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Depois de tantos erros contra Lula e o PT, a Polícia Federal será indiciada pela PF?

Por Bajonas Teixeira

16 de novembro de 2016 : 15h22

Por Bajonas Teixeira, colunista de política do Cafezinho

A PF errou ao alardear que “JD” referia-se a José Dirceu. Depois de decorrido muito tempo, ela mesma admitiu o erro: a referência não era a “José Dirceu” mas sim a “Jucelino Dourado”. Fácil confundir? Não parece.

Errou também com a piscina do Alvorada, que serviu no domingo (13) para a Folha engrossar seus boatos contra Lula – a reforma do Alvorada foi feita por um consórcio de 22 grandes empresas entre 2006 e 2008. Ao que tudo indica, está errada ainda ao atribuir a Lula o codinome “Amigo”. Mas o último “erro” da PF merece uma atenção especial. É um “erro de placa”, se é possível uma comparação com o clássico “gol de placa”.

Esse é um caso especial também visto que quem o atesta e questiona é o próprio Sérgio Moro.

A Folha de São Paulo publicou na segunda-feira, 14, uma matéria com o título  Moro se irrita e manda PF excluir nome de ministro do STF de relatório. Por si só, o assunto é intrigante porque, há meses, escutamos essa referência ao nome de Toffoli e, só agora, Sérgio Moro ficou irritado.

Observem o assunto com atenção. Sérgio Moro mandou retirar as referências ao ministro do STF Dias Toffoli do Relatório 744/2016 da PF que analisa documentos apreendidos do economista Maurício Bumlai. Numa agenda de contatos telefônicos apareceu o nome de Toffoli. A Polícia Federal, com suas apuradas técnicas de investigação, chegou então as seguintes conclusões (com as quais Moro, em nome da imparcialidade, mas só tardiamente, não concordou):

“a família Bumlai, em razão dos contatos encontrados, detinha uma influência política muito grande durante o período em que o Partido dos Trabalhadores (PT) estava no poder” e, essa enorme influência “não era somente em agentes políticos da Administração Pública, mas também na Suprema Corte, na pessoa do Ministro Tofffoli”.

Segundo matéria da Folha, foram essas conclusões que irritaram Moro e motivaram a ordem para a retirada do nome do ministro do STF. Escreveu o juiz:

“A simples menção a nomes e/ou fatos contidos nesse relatório, por si só, não significa o envolvimento, direto ou indireto, dos citados em eventuais delitos objeto da investigação em curso.”

Tanta lisura e imparcialidade até emociona. O curioso, contudo, é que tal irritação só tenha aparecido depois de várias figuras da cúpula da justiça e da política terem criticado publicamente a inclusão do nome de Toffoli.

Vamos supor que, da mesma maneira, vozes afinadas, cantassem em um “coro de cúpula” a favor de Lula. Qual seria a situação? A situação colocaria Moro diante de um fato muito interessante. Ele poderia observar em seus documentos e relatórios que, diferente de Toffoli, no caso de Lula, sequer seu nome é mencionado. Afora as declarações do farrapo humano Delcídio do Amaral, todas sem qualquer consistência, não há contra Lula nem o que havia contra Toffoli: o nome em uma agenda.

Não é para rir. Não é porque errou no caso de “JD”, ou no de Toffoli, ou do piscinão do Alvorada, que a PF estaria condenada a errar sempre. Mas depois de tantos erros, o que espanta é que erre sempre contra o PT. Mas se dirá: o que o ministro do STF, Dias Toffoli, tem que ver com o PT? Nada. Só advogou para o PT em três campanhas de Lula à presidência (em 1998, 2002 e 2006) e foi indicado por Lula para o STF. Só isso.

Portanto, está na hora de uma investigação profunda, pública, sobre os erros da Polícia Federal, que deixe claro que são erros e não “erros”, e que o fato de incidirem todos contra a imagem de Lula e do PT, é fruto de admiráveis coincidências.

Ah, antes que esqueça: A PF errou também ao deixar que o nome do “Japonês da Federal”, que se revelou associado à contrabandistas de fronteira, se associasse tão intimamente à Operação Lava Jato.

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9 comentários

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Reinaldo Lopes

17 de novembro de 2016 às 09h47

Salvo engano, o relatório pertence à Policia Federal. Desta forma, o juiz não deveria ingerir sobre ele. Este fato ressalta ainda mais as arbitrariedades cometidas neste “processo”.

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Messias Franca de Macedo

17 de novembro de 2016 às 00h45

“É FANTÁSTICO!” Plim plim no Projac da ‘Guantánamo da Província de Curitiba’!
“VÍDEO SENSACIONAL!”
O ‘mor(t)o’ – com uma voz surpreendentemente maviosa (sic) – “ouve” a esposa do ‘CU(nha) do TEMERário/TEMERo$$$o’ do Aécim dos nazigolpistas!
https://www.youtube.com/watch?v=oVaAseteeBA

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Gr K

16 de novembro de 2016 às 21h36

Tudo está invertido! Esse japonês não foi incriminado? Porque ainda está trabalhando?
O quebra cabeça ta ficando grande demais.

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Jose X.

16 de novembro de 2016 às 20h25

agora não adianta mais…quer dizer. tem que espernear e fazer escândalo, mas com consciência de que é só pra registro mesmo, porque o golpe já foi dado e a ditadura plena está em vigor

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Luciano Alves Nogueira

16 de novembro de 2016 às 18h56

Em 2018 o Aragão irá colocar essa PF nos trilhos… e talvez atrás das grades…

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    Vitor Sorenzi

    17 de novembro de 2016 às 00h24

    Prefiro no tumulo. Mais seguro..

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Roque Silva

16 de novembro de 2016 às 18h44

Concordo co o Sr.Mario Gonçalves; Todo agente de polícia possui fé pública e ao juiz cabe considerar ou não o relatado.
Como ser humano, qualquer um pode vir a cometer erros; Só fico admirado policiais tão bem treinados errarem tanto om o Partido dos trabalhadores e com Lula e seus amigis pessoais. Impressionante como os ” erros ” viram destaques na ” midia ” (em letras garrafais inclusive ). Diante de tantos erros toda e qualquer ” convicção ” é aceita como prova ( exceto para alguns intocáveis ).

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Sérgio Rodrigues

16 de novembro de 2016 às 17h51

Repesensar a PF por incompetência e militância política!…

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Mario Gonçalves

16 de novembro de 2016 às 16h32

Penso que a coisa é ainda pior: se eu sou o delegado e faço um relatório este representa a minha convicção a respeito de fatos e situações à luz do direito penal. Eu sou a autoridade policial. Se o juiz não concorda com meu relatório que o desconsidere mas mandar refazer…sinceramente, nesta lavajato não há o que não haja!

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