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A incoerência do PSDB imposta pelo mercado

Por Luis Edmundo

13 de junho de 2017 : 21h07

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Com certeza há uma incoerência nisso, mas foi a história que nos impôs. Esse não é o meu governo, nem o governo dos meus sonhos. Não votei nele (Temer) nem nela (Dilma)”.

A declaração acima é do senador Tasso Jereissati, presidente interino do PSDB na ausência do suspenso Aécio Neves, para justificar as últimas decisões do partido.

O PSDB entrou com a ação para cassar a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer só para “encher o saco” do PT, como revelou Aécio Neves. Depois da derrota nada lamentada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os tucanos fecharam apoio a Temer e ao mesmo tempo decidiram recorrer da absolvição do presidente.

“Estamos juntos para dar a estabilidade que o país precisa”, continuou Jereissati. E para os tucanos a tal estabilidade será conquistada com as reformas trabalhista e previdenciária, além do congelamento dos gastos públicos.

Que a economia nacional seja entregue à regência do mercado, isso é o mais importante, com Temer ou sem Temer. E se no caminho acelerado até o objetivo final algo parecer incoerente, sem nexo nem sinceridade, haverá sempre alguém como Jereissati para, afinal de contas, culpar a história.

Abaixo, a matéria do Jornal do Brasil

O presidente nacional interino do PSDB,  senador Tasso Jereissati (CE), disse na noite de segunda-feira (12) que o partido segue na base de apoio ao governo Michel Temer, mas que serão feitas avaliações diárias dos cenários políticos.

Contudo, Tasso defendeu que o partido recorra da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que absolveu a chapa Dilma-Temer. Ele disse que os advogados do partido vão aguardar a publicação do acórdão e depois submeter a decisão à executiva.

“Eu, como presidente, penso que devemos recorrer. O advogado quer esperar a publicação (do acórdão). Vamos continuar no governo Temer, sem deixar de lado as nossas convicções. E eu estou convicto de que houve corrupção na eleição de 2014”.

Perguntado se essa posição não seria incoerente, o tucano reconheceu que sim, mas que prefere seguir suas convicções. “Com certeza há uma incoerência nisso, mas foi a história que nos impôs. Esse não é o meu governo, nem o governo dos meus sonhos. Não votei nele (Temer) nem nela (Dilma). Estamos juntos para dar a estabilidade que o país precisa. Estaria mais confortável com alguém do PSDB (na Presidência)”.

Aliança

“Vamos avaliar (o governo) diariamente. Todos os dias têm surgido fatos novos e vamos estar atentos”, disse o senador ao final da reunião da executiva nacional, que durou mais de seis horas.

Segundo Jereissati, não houve deliberação do partido sobre a permanência no governo, mas a maioria da legenda entende que um eventual desembarque agora iria prejudicar as reformas. “O partido está unido, mas tem divergências. O partido não tem dono, nem é autoritário. Quem é mais velho lembra que já tivemos crise e no momento exato seguiremos unidos”, disse.

Denúncia

Sobre uma eventual denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, Jereissati disse que o partido não fechará questão e os deputados ficarão livres para votar (a Câmara é quem decide se autoriza a abertura do processo de investigação contra o presidente). “Vai ser uma decisão da Câmara e cada deputado vai votar da maneira que quiser. Não existe nada de fechar questão em relação a isso. A bancada tem opiniões diferentes, vai ser um voto de consciência e não uma decisão partidária. Se tiver um acontecimento muito grave, a opinião vai ser diferente e vamos chamar a bancada e conversar sobre isso”, disse.

Luis Edmundo

Luis Edmundo Araujo é jornalista e mora no Rio de Janeiro desde que nasceu, em 1972. Foi repórter do jornal O Fluminense, do Jornal do Brasil e das finadas revistas Incrível e Istoé Gente. No Jornal do Commercio, foi editor por 11 anos, até o fim do jornal, em maio de 2016.

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18 comentários

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Francisco Diniz

14 de junho de 2017 às 17h24

Nunca foi tão verdadeiro vo ditado me diga com quem andas que te direis quem és.

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PEDRO AUGUSTO MACHADO

14 de junho de 2017 às 13h49

PSDB, A MAIOR QUADRILHA PARTIDÁRIA DO BRASIL

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Helio Jaques Rocha Pinto

14 de junho de 2017 às 14h00

Não votou no Temer, claro, votou no Aécio, o dos esquemas.

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Marilene Flores

14 de junho de 2017 às 13h42

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Mat Matos

14 de junho de 2017 às 02h32

Eles nào podem ser oposição de um Governo que está propondo tudo que eles sempre sonharam. Não faz sentido saírem.

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Rodrigo Marques

14 de junho de 2017 às 01h30

Claro, ele votou no futuro presidiário, o narcosenador do PSDBosta.

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Augusto Dos Anjos

14 de junho de 2017 às 01h19

PSDB sempre foi coerente como estafeta do Sr Mercado! FHC sempre foi coerente em ser seu porta voz…

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Waldir José Franco

14 de junho de 2017 às 00h51

Não existe incoerência. O PSDB é assim. A lógica da corrupção não admite incoerência.

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Francisco Diniz

14 de junho de 2017 às 00h49

É o PSDB fechando acordo para salvar o Aécio e as reformas que tiram direitos.

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Paulo Vargas Tito

14 de junho de 2017 às 00h39

Os salvadores da Pátria…Desde a muitos tempos…kkkkk…

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Carlos Eduardo de Alencar

14 de junho de 2017 às 00h26

Jereissati é um excremento, um dejeto da raça humana !….

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Mariangela Monteiro

14 de junho de 2017 às 00h19

O único erro da Dilma foi colocar esse GOLPISTA como vice.A cobra deu o bote..

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Rafael Santana

14 de junho de 2017 às 00h17

PSDB e PMDB cometeram Suicídio político coletivo.

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Edwin Gomes

14 de junho de 2017 às 00h16

Corrupção paraense muito bem representada…nessa foto cheia de ladroes…

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Cristos Stylianos Kokkinos

14 de junho de 2017 às 00h15

Safado esse aí o irmão ganhou bilhões na privataria do fhgagac!!

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Arthur Rocha

14 de junho de 2017 às 00h12

E para quem acha que o PSDB é democracia, fica a pecha de neoliberal entreguista consumado.

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