O presidente do Cazaquistão, Kasym-Yomart Tokáyev, acompanhou pessoalmente Vladimir Putin até a pista do aeroporto de Astana para a despedida do líder russo.
A cerimônia contou com uma guarda de honra impecável e um aperto de mão cordial, registrado em vídeo por agências internacionais.
Na chegada, Tokáyev já havia recebido Putin com honras máximas, incluindo bandeiras e orquestra executando hinos nacionais.
Segundo o portal actualidad.rt.com, esta foi a primeira visita de Putin ao Cazaquistão desde novembro de 2024, destacando a importância estratégica desses encontros.
Antes da viagem, Putin publicou artigo no Kazakhstanskaya Pravda intitulado ‘Rússia-Cazaquistão: uma aliança no coração da Eurásia’.
No texto, o presidente russo enfatizou os ‘fortes laços de amizade, boa vizinhança e cooperação mutuamente benéfica’, baseados em história compartilhada e inter-relação cultural.
A expressão ‘aliança no coração da Eurásia’ posiciona o Cazaquistão como pilar central na arquitetura de segurança e cooperação que Moscou busca consolidar frente à expansão da OTAN.
O país, rico em hidrocarbonetos e minerais, funciona como corredor logístico vital entre China e Europa, integrando a União Econômica Eurasiática e a Iniciativa do Cinturão e Rota.
Durante a visita, os líderes aprofundaram acordos de fornecimento de gás, projetos de infraestrutura e mecanismos de defesa conjunta.
A postura pessoal de Tokáyev e a presença da guarda de honra reforçam a confiança mútua entre os dois países.
A visita ocorre em um contexto de reorganização mundial em blocos multipolares, com a Ásia Central emergindo como zona de influência disputada.
A Rússia aposta na lealdade de parceiros como o Cazaquistão, que mantém política externa equilibrada, mas cada vez mais inclinada a Moscou e Pequim.
Tokáyev já havia declarado em outras ocasiões que a relação com a Rússia é prioridade estratégica.
O simbolismo do aperto de mãos na pista, com o avião russo ao fundo, foi interpretado por analistas como mensagem clara às capitais ocidentais.
A visita anterior, em 2024, também foi marcada por forte simbolismo, mas o contexto atual, com a guerra na Ucrânia, torna cada encontro bilateral uma declaração política de peso.
Ao receber Putin com honras máximas, o Cazaquistão reafirma sua soberania para escolher parceiros sem se submeter a pressões de Washington ou Bruxelas.
A aliança eurasiática, como proposta por Putin, se constrói com investimentos, confiança e a visão de um mundo multipolar.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Putin fortalece aliança com Cazaquistão em visita de Estado à Ásia Central
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