Cubanos realizam manifestação em Havana contra acusação dos EUA a Raul Castro
Milhares de cubanos se reuniram em Havana em 22 de maio de 2026 para condenar a acusação dos Estados Unidos contra Raul Castro e o embargo norte-americano de décadas contra Cuba, segundo a Xinhua.
Segundo o governo cubano, mais de 250 mil pessoas participaram da manifestação na Plataforma Anti-Imperialista José Martí, uma área aberta em frente ao litoral de Havana. O evento foi liderado pelo presidente cubano Miguel Díaz-Canel e coincidiu com o Dia Nacional de Defesa do país.
Gerardo Hernández, coordenador nacional dos Comitês de Defesa da Revolução, afirmou que a manifestação refletiu a rejeição popular ao que chamou de uma provocação política de Washington.
Hernández declarou que os Estados Unidos não têm legitimidade nem jurisdição para apresentar acusações contra Castro, e argumentou que Washington distorceu os eventos relacionados ao abate de dois aviões operados pelo grupo de exilados cubano-americanos Irmãos ao Resgate em fevereiro de 1996.
Segundo Hernández, as aeronaves violaram repetidamente o espaço aéreo cubano e Cuba agiu em legítima defesa após emitir avisos a Washington.
Lauren Luis, funcionária do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, disse que participou da manifestação para defender a Revolução Cubana e expressar apoio a Castro. Ela descreveu a acusação dos EUA como infundada e ilegítima, afirmando que Cuba agiu para defender sua soberania.
Aleida Ramírez, cabeleireira de 65 anos, disse que se juntou à manifestação para defender a independência de Cuba e o sistema socialista. Segundo ela, não podemos permitir que Trump ou qualquer outra pessoa venha governar este país.
Gian Marcos Suárez, estudante da Universidade de Havana, afirmou que Cuba enfrenta um dos períodos mais difíceis dos últimos anos devido ao aperto do embargo dos EUA, acrescentando que o país precisa de reformas conduzidas pelos próprios cubanos e não de intervenção estrangeira.
O Departamento de Justiça dos EUA apresentou recentemente uma acusação contra Castro, acusando-o de ter desempenhado um suposto papel no abate de duas aeronaves dos Irmãos ao Resgate em 1996.
Castro, de 94 anos, serviu como ministro das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba na época do incidente. Havana mantém que as aeronaves foram abatidas no espaço aéreo cubano e que o país agiu em legítima defesa.
Com informações de Xinhua, mídia oficial chinesa. Análise editorial do Cafezinho.
Fonte: Xinhua


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