Fundador do Instituto Ideia vê chance de Lula vencer no 1° turno

“Acho estarrecedor levantar argumentos religiosos e a família”, diz cientista político

Por Redação

18 de abril de 2016 : 15h39

Charge: Quinho

Cientistas políticos criticam argumentos de deputados em votação do impeachment

por Heloisa Cristaldo e Andreia Verdélio, na Agência Brasil

Cientistas políticos criticaram a argumentação de deputados na sessão do plenário da Câmara que votou a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os parlamentares dedicaram os votos às suas famílias, a Deus, aos evangélicos, aos cristãos, aos prefeitos de suas cidades e correligionários. A sessão foi marcada pela presença de cartazes, bandeiras, hino e gritos de guerra.

Com 367 votos a favor (mais de dois terços dos 513 deputados), 137 contra, sete abstenções e duas ausências, o parecer pela instauração do processo de impeachment foi aprovado nesse domingo (17) na Câmara dos Deputados. Agora cabe ao Senado decidir se processa e julga a presidenta.

“Acho estarrecedor, em um país republicano, que tem princípios de laicidade do Estado, levantar argumentos religiosos e a família. Pouquíssimos levantaram os motivos reais que são julgados no processo. É entristecedor ver a qualidade de argumentos, todos arregimentados para seu entorno, em questões de seu interesse”, disse a professora do Departamento de Ciência Política e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marlise Matos.

A professora destaca que há uma leitura estranha do que seja o interesse democrático. “Há pessoas caricatas, como [o deputado Jair] Bolsonaro, que não contam. Mas deveria ser pedagógico, fica muito claro que o problema não é a presidenta Dilma Rousseff, o PT. Temos um problema muito mais sério, mais grave. Ficou explícita a falência do sistema representativo brasileiro”, argumentou Marlise.

Para o professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Jorge Almeida, em nenhum momento ficou caracterizado o crime por parte da presidenta Dilma Rousseff. “Raros foram os parlamentares pró-impeachment que argumentaram a existência de crime de responsabilidade. Falaram sobre questões econômicas, políticas, sociais, religiosas, lembraram as famílias e os próprios familiares. Isso mostra a fraqueza desse argumento e que foi realmente um julgamento político”.

Pablo Ortellado, professor de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP), disse que para muitos brasileiros foi um choque conhecer o Parlamento. “Ele é muito ruim, muito desqualificado. É muito assustadora a qualidade dos nossos deputados. Os nossos parlamentares são muito ruins, mas o baixo clero é muito inferior. Não é programático, não é ideológico”.

Por sua vez, o professor do programa de pós-graduação de ciência política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Rodrigo Gonzalez, diz que cada um está aproveitando seus 30 segundos de fama. “Porque é bom lembrar que, fora poucas lideranças, a maioria tem poucas oportunidades de aparecer na mídia nacional. É a oportunidade que os deputados pouco conhecidos têm, e vale qualquer tipo de manifestação”.

Mudanças imediatas

Para o professor da UFRGS, as manifestações dos deputados precisam ser mais moderadas, pois estão fazendo um discurso comum de que essa votação muda o país. “Essa votação não só não muda o país, como os nossos representantes deveriam temperar os discurso com um pouco de racionalidade”.

Gonzalez observou que os discursos exaltados podem acender algum tipo de expectativa que não pode ser entregue à população. “A inflação não vai baixar amanhã, o [vice-presidente, Michel] Temer não vai assumir amanhã. Dessa forma, se joga uma expectativa que não pode ser cumprida”.

O professor diz que o país passará por mais um período tumultuado até o processo de julgamento da presidenta no Senado. “Não há garantia de que a partir de amanhã haja um país pacificado, vão se exaltar mais ainda. Nesse meio tempo, os partidos que são situação passarão a oposição”, lembrou.

Alto quórum

Ao contrário do que muitos imaginavam, apenas dois dos 513 deputados que compõem a Câmara se ausentaram da votação sobre a abertura do processo de impeachment. Compareceram para a votação 511 deputados.

De acordo com Ortellado, a presença em massa dos parlamentares já era aguardada na votação. “Era esperado, porque há muita pressão popular para os deputados irem. Acho que não houve nenhuma grande surpresa”. Os dois faltosos são Anibal Gomes (PMDB-CE), que estaria com problema de saúde, e a deputada Clarisse Garotinho (PR-RJ), que está na 35ª semana de gravidez e apresentou atestado médico.

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55 comentários

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Adansil da Selva

19 de abril de 2016 às 03h14

ESTES PASTORES POLÍTICOS, PELO QUE OBSERVAMOS JÁ DEIXARARAM DE SERVIR A DEUS, DESDE QUE ACEITARAM ENTRAR NA POLÍTICA, PELAS MÃOS IMUNDAS E PECAMINOSAS DESTE EDUARDO CUNHA, QUE ACHA QUE COMPRANDO A CONSCIÊNCIA DESTES PASTORES ESTA LUDIBRIANDO TAMBÉM A DEUS. ORA, ESTES AINDA PRETENSOS PASTORES, SABIAM QUE O DINHEIRO SUJO DESTE SENHOR, ERA E É FRUTO DA CORRUPÇÃO, MAS MESMO ASSIM O ACEITARAM, PARA SE ELEGEREM. ASSIM SENDO, VENDERAM ATÉ AS SUAS ALMAS PARA ESTE SER DEMONÍACO E COMPLETAMENTE SEM ESCRÚPULOS, A QUEM HOJE, INFELIZMENTE, SERVEM FIEL E CEGAMENTE. ESTES HOMENS QUE AINDA SE DIZEM RELIGIOSOS, ESTÃO SIMPLESMENTE, EM DESACORDO COM TUDO O QUE ENSINA A BÍBLIA E COM O QUE ELES PRÓPRIOS SEMPRE PREGARAM. HOJE ESTES SENHORES JÁ NÃO PASSAM DE MEROS E RÉLES POLÍTICOS, JÁ NÃO PODEM E NEM MERECEM MAIS, SEQUER, SEREM CHAMADOS DE PASTORES, POIS OFENDEM A ESTA TÃO NOBRE TAREFA DE PREGAR O VERDADEIRO EVANGELHO, POIS ESTÃO, ERRONEAMENTE, SERVINDO A DOIS SENHORES, A DEUS E AO DIABO SIMULTANEAMENTE, COMO SE ISSO FOSSE POSSÍVEL E SE QUER ADMISSÍVEL E ACEITÁVEL. AO SERVIREM A ESTE SER DEPRAVADO E CORRUPTO, ESTÃO COMPACTUANDO E ASSIM TAMBÉM PRATICANDO OS MESMOS PECADOS DELE E SENDO ASSIM, JÁ NÃO PASSAM DE MEROS SERVIDORES DO DEUS DINHEIRO, O VIL METAL, QUE CORROMPE, DESVIA E ESCRAVIZA A ALMA. E MAIS, ESTES POLÍTICOS BLASFEMADORES, AO COMER NAS MÃOS DE UM SER TÃO ABOMINÁVEL COMO ESTE SR EDUARDO CUNHA, SE ESQUECEM ATÉ, DOS COMPROMISSOS PELO QUAIS FORAM ELEITOS, QUE SÃO OS DEVERES PARA COM A PÁTRIA E PARA COM A DEMOCRACIA, POIS SIMPLESMENTE, SEGUEM SERVILMENTE, APENAS AO SEU AGORA SENHOR, O MAFIOSO INESCRUPULOSO E DIABÓLICO, EDUARDO CUNHA, O HÁBIL MANIPULADOR DE ALMAS E MENTES. TRISTE E LAMENTAVELMENTE.

Responder

Rachel

18 de abril de 2016 às 23h14

Professora Marlise Matos. apesar do Bolsonaro ser caricato ele conta sim, infelizmente.

Responder

Virgens Kamikazes

18 de abril de 2016 às 21h48

Para quem não está acostumado com o “parlamentarês”, aqui vai uma rápida tradução, diretamente de quem já está acostumado: quando um parlamentar ou senador dá um voto em nome de deus, ele quer dizer que vendeu seu voto por muito dinheiro, geralmente um repasse de um representante do grande capital.

É por isso que, quando vocês ouviram muitos parlamentares falarem que votaram a favor do golpe por seus filhos, ele está literalmente fazendo isso: eles vão viver como príncipes e princesas com toda aquela grana que ele vai ganhar com a venda de seu voto.

Responder

William Robson

18 de abril de 2016 às 21h40

Eu quero um país melhor para minhas filhas, não sei porque isso é algo tão terrível…

Responder

    Rachel

    18 de abril de 2016 às 23h19

    Também não entendo: porque um deputado vender seu voto por uma grana legal para que sua querida esposa possa continuar linda, usando Chanel e seus amados filhos viverem no bem bom tem alguma coisa demais? Pô isto não é amor????

    Agora eu devo ser lesa porque não vendo o meu votinho por nada deste ou de outro mundo.

    Responder

      William Robson

      19 de abril de 2016 às 09h07

      Se tem provas que algum deputado vendeu o voto pró ou contra o Impedimento … apresente.

      Responder

        Octavio Filho

        19 de abril de 2016 às 12h52

        Provas se obtém investigando. Mas há indícios, pois já houve deputados que falaram que foi proposto vantagens. Agora, só falta investigar. É só fazerem como fazem com o Lula. Investiguem. Se não encontrarem nenhuma prova, como não foi encontrado na acusação ao Lula, eles serão considerados inocentes. Como o Lula já deveria ter sido declarado, se a justiça fosse imparcial neste país.

        Responder

          William Robson

          19 de abril de 2016 às 18h40

          “No papel, o sítio está em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, parceiros comerciais de Fábio Luís da Silva, filho de Lula.

          O Lula nega ter participação no imóvel, mas viajou 111 vezes ao sítio; um número que indica bem mais do que uma visita a amigos.”

          [Época]

          Os petistas não entendem, não querem entender e tem raiva de quem entende todo esse alvoroço a cerca dessas duas propriedades “visitadas” por Lula.

          Eu acredito que entendo e se você não liga de petistas ficarem com raiva de você vamos ver se temos o mesmo entendimento.

          Antes de ser presidente Lula ganhava um bom salário do PT e merecidamente, afinal ele é o grande nome do partido.

          Quando chegou a presidência desfrutou por 8 anos um bom salário.

          Lembrem se que o que o presidente ganha vai praticamente limpo para o bolso dele depois dos descontos legais.

          Casa, comida, transporte, médico, segurança …nada disso sai do bolso do Presidente.

          Uma pessoa com juízo financeiro nessa situação pode fazer uma boa poupança, eu faria.

          Depois que saiu da presidência:

          “Lula recebe cerca de R$3 milhões por ano dos cofres públicos (benefícios concedidos a ex-presidentes), até R$300 mil por palestra, R$9 mil mensais em aposentadorias e R$13 mil mensais do PT.” [Jus Brasil]

          Lula teve e tem uma boa entrada de recursos e até onde sabemos poucas despesas.

          Os filhos não são problema financeiro para ele porque sabemos que todos estão bem até demais.

          Quero dizer pelo que sabemos Lula teria total condição financeira de adquirir um bom sítio e um bom apartamento de frente pro mar.

          Na minha cabeça o problema não é ele ter essas propriedades o problema é porque esconder!?

          Lula quer enganar o eleitor dizendo que não é rico?

          [Isso é o menos ruim que consigo pensar.]

          A outra hipótese só pode ser lavar dinheiro através de laranjas.

          Paulo Werneck

          20 de abril de 2016 às 18h14

          exatamente. por que esconder? porque não está escondido. um amigo morou em apartamento meu. 365 dias por ano. o apartamento virou do meu amigo ou continuou meu?

          William Robson

          20 de abril de 2016 às 20h49

          Se o seu amigo tem dinheiro suficiente para comprar um imóvel e mora de favor no seu …. é uma bela amizade?

          Paulo Werneck

          21 de abril de 2016 às 08h02

          independente da qualidade da amizade, o apartamento mudou de dono?

          William Robson

          21 de abril de 2016 às 10h52

          Usar “laranjas” serve para quê?

          http://filosofiamatematicablogger.blogspot.com.br/2016/03/prisao-de-lula.html

          ____________________

        Paulo Werneck

        19 de abril de 2016 às 17h49

        se voce não tem provas de que a presidente tenha cometido crime de responsabilidade como voce que gosta de provas explica o voto desse pessoal pelo sim?

        Responder

          William Robson

          19 de abril de 2016 às 18h39

          Lembram quando os Nordestinos correram em peso para Caixa com o propósito de sacar o Bolsa Família porque havia o “boato” que o programa iria acabar?

          De fato o Governo Dilma não enviou o dinheiro para Caixa e o Banco teve que arcar com os custos/prejuízo.

          Como os diretores da Caixa iriam falar não ao patrão Governo Petista?

          Mas verdade seja dita, o Governo não acabou com o Programa, apenas criminosamente deixou que a Caixa se vira-se para pagar.

          Pior ainda, o Governo sabendo da situação acusou a oposição de estar espalhando boatos só para atingir o Governo.

          Convenientemente a apuração não levou a nada.

          Ao que tudo indica a informação da falta de dinheiro saiu de dentro da própria Caixa preocupada com o rombo bilionário.

          “A Policia Federal concluiu que o boato sobre o Bolsa Família que provocou tumulto em 12 Estados em 18 e 19 de Maio de 2013 foi “espontâneo”.

          Conclui-se, assim pela inexistência de elementos que possam configurar crime ou contravenção penal.” [Estadão]

          Será que a Policia Federal descobriu a verdade, mas abafou sobre pressão do Governo…

          Precisou aparecer um Juiz Sergio Moro para iluminar a verdade, dar suporte a Policia Federal.

      Octavio Filho

      19 de abril de 2016 às 12h48

      O cara tá afim de sacanear até o personagem de guerra nas estrelas. O personagem era um cara racional. Era melhor ele ter colocado a foto do Eduardo Cunha. Teria ficado mais coerente com a pergunta dele. E que Deus tenha piedade dele.
      KKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!

      Responder

James Stewart

18 de abril de 2016 às 20h08

Trata-se de indigência mental.

Ou “inguinoranssa” mesmo.

Responder

Manino Danado

18 de abril de 2016 às 20h38

Vermes! E vcs acham certo ficar prestando homenagem a Marighella e outros guerrilheiros matadores de esquerda? Vão a puta que pariu! Cretinos. Não foi só homenagem a religião e família que teve não. Também falaram dos 10 milhões de desempregados desse governo desgrado do PT. Seus malditos frustrados incompetentes.

Responder

João Luiz Brandão Costa

18 de abril de 2016 às 17h58

Depois de assistir à sessão da
Câmara, que autorizou o processo contra a Dilma – e ao meu ver coloca a
destituição dela em posição quase irreversível e e após breve lida na mídia desta
manhã, admira-me não ver um só comentário a propósito de um aspecto que me
pareceu muito grave. Não falo nem do todo, uma ópera bufa, coisa escrota, de envergonhar-nos diante dos mundo civilizado. Passo pelas, infidelidades e
vulgaridades das declarações de voto e sobre as razões e fundamentos e
justificativas para a destituição de uma Presidente eleita. Não é mais
hora.

Refiro-me ao fator do voto
ideológico/religioso, da chamada “bancada evangélica”. Foi, se não o mais
importante, um dos primordiais pelo resultado obtido. Isso abre um horizonte
pernicioso para o futuro de nossas instituições republicanas. O mais agressivo
desses, é que se trata de uma bancada dita apartidária, ou suprapartidária.. Ou
seja, os há em qualquer legenda, desde as mais representativas, como as que
apenas servem de paravento para o abrigo desses mercadores da fé, exploradores
das fraquezas dos menos esclarecidos.

Isso significa que doravante,
qualquer avanço nos direitos dos “diferentes”, será contestado por um grupo que
faz valer seu peso, por cima de ideologias políticas das siglas num espectro
que vai da direita mias tacanha a certos partidos ditos progressistas. Quem
vier, sabe que se tornará refém deles. E os Marcos Felicianos da vida vão lutar
para desfazer todos os progressos já alcançados.

Não tecerei, também qualquer
comentário sobre o futuro, que como se diz, (está na moda), a Deus pertence.
E aqueles que votaram O invocando, que sofram as consequências, que
infelizmente, se estenderão a toda a nação.

Responder

    renato andretti

    18 de abril de 2016 às 19h17

    Estou dentro da Espiritualidade, revendo alguns conceitos.
    É obvio que a religiosidade continua matando a muito mundo
    afora.
    Antes eu achava que meu DEUS ( note : meu DEUS ), não
    chegamos no filho.
    Meu DEUS não é o DEUS destes homens.não é..
    Quanto a JESUS, nosso Senhor..
    Note, que ele tem sido esquecido por muitos…
    A muito não ouço louvores a ele.
    Sempre o DEUS de Moises.
    Quase fundamentalista…quase ou sempre..
    Outros fogem para a Mãe de Jesus, minha Senhora..
    Mas não ouço tantos foguetes mais no seu dia..( notaram).
    E o Senhor JESUS…o senhor do ATO da MONTANHA..
    sempre falou do pai da mentira..
    Eu não sei a verdade, mas estou aqui para experimenta-la.
    DILMA..não vai ter golpe…
    Estou colocando minha Espiritualidade nesta empreitada.
    Eu ouvi o Sermão da Montanha..eu sou agente da ação do
    VERBO..

    Responder

      Ita Marques

      18 de abril de 2016 às 20h31

      Jesus socorra nossos pobres, pois esses políticos que querem a derrubada de Dilma são loucos por dindin e pra isso fazem qualquer coisa. Tudo justificado pelo amor que eles sentem pelos deles, a mãe, o pai, o filo, a nora…

      Responder

    Guimarães Roberto

    18 de abril de 2016 às 23h08

    João Luiz Brandão Costa, concordo plenamente com o que você colocou. Desde 2014 venho postando comentários em vários blogs sobre o assunto religião na política. O país é laico mas não temos uma lei que impeça os representantes de religiões (todas e qualquer uma) de se candidatarem a cargos eletivos. Não é correto garantir assento a religiosos onde se fazem as leis laicas. Sobre o futuro, acredito que ao atingirem a maioria tentarão implantar uma teocracia em nosso país.

    Responder

      Octavio Filho

      19 de abril de 2016 às 13h02

      Já pensei no assunto. E este é o meu medo. Sempre considerei a liberdade religiosa e nunca questionei minha família a respeito de seu credo. Mas estou começando a ficar preocupado. Se eles continuarem a crescer deste jeito, vão nos sufocar. As igrejas estão formando templos que abrigam escolas. Possuem canais de televisão aberto e fechado. E, posso estar errado, mas me parece um público totalmente despolitizado. E acho que isto é o ingrediente perfeito para eles tomarem o poder e nossa liberdade. Vai ser uma caça as bruxas. E até os coxinhas que estão achando engraçado tudo isto, irão se arrepender igual ao judeus que apoiaram a caça aos socialistas e comunistas no início do III Reich.

      Responder

    Rachel

    18 de abril de 2016 às 23h21

    Sem dúvida.

    Responder

    Robinson Pimentel

    19 de abril de 2016 às 00h51

    O pior é que passam longe do que nas escrituras se aprende! Ignaros bíblicos!

    Responder

      Octavio Filho

      19 de abril de 2016 às 12h54

      As únicas escrituras, que eles entendem, são as das propriedades que eles compram com o dinheiro da corrupção e dos fiéis de suas igrejas.

      Responder

fausto

18 de abril de 2016 às 17h43

Parem em um ponto de ônibus e perguntem o que significa “laicidade” aos presentes.
Depois, deem uma volta pelos comentários nos sites de internet e procurem ver a quantidade de erros gramaticais, de concordância e de semântica.
Voltem e me contem.
Depois, se porventura perceberem para onde estamos indo, reflitam a respeito da situação educacional e cultural do brasileiro – lembrando que um governo dito de esquerda esteve no congresso nos últimos 13 anos.
Está na hora de pararmos de fazer um “mexidão” do que está em voga em países de primeiro mundo e tratarmos de educar a nossa população.
E educar significa: alfabetizar, ensinar a trabalhar com as 4 operações e, principalmente, raciocinar.
Depois discutimos o resto.
Por causa deste “pequeno deslize”, em breve teremos um presidente abertamente fascista ou evangélico.
E não vai dar para dizer que ele foi eleito só pela “elite”.

Responder

    Talita

    18 de abril de 2016 às 20h26

    Concordo plenamente!

    Responder

    Ita Marques

    18 de abril de 2016 às 20h38

    Fausto, eu convivo com professores e não vejo que são aproveitados os livros e todo conhecimento que encontramos na internet. Livros são foram comprados e de muito bons autores, mas acredito que faltam bons professores com bom nível de conecimento e comprometidos. Outros são evangélicos e não aceitam estudos de filosofia e mesmo sociologia. Um sociólogo aqui em Alagoas critica Paulo Freire e disse que ele ensina o povo a ser desidioso e sem vergona… então diante de um quadro desses é estarrecedor percebermos que o Brasil é sim muito atrasado.

    Responder

      fausto

      19 de abril de 2016 às 12h09

      Vai ser necessário um plano de metas, como na China.
      O desenvolvimento intelectual, no meu ponto de vista, é como o muscular: quanto mais sedentário, mais difícil de se iniciar e de atingir bons resultados; quanto mais se usa, mais se quer usar.
      Menos que isso, vamos continuar a sofrer o regresso civilizatório que aflige o Brasil – e boa parte do mundo.

      Responder

        Octavio Filho

        19 de abril de 2016 às 13h37

        Eu ainda acho que o programa educacional está muito atrasado. A máxima “cuspe e giz” não pode mais valer. Tem que ter em cada sala uma grande tela tipo LCD (ou led + computador), onde os professores exibem o conteúdo de sua aula. As disciplinas tem que ser mais integradas. Interdisciplinaridade. Mas não apenas nas questões dos testes. Acabar com o ensino de disciplinas fechadas (fugiu um melhor termo), tipo aula de português, física etc. O aluno seria levado a necessidade de obter o conhecimento. Por exemplo, vamos supor que um grupo da escola estivesse desenvolvendo um robô para uma competição. Para se criar um robô é necessário fazer uma grande pesquisa em artigos em português e inglês (outras línguas também), trabalhar com mecânica, eletrônica, eletricidade, programação. E também, seria necessário criar páginas na internet para noticiar o feito (jornal etc). Todos os saberes seriam necessários para fazer este projeto. Aprender inglês, português, matemática, física etc. Conforme a aptidão de cada aluno, este estaria mais envolvido numa determinada tarefa. O problema desta ideia está no vestibular (a avaliação). Como fazer uma avaliação geral?

        EU ACREDITO QUE SERIA INTERESSANTE PARA ESTE BLOG, ABRIR UM CAMPO DE DISCUSSÃO, ALÉM DO CAMPO POLÍTICO, ONDE PODERÍAMOS CONVERSAR SOBRE ESTES TEMAS.

        Responder

          Paulo Werneck

          19 de abril de 2016 às 14h42

          Octavio. Cuspe e giz ou tela de LCD são a mesma coisa apenas com diferença tecnológica. Muito mais simples e eficaz é o que algumas faculdades já estão fazendo. No primeiro dia o professor passa um calendário de aulas informando os textos a serem debatidos em cada aula, e nessas aulas ele não passa o conteúdo mas anima uma discussão entre os alunos, questionando-os sobre os conceitos e outras hipóteses. Claro que o aluno que não leu previamente a matéria fica totalmente vendido…

          Octavio Filho

          19 de abril de 2016 às 16h14

          Paulo, não concordo com vc com relação a dizer que quadro negro=tela. Acho muito importante, na verdade, primordial, a inclusão das novas tecnologias na educação. Eu já fui professor e senti muita falta do computador na sala de aula, como também, de outros meios.
          Gostaria que vc me dissesse o que acha da proposta educacional que eu expus acima, respondendo ao fausto.

          Paulo Werneck

          19 de abril de 2016 às 17h57

          mantenho que não precisamos de tela de lcd em sala de aula.
          quanto as outras ideias concordo com elas. a curiosidade e a necessidade e que movem o aprendizado. eu tinha vontade de aprender latim nunca passei da terceira lição. agora que preciso para ler alguns documentos estou avancando mais. então o que é necessário são propostas interessantes que motivem o aluno. não é o proffessor que ensina mas o aluno que aprende. depende so professor motivar os alunos e da sscola oferecer os materiajs necessarios.

          fausto

          19 de abril de 2016 às 16h37

          Já não se consegue apresentar o conhecimento como algo atrativo.
          A indústria do entretenimento suplantou o conhecimento – e acreditem: isso foi premeditado (há vasta literatura a respeito).
          O sentido das pessoas só é mobilizado para reconhecer estímulos infantilizados e explícitos em demasia.
          Prestem atenção no que se tornaram as cidades brasileiras, arquitetonicamente.
          Não vai adiantar nada apresentar aulas em tv’s led, tablet, etc.
          Esta é uma fetichização da tecnologia que não corresponde, de maneira alguma, ao que temos visto (os cursos à distância não me deixam mentir).
          O retroprojetor só fez os alunos dormirem.
          O problema é que não se consegue mais fazer com que o conhecimento pareça atrativo.

    Paulo Werneck

    18 de abril de 2016 às 21h17

    O governo federal não pode ser responsabilizado por isso. O primeiro e o segundo graus não são de competência da União. Mesmo bons professores de primeiro grau estão acuados frente a pais permissivos e ao comportamento dos conselhos tutelares que “defendendo” as crianças desautorizam a disciplina. Mesmo no terceiro grau os alunos em sua maioria preferem colar a estudar e fica dificil ao professor até mesmo impedir batepapo por celular durante as aulas. Sem contar os programas “culturais” da Tv: BBB, ratinho, cidade alerta, Faustão etc.

    Responder

      Rachel

      18 de abril de 2016 às 23h25

      Ontem pela manhã meu vizinho professor universitário passou por frente de casa passeando com o neto. Comentava o Crtlc Crtlv . Culpa de quem?

      Responder

      fausto

      19 de abril de 2016 às 12h04

      Paulo,

      Não estou dizendo que o governo é o único responsável.
      Aliás, acredito piamente que a “imbecilização” não só do povo brasileiro, mas de boa parte do contingente mundial, não é fortuita.
      É premeditada.
      Procure pelo livro “A Armadilha da Globalização”.
      Há nítida redução da capacidade intelectual, cultural e lógica das pessoas.
      No Brasil isso é gritante – e não estou fazendo juízo conservador, não vivi o suficiente, nem de longe, para poder fazer isso.
      Ou as pessoas são muito desatentas, ou estão fazendo vista grossa.
      Há, inclusive, estudos atestando a redução da capacidade intelectual da população, se não me engano, inglesa.
      O regresso que estamos sofrendo é civilizatório, não somente democrático.
      Passa a ser normal assistirmos a um circo medieval como o da votação do golpe na câmara – isso sem contar que começam a suspeitar que o “em nome da minha família” era senha para receber um “presentinho”.
      Lembre-se disso quando ouvir que Castro, Stalin, Lênin e congêneres não respeitam(vam) os direitos humanos.

      Responder

    C. Luiz

    18 de abril de 2016 às 23h04

    Esta educação que leva a raciocinar faz falta há tempos! Estamos acostumados e, por que não dizer, “acomodados” com os discursos prontos. Não aprendemos a questionar a informação veiculada nos mais diversos meios de comunicação. Não é por acaso que determinadas frases bem colocadas especialmente nos veículos de comunicação de massa. tornam-se verdadeiros bordões.

    Responder

    Octavio Filho

    19 de abril de 2016 às 13h16

    O fato de uma pessoa errar gramaticalmente, não invalida o que pensa. Perdoe-me, mas não concordo com vc, nesta parte. O gramático não faz a língua. Ele apenas a registra. Cometer erros gramaticais não é “privilégio” do Brasil. Isto ocorre em qualquer país e em qualquer língua

    O problema é a falta de conhecimento geral. Se tratarmos com uma pessoa de alta escolaridade de assuntos fora de seu campo de estudo, muitas vezes ela é tão simplória como a pessoa mais humilde. E, a quantidade de conhecimentos, não faz de ninguém um sábio. Do contrário estaríamos aqui, homenageando Marco Antônio Villa, Gilmar Mendes, Merval e outros.
    Concordo que temos que melhorar a educação. Mas, melhorar não é fornecer mais da mesma coisa. Este sistema educacional está falido. Ele é chato e improdutivo.

    Agora, não podemos esquecer que o governo federal está fazendo a sua parte com os programas atuais. Quem nem começou ainda são os governos estaduais e municipais. Principalmente o de São Paulo, que é o estado mais rico do Brasil.

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      fausto

      19 de abril de 2016 às 16h27

      Também não acredito que quem erre gramaticalmente não possa se expressar, ou que o que pense não valha.
      Mas o esforço deve ser feito para que isso seja evitado, e não negligenciado ou minimizado.
      E mais: o sistema educacional está falido mas o Brasil não conseguiu, minimamente, universalizar um bom padrão educacional por aqui.
      A ditadura militar arruinou o ensino público, democratizou a boçalidade e não saímos disso – e posso dizê-lo sem ter vivido aquele período.
      E outra coisa: quando menciono erros, não estou me referindo apenas aos gramaticais e tampouco apenas às pessoas mais pobres.
      Muitas pessoas já não estão mais conseguindo se expressar pela escrita!
      Vi isso nitidamente durante minha graduação e quando fui monitor de disciplina numa das maiores universidades do estado paulista em meu mestrado.
      O fracasso da difusão educacional e cultural no Brasil é uma das únicas coisas realmente universalizadas por aqui.
      Ou a esquerda reconhece e aceita isso, ou vai ficar pelo meio do caminho suplantada por incompetentes, falsos profetas e figuras asquerosas como as que vimos no domingo.

      Responder

    Paulo Werneck

    19 de abril de 2016 às 14h23

    fausto: Quem lê os documentos antigos (leitura paleográfica) tem que estudar as centenas de abreviações usadas pelos escrivães para economizar o tempo da escrita. É o que se vê na internet. Eu mesmo posto um monte de erros nas conversas pelo Whats’Up e discussões que você jamais encontrará nos meus livros e postagens dos meus blogs. Isso não é problema. Além disso a linguagem falada está cheia de cacoetes, o “menas” do Lula, o “de que” do Collor, cacoetes que variam, assim como a pronúncia, conforme a classe social, profissional, idade e região do falante. Filme instrutivo a esse respeito é My Fair Lady.

    Responder

      fausto

      19 de abril de 2016 às 16h59

      Paulo,

      É problema, sim.
      Eu cometo erros, tenho dúvidas, mas me esforço para manter um padrão em minha escrita que seja, principalmente, claro.
      Fui monitor de disciplina em meu mestrado e você não tem idéia da pobreza da escrita, da capacidade de argumentação lógica e da fragilidade intelectual dos alunos.
      Não é culpa deles, mas é fato!
      O professor ficou estarrecido, eram 80 alunos e estou falando de uma das maiores universidades do Brasil.
      Pior: a maioria dos alunos era da área de Ciências Humanas!
      Os melhores alunos eram os argentinos.
      Estas falhas estão vindo do ensino básico.
      Não espero que ninguém escreva em versos decassílabos e fale o português arcaico.
      Aliás, detesto gente que tenta “capitalizar” a imagem com esses artifícios.
      Mas os estudantes já não estão conseguindo entender o que lêem, expressar-se pela escrita e pior ainda quando têm de trabalhar com as 4 operações matemáticas.
      Esse reconhecimento é necessário; e urgente!

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    Paulo Werneck

    19 de abril de 2016 às 14h26

    Octavio: apesar de concordar em geral com a sua argumentação, existe um problema sério: como o governo federal, estadual ou municipal pode realmente mudar radicalmente a qualidade do ensino se os gestores e professores são as pessoas que vivem neste país, que assistem ao Jornal Nacional, cujo destino é Disneylandia ou Miami, que não leem livros?

    Responder

      fausto

      19 de abril de 2016 às 16h03

      É isto o que estou querendo dizer!

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    Paulo Werneck

    19 de abril de 2016 às 14h33

    fausto: não sei se está em curso uma imbecilização mundial ou simplesmente a publicização da imbecilidade sempre existente. Vemos com lentes cor de rosa épocas passadas, como o Renascimento ou o Iluminismo, esquecendo que o que cultuamos são os textos, as pinturas e as músicas dos mais brilhantes homens daquelas épocas, enquanto a grande massa ficava anônima nos seus casebres, vestidos com seus pobres panos, comendo em gamelas; mais recentemente tivemos muitos jornais cujos repórteres e articulistas eram parte da nata, tipo Machado de Assis, jornais e livros muito caros, impressos em tipos móveis; ainda em 1800 podemos ver que as normas tributárias e outras se preocupavam com quem teria que comprar os livros de atas, pois eram caros… Hoje, com a democratização dos meios de comunicação, qualquer mané pode publicar qualquer coisa na internet. Eu diria que estamos vivenciando a publicização da ignorância e não um regresso à ignorância.

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    Paulo Werneck

    19 de abril de 2016 às 14h38

    Rachel: a culpa dos CtrlC CtrlV é dos próprios professores que adotam excessivamente provas de multipla escolha e outras práticas que levam o aluno a ficar acomodado. Depois quando o aluno tem que escrever um trabalho, ele se sente perdido e às vezes nem sabe copiar direito, deixando formatos diferentes conviverem no mesmo texto. Fui professor de monografia, deu muito trabalho mas todos os textos eu batia contra a internet, pinçando frases mais bem escritas para descobrir se foram copiadas. Mas os professores vão dizer – e com razão – que não ganham para isso. Lá fora já tem programa que faz isso automaticamente, le o trabalho do aluno e pesquisa na rede se há plágio. Mas não consegue pegar se o aluno copiou de um livro ou tese não digitalizada na biblioteca…

    Responder

Jorge Graciano Graciano

18 de abril de 2016 às 17h40

Foi um impeachment religioso.Grupos religiosos escolhem os seus candidatos e os oferecem aos seus fiéis com obrigaçào de votar no mesmo.Os mesmos se juntaram,mesmo de tendências diferentes,ao Cunha,evangélico,e fizeram o que todo mundo viu.O congresso virou um centro religiõso e não um lugar de debate amplo e democrático.O dízimo oferecido deve ter sido bem polpudo.O que se viu foi algo nojento e hipócrita.O país se sujeita por um lado a líderes religiosos radicais e por outro a analfabetos políticos muitas vezes pertecentes a esses grupos.

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    Paulo Werneck

    18 de abril de 2016 às 21h18

    Não devemos confundir religião com esse balcão de negócios

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Claudemir nelson da silva

18 de abril de 2016 às 17h38

E alguém se preocupa com o que diz quando tem muito dinheiro no bolso? A religião é mais capitalista que o império norte americano. A própria religião chama a Bíblia de palavra verdadeira de “Deus” e a trai todo o tempo. Peguem a Bíblia! Mateus 10:8-… De graça recebeste, de graça dai… Qual delas obedece a essa determinação do novo testamento? Nenhuma. Estão ainda pregando dízimos do AT. Se eles cagam na Bíblia todos os dias, imaginem o que fazem com a constituição, com a ética e os bons costumes.

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    Paulo Werneck

    18 de abril de 2016 às 21h19

    nem todo aquele que diz senhor senhor entrará no reino dos céus

    Responder

      Octavio Filho

      19 de abril de 2016 às 13h38

      Tá certo, mas não precisavam fazer daqui um inferno.

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        Claudemir nelson da silva

        20 de abril de 2016 às 07h28

        Precisa de um inferno maior q os maiores meios de comunicação falando mentiras o tempo todo, desinformando o povo sem punição alguma? De ver justiça injusta. Vivemos em uma demoniocracia. Isso aqui é o inverno.

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      Claudemir nelson da silva

      20 de abril de 2016 às 07h17

      Cuidado com a vulgata. Favor pesquisar o tetragrama hebraico, traduções da Bíblia, inclusive a septuaginta, dos nomes bíblicos começando por senhor, deus que meramente é uma homenagem a “zeus”. Basta observar o quanto as consoantes d e z são similares quando pronunciadas. d…z… deus… zeus…. Abraços

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Eduardo Albuquerque

18 de abril de 2016 às 16h11

E onde será que estávamos nas eleições de 2014 que nao elegemos pessoas honestas politicamente? Nos omitimos, deixamos pra outros fazerem militancia e o time que entrou em campo, vem dando as cartas desde janeiro de 2015 é este, mas só ontem ficamos espantados, perplexos. Nossas “zonas de conforto” onde a preguiça reina deve estar rindo de todos nós. Talvez seja bom revisitar Gramsci e redescobrir o que é ser intelectual orgânico. Se um artigo pode nos arrancar lágrimas ou provocar boas discussões, o mesmo nao terá consequencias se cada um “afetado” pelo escrito e trocentas mil vezes compartilhado nao tirar a bunda da poltrona e fazer militancia. Um exemplo bobo que está nos custando um golpe: 200 mil pessoas em Copacabana, mais nao sei quantos mil na Lapa, lindo não? Quantos se dispuseram a fazer um som na frente da casa de um deputado e do Cunha? Big Shows, artistas assinando manifestos, memes, videozinhos, emails, tuits, posts, fotos, camisetas vermelhas, etc. Nada disso comoveu nenhum parlamentar a nao abrir processo de impeachment conformando um golpe. Pessoal, na boa, larga a Heineken e, pro nosso futuro, vamos discutir politica e fazer açoes que tenham consequencias. Ficar pra história como vencedores deve ser nosso objetivo. É issoou estaremos de fato em crise sem precedentes .

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    Rachel

    18 de abril de 2016 às 23h37

    Eduardo: minha mãe dizia que roupa suja se lava em casa. Nós expusemos a presidente a críticas duras embarcando na viagem da direita, quando deveríamos ter nos aproximado dela e cobrado sim mas, sem permitir que a mídia deitasse e rolasse. Ficamos meio desnorteados com as manifestações de 2013. Ela em determinado momento ficou sem o nosso apoio. E quanto ao barulho na rua nosso erro foi ter acordado tarde e, pelas razões que expus acima não conseguimos mais gente que a direita. Se tivéssemos conseguido a mídia teria que ter tido outro discurso e o parlamento pensado duas vezes. Nós os ajudamos a engrossar o caldo da mídia. Dói mas é verdade. Tomara que a gente aprenda.

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