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EUA limitam vistos de estudantes e jornalistas

Novas regras limitam vistos de estudantes a quatro anos e reduzem o tempo de permanência de jornalistas estrangeiros no país.

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EUA endurecem regras para estudantes e jornalistas estrangeiros
Organizações de ensino alertam que as restrições podem reduzir a chegada de estudantes internacionais e afetar a pesquisa acadêmica / Reprodução
Os vistos de estudante terão duração máxima de quatro anos, enquanto a maioria dos jornalistas estrangeiros poderá permanecer por até 240 dias

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, finalizou nesta quinta-feira (16 de julho) regras que impõem limites mais rígidos à duração da permanência de estudantes e jornalistas estrangeiros nos Estados Unidos, na mais recente tentativa de restringir a imigração legal no país. De acordo com a mudança, que poderá ser implementada já em setembro, estrangeiros com visto de estudante poderão permanecer no país pelo período de duração de seus programas acadêmicos, até um máximo de quatro anos.

Jornalistas estrangeiros terão sua permanência limitada a 240 dias, ou cerca de oito meses, embora possam solicitar prorrogações por períodos de 240 dias, com exceção dos jornalistas chineses, que terão direito a apenas 90 dias.

A medida faz parte de uma política de imigração mais ampla, que Trump tornou um dos pilares de sua presidência, abrangendo operações de fiscalização agressivas em grandes cidades, bem como novas restrições aos caminhos legais para a cidadania.

O Departamento de Segurança Interna recebeu cerca de 22.000 comentários públicos após propor as regras para estudantes e jornalistas em agosto de 2025, mas as finalizou praticamente sem alterações.

Ao propor a regra, o Departamento de Segurança Interna (DHS) alegou que estrangeiros estavam estendendo indefinidamente seus estudos para poderem permanecer no país como “estudantes eternos”.

O departamento afirmou que o sistema sem prazo definido, em vigor para estudantes desde o final da década de 1970, havia prejudicado sua capacidade de monitorar os portadores de visto.

Os Estados Unidos receberam mais de 1,1 milhão de estudantes internacionais no ano letivo de 2023-24, mais do que qualquer outro país, contribuindo com mais de US$ 50 bilhões para a economia americana em 2023, segundo dados oficiais.

Grupos de ensino superior denunciaram a proposta como um obstáculo burocrático desnecessário que afastaria estudantes talentosos. A Aliança de Presidentes para o Ensino Superior e Imigração alertou que a medida “enfraquece a capacidade das faculdades e universidades americanas de atrair os melhores talentos”.

As universidades já relataram uma queda nas matrículas internacionais após ações anteriores do governo Trump, incluindo a revogação de milhares de vistos de estudante e a suspensão de bilhões de dólares em financiamento federal para pesquisa.

Organizações de mídia e representantes internacionais, incluindo a Embaixada do Japão, pressionaram o Departamento de Segurança Interna (DHS) a permitir períodos de admissão de dois a cinco anos para correspondentes alocados em escritórios nos EUA.

O departamento rejeitou as propostas, assim como os pedidos de processamento acelerado e de taxas fixas para jornalistas.

Trump propôs limites semelhantes ao final de seu primeiro mandato, mas seu sucessor, Joe Biden, descartou a ideia.

A regra está sujeita à revisão pelo Congresso, de maioria republicana.

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