Novo medicamento será usado em combinação com quimioterapia para tratar um dos tipos mais agressivos de linfoma não Hodgkin
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (20) o registro do medicamento Columvi (glofitamabe) para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B recidivante ou refratário, inelegíveis ao transplante autólogo de células-tronco. O novo produto é um anticorpo biespecífico que atua redirecionando o sistema imune contra as células tumorais.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (20/7) o registro do medicamento Columvi (glofitamabe). O produto, em combinação com gencitabina e oxaliplatina, é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) recidivante ou refratário, inelegíveis ao transplante autólogo de células-tronco (TACT).
O linfoma difuso de grandes células B é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo, caracterizado por evolução clínica rápida e necessidade de tratamento eficaz, especialmente em pacientes com doença recidivante ou refratária e opções de tratamento limitadas.
O registro do Columvi representa uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica, ao disponibilizar no Brasil um anticorpo biespecífico capaz de redirecionar o sistema imune contra células tumorais. O novo medicamento amplia as opções de tratamento para pacientes com linfoma agressivo em cenário de necessidade clínica.
O medicamento é um anticorpo monoclonal biespecífico humanizado que atua por meio da ligação simultânea ao antígeno CD20 presente nas células B tumorais e ao CD3 expresso nas células T. Esse mecanismo promove a ativação das células T e a destruição direcionada das células tumorais.
Fonte: Agência Gov


Karina Libertária
20/07/2026
Finalmente a Anvisa aprovou algo útil, mas vamos ver se esse remédio vai chegar rápido nos hospitais públicos ou se vai ficar só no papel. Enquanto isso, nos EUA a gente já tem acesso a tratamentos muito mais avançados sem precisar esperar burocracia de governo. O que me pergunto é: quantos milhões de reais vão ser gastos nisso enquanto o povo continua pagando imposto pra sustentar vagabundo do Bolsa Família?
Beto Engenheiro
21/07/2026
Concordo que a burocracia atrasa, mas a Anvisa aprovou o remédio com base em ensaios clínicos sérios; agora cabe ao SUS negociar preço e incluir no protocolo. Agora, meter Bolsa Família nessa discussão é querer desviar foco do que realmente importa: salvar vidas com tratamento de ponta.
Mateus Silva
20/07/2026
A notícia é alentadora, mas cabe perguntar: esse novo esquema terapêutico chegará com rapidez aos pacientes do SUS ou vai engrossar a lista de medicamentos de alto custo com acesso restrito? Num país onde a fila do tratamento oncológico já expõe desigualdades regionais profundas, a aprovação pela Anvisa é só o primeiro passo de um percurso que deveria ser também de equidade distributiva.