Menu

STF derruba lei do Maranhão que autorizava pais a vetar aulas sobre gênero

0 Comentários🗣️🔥 Ministros do STF durante sessão no plenário, com crucifixo e brasão visíveis na parede. (Foto: cartacapital.com.br) O Supremo Tribunal Federal formou maioria para declarar inconstitucional uma lei do Maranhão. A norma permitia a pais e responsáveis vetar a participação de estudantes em atividades pedagógicas sobre identidade de gênero e orientação sexual. O relator […]

sem comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Ministros do STF durante sessão no plenário, com crucifixo e brasão visíveis na parede. (Foto: cartacapital.com.br)

O Supremo Tribunal Federal formou maioria para declarar inconstitucional uma lei do Maranhão. A norma permitia a pais e responsáveis vetar a participação de estudantes em atividades pedagógicas sobre identidade de gênero e orientação sexual.

O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, sustentou que a lei invadia competência exclusiva da União. Ele destacou que cabe ao governo federal estabelecer as diretrizes e bases da educação nacional.

Além de Gilmar Mendes, votaram pela derrubada da legislação os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e segue aberto até o fim do dia.

O relator ressaltou que o STF já consolidou jurisprudência sobre o tema. A Corte invalidou legislação semelhante do Espírito Santo em decisão anterior.

A definição de conteúdos pedagógicos sobre gênero e diversidade sexual cabe ao governo federal. Iniciativas legislativas estaduais ou municipais não podem interferir nessa competência.

Os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino acompanharam o relator com ressalvas. Eles defenderam que os conteúdos devem respeitar a faixa etária e o desenvolvimento dos estudantes.

A abordagem de temas ligados a identidade e orientação sexual deve considerar a maturidade física, emocional e intelectual. Cada etapa escolar exige adaptação dos conteúdos.

A ação foi apresentada pela Aliança Nacional LGBTI+, pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas e pelo Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros. As entidades argumentaram que a lei maranhense impunha restrições inconstitucionais.

As atividades pedagógicas combatem a discriminação e promovem o respeito à diversidade nas escolas. A decisão do STF reforça esse entendimento constitucional.

Conforme reportagem da Carta Capital, a decisão consolida o entendimento de que a educação para a diversidade integra o direito à educação. O Supremo reafirma o compromisso com a proteção das minorias e a laicidade do Estado.


Leia também: STF avança para derrubar lei que permitia veto de pais a aulas sobre gênero


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.

,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!


Leia mais

Recentes

Recentes