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Nova política de preços da Petrobrás é contra os brasileiros e o Brasil

Por Redação

22 de dezembro de 2016 : 09h31

Por Cláudio da Costa Oliveira, colunista do Cafezinho

A nova política de preços adotada pela Petrobras é uma afronta ao povo brasileiro e faz parte do Projeto Lesa-Pátria implantado na empresa.

Como empresa estatal a Petrobras deve estabelecer uma política de preços que atenda as suas necessidades financeiras e econômicas, mas que também, sempre que possível, beneficie o consumidor brasileiro, que em última análise é o proprietário da empresa.

Assim foi feito de 2011 a 2014, quando a Petrobras subsidiou a venda no mercado interno, num momento em que o preço internacional do petróleo sofreu alta elevação.

Esta politica beneficiou os consumidores brasileiros, sem impedir que a empresa apresentasse elevados lucros, distribuindo dividendos e dando participação a seus funcionários.

É claro que se naquele momento a Petrobras estabelecesse preços de derivados no mercado interno acompanhando os preços internacionais, o lucro teria sido muito maior, mas os beneficiados seriam os investidores em bolsa (Wall Street), e não os consumidores brasileiros.

Em 2013 tendo como presidente Graça Foster foi firmado :

“Nossa política de preços no Brasil busca alinhar o preço do petróleo e derivados aos internacionais no longo prazo. No entanto para minimizar os impactos das variações no consumidor domestico, os preços de diesel gasolina e outros produtos não são necessariamente reajustados para refletir a volatilidade da cotação do petróleo e derivados nos mercados internacionais e as variações cambiais no curto prazo.”

Em 2015, já com Bendine como presidente não houve grande alteração :

“Nossa política de preços busca, no longo prazo, alinhar os preços internos do petróleo e dos derivados aos praticados no mercado internacional, evitando repassar os reflexos da volatilidade destas cotações e do câmbio no curto prazo. Assim, mesmo buscando convergência no longo prazo, podemos passar por períodos em que os preços de nossos produtos não estejam alinhados asos internacionais”

Portanto a política de preços era flexível e buscava identificar oportunidades que beneficiassem os consumidores brasileiros.

Já a atual política estabelecida por Pedro Parente é bem clara em sua intenção de simplesmente maximizar o lucro e a geração de caixa, buscando alcançar a maior distribuição de dividendos possível e a redução da alavancagem para 2,5 , como estabelece Wall Street.

Em 14 de outubro de 2016 fomos informados da nova política como a seguir :

“Essa política a ser praticada pela Companhia, terá como princípios :

1- O preço de paridade internacional

2- – Uma margem para remuneração dos riscos inerentes à operação

3- Nível de participação no mercado.

4- Preços nunca abaixo da paridade internacional.

A política que será posta em prática prevê avaliações para revisão de preços pelo menos uma vez por mês.”

Verificamos portanto que na política de preços de Pedro Parente o consumidor brasileiro será um simples instrumento para geração de lucro e pagamento de dividendos em Wall Street.

O item 4 do plano é bem claro : “Preços nunca abaixo da paridade internacional “. O que significa dizer que acima pode.

Ou seja, os brasileiros pagarão sempre o preço máximo possível para impedir a entrada de concorrentes, com reajustes mensais.

Vejam a que ponto chegamos, um monopólio estatal explora o consumidor brasileiro para pagar dividendos em Wall Street. È isto que eles chamam de administração competente ?

O Brasil hoje é governado por colonizadores que só pensam em explorar o país e seu povo. É fantástico.

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5 comentários

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Flávio Albuquerque

22 de dezembro de 2016 às 17h08

Não se trata de prejudicar ou beneficiar os brasileiros. A Petrobrás tinha e ainda tem planos de investimento vultosos, desde a descoberta do pré-sal. Era preciso viabilizar os investimentos e o único meio era manter alguma paridade, caso contrário iria se chegar aonde chegou, um enorme endividamento. Não é subsidiando gasolina e fugindo dá realidade que se contém inflação; pobre não tem carro! Os custos dá Petrobras sobem com o preço do petróleo. Os empregados desejam, com justiça, receber a inflação ou um pouco mais. A conta não fechava!

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    claudio da costa oliveira

    22 de dezembro de 2016 às 18h45

    Prezado Flávio,

    Você me parece uma pessoa bem intencionada, por isto vou lhe transmitir algumas informações que talvez lhe ajudem a entender a situação :

    a) A Petrobras não tem mais planos de investimentos vultosos, basta ver o PNG 2017/2021 onde os investimentos foram reduzidos ao extremos ( o PNG está no site da empresa). A própria diretora de E&P já informou que não vão aplicar no pre-sal, e os investimentos vão ser entregues para as petroleiras estrangeiras. O principal objetivo do PNG 2017/2021 é atingir a alavancagem 2,5, estabelecida por Wall Street. Por isto os investimentos foram cortados e ativos estão sendo vendidos de maneira escandalosa.

    b) A Petrobras não tem um enorme endividamento. Leia o artigo que escrevi ontem dia 21 aqui no “cafezinho” com título “Indicador de alavancagem : a grande farsa do plano de negócios da Petrobras”. A divida da Petrobras é compativel com o projeto pre-sal e com a capacidade da empresa. A divida liquida da Petrobras é inferior à sua receita anual. Se você entrar no site da Caixa Economica vai verificar que se tiver uma renda anual de 100 mil, o banco te empresta mais de 200 mil num financiamento de imóvel . O resto é conversa fiada, mentira para entregar o patrimonio da Petrobras. Qualquer petroleira do mundo gostaria de ter a divida que a Petrobras tem, desde que também tivesse as reservas do pre-sal e a tecnologia, que só a Petrobras tem.

    c) Pobre não tem carro, é verdade, mas pobre anda de onibus, que consome combustivel. O prfeço da passagem é baseado principalmente nisto. Todos os alimentos que os pobres consomem são transportados e consomem combustíveis etc.etc.etc.

    d) Os gastos da Petrobras com pessoal em relação à sua receita cairam muito de 2005 para cá. A empresa continua como sempre foi, produtiva e lucrativa. Os ultimos prejuizos foram criados por artificios contabeis altamente contestados (impairments), que não afetam o caixa da empresa que há muito tempo se mantem acima de US$ 20 bilhões. Eu disse US$ 20 bilhões.

    O que está ocorrendo é que o povo brasileiro fica todo dia assistindo a novela da Lava Jato. Quem roubou mais ? Quando o Moro vai prender o Lula ? O que disse o novo delator ? Enquanto isto o país vai sofrendo um assalto muito maior que 10 Lava Jato.
    Espero que você tenha compreendido, caso contrário fico à disposição para novos esclarecimentos.

    Sds/Cláudio

    Responder

RALFO B PENTEADO

22 de dezembro de 2016 às 16h40

Passando mal no país mais rico do mundo, permanecendo no caminho do subdedenvolvimento. Dá bolivariacao para a bananizacao. Zyphu !

Responder

Des

22 de dezembro de 2016 às 12h23

Ô pessoal, o cafezinho estava livre desses coxinhas imbecilizados até anteontem.

Como são poucos: Iara, Torres, Dr. Teodoro e André.

Basta bloqueá-los sem responder, pois esses não são pagos, fazem isso por hobby ao mesmo tempo que se fodem.

Ignore e bloqueie. Não alimente os trolls.

Responder

Dr. Teodoro Toledo

22 de dezembro de 2016 às 10h08

Que bom que Dilma e Lula não exploravam o povo brasileiro!!! Ao contrário, davam dinheiro para que não pensassem e não fizessem nada além de tomar cachaça!!

Responder

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