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Fascismo com aval do Estado: juiz pede “tolerância com os intolerantes” e inocenta Rachel Sheherazade

Por Redação

13 de outubro de 2016 : 00h27

 

Justiça decide: Sheherazade não errou ao apoiar linchamento de jovem

no R7

A Justiça Federal julgou improcedente a ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o SBT por comentários da jornalista Rachel Sheherazade no “SBT Brasil” em fevereiro de 2014.

Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão entrou com uma ação contra a emissora por causa de declarações da âncora logo após a exibição de uma reportagem que mostrava um adolescente suspeito de ter cometido roubos no Rio sendo agredido por populares enquanto estava acorrentado a um poste. Sheherazade, que apresentava o noticiário na ocasião, disse que se tratava de “legítima defesa” da população.

As declarações viraram alvo do Ministério Público, que considerou impróprio o uso de uma emissora de TV para propagar a violência e a ofensa do direito de defesa do cidadão. O MP considerou que a veiculação dos comentários violou o princípio da dignidade da pessoa humana e direitos da criança e do adolescente, além de estimular a tortura e a justiça com as próprias mãos.

O comentário gerou revolta em alguma pessoas, mas Sheherazade também recebeu o apoio de muita gente na época, que considera correta a atitude da população de acorrentar e bater em uma suposto assaltante.

“Em um país que ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 000 habitantes, que arquiva mais de 80% de inquéritos de homicídio e sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível. O Estado é omisso, a polícia, desmoralizada, a Justiça, falha. O que resta ao cidadão de bem que, ainda por cima, foi desarmado? Se defender, é claro”, disse Rachel, que chamou o rapaz, com 15 anos na época, de ‘marginalzinho’.

O juiz alegou na sentença que “embora em regra o exercício dos direitos fundamentais tenha limites jurídicos (incluindo a liberdade jornalística), o sistema jurídico assegura o direito de manifestação dos intolerantes e, com isso, exige dos demais o dever de tolerância com os intolerantes”.

Assim como os comentários da âncora do SBT, a decisão da Justiça é polêmica.

E você? Acha que Sheherazade está certa ou errada ao fazer esse tipo de comentário?

***

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17 comentários

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17Abril2016

03 de novembro de 2016 às 07h45

Bonitinha mas ordinaria (e reacionaria).

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Aliança Nacional Libertadora

24 de outubro de 2016 às 17h40

O que dizer desse falido judiciário, libertário, reacionário e milionário? O cara ganhou 39.000 para incentivar ricos brancos (criminosos) a amarrar garotos negros (criminosos) a postes….

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Bob Sobreira

14 de outubro de 2016 às 19h18

ASSIM É A DIRETA desde 1888.
Oficializada na 1° Constituição, está cultura corrupta só foi interrompida um pouco durante o governo militar e exposta e Esquartejada pelo governo LULA e Dilma.
E este é o maior ódio que os Fascistas Viralatas da Direita ariana teem dos mestiços vermelhos . (eles se acham puros de elite) , quando na realidade são espiritos inferiores em sua última chance.

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jeferson silva

13 de outubro de 2016 às 15h18

Quanta hipocrisia ,quando a mídia é usada para defender bandidos ninguém fala nada ,mas quando é usada para ataca -los,os esquerdopatas ficam loucos,porque quando os vagabundos agem a culpa é da sociedade ,então a culpa não é dos justiceiros ou da Raquel ,a sociedade os forçou a ser assim.

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    Roberto Goren

    14 de outubro de 2016 às 20h00

    Jeferson… costumo ser ponderado em minhas observaçoes… alias, me considero um moderado: no centro, as vezes um pouco mais pra esquerda, alguns dias um pouco mais a direita. A midia tem um poder de influencia enorme, e se usada de formas pouco prudente, pode ser uma instauradora do caos.
    Nao nego o direito da rachel ter essa ideia que ela manifestou, ate pq conheço mtos que pensam assim. Mas ela eh uma formadora de opiniao. Ja pensou se vira moda? Cidadaos se sentindo amparados pela midia a praticar a autotutela? Nao so seria um prenuncio do caos, mas tem que se pensar que, aberta uma exceçao, aos poucos se ampliam os limites e, amanha, qm acha q pode amarrar alguem no poste com o incentivo de uma formadora de opiniao, pode achar que pode fazer o mesmo com alguem que bateu em seu carro sem querer, com o colega de seu filho que brigou com ele na escola, etc. Qual será o limite?
    O formador de opiniao tem condicoes de incentivar comportamentos, daí pq ele nao pode falar tudo que pensa e deve sempre medir suas palavras para nao incentivar comportamentos que podem criar tumultos sociais.
    Alem disso, se um formador de opiniao passa a incentivar uma conduta que pode ocasionar problemas sociais, como a defesa da autotutela, ela (no caso especifico da rachel) está desprezando a propria instituiçao da policia que ela defende tanto. Pois ha incompatibilidade da autotutela com o respeito ao policial, uma vez que a partir do momento que este tiver que coibir a conduta daquele que age incentivado pelo formador de opiniao, havera inevitavelmente um atrito por incompatibilidade da atuaçao de ambos

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Roberto Goren

13 de outubro de 2016 às 09h36

Hm… entao os intolerante neonazistas podem postar suasticas no instagram e palavras de odio aos nao arianos? estou interpretando errado?
Na minha cabeça o limite a intolerancia eh justamente nao admitir a intolerancia… ou agora sera estabelecido limites dentro da intolerancia, digo, a justiça determinará o que eh intolerancia que pode e a que nao pode??

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    Adriano Cabreira

    14 de outubro de 2016 às 18h06

    Matou a charada.

    Responder

frederico

13 de outubro de 2016 às 09h26

Ou seja se esse merda entende que temos de tolerar a intolerância logo já não haverá mais intolerância uma vez que ela deverá ser tolerada ,isto é , tudo pode inclusive eu chamar esse juizinho de merda não representa mais nem ofensa nem intolerância e minha opinião deverá ser respeitada . O mesmo argumento deverá ser usado na defesa da jornalista que desancou o Gilmar Fede, pode tudo agora!!!!!

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Renato

13 de outubro de 2016 às 09h19

Certa e ponto

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    frederico

    13 de outubro de 2016 às 09h27

    Não entendi você acha que ela está certa?

    Responder

      Neto Nery

      14 de outubro de 2016 às 16h48

      Eu também acho!!!! E Ponto.

      Responder

Roberto

13 de outubro de 2016 às 08h10

Sheherazade foi inocentada por estimular linchamentos. Mas Gilmar Mendes processou Monica Iozzi por ela ter dito a verdade: Gilmar inocentou o médico estuprador.
Ou seja: República Nazifascista da Banânia.

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    Neto Nery

    14 de outubro de 2016 às 16h49

    Vcs nem sabem o que é Nazismo e Fascismo. Só sabem papagaiar essas palavras que o PT distribuiu como CARTILHA….. KKKKKKKKK

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      Roberto

      15 de outubro de 2016 às 06h46

      Sugiro os seguintes livros:
      The Third Reich in Power, 1933 – 1939: How the Nazis Won Over the Hearts and Minds of a Nation, de Richard J. Evans
      Oxford AQA History for A Level: Democracy and Nazism: Germany 1918-1945 (Aqa a Level History), de Robert Whitfield e Sally Waller

      Responder

Eu

13 de outubro de 2016 às 03h53

A decisão estapafúrdia da Justiça Federal só se explica (nunca justifica!) pelo momento esdrúxulo que atravessamos no País. Parece que o sucesso na campanha do golpe foi a senha para a manifestação de preconceitos e violências latentes em grande parte da sociedade, particularmente em alguns membros do Judiciário, que introjetaram a noção de serem partes de uma casta superior, à qual tudo é permitido por direito divino. Basta ver as declarações do Desembargador Ivan Sartori, ao defender a anulação da condenação dos assassinos do Carandiru, sem contar com os messiânicos de Curitiba, é claro. Agora passam ao ato, exercendo este “direito de vida e morte” sobre aqueles que julgam membros de castas inferiores.
Independentemente das implicações legais, que não posso avaliar por não ser da minha alçada, resta lembrar ao senhor Juiz Federal que explicitou o absurdo descrito na reportagem que, em um passado ainda não tão distante, a “tolerância com os intolerantes” terminou com o incêndio no Reischstag, em 1933, e a implantação de um regime que, ao contrário dos que o toleraram, não teve tolerância alguma. Não custa lembrar, também, que um ano após o evento criminoso, o novo regime começou o processo de anexação da Justiça alemã às diretrizes persecutórias de sua doutrina, e em 1935 o Judiciário germânico estava decididamente nazificado. O que se seguiu, todos sabemos. Resta perguntar ao juiz citado se tais eventos históricos, para ele, seriam motivo de preocupação ou de júbilo…
Quanto à apresentadora (recuso-me a denominá-la jornalista), é apenas mais uma arrogante e ignara que acha-se detentora de poderes supremos, incapaz de perceber que é, na verdade, apenas mais uma engrenagem em um jogo político muito maior e no qual sua importância já se encerrou, portanto foi descartada no lixo da história. Aonde já deveriam estar todos os simpatizantes de tais doutrinas, mas ao que parece permanecem insepultos neste País, e como mortos-vivos que são recusam-se a resignar-se com o fim inexorável que fazem por merecer. O que valida a velha máxima de Leon Trotsky: “o fascismo não se discute, se combate”. Será que já não esperamos demais?

Responder

    Bangueli

    13 de outubro de 2016 às 09h44

    Já esperamos demais! Estamos vivendo de joelhos. Morramos em pé

    Responder

    Diego

    17 de outubro de 2016 às 00h48

    Apesar de querer que a Dilma ficasse, não houve golpe nenhum, foi votação mesmo, pais democrático vence a maioria. Quem tirou ela foi o povo através de seus representantes, vamos parar de chorar e essa história de golpe é conto de carochinha.

    Responder

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