Durante a cúpula do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a implementação do sistema de urnas eletrônicas brasileiras em outros países. Ele sugeriu que a Organização das Nações Unidas (ONU) recomendasse esse modelo de votação aos seus membros. A declaração foi captada por câmeras da agência de notícias Associated Press durante uma conversa entre Lula, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e o chanceler alemão, Friedrich Merz.
Na conversa, Lula destacou a eficiência do sistema eleitoral brasileiro, mencionando a rapidez na divulgação dos resultados após o encerramento da votação. “A eleição no Brasil é muito rápida. A votação termina às cinco horas da tarde e, às sete horas da noite, já temos o resultado. São cerca de 60 milhões de votos”, afirmou o presidente brasileiro, conforme relatado pelo portal Metrópoles.
Lula também explicou aos seus interlocutores que o sistema de votação eletrônica no Brasil não permite a entrada de celulares na cabine de votação. Esta medida garante a segurança e confidencialidade do voto. Ele detalhou o processo de votação, onde o eleitor digita o número do candidato na urna eletrônica e pode corrigir qualquer erro antes de confirmar o voto.
Além de discutir o sistema eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre sua trajetória política. Ele afirmou que nunca foi esquerdista, apesar das expectativas internacionais quando assumiu a presidência pela primeira vez em 2003 e, novamente, em 2023. Lula ressaltou suas boas relações com o sindicalismo alemão e italiano, bem como com a UGT da Espanha.
Esta defesa das urnas eletrônicas ocorre em um momento em que o Brasil busca reafirmar sua soberania tecnológica e a integridade de seu processo eleitoral. A proposta de Lula à ONU é vista como um passo para fortalecer a democracia global através de tecnologias seguras e eficientes.
Com informações de Metrópoles.


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