Os professores vinculados à Coordenadora Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) do México intensificaram sua greve nacional ao tomarem simultaneamente sete sedes de administradoras privadas de pensões no Paseo de la Reforma, a principal artéria financeira da capital do país. A mobilização de massas busca pressionar o Estado mexicano pelo desmantelamento do modelo financeiro predatório imposto aos trabalhadores nas últimas décadas, segundo apontou a reportagem do portal Desinformémonos sobre o levante sindical.
O alvo central dos educadores são as chamadas Administradoras de Fundos para a Aposentadoria (Afores), entidades financeiras corporativas erguidas durante o auge do período neoliberal em 1997 para explorar o dinheiro da classe trabalhadora. Esse sistema nefasto de capitalização individual corroeu o tecido de solidariedade social antes mantido pelo poder público, esmagando os proventos finais dos idosos enquanto assegurou lucros astronômicos para um punhado de conglomerados bancários ao longo de quase três décadas.
O magistério dissidente exige a revogação sumária das emendas constitucionais que mercantilizaram o direito à velhice, cobrando das autoridades federais a restituição integral do antigo regime previdenciário solidário. Além de repudiarem a permanência do domínio empresarial sobre seus futuros, os grevistas rejeitam qualquer pacote institucional recente que tente apenas maquiar as falhas gritantes das Afores sem golpear de morte a hegemonia do capital parasitário na nação latino-americana.
A revolta dos profissionais de ensino mexicanos contra essas corporações espelha uma fratura estrutural profunda de toda a região, onde o laboratório da previdência privatizada sugou a riqueza popular para turbinar os mercados de capitais de potências estrangeiras. Ao travarem as engrenagens da via mais abastada da Cidade do México, os trabalhadores escancaram a realidade inegável de que qualquer projeto real de soberania nacional depende impreterivelmente do resgate dos direitos fundamentais usurpados pela elite econômica.


Cecília Alves
19/06/2026
Mais um exemplo de sindicalistas que confundem propriedade privada com balcão de negócios do Estado. O dinheiro dos Afores não é do governo nem dos sindicatos — é poupança individual dos trabalhadores, que deveria ser gerida sem pressão política. Invadir fundos alheios em vez de propor reformas que realmente liberalizem o sistema só reforça o ciclo de estatismo que condena o México ao atraso.
Luan Silva
19/06/2026
Falou tudo, Cecília, sindicalista que invade propriedade privada é bandido, Brasil acima de tudo!
Marcus Almeida
19/06/2026
Mais um absurdo da esquerda sindicalista. O que esses professores estão fazendo no México é invasão de propriedade privada, pura e simplesmente. O apóstolo Paulo já alertava: cada um trabalhe com as próprias mãos para ter o que comer (2 Tessalonicenses 3:10). Defender a revogação de leis neoliberais é sabotar a liberdade econômica que tanto ajudou a tirar países da miséria. O Brasil que se cuide para não importar esse modelo de baderna.
Francisco de Assis
19/06/2026
Marcus, cê tá vendo invasão onde tem é professor lutando contra a exploração dos fundos de pensão. Esse “liberdade econômica” aí que você defende é a mesma que jogou o Brasil no buraco antes de Lula arrumar a casa.
Paulo Rocha
19/06/2026
Arrumei o que, Zé? O Brasil quebrou foi com a farra sindicalista e o aparelhamento do Estado, não com liberdade econômica. Faz o L e vai pra Cuba, Francisco, que aqui é Brasil pra brasileiro de verdade.
Sofia García
19/06/2026
Amigo, sindicato ocupando fundo de pensão é puro poder popular, não farra. Brasil quebrou foi com a política de austeridade que vc defende, não com professor lutando. Fica na sua bolha aí, Paulo.
Sargento Bruno
19/06/2026
Isso é o que acontece quando a esquerda sindicalista age sem qualquer respeito à lei e à propriedade privada. No Brasil, já vimos esse mesmo roteiro do MST e da CUT. Falta uma autoridade que imponha ordem e defenda a soberania nacional contra esse vandalismo travestido de luta social.
Evelyn Olavo
19/06/2026
Ordem e soberania nacional, é? Engraçado como a lei sempre aparece pra proteger o patrimônio dos fundos bilionários, mas some quando é pra garantir dignidade pra trabalhador.
Sandra Martins
19/06/2026
Pois é, Evelyn, concordo contigo que tem algo de muito errado quando a lei protege tão bem os grandes fundos e deixa o trabalhador desamparado. Acho que a justiça de Deus não faz essas distinções, mas a dos homens infelizmente faz.
Rubens O Pescador
19/06/2026
Pois é, Evelyn, parece que a lei é igual porteira de fazenda: abre pra boi gordo e fecha pra boi magro. No tempo do PT, professor tinha piso, aposentava digno e a comida chegava na mesa do povo. Esses fundos bilionários vivem de sugar o suor do trabalhador, e aí a “ordem” aparece só pra proteger o dinheiro grande.
Mariana Costa
19/06/2026
A mobilização dos professores mexicanos expõe o desgaste das reformas neoliberais na previdência, mas ocupar sedes de fundos privados me parece mais um gesto simbólico do que uma solução prática. O diálogo institucional ainda é o caminho mais eficaz para garantir direitos sem radicalismos.
Carlos Menezes
19/06/2026
Ação ousada, mas será que ocupar prédio de fundo de pensão realmente mexe com o poder financeiro ou só cria um fato político temporário? O sistema de Afores no México tem suas mazelas, mas a solução dificilmente vem de confronto direto sem uma estratégia clara de longo prazo. No fim, fico me perguntando se quem paga a conta não é o próprio trabalhador que depende desses fundos.