Live com Miguel do Rosário (convidado especial: Luiz Moreira)

Uma análise dura e realista de Luis Nassif

Por Miguel do Rosário

16 de março de 2015 : 11h17

fotoroportunismo


 

Esse texto de Nassif nos oferece um prognóstico sombrio e triste da política brasileira.

Sombrio, triste, e realista.

Eu acho um pouco exagerado, todavia, dizer que o ciclo do PT chegou ao fim após o 15 de março.

O show de horrores que assistimos mostra o contrário.

Mostra que o Brasil ainda precisa desesperadamente de organizações políticas de esquerda que constituam um anteparo à barbárie fascista.

O PT pode até diminuir, mas vai se tornar mais seco e mais duro.

A democracia brasileira sempre terá espaço para a esquerda e a história da esquerda brasileira, para o bem e para o mal, está ligada ao PT.

Não podemos subestimar o poder da mídia e do exército de zumbis que ela produziu.

Mas protestos infestados de dementes que pedem intervenção militar, em inglês, também não podem ser superestimados.

De qualquer forma, agora temos certeza que a história política do Brasil está mais viva que nunca.

Esse é o único ponto que talvez possamos usar como contraponto aos prognósticos sombrios de Nassif.

Tanto a história quanto a política são caixinhas de surpresas.

As coisas podem degringolar para pior, sim, se o governo continuar enfiando os pés pelas mãos (o que não é nada impossível, lembra Nassif, com o que eu concordo).

Também podem surpreender, para o bem.

O dia 13 de março, quando colocamos milhares de pessoas nas ruas numa conjuntura péssima, prova que ainda temos poder de fogo.

*

O governo Dilma e o fantasma da Besta

Luis Nassif, no Jornal GGN.
SEG, 16/03/2015 – 19:57

Para não se perder em digressões sobre a natureza das manifestações, o primeiro passo é aceitar os protestos como um fenômeno amplo e disseminado, pegando todas as classes sociais e todas as regiões.

O sentimento anti-Dilma, anti-PT, anti-anti é generalizado.

Hoje, o país está dividido em dois grupos: a esquerda militante, sozinha em um canto, com uma visão muito mais legalista do que pró-Dilma; e todo o restante do país no outro.

O segundo é separar os processos centrais que impulsionam os protestos, da ação dos grupos oportunistas que surfam na onda.

O ponto central que explica esse explosão está presente na história em todos grandes períodos de inclusão. Foi assim primeira revolução industrial, na urbanização europeia dos anos 1920, trazendo consigo o integralismo italiano, o nazismo alemão e seus arremedos em várias partes do mundo; na explosão do mercado de massa norte-americano, nos idos de 1850; na primeira consolidação da onda migratória brasileira, nos anos 1920; no avanço da classe operária industrial brasileira nos anos 1950 e 1960, no macarthismo norte-americano e na KKK nos anos 1960.

A expansão econômica abre espaço para a urbanização e para a criação de uma nova classe operária ou de incluídos. Nessa fase, o crescimento permite repartir os frutos por todos os setores, amainando os conflitos de classe e contendo os preconceitos. Quando à frente do processo estão políticos de fôlego – Mandela ou Lula – a fase de inclusão se dá com menos conflitos.

Quando esgota-se o ciclo de crescimento, frustram-se as expectativas de melhoria individual e afloram todos os preconceitos e frustrações, tanto dos velhos quanto dos novos incluídos, ambos irmanados na falta de perspectivas.

Por exemplo, a nova geração dos metalúrgicos do ABC era filha do “milagre econômico”. Em dez anos sua vida mudou radicalmente, como o próprio Lula admite. Os comícios da Vila Euclides só aconteceram quando a crise econômica se impôs e abortou os sonhos de ascensão continuada. Sua vida estava melhor do que dez anos atrás; mas pior que no ano anterior.

No século 21, o fenômeno da inclusão ocorreu, nos emergentes, com a ascensão social das classes D e E; nos países centrais com o fluxos migratórios; em todos eles, incluindo Oriente Médio e outras regiões, no rastro da implosão dos sistemas convencionais de controle da informação (por governos ou grupos de mídia), com o advento das redes sociais.

No caso brasileiro, sobre esse caldeirão fumegante veio o circo de horrores da Lava Jato, pela primeira vez expondo em sua plenitude as vísceras dos sistemas de financiamento de campanha e da corrupção política, o presidencialismo de coalisão em estado de putrefação. E, na sequencia, as restrições de uma política fiscal dura, enfiada a seco goela abaixo do eleitor, para corrigir os excessos do período anterior.

E aí tem-se o terreno adubado para aparecer a Besta, o sentimento irracional e generalizado que comanda as grandes manifestações de massa, sem liderança, sem controle, tendo em comum apenas o ódio contra qualquer alvo móvel, o afloramento de insatisfações pessoais, profissionais, políticas de cada um, embora comportando-se como massa.

Nessa geleia geral, cabe de tudo, da classe média séria, cumpridora dos seus deveres, à malandragem mais ostensiva, dos cidadãos desinformados aos direitistas mais empedernidos.

Mas há pontos em comum que definem a natureza dessas explosões.

A explosão é fruto do isolamento trazido pela falta de rumo. Sem os partidos e instituições como agentes agregadores, a massa procura formas mais primárias de coesão, na antipolítica.

Uma dessas formas são os ataques aos “diferentes”, sejam ímpios que professem outro partido ou minorias. É o princípio ancestral do bode expiatório e dos grandes linchamentos dos quais nem Cristo escapou.

Outro é a ânsia por “ordem”, qualquer coisa que mostre um rumo, que organize os fatos, que enquadre essa desordem difusa. Pode ser uma mensagem forte de esperança, ou um estímulo adicional à intolerância.

Mesmo assim, não se reduzam as manifestações a manobras conspiratórias ou planejadas. Existem, sim, mas dentro de um espectro muito maior e menos controlável.

O fenômeno do parasitismo político
Na biologia estuda-se o fenômeno do parasitismo. Segundo a definição, parasitas são organismos que vivem em associação com outro, dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro.

Na política, o parasitismo é similar. Em cima do sentimento maior pululam as manobras oportunistas, de grupos parasitários.

Um deles são os grupos de mídia, que atuaram como agentes estimuladores das tendências de revolta. Ontem, na Paulista, um dos poucos slogans que não era anti-Dilma foi o conhecido “o povo não é bobo, abaixo a rede Globo”.

Outros, políticos querendo tirar sua casquinha. Bolsonaro foi vaiado, Martha Suplicy execrada por petistas e antipetistas, e FHC, Serra e Aécio – que já conhecem a Besta desde o governo tucano – preferiram colocar lenha na fogueira e prudentemente ficar longe do fogaréu.

Um terceiro grupo são malandros de toda espécie vendendo camisetas, ou vendendo apoio a golpistas etc.

Em junho de 2013, quem quis tirar casquinha, levou na cabeça. Nenhum grupo parasita logrou cavalgar a Besta.

O que acontece quando a Besta aparece
Quando a Besta sai às ruas, não bastam mais os mecanismos convencionais de prevenção de crise. É uma boiada estourando, sem comando, com uma corrida dos grupos oportunistas para tentar cavalgar o boi guia.

Esses estouros de boiada podem levar a um Hitler, a um Berlusconi ou a um Roosevelt, dependendo de quem conseguir dirigir os instintos da boiada. A mensagem unificadora pode ser um discurso de esperança e solidariedade; ou o exercício da intolerância e da busca do inimigo para ser liquidado.

Quando se tem uma imprensa irresponsável, uma oposição rasa, pensando apenas em seus interesses comerciais e políticos, e um governo medíocre, é mais combustível na fogueira da intolerância.

Mesmo para um governo mais ativo, o desafio seria enorme, conforme atestam os exemplos históricos. Dilma montou em um burro xucro que já derrubou políticos bem mais experientes. E nem sei se Lula saberia cavalga-lo com sucesso.

Mas a situação se agrava quando se ignoram os sinais. Os trabalhos preventivos são eficazes antes da Besta acordar. Depois, que Deus nos ajude e o Diabo não atrapalhe.

Por isso mesmo, as manifestações de junho de 2013 foram um presente para o governo Dilma e o PT, uma sinalização para começar a agir e reduzir os pontos de desgaste.

Nada foi feito. Demorou muito para entenderem o fenômeno e até hoje não aprenderam como tratá-lo. Ambos – partido e Dilma – decidiram recorrer a truques do estoque político tradicional – criar o factoide da Constituição exclusiva para desviar a atenção da mídia, esperando com isso desviar o assunto. Ou, como fez José Eduardo Cardozo ontem, o discurso convencional sobre a democracia, a tolerância. Vale para o dia da malhação de Judas. Mas e a estratégia maior para o dia seguinte?

Apesar dos alertas altissonantes das manifestações de junho de 2013, das provas claras de que a Besta estava solta, que o país ingressava em novo tempo político, não se mudou em nada o estilo de governo, não se abriu nem o Estado nem o partido às demandas dos novos grupos ou à participação da sociedade civil, não se buscou a participação dos diversos setores sociais e econômicos na definição das políticas públicas.

Pelo contrário, Dilma radicalizou ainda mais seu voluntarismo de baixo discernimento até o limite da crise fiscal e social. E, quando veio a Lava Jato, deixou que o tema fosse cavalgado pela mídia montada em vazamentos seletivos.

Alguém comparou ao ato de tirar doce de criança. Errado. As crianças reagem, nem que seja chorando.

O cenário futuro
O que se tem agora são os seguintes personagens e/ou eventos.

O efeito das manifestações
Manifestações duram um dia, deixam ecos e podem se repetir. Mas não comandam a política.

Só surtem efeito quando os governantes perdem totalmente a condição de governabilidade. Aí servem de álibi para o jogo político, como ocorreu com Fernando Collor. Quem o derrubou não foram os “caras pintadas”. Foi sua falta de jogo de cintura para atender às demandas dos políticos e dos grupos de mídia.

As manifestações não levarão ao impeachment de Dilma, a não ser que continue a errar reiteradamente – aliás, não é impossível.

O poder do eleitor só se manifesta no período eleitoral.

Nesse sentido, as manifestações marcam o fim do ciclo petista no poder. Dificilmente o partido – e o governo Dilma – se recuperarão até 2018, menos ainda até 2016.

O próximo período
Quem comandará o próximo período?

O PSDB virou um grupelho radical. Internamente, em vez de levantar novos nomes, intelectuais, políticos com pensamento renovado, limitou-se a ir a reboque da mídia e da Besta. Com isso passou a ter a cara disforme do senador Aloyzio Nunes, com um ódio tão visceral de dar engulhos, pelo primarismo e pela violência. É ele, Serra, FHC, Aécio que representarão o novo almejado pelas multidões?

Nesse lusco-fusco político, qualquer aposta é temerária. Em 1989 emergiu Fernando Collor, cavalgando as ideias de Margareth Tachter e do sentimento anti-Brasilia, correndo ao largo dos partidos políticos e do próprio sistema Globo – que só aderiu à sua candidatura quando percebeu que os candidatos preferenciais, Mário Covas e Guilherme Afif, estavam fora do páreo.

E agora?

As estratégias até 2018
O grande desafio de Dilma será levar o país inteiro até 2018. Será a maior contribuição que seu governo poderá dar ao sistema democrático e ao projeto que ela em tese representa.

As frentes de batalha serão as seguintes:

1. Recompor a base de apoio político. Aparentemente começou a trabalhar com um conselho mais profissional.

2. Recompor sua base de apoio social. Só conseguirá isso se der um corte radical no seu estilo de governo e abrir-se para as demandas sociais e econômicas, revigorando os conselhos empresariais e sociais. Tudo isso amparada em uma estratégia de comunicação

3. Redefinir os eixos do desenvolvimento. No Ministério Dilma há um Ministro com visão mais ampla de desenvolvimento: Nelson Barbosa. A nova base política exigirá um Ministério novo. Dilma deveria aproveitar para juntar a visão sistêmica de Barbosa com a imaginação luxuriante de Roberto Mangabeira Unger, e definir linhas centrais de atuação de cada Ministério, para uma ação minimamente articulada.

O desafio de Dilma será se preparar para 2016. 2015 está morto, será o ano de juntar os cacos. Dependendo do trabalho que for feito, poderá se reabilitar em parte no próximo ano. Ou afundar de vez.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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64 comentários

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Gustavo Maraschin Maraska

19 de março de 2015 às 21h39

Depois reclamam de uma intervenção militar!!!!!! Estão implantando uma ditadura PTRALHAS vermelha e acham que o Impeachment vai resolver alguma coisa…não vai resolver nada! Só vai fantasiar o governo e tudo vai continuar na mesma para pior….. Que se foda esse povo!

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Amara Silva

18 de março de 2015 às 02h43

Ignorantes, tivessemos na ditadura, eles nao estariam ai.kkkkk

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Bernardete Pinto Sá

18 de março de 2015 às 00h01

Quando é que o PT vai ter estratégia e competência para enfrentar essa onda antipetista? O PT é um partido desnorteado, não está sabendo reagir com inteligência a toda essa crise.. cada vez mais se mete em enrascada.. mantém o tesoureiro acusado de formação de quadrilha e corrupção…aí quando a situação chega no limite, eles demitem o tesoureiro. Estou ficando sem paciência para o PT

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Artuncio

17 de março de 2015 às 20h28

Há muito “blá blá blá” sobre dia 15. Pode ser concreto que o PT acabou onde esteve sempre acabado, já “entra” acabado. Por quê?
ORA BOLAS, VOCÊS SÃO OS ANALISTAS POLÍTICOS E TAMBÉM ENGANAM O POVO POR INTERESSES PESSOAIS.
Vou responder: “É a corrupção, estúpido”. “É o dinheiro, estúpido”. Vou explicar.
O “dinheiro do Brasil está em São Paulo”. Têm governo que está mudando esta mão. o Quê faz os “capitães de indústria” e os “barôes da mídia”. Programas esta derrocada. O PT não ganha em São Paulo, e com a ajuda da esquerda não ganhará em assembléia de síndico.

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Vitor

17 de março de 2015 às 19h43

Quanto antes a esquerda tiver uma alternativa viável ao PT, melhor para o país!

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Joao Goulart de Campos

17 de março de 2015 às 21h55

Isso é uma aberração!! Além de atentar contra o Estado Democrático e de Direito, joga as forças armadas contra a opinião poublica.

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italo

17 de março de 2015 às 17h57

O clima criado pela #globogolpista ou simplesmente a chantagem dos golpistas via concessão pública de rádio e tv, só é apavorante porque não provoca sequer espasmos na Justiça que assiste sob suas barbas a liberdade de Imprensa, que nem conhecemos, ser usada para convocar indignados por derrota eleitoral ou envenenados por ‘informação isenta’segundo a globo, veja e folha. O empenho da globo no 15.03 é um caso de listafobia, uma reação descontrolada de quem foi atingido por algo muito quente do qual não consegue se ver livre.

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Maria Tereza

17 de março de 2015 às 17h56

Globotomizados em ação em 15; só isto!!

Responder

Maria Tereza

17 de março de 2015 às 17h56

Globotomizados em ação em 15; só isto!!

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Pedro GOmes

17 de março de 2015 às 17h52

As panelas batem do alto do prédio. É a burguesia acuada, mandando o recado: “Eu moro aqui no alto! E vocês têm que ficar aí embaixo, moradores de rua, favelados, desprivilegiados. Odiamos pobres e somos superiores!”

Responder

Pedro GOmes

17 de março de 2015 às 17h52

As panelas batem do alto do prédio. É a burguesia acuada, mandando o recado: “Eu moro aqui no alto! E vocês têm que ficar aí embaixo, moradores de rua, favelados, desprivilegiados. Odiamos pobres e somos superiores!”

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josé eduardo franzon

17 de março de 2015 às 14h48

Nassif, não se pode duvidar da militância do PT, do MST, da CUT, e de todas as centrais cindicais, e de muitos outros setores de esquerda, que militam pro DILMA. A CNBB, já sinalisou apoio a DILMA, a ordem dos advogados, em defesa das reformas política. Dilma governará até 2018, e elegerá LULA presidente!!!!!!!!!

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    Pharaô

    17 de março de 2015 às 14h56

    Na verdade!(nós que estamos escrevendo a historia do nosso jeito) HEhehe
    Tava, tudo certo, para Aécio ganhar.Até ele se enganou!
    por que? a “Caneta Divina” tá na nossa Mão hahaha
    Não vai ter impitman, não vai ter intervenção;não acredite. Em ” Crise econômica” é uma falsa realidade…invenção desses Evil!que controla a bolsa de valores!e o Dinheiro mundial.Só uma “ANTA” não liga as coisas…
    uma idéa Genial, para salvar!o governo ganhar dinheiro! seria legalizar a Marijuhana.

    Responder

Carlos

17 de março de 2015 às 14h24

#boicoteaglobo

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Mila Môca

17 de março de 2015 às 15h25

quanta gente tapada por metro quadrado

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DjalmaSP

17 de março de 2015 às 12h25

Me desculpe o Nassif, mas basta divulgar os videos na que estão purulando na internet sobre a paulista no dia 15 (um exemplo Trip, outro exemplo da senhoria cujos cabelos brancos ao contrario de sabedoria representam burrice) para deixar chocados os mais descrentes e ver que a busca da justiça social é o único caminho para que tenhamos uma sociedade com mais participação dos menos abastados e deixados {a deriva pelos governos anteriores.

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    Pedro GOmes

    17 de março de 2015 às 14h49

    É isso que a DIlma ou o Cardoso chama de protestos democráticos dentro da legalidade.

    Responder

mineiro

17 de março de 2015 às 11h29

e outra coisa a maioria dos zumbis na manifestaçao da direita acredito eu foi em sp o reduto da tucanalha. agora o resto do brasil foi uns gatos pingados. agora eu pergunto porque esses zumbis imbecis nao faz uma manifestaçao por causa do preço da agua que é um absurdo em sp, isso esses m………..nao faz , vai ser burro la no inferno. o pobres se juntando ao rico pra ferrar ele mesmo. so sum paulo mesmo, pra ver uma idiotice dessas. contra o desgoverno de sp ninguem faz manifestaçao nenhuma , a maioria de sp apanha, apanha e gosta de apanhar. vai se masoquista la no inferno essa maioria de sp. deveria separar os estado de sp do resto do brasil, assim nos pegariamos os bons de sp e passavam eles para o lado de ca. e pegavam essa corja toda ,tipo esses ai da manifestaçao mandava para la, e todo resto desses vermes brasil afora, mandava tudo para so e fechava a fronteira. eles querem se separar, eu quero ver o que eles iam fazer. pelo amor de deus , é idiotice demais para um pais so.

Responder

mineiro

17 de março de 2015 às 11h17

esse blogueiro depois que foi trabalhar na tv brasil , outra emissora que nao serve para nada. ta achando que esses golpistas zumbis manipulados tem força para acabar com o pt. se o pt acabar é por causa dele proprio que vai se auto destruir. mas desses zumbis imbecis, duvido. o perigo é quem esta por traz , o pig golpista todo incluindo a maldita record, os states e toda corja traidora daqui , isso sim mora o perigo. agora nao pode achar que isso nao vai dar em nada, porque vai, nao vai acabar com o pt , mas pode derrubar essa pres.

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Cicero Pereira

17 de março de 2015 às 14h09

Os cem Noção

Responder

Chapiro

17 de março de 2015 às 10h59

Não entendo, entramos na mesma histeria coletiva daqueles que foram para as ruas neste domingo.

Que o governo Dilma errou muito e que falta articulação ninguém duvida. O que questiono é essa mania de, frente a qualquer adversidade, apontar culpados dentre os que estão, teoricamente, do mesmo lado. Qual é o fato que tivemos? A direita foi para a rua, notadamente eleitores do Aécio (vide a maior adesão em SP). Ótimo, que se exponham e mostrem o seu vazio de ideias. Quantas vezes tivemos que enfrentá-los?

Aí ficamos procurando culpados entre os nossos. “Como deixamos isso acontecer? Onde foi que erramos?”. Se alguém acha que um governo (mais ou menos) à esquerda, fazendo o jogo do ganha-ganha e trazendo benefícios a todas os setores da sociedade, acabaria naturalmente com a direita, está no mundo da lua.

Superestimamos os nossos erros e não enxergamos os verdadeiros motivos desta ofensiva da direita, que estão muito mais ligados às virtudes do governo que aos seus defeitos.

Responder

Fernando Zottini

17 de março de 2015 às 13h35

Swissleak: A mídia golpista está toda na lista do HSBC

Na lista destacam-se o nome dos proprietários do grupo Folha/UOL, Rede Bandeirantes, SBT, O Globo, Abril, rádio Transamérica e Jovem Pan – ninj.as/urqo4

Responder

Neuzinha Carneiro

17 de março de 2015 às 12h59

Sanatório Geral passando!

Responder

Mauricio Ramos Thomaz

17 de março de 2015 às 12h20

Bom texto mas não sei se caminhamos para o abismo pois estas manifestações parecem mais uma fronda carnavalesca. Assusta mas não parece tão perigoso desde que se saiba lidar com a situação.
Eles querem o golpe? Querem. Estão dispostos a dá-lo? Não. Querem outros o impeachment ? Querem. Querem de fato pedi-lo? Não pois até o Bolsonaro autor de um pedido não pode discursar. Ao que parece até agora estamos repetindo 1964 mas como farsa ainda que um tanto perigosa. Há um recuo em relação a junho de 2013, violento é certo, mas recuo.

Responder

Josephina Silva

17 de março de 2015 às 10h06

Muito bom.

Responder

Joao Helder Helder

17 de março de 2015 às 09h23

Zumbis da midia

Responder

Eneas Sousa

17 de março de 2015 às 09h15

Cambada de milicos,querendo de novo a presidência

Responder

Odenir Batista

17 de março de 2015 às 08h43

TODO MUNDO ANALISA MAS NINGUÉM ADMITE QUE O PODER DA TV É O QUE COLOCOU ESSE BANDO DE IMBECIS NA RUA E TB FOI O PODER DA TV QUE COLOCOU ESTE MONTE DE MERDA NA CABEÇA DELES !!!

Responder

Verônica

17 de março de 2015 às 01h29

Nassif errou a mão, parece que escreveu assustado.
Talvez nesse momento nos auxiliaria uma análise mais ampla do cenário atual na América do Sul e os outros continentes.
Não é um movimento politico e social exclusivo do Brasi.

O sistema político faliu. O Brasil como um país de vanguarda poderá se reinventar pela esquerda, que parece muito fragmentada, ou entrar por uma via ultra reacionária presa ao passado.

A conferir.

Responder

Vanuzia Brito Lima

17 de março de 2015 às 03h26

Esses eleitores do Aecio Never, NÃO sabem o que querem.

Responder

Alessandro Katia

17 de março de 2015 às 03h03

Responder

Helena Ferreira

17 de março de 2015 às 03h02

Seria catastrófico se todas as pessoas que foram às ruas estivessem pedindo o impedimento da Dilma. Mas, a única unanimidade foi a reforma política, o resto eram sub grupos pedindo de intervenção alienígena a intervenção militar. O curioso é que a mídia ignorou esse fato.

Responder

Alexandre Bivar

17 de março de 2015 às 03h02

No auge de meus 38 anos, voto no PT desde os 16, contudo, reconheço hoje, após muita reflexão, o DESASTRE que foi a escolha, pelo partido, e a eleição dessa senhora para o Cargo de Presidente da República, primeiro, porque se comporta como verdadeira BUROCRATA, em completo distanciamento da natureza política do cargo que ocupa, deixando para que outros (ministros e assessores) façam o trabalho político que só a sim compete. Segundo, porque padece de autismo institucional. Durante seus quatro anos de governo, assistiu completamente calada e omissa o projeto midiático de destruição da imagem do Partido e a criação de um imaginário coletivo de que o PT inventou e institucionalizou a corrupção, via jornalismo e programação da Globo News; viu a mídia destruir sua base de sustentação parlamentar, mediante agendamento diário de denuncias de corrupção de seus ministros, que depois se revelaram infundadas, assistiu o terrorismo econômico da Rede Globo, ao agendar diuturnamente e durante 365 dias a pauta da inflação em TODOS os seus telejornais, o terrorismo com a crise energética, e o que fez essa senhora? Defendeu a tese do “controle remoto”, comportamento que beira as raias da esquizofrenia política e nomeou como Ministro das Telecomunicações pessoa que parecia mandatária dos irmãos Marinho. Em suma, enfiou a cabeça debaixo da terra de seu gabinete e deixou, sem qualquer contestação, sequer sinal de contrariedade, que a porta-voz do projeto conservador conduzisse a opinião publicada como se fosse opinião pública. O diálogo institucional do governo com a sociedade É GROSSEIRAMENTE GROTESCO, talvez pela escolha estúpida da presidente em cercar-se de marqueteiros ao invés de cientístas políticos.. Um governo que não consegue se dirigir à sociedade e explicitar tudo aquilo que fez de bom, é porque não tem nada de bom a dizer. Em uma clara demonstração de esquizofrenia política, a então candidata dizia durante as eleições que combateria a corrupção, e que os corruptos da Petrobrás seriam punidos, “doa a quem doer” e no final, o que fez essa senhora? Já no segundo mandato, manteve POR QUATRO MESES a Presidente da Petrobrás e toda a sua diretoria, apesar das EVIDENCIAS CABAIS e ESCANCARADAS de que foram coniventes com a corrução da estatal, confirmando no imaginário popular a ideia de que não tem o menor interesse em combater a corrupção, o que aliás, diga-se de passagem, procede, pois se realmente tivesse, apresentaria seus projetos já no primeiro dia do segundo mandato e tomaria medidas administrativas para investigar (auditorias – controle administrativo finalístico, poder disciplinar) e punir ao invés de aguardar operações da Polícia Federal. Fica pior, a resposta dada pelo governo à manifestação de 15/03 foi PATÉTICA e só evidenciou a inabilidade da presidente e de seus assessores diretos. O que se viu foi uma classe média branca e raivosa, alimentada pelo ódio e rancor vomitado pela grande mídia durante quatro anos ir a rua pedir a CABEÇA da presidente da república, não pelos vícios (corrupção) do partido, mas sim em função de seus acertos, ou seja, o móvel daquela classe média branca não era o que o partido tinha de ruim, mas o que ele fez de bom. Em que pese o discurso anti-corrupção da classe média branca, o que movia aquela gente era o ódio de um governo que permitiu pela primeira vez na história do país que milhões de trabalhadores ascendesse à padrões de consumo que antes lhes eram restritos. Quem batia panelas eram as mulheres brancas da classe média que não encontram mais empregadas domésticas que aceitem trabalhar sem carteira assinada por um salário mínimo. Hoje, ficou pior, ainda, o (des)governo dessa senhora, ao assumir que errou nas políticas econômicas, como queria a oposição e a Rede Globo, bem como em acenar com afagos e mea-culpa a uma classe média que não quer diálogo, mas sim a cabeça da presidente na guilhotina, caminha exatamente para o papel que a oposição e a grande mídia lhe reservaram no curso da história, um governo acossado e acuado, incapaz de reagir e masoquista, simplesmente porque confunde gostar de apanhar com ser democrata. A história não costuma ser condescendente com COVARDES.

Responder

    Fernando Seremanwo

    17 de março de 2015 às 07h56

    Ninguém liga =)
    Vlws flws

    Responder

    CezarL

    17 de março de 2015 às 13h18

    Eu tenho 36 e voto no PT desde os 18.Assino embaixo

    Responder

zé raimundo

16 de março de 2015 às 23h36

Nassif errou a mão, mas já fez isso outras vezes. Momentos de crise geram histerias.

Responder

Gustavo Maraschin Maraska

17 de março de 2015 às 02h30

Responder

    Fernando Seremanwo

    17 de março de 2015 às 07h58

    Zeeeeeeeeeeeente, como alguém acredita que os militares entrariam no poder e sairiam para dar espaço para novas eleições?
    Que loucura, cara, como você é burro.

    Responder

    Ricardo FMaia

    17 de março de 2015 às 12h25

    Que coisa mais absurda? Como diria o grande Garrincha: e vocês combinaram com os russos?

    Responder

    Jean Nogueira

    18 de março de 2015 às 13h52

    O cidadão acredita que se entrarem os militares, eles devolveriam o poder para o povo??
    Único comentário merecido é: “kkkkk kkkkkkkkkk”

    Responder

Gustavo Maraschin Maraska

17 de março de 2015 às 02h30

Responder

Gustavo Maraschin Maraska

17 de março de 2015 às 02h30

Responder

    Ricardo FMaia

    17 de março de 2015 às 12h33

    A Coréia do Norte, Cuba e a China também são “ótimos” regimes militares. Você apoia esses países? Precisamos é crescer na democracia.

    Responder

Santos

16 de março de 2015 às 23h15

A única saída é se entregar de corpo e alma aos menos favorecidos. Garantir todos os direitos dos trabalhadores. Investigar o empresariado, pra saber se ainda resta alguém nesse seguimento q se disponha a trabalhar em prol da nação. Parar de dar o dinheiro do povo às emissoras de rádio e TV. Tornar-se chefe da PF sem pedir permissão à imprensa.
Pouca coisa, né?

Responder

Getulio Mendes

17 de março de 2015 às 01h58

Seu chico pra ladrao tem que ser bota mesmo e farda ai da pra edireita otario

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Getulio Mendes

17 de março de 2015 às 01h58

Seu chico pra ladrao tem que ser bota mesmo e farda ai da pra edireita otario

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JOSÉ DE ARIMATHEA

16 de março de 2015 às 22h54

ESSE “ARTIGO” É IRREALISTA. QUEM ESCREVEU NÃO CONHECE O BRASIL DE 8.500.000 QUILÔMETROS QUADRADOS E MAIS DE DUZENTOS MILHÕES DE HABITANTES. ESTÁ VESGO, OLHANDO A PAULISTA E A AVENIDA ATLÂNTICA.

SE ALGUÉM DA ESQUERDA SE ENTUSIASMAR COM O QUE NASSIF ACABA DE ESCREVER DEVE PROCURAR UMA CORDA E PENDURAR-SE NO VALE DO ANHANGABAÚ.

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Francisco Rêgo Monteiro Rocha

17 de março de 2015 às 01h51

Gente ignorante que só se sene feliz sob as botas dos sargentões!

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Francisco Rêgo Monteiro Rocha

17 de março de 2015 às 01h51

Gente ignorante que só se sene feliz sob as botas dos sargentões!

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Michele Lima

17 de março de 2015 às 01h49

Bando de Mané.

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Michele Lima

17 de março de 2015 às 01h49

Bando de Mané.

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Sônia Aranha

17 de março de 2015 às 01h47

Prefiro a análise de conjuntura do Valter Pomar http://valterpomar.blogspot.com.br/2015/03/oposicao-caracas-governo-pelicas.html

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Sônia Aranha

17 de março de 2015 às 01h47

Prefiro a análise de conjuntura do Valter Pomar http://valterpomar.blogspot.com.br/2015/03/oposicao-caracas-governo-pelicas.html

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Roberto Otrebor

17 de março de 2015 às 01h45

Só que ele novamente comete o erro da capitulação, o protesto não foi “nacional” como a Globo quer passar, foi um protesto mais da elite de SP e seus tentáculos país afora. E a elite de SP já havia mostrado força na eleição de 2014 com a votação de Aébrio lá. Cuidado pra vcs não entrarem no pânico pois no pânico não vão enxergar o que anda se passando. Esse protesto de SP foi rechaçado pesadamente na maioria das capitais, só que o povo não estava organizado pra ir as ruas contra-atacar o “protesto” televisivo da Globo.

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Roberto Otrebor

17 de março de 2015 às 01h45

Só que ele novamente comete o erro da capitulação, o protesto não foi “nacional” como a Globo quer passar, foi um protesto mais da elite de SP e seus tentáculos país afora. E a elite de SP já havia mostrado força na eleição de 2014 com a votação de Aébrio lá. Cuidado pra vcs não entrarem no pânico pois no pânico não vão enxergar o que anda se passando. Esse protesto de SP foi rechaçado pesadamente na maioria das capitais, só que o povo não estava organizado pra ir as ruas contra-atacar o “protesto” televisivo da Globo.

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