Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Brasília - DF, 01/08/2016. Presidente em Exercício Michel Temer durante reunião com líderes da base aliada na Câmara dos Deputados. Foto: Beto Barata/PR

O que está por trás da corrida de Temer pelo impeachment? O medo de ser pego na Lava Jato!

Por Redação

03 de agosto de 2016 : 12h19

Foto: Beto Barata/PR

Lindbergh Farias: Temer quer adiantar impeachment para salvar Cunha

Em vídeo, senador denuncia “interferência vergonha e indevida” do presidente interino na data do julgamento do impeachment no Senado; “Ele diz que é por causa da viagem para a China, mas a gente sabe que não é verdade. Ele tá com medo das delações. Tem muita delação que pode respingar nele”, disse Lindbergh Farias (PT-RJ); “E eles estão fazendo um outro movimento vergonhoso, articulado pela Câmara, querendo proteger o Eduardo Cunha. Estão querendo de todo jeito enrolar para não votar a cassação antes do impeachment”, completou; assista o vídeo

no Brasil 247

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciou, em vídeo publicado no Facebook na noite desta terça-feira 2, as verdadeiras razões de Michel Temer para querer adiantar a conclusão do processo de impeachment. Para o petista, trata-se de uma “interferência vergonha e indevida” do presidente interino.

“Ele diz que é por causa da viagem para a China, mas a gente sabe que não é verdade. Ele tá com medo das delações. Tem muita delação que pode respingar nele. O que todo mundo fala é que a delação de Lúcio Funaro, ligadíssimo a Eduardo Cunha, pega Michel Temer”, disse Lindbergh.

“E eles estão fazendo um outro movimento, um movimento vergonhoso, articulado pela Câmara dos Deputados, envolvendo o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), querendo proteger o Eduardo Cunha. Estão querendo de todo jeito enrolar para não votar a cassação antes do impeachment. Porque Cunha já ameaçou que se for cassado e preso, vai abrir a boca”, denunciou.

O senador destaca que a data para o início do julgamento já havia sido marcada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, para o dia 29, mas que aí Temer “teve um ataque, começou a reunir senadores e quer adiantar para o dia 24”. O interino se reuniu ontem com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para tentar adiantar o processo.

O petista destaca ainda que a defesa da presidente Dilma Rousseff tem direito a 32 testemunhas, e agora “querem colocar cinco”. “Os senadores agora são juízes, então não pode se unir com a parte interessada”, protestou. “Eu quero que a presidenta Dilma tenha um julgamento justo”, ressaltou. “Se eles quiserem antecipar vai ser pior pra eles, porque vamos utilizar o regimento”, afirmou o senador, que pediu mobilização da população nas ruas em protestos no próximo dia 5.

Assista:

 

 

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