUA contra a ilha

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Ilustração editorial sobre Vice-chanceler cubana denuncia escalada militar dos EUA contra a ilha. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

A vice-ministra das Relações Exteriores de Cuba, Josefina Vidal Ferreiro, alertou em audiências parlamentares que o risco de agressão militar dos Estados Unidos contra a ilha aumentou significativamente.

A declaração ocorre em meio ao recrudescimento da guerra econômica imposta por Washington, que intensificou sanções unilaterais nos últimos meses.

Segundo o portal Sputnik, Vidal Ferreiro classificou as medidas como as mais severas em mais de seis décadas de bloqueio.

O governo cubano afirma que o objetivo é sufocar a economia e provocar uma crise humanitária para justificar uma intervenção externa.

A diplomata rejeitou as acusações recentes contra o líder revolucionário Raúl Castro, chamando-as de insinuações fraudulentas para aumentar a pressão.

Vidal Ferreiro reforçou que Cuba não representa ameaça aos Estados Unidos e nunca promoveu atividades hostis a partir de seu território.

Em janeiro, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que impõe tarifas sobre países que forneçam petróleo a Cuba.

A medida, justificada como resposta a uma suposta ameaça à segurança americana, agravou a escassez de combustíveis na ilha.

Os impactos já afetam setores essenciais como energia elétrica, transporte, produção de alimentos, saúde e educação.

A população cubana enfrenta cortes de energia e dificuldades logísticas devido ao estrangulamento econômico imposto.

O governo cubano considera as sanções uma violação sistemática do direito internacional e dos direitos humanos.

Apesar do cerco, Cuba mantém seus programas sociais e reafirma seu compromisso com o desenvolvimento soberano.

Analistas apontam que a ofensiva de Washington busca capitalizar politicamente o endurecimento contra Cuba durante o período eleitoral nos Estados Unidos.

A nova rodada de sanções inclui restrições financeiras e perseguição a empresas estrangeiras que mantêm relações comerciais com a ilha.

Havana denuncia que a estratégia visa asfixiar o país e forçar uma mudança de regime.

Diante da escalada, o governo cubano convocou a comunidade internacional a se posicionar contra a beligerância de Washington.

A ilha mantém canais diplomáticos abertos e aposta na solidariedade internacional para enfrentar a hostilidade externa.


Leia também: América Latina se levanta contra golpe articulado no Brasil por interesses estrangeiros


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