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Vitória do governo na Câmara esfria crise política

Por Miguel do Rosário

18 de novembro de 2015 : 11h28

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Análise Diária de Conjuntura – 18/11/2015

Foi uma vitória apertada, por apenas seis votos.

A oposição precisava de 257 votos e obteve apenas 251 votos, e não conseguiu derrubar o veto da presidenta Dilma a um reajuste do Judiciário que provocaria um rombo de dezenas de bilhões de reais nas contas públicas.[/s2If]

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Entretanto, não estava em jogo, evidentemente, apenas o veto da presidenta. O que estava em jogo era uma medição de forças entre governo e oposição para saber se há condições para se aprovar um impeachment da presidenta.

A oposição precisa de 342 votos para o impeachment, ou dois terços da Casa. A votação de ontem mostrou que ela não tem sequer maioria simples.

Lembremos que a Câmara votou o impeachment de Collor com voto de 411 deputados. Ou seja, para que seja uma operação política consistente, é preciso uma votação com folga, refletindo o consenso na sociedade – o que está longe de haver agora.

No Senado, a situação do governo é mais confortável – todo o foco de instabilidade política está na Câmara.

Em entrevista recente, o deputado Paulinho da Força (PSD-SP) declarou que, sem Eduardo Cunha, não há impeachment. Bem, então não haverá impeachment mesmo, porque Cunha – após cair em desgraça – não tem condições de liderar nenhum processo dessa gravidade.

Na verdade, ao apostar no impeachment a oposição cometeu um erro político estratégico. Ela cavou uma nova derrota, e desta vez uma derrota moral. Perder eleições faz parte do jogo. Articular um golpe e perder, é uma derrota infinitamente mais baixa.

Há outras repercussões para o caso.

A Câmara havia aprovado o reajuste ao Judiciário num ato de irresponsabilidade deliberada, do tipo quanto pior melhor. O objetivo não era melhorar a situação do Judiciário, mas apostar na ingovernabilidade e na instabilidade política.

A ação chocou importantes setores econômicos, que naturalmente não querem perder dinheiro apenas para satisfazer a sanha política da oposição.

A pesquisa Ibope, que mostra Aécio com 15%, contra Lula com 23%, foi um balde de água fria.

Não é preciso, além disso, ser grande especialista, para entender que Lula terá enorme peso eleitoral em 2016 e 2018 porque poderá evocar a lembrança de um tempo de vigoroso crescimento econômico. E não sou eu que digo. Analistas tucanos (leia-se analistas do Globo) já identificaram essa tendência.

Com o golpe paraguaio sob controle, resta aos discípulos da seita confiar numa decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pressão da mídia será grande, pois a mídia é o centro difusor do golpe.

Agora o governo – e o PT – precisam fazer política em alto nível. Comunicar-se melhor com a sociedade. E iniciar uma batalha no TSE na opinião pública, onde o jogo é jogado. Os ministros do TSE, assim como qualquer juiz no Brasil, não votam em linha com a Constituição ou com a lei ou mesmo com o bom senso. Eles votam de acordo com a pressão social, que por sua vez é fruto da luta política na mídia.

O valor do voto precisa ser ressaltado. Um resultado eleitoral é um todo orgânico, encabeçado pela eleição presidencial, visto que todos os candidatos locais se posicionaram sobre o pleito federal. O sujeito vota num governador pesando a sua relação com o governo federal, para um lado e outro. Assim são feitas as nuances da escolha popular. Eu posso votar num candidato mais conservador local e mais esquerda a nível nacional, justamente para contrabalançar.

Quem pode julgar ou interpretar a vontade do eleitor?

A cassação da chapa de Dilma Rousseff pelo TSE seria um golpe infinitamente mais brutal do que o impeachment via Câmara, porque na Câmara ainda haveria possibilidade de defesa política e a participação do eleitor, via seus representantes.

No TSE, é a violência estamental pura. O motivo alegado, além disso, não poderia ser mais ridículo. Doações de empresas para o PT, de empresas que doaram quantias ainda maiores para o PSDB.

Mas essa página também deve ser virada, em breve, provavelmente com vantagem para o governo, e com isso, os principais focos da crise política terão sido debelados, facilitando os trabalhos para resolver a crise econômica. [/s2If]

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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8 comentários

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Rogerio De Almeida

23 de novembro de 2015 às 01h08

A troco de deixar o cunha em paz??? Mostra o quanto são tão mau caráter quanto

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Raquel Santos

19 de novembro de 2015 às 03h20

Maria Rogeria Resende não parece um histeria coletiva? Só dar uma olhada nas pags do Cunha e Bolsanaro… É inacreditável.
Penso como vc, mas parece que o ódio pelo governo dx esse pessoal cego.

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Luís CPPrudente

18 de novembro de 2015 às 20h34

Vitória do Governo Federal foi consolidada agora há pouco na sessão do Congresso Nacional com a manutenção do veto presidencial na questão do financiamento privado eleitoral.
A democracia também venceu. Os golpistas do PSDB-DEM-PTB-PSB-SD perderam e sem o financiamento privado de campanha eleitoral, esses golpistas perderão espaço no Congresso Nacional.

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Maria Rogeria Resende

18 de novembro de 2015 às 17h45

VITÓRIA DO GOVERNO?VITÓRIA DO POVO DO POVO.CADA VEZ QUE O GOVERNO PERDE,QUEM PERDE SOMOS NÓS.MAS A TURMA DE QUANTO PIOR MELHOR,FINGEM QUE NÃO SABE DISSO,

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Kakânia

18 de novembro de 2015 às 17h01

Nojo de certos comentários. A cada vitória o ensaio de um novo ataque, mais cedo ou mais tarde. Não sai disso.

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Sérgio

18 de novembro de 2015 às 12h59

Sou servidor do judiciário e estou há vários anos sem reajuste. Quem perdeu foi o trabalhador. Não há nada a comemorar. Foi uma derrota da classe trabalhadora.

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enio

18 de novembro de 2015 às 12h04

O paraíso dos banqueiros ladrões é o povo desacreditar nos políticos.
O nirvana deles é o povo desacreditar no país.
Falsos políticos se unem a banqueiros ladrões e atuam contra o Brasil.
http://www.conversaafiada.com.br/economia/mafia-de-bancos-globais-manipulou-moeda-brasileira

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L@!r M@r+35

18 de novembro de 2015 às 11h35

E esse veto quase foi derrubado com o providencial voto de 42 dos 47 deputados do PSDB! =o

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