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O PMDB de Eduardo Cunha e as empreiteiras

Por Miguel do Rosário

01 de abril de 2016 : 09h53

Vereadores conseguem as assinaturas necessária para abrir CPI que vai investigar relações do PMDB do Rio de Janeiro com empreiteiras.

***

Recebido da assessoria do vereador Jefferson Moura:

ENQUANTO SE DISCUTE O IMPEACHMENT DE DILMA, EDUARDO CUNHA E A CÚPULA DO PMDB SUGAM O DINHEIRO DAS OBRAS OLÍMPICAS DO RIO DE JANEIRO

Rodrigo Janot (PGR) já desconfiava de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como ator político que articulava uma cascata de dinheiro de propina envolvendo obras na cidade do Rio de Janeiro.

Em 18 de dezembro de 2015, a Procuradoria Geral da República (PGR) acusava Cunha de receber R$ 52 milhões em propinas das obras cariocas, divididas em 36 prestações. Janot dizia que o consórcio encarregado da execução do projeto, o Porto Novo, formado pelas empreiteiras OAS, Carioca Engenharia e Odebrecht, teria pago suborno a Cunha, em 36 prestações depositadas em conta de banco suíço, para garantir a liberação de recursos provenientes do FGTS – através de articulações com a Caixa Econômica Federal (CEF) – para o financiamento dessas obras. (Veja a matéria completa aqui: http://glo.bo/1q7DpDh)

Eduardo Cunha ainda pediu dinheiro para o ex-ministro Henrique Eduardo Alves que, recentemente, abandonou o governo Dilma e se alinhou com a oposição pelo impeachment. Segundo os delatores da empreiteira Carioca, Cunha teria pedido doação para sua campanha para deputado federal, mas, diante da impossibilidade apresentada pela empresa, o agora presidente da Câmara solicitou doação para Henrique Alves. A empresa teria repassado R$ 300 mil para a campanha de Henrique Alves de 2014 ao governo do Rio Grande do Norte, segundo os delatores. (Veja aqui a matéria de 29 de fevereiro de 2016: http://glo.bo/1Qi2aVz).

Antes disso, Eduardo Cunha tentou impedir que o governo federal reduzisse os repasses para as obras cariocas. A parceria entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, buscou impedir a redução de R$ 3,5 bilhões para R$ 1,5 bilhão – uma diferença de R$ 2 bilhões – em repasses do FGTS para o Porto Maravilha, uma obra da Prefeitura do Rio executada por consórcio integrado por OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia. A dupla tentou influenciar decisões de duas diretorias da Caixa Econômica Federal e também atos do Ministério das Cidades, com o objetivo de garantir os aportes do FGTS, como mostram trocas de mensagens de celulares do empreiteiro extraídas pela Polícia Federal (PF) (Veja aqui a matéria: http://glo.bo/1ROBY2j)

As Obras consideradas vitrines das administrações do prefeito Eduardo Paes e do governador Luiz Fernando Pezão, ambos do PMDB, o Porto Maravilha e a linha 4 do Metrô, no Rio, foram citadas entre os projetos que tiveram pagamento de propina pela Odebrecht, denunciou a FOLHA em 22 de março de 2016 (veja aqui a matéria: http://bit.ly/1pP9Khw)

No dia 22 de março de 2016, o portal UOL denunciou:

“A 26ª fase da Operação Lava Jato revelou nesta terça-feira (22) suspeitas sobre o pagamento de propina vinculada à segunda obra mais cara em execução para a Olimpíada: a revitalização da região portuária do Rio. Conhecido como Porto Maravilha, o projeto envolve investimentos de R$ 8,2 bilhões. O aporte foi anunciado como um dos legados da Rio-2016. Segundo a Justiça e o Ministério Público, porém, ele está relacionado a um pagamento suspeito de R$ 1 milhão feito pela Odebrecht a alguém identificado pela empresa com o codinome “turquesa 2″” (veja aqui: http://bit.ly/1MFwSJI)

São fartos os dados e indícios que apontam para uma conexão entre Eduardo Cunha, líderes do PMDB e propina faturada com as obras olímpicas do Rio de Janeiro. E isso nos conduziu a pedir abertura de CPI.

A abertura da CPI DAS OLIMPÍADAS é uma vitória do povo carioca e do povo brasileiro. Precisamos compreender a lógica dos investimentos, como foi gasto o nosso dinheiro e qual o legado que poderemos ter com as Olimpíadas 2016. O nosso desejo é ouvir as diversas partes, apurar os gastos e garantir a transparência. O povo tem o direito de saber como o seu dinheiro é usado pela Prefeitura, como foram firmados os contratos com empreiteiras e outras empresas. Há indícios de irregularidades, já denunciados na Operação Lava Jato. Que a verdade seja posta.
Conseguimos as 17 assinaturas para abrir a CPI!

O objetivo da comissão parlamentar de inquérito é investigar todos os contratos fechados com as empreiteiras denunciadas pela Operação Lava-Jato e os possíveis aditivos de contratos. Serão investigados, também, os gastos e os incentivos fiscais concedidos para a construção dos equipamentos esportivos e do legado do evento, incluindo a Linha 4 do Metrô.

VEREADORES QUE ASSINARAM A CPI:

Jefferson Moura
Reimont
Leonel Brizola Neto
Renato Cinco
Paulo Pinheiro
Babá
Teresa Bergher
Jorge Brás
Tania Bastos
Edson Zanata
João Mendes
Jimmy Pereira
César Maia
Célio Luparelli
Eliseu Kessler
Márcio Garcia
Babu

Veja aqui o áudio da rádio CBN: http://bit.ly/1X1feRg

Veja aqui vídeo no UOL: http://bit.ly/1qlDCCR

Veja aqui matéria na FOLHA: http://bit.ly/1PIP1kv

Veja aqui matéria no jornal Extra: http://glo.bo/21VlQBT

Veja aqui a matéria no G1: http://glo.bo/1SqoDOi

Para maiores detalhes, entre em contato com gabinetejeffersonmoura@gmail.com

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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