Segundo o The Hindu, a China convocou o embaixador das Filipinas em Pequim nesta terça-feira para protestar contra o que classifica como uma provocação deliberada no Mar do Sul da China.
O incidente ocorreu na véspera, no Segundo Thomas Shoal, área disputada há décadas entre os dois países.
Segundo Pequim, dois botes de borracha enviados pelo navio encalhado filipino BRP Sierra Madre colidiram intencionalmente contra uma patrulha da Guarda Costeira chinesa.
A versão chinesa afirma que militares filipinos iniciaram “ataques maliciosos” usando remos e varas longas como armas. O relato foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da China e confirmado por porta-voz da Guarda Costeira.
Manila rejeitou as acusações no mesmo dia, afirmando que um de seus militares foi atingido na cabeça por um bastão de madeira usado por agentes chineses. As Filipinas também relataram que um bote da Marinha foi danificado, classificando a ação chinesa como “agressiva”.
Em declaração separada, a Guarda Costeira chinesa disse ter permitido, “por consideração humanitária”, que as Filipinas transferissem feridos do navio encalhado por meio de pequenas embarcações. O porta-voz Jiang Lue afirmou que equipes chinesas “verificaram e monitoraram todo o processo”.
O Ministério das Relações Exteriores chinês acusou Manila de ter “provocado o incidente primeiro” e depois “distorcido os fatos e se engajado em propaganda maliciosa”. As Forças Armadas das Filipinas responderam chamando as acusações de “falsas e enganosas” e negando que seus agentes tenham iniciado qualquer confronto.


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