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Irã reage a bombardeios dos EUA e atinge o Golfo

Irã retalia com mísseis no Golfo após 10 dias de ataques dos EUA; bases no Kuwait e Bahrein são atingidas.

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Bombardeios americanos e ataques retaliatórios iranianos ampliam a instabilidade no Golfo e aumentam a preocupação com uma guerra de maiores proporções.
Oriente Médio vive nova espiral de ataques entre EUA e Irã / Reprodução
Guarda Revolucionária afirma ter atacado bases militares dos EUA, enquanto Washington mantém operações sob a justificativa de proteger a navegação

Os Estados Unidos realizaram nesta segunda e terça-feira, 20 e 21 de julho, o décimo ataque consecutivo contra o Irã, atingindo cidades no sul e no centro do país, segundo o portal Drop Site News.

Explosões foram ouvidas em Chabahar, Konarak, Bandar Abbas, Bandar-Lengh, na ilha de Qeshm e em Isfahan. Washington citou “interrupções” ao tráfego marítimo no estreito de Ormuz como justificativa para os bombardeios.

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios contra bases militares americanas no Golfo.

Segundo a Guarda Revolucionária Iraniana, os mísseis destruíram sistemas de radar antimísseis, infraestrutura de defesa aérea, aviões de combate e alojamentos de tropas. Um ataque a uma base na Jordânia teria destruído um caça F-15 e um sistema de radar.

Outro ataque teria atingido um complexo com soldados americanos, com relatos de mortes, embora o número não tenha sido confirmado. A Guarda Revolucionária reivindicou ainda três ataques a bases no Kuwait, incluindo o Campo Arifjan, onde afirma ter destruído um sistema de mísseis HIMARS, além do acampamento Al-Adhari e de um quartel na base Ahmed Al-Jaber.

No Bahrein, os iranianos dizem ter destruído um sistema Patriot e a infraestrutura central de dados da Amazon usada pelo país. O Ministério de Energia do Kuwait confirmou que usinas de energia e dessalinização foram danificadas pelas explosões, provocando incêndios em vários locais.

A CBS News, citando autoridades dos EUA, reportou que quase 100 militares americanos ficaram feridos desde 7 de julho em bases no Oriente Médio. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse que a maioria sofreu concussões leves e que 96% já retornaram ao serviço. O comandante adjunto das forças terrestres da Guarda Revolucionária declarou que suas tropas estão “no mais alto nível de prontidão” para repelir qualquer incursão americana em território iraniano.

No estreito de Ormuz, pelo menos dois navios foram atingidos por projéteis de origem desconhecida na segunda e terça-feira, segundo o órgão britânico de monitoramento marítimo UKTMO. Um petroleiro foi atingido a cerca de 15 km a nordeste de Omã, forçando a tripulação a abandonar a embarcação. Outro foi danificado a aproximadamente 27 km a leste dos Emirados Árabes Unidos, sem vítimas.

A Guarda Revolucionária havia anunciado que “incêndios massivos” irromperam em dois petroleiros que tentaram usar a rota sul do estreito. A empresa Sinokor, maior proprietária de superpetroleiros do mundo, passou a oferecer bônus de seis meses de salário extra para tripulações que aceitarem fazer a travessia, com valores que chegam a 90 mil dólares para capitães.

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Rhyan de Meira

Rhyan de Meira é jornalista pela Universidade Federal Fluminense, escreve sobre política, economia e carnaval. É repórter, redator e editor dos site O Cafezinho e Rio Carta. / Contato: Redes: @rhyandemeira / Email: rhyandemeira@hotmail.com

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