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Brasília - DF, 29/07/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante entrevista para BBC. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma concede entrevista em Porto Alegre e fala sobre a crise no país e o governo Temer

Por Redação

21 de novembro de 2016 : 22h44

Em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, a ex-presidente Dilma fala sobre o golpe e o governo de Temer. Segundo ela: “Não é só que ele não lidera, ele não representa”.

No Brasil 247

Dilma ao 247: “Temer está aquém do povo brasileiro”

Em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor do 247, em Porto Alegre, a presidente Dilma Rousseff falou da crise no País, do ambiente que foi criado para se consolidar o impeachment e faz críticas à imprensa e ao “governo ilegítimo” de Michel Temer; “Pessoas hoje se sentem autorizadas a invadir o Congresso por esse clima criado por Aécio Neves”, diz; sobre o presidente do TSE, ela afirmou: “Gilmar perdeu todas as condições de me julgar”; para Dilma, “a ambição do grupo que tomou o poder é do tamanho de um apartamento na Bahia”; sobre o principal ator do golpe e atual presidente da República, Michel Temer, definiu: “ele está aquém do Brasil, aquém do povo brasileiro”

A presidente Dilma Rousseff concedeu uma entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor do 247, na tarde desta segunda-feira 21 em Porto Alegre (confira a íntegra no vídeo ao pé da matéria).

Na conversa, ela falou da situação de crise no País, do ambiente que foi criado para se consolidar o impeachment contra ela e faz críticas à imprensa e ao “governo ilegítimo” de Michel Temer. Dilma afirmou que “prometeram, com o golpe, uma situação cor de rosa” no País, “venderam gato por lebre” ao defender o impeachment, mas que a crise só tem se acentuado. Ela condena o discurso de Temer de que recebeu uma herança maldita, mesmo depois de seis meses no governo. “Esse discurso não se sustentará”.

A presidente demonstra estar estarrecida com o ambiente em que “pessoas se sentem autorizadas a invadir o Congresso por esse clima criado pelo senador Aécio Neves”, principal articulador do golpe de 2016. “O golpismo está entranhado na sociedade brasileira. E o maior representante disso é Aécio Neves”, completou.

Dilma fez críticas às prisões preventivas da Lava Jato antes de os investigados serem condenados. “Eu não vou defender a prisão do Eduardo Cunha, se eles não prenderam antes… tem que explicar por que estão prendendo agora”, disse. “E mais: se a pessoa não tem meios para prejudicar a investigação, tem que responder em liberdade”.

Ela fez duras críticas à imprensa – “age como um partido político, e prega a despolitização” – e ainda ao presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes. “Perdeu todas as condições de me julgar”. Dilma anunciou que poderá entrar com uma ação contra o ministro, ao lembrar: “já me julgou fora dos autos”.

Em referência à denúncia de tráfico de influência contra o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, Dilma diz que “a ambição do grupo que tomou o poder é do tamanho de um apartamento na Bahia”.

Ela declarou que não defende o “golpe dentro do golpe”, e é contra a eleição indireta para mudar o governo. “Acredito em saída por eleição direta, não por eleição indireta, e tem que ter reforma política”, defendeu, fazendo duras críticas ao atual sistema político.

Dilma defendeu o movimento dos estudantes, que ocupam mais de mil instituições de ensino no País. “Os estudantes estão nos ensinando, e não nós a eles”. Ela diz olhar para os jovens das ocupações hoje “com muita esperança” e definiu como “algo fantástico, de uma lucidez imensa” o discurso da estudante Ana Júlia na Assembleia Legislativa do Paraná.

Incitada a definir Michel Temer, Dilma Rousseff disse que ele “está aquém do Brasil, aquém do povo brasileiro”. “Não é só que ele não lidera, ele não representa”, disse. “O brasileiro médio está além dele, o brasileiro pequeno está além dele”, concluiu.

 

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4 comentários

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Nahum Pereira

22 de novembro de 2016 às 01h00

Amigo, o vídeo completo não deveria estar no pé da matéria, como informado logo no início? Sugiro que retifique! Abraço.

Responder

Antonio Passos

21 de novembro de 2016 às 23h51

Desculpem mas eu simplesmente não suporto Dilma. Essa cara de paisagem, essa platitude diante de uma tragédia como a que vive o Brasil. Será que ela tem alguma ideia da responsabilidade que lhe cabe nisto tudo ? Enquanto na face de Lula pode-se ver o sofrimento, Dilma não perde essa expressão fria e até inanimada. Dizer que Temer não está altura do Brasil é ridículo, porque na verdade ele não está à altura nem de um prostíbulo.
Creio que não existe na história humana, um país que tenha sido destruído desta forma e sob o olhar tão apático de seu povo.

Responder

    Jair Almansur

    22 de novembro de 2016 às 07h05

    Estiveram todos aquém do Brasil.

    Responder

    Antonio Carlos Lima Conceicao

    22 de novembro de 2016 às 14h31

    Verdade. Dilma aceitou a receita derrotada nas eleições ao indicar Levy, Dilma não combateu com vontade o golpe e agora não defende o seu legítimo mandato outorgado pelo povo com essa história de eleições diretas.
    Ora, já houve eleições diretas e ela foi eleita para fazer um governo não neoliberal. Para quê eleições com o Judiciário dizendo quem pode ser eleito, com regras eleitorais que excluem a militância, um Congresso hostil ao povo e uma PEC que inviabiliza um governo não neoliberal?

    Responder

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