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Unesp também vai criar curso sobre o golpe 2016

Por Miguel do Rosário

04 de março de 2018 : 17h37

Universidades do país inteiro estão criando cursos sobre o golpe de 2016. Agora é a vez da Unesp.

Reproduzo nota que acabei de receber:

Nota

O Departamento de Psicologia Social e Educacional da Universidade Estadual Paulista (UNESP – campus Assis-SP) vem a público comunicar o seu apoio ao professor Luís Felipe Miguel, da Universidade de Brasília (UnB), no caso da autoritária tentativa de censurar o seu trabalho promovida pelo Ministro da Educação José Mendonça Bezerra Filho.

Indignados com a investida ministerial, a qual representa uma agressão contra toda a atividade docente e científica nacional, e atentos à necessidade de difundir saberes acadêmico-científicos capazes de contribuir com as múltiplas formas de análise e entendimento do inusitado momento sociopolítico que o Brasil atravessa, é que se decidiu realizar, entre maio e junho de 2018, o curso de extensão universitária “Psicossociologia do Golpe de 2016 e as Ameaças ao Futuro da Democracia Brasileira”. A resolução foi tomada pelo Conselho Departamental reunido em 01 de março de 2018. O curso será oferecido gratuitamente a todas as pessoas interessadas na temática.

Cumpre notar que os professores do Departamento de Psicologia Social e Educacional da UNESP têm desenvolvido atividades de pesquisas, extensão e ensino em cursos de graduação e pós-graduação voltadas para a produção e difusão de saberes, as quais cumprem a função que se espera da universidade, que é oferecer a toda a população a possibilidade de acesso aos conhecimentos e ações educativas nas quais se exercite um conjunto de recursos teóricos e metodológicos acadêmicos que contribua para o exame dos cenários históricos e contemporâneos do Brasil e dos países da América Latina.

Professor Doutor Deivis Perez
Chefe do Departamento de Psicologia Social e Educacional
Universidade Estadual Paulista – UNESP

SOBRE O CURSO

O curso “Psicossociologia do Golpe de 2016 e as Ameaças ao Futuro da Democracia Brasileira” terá as suas aulas ministradas pelos docentes do Departamento de Psicologia Social da UNESP e por pesquisadores convidados de outros campi da universidade. As inscrições poderão ser feitas a partir da primeira quinzena de maio.

Espera-se que, ao final do curso, os participantes sejam capazes de:

a) identificar os principais elementos históricos condicionantes do golpe de 2016 e da atual crise política, social e econômica brasileira.

b) examinar e discutir a ampliação e intensificação da crise, considerando a atuação dos principais atores políticos nacionais, internacionais e dos novos movimentos sociais que entraram em cena a partir das manifestações de 2013.

c) reconhecer as relações entre o agravamento do quadro político do país e as estratégias discursivas, simbólicas e de produção da verdade dos veículos de imprensa da mídia oligopolista local.

d) compreender e avaliar os papéis assumidos e desempenhados pelos principais atores políticos do país, bem como os contextos socioculturais e econômicos que tem contribuído para a ampliação da simpatia e adesão ao autoritarismo por inúmeros segmentos da sociedade e seus desdobramentos e efeitos na vida de cada cidadão.

e) analisar as medidas políticas e socioeconômicas do governo Temer dirigidas para a retirada de direitos sociais e cívicos, para a flexibilização de leis dedicadas à defesa da classe trabalhadora, para a redução dos espaços destinados à participação e tomada de decisão acerca das políticas públicas e renúncia das responsabilidades sociais e científicas pelo Estado, materializadas por meio da redução dos investimentos em áreas fundamentais como a saúde, a assistência social, a ciência e a educação.

Curso de extensão: Psicossociologia do golpe de 2016 e as ameaças ao futuro da democracia brasileira

Onde: Faculdade de Ciências e Letras de Assis – UNESP

Quando: maio e junho de 2018 (as datas das aulas serão divulgadas em breve no site do Departamento de Psicologia Social e Educacional – )

Inscrições: a partir da primeira quinzena de maio de 2018. Em breve serão divulgadas no site do Departamento os detalhes sobre os procedimentos de inscrição.

Responsáveis: Professores do Departamento de Psicologia Social e Educacional da UNESP

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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assim falou Golbery

05 de março de 2018 às 04h37

o ministro não sabe que universidade pública faz lei, ética e moralidade pública do jeito que convier para uma cambada que manda de fato nela. Só um exemplo dos mais besta

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[ Antes de encerrar, vou fazer um breve comentário sobre um tema já tratado aqui hoje: a composição do Conselho Superior em consonância com a legislação. Algumas universidades tem conselhos paritários, diferente do que preceitua a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Todavia, nas votações e nas assinaturas das atas, tudo transcorre de acordo com a proporcionalidade prevista em Lei. Explico. Por exemplo, mesmo que o Conselho Superior seja composto por 10 professores, 10 técnicos e 10 estudantes, há uma combinação prévia de maneira que, ao votar, e ao assinar a ata, a lista é constituída proporcionalmente por 70 por cento de docentes, e os restantes 30 por cento de técnicos e discentes. Para que seja assegurado o cumprimento da legislação e não haja insegurança jurídica nas decisões tomadas pelo Conselho.
Isso é fruto de amadurecimento. Fruto de conhecimento. E fruto de respeito entre os pares e da comunidade para com seus dirigentes.
Assegurar a garantia de direitos e o cumprimento dos deveres é responsabilidade de todos nós, enquanto servidores públicos, especialmente em uma instituição de ensino.
Santarém, 01 de março de 2018
Prof. Dr. Anselmo Alencar Colares]
http://www.facebook.com/anselmo.colares/posts/1805175496168224, acesso 05\03\2018

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