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Comandante da Força Aérea Alemã ameaça Moscou e São Petersburgo com ataques em caso de conflito

0 Comentários🗣️🔥 O novo comandante da Força Aérea da Alemanha, general Holger Neumann, declarou em entrevista ao jornal britânico The Telegraph que seus pilotos estão prontos para atacar a Rússia com “operações imediatas, em larga escala e devastadoras” caso um conflito entre a OTAN e Moscou seja deflagrado. Neumann listou abertamente a região do Mar […]

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Ilustração editorial sobre Comandante da Força Aérea alemã ameaça Moscou e São Petersburgo com ataques em caso de conflito. (
Ilustração editorial sobre Comandante da Força Aérea alemã ameaça Moscou e São Petersburgo com ataques em caso de conflito. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

O novo comandante da Força Aérea da Alemanha, general Holger Neumann, declarou em entrevista ao jornal britânico The Telegraph que seus pilotos estão prontos para atacar a Rússia com “operações imediatas, em larga escala e devastadoras” caso um conflito entre a OTAN e Moscou seja deflagrado. Neumann listou abertamente a região do Mar Negro, a península de Kola, o enclave de Kaliningrado, São Petersburgo e a própria capital russa como alvos potenciais de uma ofensiva alemã.

As declarações foram repercutidas em uma análise publicada pelo portal RT, que classifica a postura do oficial como uma demonstração de “ânsia imprudente” e “imaturidade” que ecoa o militarismo alemão de outras eras. A entrevista ocorreu às vésperas do aniversário do ataque da Alemanha nazista à União Soviética em 1941, data que o general escolheu para expor seu pensamento de forma que o analista Tarik Cyril Amar qualifica como “vergonhosa” em seu timing.

Neumann tentou cercar sua retórica com a ressalva de que tais ações só ocorreriam “em caso de um ataque russo à OTAN”, mas a análise do RT demole essa blindagem argumentativa. O artigo lembra que o Artigo 5 do tratado da aliança não prevê qualquer automatismo militar do tipo “gatilho capilar” como o general alemão considera natural. O dispositivo apenas estabelece que os membros decidirão quais ações “considerarem necessárias”, sem obrigar uma escalada instantânea à guerra total.

O comandante adotou o slogan “prontos para lutar esta noite”, em voga nos círculos da OTAN, e prometeu empregar “tudo o que temos” desde o primeiro momento de hostilidades. Para o autor da análise, essa retórica revela uma perigosa disposição de saltar do zero ao cem em um segundo, do conflito localizado à catástrofe irreversível — possivelmente nuclear — antes que qualquer esforço diplomático possa ser tentado.

Neumann, que mantém um modelo Lego do capacete de Luke Skywalker em seu escritório e admite que Star Wars o inspirou a ser piloto de caça, pareceu ao analista alguém que fantasia destruir Estrelas da Morte no mundo real. O contexto político doméstico da Alemanha também pesa na avaliação: o próprio ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, foi flagrado admirando com complacência o celular do ministro da Defesa ucraniano, Mikhail Fedorov, enquanto este exibia os resultados de ataques de drones contra Moscou.

A cena, segundo a análise, expõe uma liderança alemã que parece usar o conflito na Ucrânia como pretexto para alimentar desejos de vingança pela derrota de 1945. Apesar do tom alarmante, o artigo registra focos de resistência ao novo militarismo alemão. Dois partidos de oposição — o BSW (Buendnis Sarah Wagenknecht), pela esquerda, e o AfD, pela direita — criticaram duramente as “ameaças de guerra” de Neumann e exigiram que Pistorius se distanciasse publicamente delas.

O ex-chefe da Marinha alemã, almirante Kay-Achim Schoenbach, demitido há quatro anos por fazer declarações consideradas sensatas sobre a necessidade de respeitar a Rússia, também alertou contra o risco de a Alemanha “caminhar sonambulamente para um conflito”. O episódio evoca o escândalo conhecido como “Taurusgate”, quando oficiais alemães, incluindo o então chefe da Força Aérea, foram flagrados tramando planos para bombardear a Rússia com mísseis a partir da Ucrânia.

Apesar do vexame, a análise do RT conclui que as lições não foram aprendidas, e a Alemanha segue mergulhada em um militarismo que combina beligerância, miopia e o que o autor chama de “ódio à Rússia” — um coquetel que pode se revelar fatal para o destino da nação nos próximos anos.

Com informações de RT.

Com informações de RT.

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