O depoimento de Lula à juíza Gabriela Hardt

Luto pela morte de Marielle Franco

Por Miguel do Rosário

15 de março de 2018 : 00h02

O Cafezinho está de luto, por muito tempo, pela morte da vereadora Marielle Franco, do PSOL Rio, assassinada barbaramente há pouco, no Estácio, com 9 tiros, junto com seu motorista, Anderson Pedro Gomes.

Nossa solidariedade absoluta para seus parentes, amigos e correligionários.

Evitemos fazer qualquer especulação política, mas até mesmo por respeito às ideias de Marielle, não podemos deixar de observar que esse tipo de crime não será investigado pelas forças armadas. Tem de ser investigado pelo departamento de homicídios da polícia civil do estado do Rio.

A execução de uma liderança de esquerda, dias após ela ter feito denúncias contra violência policial na favela do Acari, nos faz suspeitar, naturalmente, de participação das milícias e grupos de extermínio.

Até isso o golpe trouxe de volta!

Não seria a primeira vez no Rio de Janeiro. Todas as horríveis chacinas que experimentamos nos últimos vinte ou trinta anos foram lideradas por policiais ou ex-policiais militares. Infelizmente.

A intervenção militar no Rio de Janeiro, conforme denunciado por todos, não começou bem. E não começou porque perdeu tempo cercando comunidades, tirando foto de moradores, e outras ações fúteis. E isso porque não entende nada de segurança pública.

Segurança pública requer trabalho de inteligência. Mapeamento e neutralização de grupos de extermínio. Fizeram isso? Não.

Torrar centenas de milhões de reais com espetáculo midiático não adianta nada.

Marielle Franco sabia disso, denunciava isso. Moradora da favela da Maré, era uma das principais vozes contra a estupidez de se usar as forças armadas para resolver o problema da segurança pública no Rio.

E foi morta, possivelmente, por causa disso.

Suas ideias, todavia, continuam vivas.

E nós lutaremos por elas.

Marielle, sua luta continua!

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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17 comentários

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Elísio Nunes Ribeiro

17 de março de 2018 às 20h53

Marielle e Marighella. Marielle lembra Marighella e Marighella lembra Marielle. Os dois foram executados. Um, pela ditadura. A outra, na gestão golpista que assola o País. Concidência?

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Derly Ribeiro

16 de março de 2018 às 18h03

recado para débora.Estou aguardando seu telefonema para encerrar a compra – derlyrib@terra.com.br

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natanias almeida silva

15 de março de 2018 às 21h33

justiça muda as leis senhores do poder chega de tanta violencia voceis tem ese poder

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Alcantara

15 de março de 2018 às 12h01

A direita brasileira é parceira do lobby nazifascista pela liberação de armas.

O que precisa ser feito no Brasil é exatamente o contrário. Precisamos de um programa
de desarmamento total. Desarmar os criminos ,desarmar as empresas de “segurança privadas” e maior parte das forças polícias também. Do contrário continuaremos a viver esta guerra civil não declarada.

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Lea

15 de março de 2018 às 10h46

A grande mídia patrocia e sustenta o golpe e a internvenção militar.
A grande mídia espetaculariza uma intervenção militar absurda e protege os grupos fascistas.

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Pascual

15 de março de 2018 às 10h40

De luto… Covardes, covardes, covardes.

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Edson

15 de março de 2018 às 10h21

FASCISMO

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Selma

15 de março de 2018 às 09h13

Foi vitima da criminalização da política de esquerda, que luta contra um sistema que persegue pobres, negros e políticos que defendem causas populares e periféricas..

Quando o sistema de justiça encontra-se falido e as leis não são mais respeitadas por quem deveria cumprí-las o que resta é a barbárie.

A morte de Marielle é o resultado da barbárie

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julio

15 de março de 2018 às 08h14

Os partidos de esquerda tem que fazer do funeral desta jovem uma manifestação política, pois só dessa forma chamaríamos atenção do mundo para essa ditadura fascista que estamos vivendo no Brasil. Levem o corpo às ruas junto ao povo e os movimentos populares como forma de denunciar as violações sofridas que estão acontecendo desde que os usurpadores deram o golpe jurídico/midiático.

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Andre Rs T

15 de março de 2018 às 05h36

claro que ela estava sendo seguida pelo serviço de informaçao

ela era da favela da Marė

https://youtu.be/IKSWfgZLKMA

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ari

15 de março de 2018 às 05h31

Cada vez mais perto do Edson, do restaurante Calabouço no Rio dos anos 60, cuja morte desencadeou uma semana de protestos Brasil a fora. Marielle, prisão do Lula, rosto ensanguentado de uma professora na SP do Dória e do Alckmin..

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Andre Rs T

15 de março de 2018 às 05h26

Quem eram interessados nessa execuçāo senāo essa vertente da PM q idolatra Bolsobosta

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Andre Rs T

15 de março de 2018 às 05h21

do verbo lutar

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Francisco

15 de março de 2018 às 02h28

Vejamos quantas horas, ou segundos, essa notícia ocupará os minutos do JN…

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JOHN JAHNES

15 de março de 2018 às 00h13

VEREADORA DO PSOL, MARIELLE FRANCO É MORTA A TIROS NO CENTRO DO RIO
De acordo com a polícia, ela foi baleada na rua Joaquim Palhares. Ela voltava de um evento na Lapa.
“”No sábado (10), Marielle fez uma postagem no Twitter reclamando da ação dos PMs em Acari.
“O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM é conhecido como Batalhão da morte. CHEGA de esculachar a população! CHEGA de matarem nossos jovens”, escreveu ela.” (GLOBO)”
Pelo que ela disse na frase acima, (globo.com), já se sabe quem matou ou pelo menos quem mandou matar.
SERÁ QUE RESTA ALGUMA DÚVIDA?
Ou será que a guerra prometida pelas facções políticas que governam o país acabou de começar?

OBS: Se chamarem a PF anti esquerda ou a polícia do RJ para investigar, vão dizer com muita convicção que ela se matou e depois saiu do carro atirou no motorista e voltou para o carro, já morta.

ME RESPONDAM POR FAVOR:
O povo deve usar contra bandidos de togas e da política, os mesmos métodos que a polícia usa contra os bandidos do povo e contra seus desafetos? SERIA MAIS SIMPLES ASSIM.

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Eloiza Augusta

15 de março de 2018 às 00h09

De luto e com mais força para resistir e combater os inimigos do país.

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