Bate papo com Joana Mortágua, deputada portuguesa!

Ciro Gomes e o PT

Por Miguel do Rosário

03 de Maio de 2018 : 17h58

(Foto: Governo da Bahia).

Por motivos que explicarei a seguir, transcrevo abaixo um artigo de Valter Pomar em resposta a uma entrevista de Jaques Wagner, publicada no Estadão, a qual também reproduzo ao final do post.

Na entrevista, Wagner sinaliza a possibilidade de apoio petista à candidatura Ciro Gomes, inclusive com o oferecimento da vaga de vice.

Valter Pomar reage duramente contra esta alternativa, e defende que o PT deve considerar apenas duas opções: Lula, ou nada!

Ou seja, ou o PT consegue, por algum milagre, levar adiante a candidatura Lula ou denuncia o processo eleitoral como fraude, lançando uma “anticandidatura” (confesso que não entendi muito bem o que isso significa).

Nas próprias palavras de Valter:

(…) só há duas alternativas aceitáveis no que diz respeito à eleição presidencial: ou participamos com Lula candidato; ou participamos com o objetivo de denunciar a fraude, deslegitimar o resultado e criar assim melhores condições para fazermos oposição ao futuro governo federal.

E como participar denunciando a fraude? De momento, há apenas duas hipóteses: ou não substituir Lula, caso ele venha a ser “interditado definitivamente”; ou lançando em seu lugar uma “anti-candidatura”, que tenha como objetivo denunciar o golpe e defender o PT.

Alguns amigos pediram-me para eu escrever sobre isso. Fá-lo-ei!

Discordo radicalmente de Valter Pomar. Acho que o PT não pode, nem brincando, abandonar o processo eleitoral ou participar dele pela metade, pensando apenas em denunciar golpe ou fraude.

O PT, assim como todo partido progressista, não apenas deve participar da campanha presidencial “à vera”, e não como uma “anticandidatura”, seja lá o que isso queira dizer, como tem de se esforçar ao máximo para emplacar uma boa bancada no congresso e nas assembleias legislativas.

Para isso, precisa de uma estrategia política e eleitoral consistente, íntegra, substantiva.

Quanto às proposições de Wagner, concordo com o ex-governador: o PT tem de estar aberto a todas as possibilidades, inclusive a de se aliar a Ciro Gomes.

A guisa de conclusão, Pomar diz o seguinte:

Renunciar voluntariamente à condição hegemônica do PT, escondendo nosso partido e suas lideranças atrás de um biombo, não contribuiria para derrotar o golpismo, nem ajudaria a esquerda a reencontrar nosso caminho para o poder, para as reformas democrático-populares e para o socialismo.

O uso da expressão “condição hegemônica do PT” é deselegante, até mesmo contraproducente, diante do cenário fortemente pluripartidário do país, inclusive na esquerda, além da necessidade premente de união das legendas progressistas em torno de uma agenda comum.

Quanto à denúncia de fraude e golpe, a estratégia de combatê-los não pode ser emulando os piores exemplos da direita venezuelana (não digo pelo conteúdo do protesto, que é muito mais verdadeiro aqui, onde uma presidenta eleita foi efetivamente derrubada, de maneira ilegal, do que na Venezuela, onde a direita protesta contra resultados transparentes e chancelados por observadores internacionais; digo pela forma, pondo a culpa no processo eleitoral, e não no adversário).

O último bastião da nossa democracia são as eleições de 2018. E também não acho que seja inteligente encará-las como uma batalha de vida ou morte. Tipo: se perdermos, acabou-se o mundo, podemos ir para casa. Se o PT ou a esquerda encarar a eleição assim, entrarão nervosos e desconcentrados na disputa política.

Além do mais, não é verdade. Os horizontes pós-eleitorais permanecem tomados de perspectivas infernais, perdendo ou ganhando. Se a direita ganhar, terá que lidar com o problema econômico e social, e a oposição crescente que vai emergir dele. Se for a esquerda a levar o troféu eleitoral, terá os mesmos problemas, em escala ainda maior, porque herdará um país em crise, um Estado completamente contaminado pela violência institucional, além da onda fascista, que tenderá a se radicalizar ainda mais diante da esquerda no poder.

O futuro do Brasil não está fácil para ninguém, nem estará resolvido após as eleições.

Por isso mesmo, as eleições devem ser vistas como um valor em si mesmo, como uma oportunidade de transformá-lo num processo de educação política.

É claro que o impeachment foi golpe e que a retirada de Lula do pleito, da maneira como foi articulada, corresponde a uma insuportável fraude no processo eleitoral. Isso deve ser denunciado agora e sempre. Mas se golpes e fraudes fossem motivo para se desistir da luta democrática, a classe trabalhadora jamais, em nenhum momento da história, teria disputado eleições.

Além disso, o próprio processo democrático deve ser sempre visto sem rigor excessivo, porque se alguém examiná-lo no microscópio corre o risco de achá-lo, como um todo, uma grande fraude, um golpe continuado contra a soberania popular.

Se o PT for entrar na batalha eleitoral pensando em “deslegitimar” seu resultado, então é melhor nem entrar! Quem vai para a chuva, é para se molhar – e deslegitimar uma eleição que envolverá quase 150 milhões de eleitores, e dezenas de milhares de candidatos para os mais diversos cargos estaduais e federais, é desrespeitar a democracia.

Por isso mesmo, é preciso usar a fraude, tanto a fraude específica do afastamento de Lula do pleito, como a fraude sistêmica que contamina a democracia contemporânea, para mobilizar o eleitorado em favor do time prejudicado pelos maus juízes e seus bandeirinhas escroques.

Não acho também que uma possível aliança entre PT e Ciro Gomes significaria, como diz Valter, pôr um “biombo” à frente do partido. O PT cresceu depois do golpe. Tem mais popularidade que antes, e as críticas que recebe dos setores raivosos da sociedade se tornam dia a dia mais caricaturais. Todas as pesquisas mostram que o antipetismo está refluindo, e não crescendo, apesar do esforço diário da Lava Jato em produzir factoides que prejudiquem o partido.

No entanto, mesmo na vazante, o antipetismo ainda é extremamente pesado, e perigoso, porque não é mais apenas um sentimento de antipatia política contra um partido. O antipetismo incorporou elementos emocionais próprios do fascismo, e contaminou setores poderosos dos estamentos, em especial suas áreas mais burocráticas e autoritárias. Isso acontece, possivelmente, porque o PT simboliza exatamente, ao contrário da propaganda neoliberal, correntes antiestatais, antiburocráticas, anticorporativas da sociedade. Ironia bem típica do Brasil: o mesmo país onde os liberais tinham orgulho de seus escravos, é onde a ideologia antiestatal, privatizante, que caracteriza a direita neoliberal, alojou-se – e tornou-se hegemônica aí – no aparelho de Estado!

Os maiores acumuladores de privilégios do Estado (ou, para usar uma expressão chula: os maiores mamadores em suas tetas) não são os socialistas estadófilos que a direita tanto odeia, mas juízes e procuradores, admirados e paparicados por operadores do mercado financeiro filiados às ideias do Estado mínimo.

Neste sentido, de pensar uma estratégia que nos permita driblar o ódio fascista, que infectou setores poderosos do Estado, e que parecem dispostos a abandonar qualquer escrúpulo democrático, brandindo, a todo momento, intervenções militares, é que vale a pena discutir uma aliança com Ciro Gomes.

O próprio Ciro Gomes parece ter entendido bem como funciona o jogo.

Diz Valter que:

Ciro Gomes não tem enganado ninguém acerca de suas opiniões sobre o PT. Ele escolheu construir uma estratégia sem o PT e, em boa medida, contra o PT.

Também discordo dessa asserção. Ciro Gomes tem feito críticas duras ao PT, mas isso todo o mundo faz, inclusive o próprio PT. Não concordo com todas as críticas de Ciro ao PT. Mas concordo com outras. E, o que me parece mais interessante, algumas de suas críticas estão quase mudando minhas ideias. Por exemplo, sempre achei antipáticas, e até mesmo pouco honestas, as críticas que Ciro Gomes faz aos movimentos lulistas de se aproximar de setores golpistas ou ex-golpistas, como Renan Calheiros. Ora, pensava eu, Lula faz bem em tentar reconstituir pontes com o centro,  reduzir a ruptura. Isso terá de acontecer um dia ou outro.

Mas talvez Ciro esteja certo: o problema não é reconstituir pontes, e sim a maneira como isso é feito, com os mesmo métodos que nos levaram até aqui.

As fotos recentes de Lula com Renan Calheiros correspondem às fotos de Lula e Haddad com Maluf. Quem não se lembra do seu custo? Os minutos de tv que significaram foram mesmo fundamentais para a vitória petista em São Paulo? Quanto se ganhou e quanto se perdeu ali? Agora, que o PT vive o momento mais sofrido de sua história, vemos com mais clareza a importância de um patrimônio ético, e não importa que seja uma ética puramente semiótica.  É justamente esse tipo de ética que mobiliza as multidões.

Entendo que fazer acordos com o centro, e mesmo com a direita, é uma necessidade de um regime democrático como o nosso. Mas precisam ser feitos dessa maneira, com abraços e beijos? Não poderiam ser mais sóbrios, estabelecendo-se em torno de pontos objetivos? Ao invés de abraços e beijos, não poderiam ser reuniões austeras ao redor de projetos de governo?

Do jeito que foram feitos, os acordos me parecem ter prejudicado tanto petistas como seus aliados à direita. Não me sai da cabeça que Maluf, com quase 90 anos, com várias doenças degenerativas terminais, tenha sido vítima da violência encarcerante dos tarados da Lava Jato apenas porque ele se aproximou, em algum momento, de Lula.

Não acho que Ciro Gomes esteja se posicionando “contra o PT”. Muito pelo contrário! Em todas as suas entrevistas, ele fez questão de deixar bem claro que foi um aliado constante, um eleitor, um amigo, do presidente Lula, da presidenta Dilma e do PT. E fala disso com orgulho, sem nenhum tipo de arrependimento.

É inverídico, portanto, que “Ciro não tem enganado ninguém acerca de suas opiniões sobre o PT”. Quer dizer, a expressão é dúbia, porque pode significar exatamente o contrário do que Valter parece ter querido dizer. Pode significar que Ciro Gomes tem sido bastante verdadeiro, talvez até demais, em relação ao PT. De fato, Ciro não engana ninguém, mas talvez porque não seja o seu objetivo “enganar ninguém”.

Deve ser verdade que Ciro Gomes tenha uma estratégia “sem o PT”. Mas este é o ponto em que nos perguntamos: e daí? Qual o problema, visto que ele concorre por um partido diferente? Repare que Valter, antes de se arriscar a afirmar que Ciro tem uma estratégia “contra o PT”, acrescenta um elemento suavizador, como se hesitasse: a expressão “em boa medida”. Como assim, em boa medida? É contra ou não o PT?

Mas o que pensa, afinal de contas, Ciro Gomes? Valter, ao olhar tanto para Ciro Gomes como para o processo político, incorre num vício sectário, de considerar o PT como o centro do mundo.

Não é. O centro do mundo é a luta de classes. Ou luta contra a desigualdade. Ou luta pelo desenvolvimento socio-economico do país, como queiram. As observações sobre os candidatos devem ser articuladas em torno desse conceito, e não ao redor das intrigas partidárias!

O que Ciro Gomes pensa sobre a indústria, a agricultura, a educação, os impostos e os programas de assistência social?

O que Ciro Gomes pensa sobre o governo Temer, os grandes meios de comunicação, o papel do judiciário e do ministério público, e o imperialismo?

Em suas entrevistas, Ciro Gomes tem sido bastante claro em relação às suas ideias.

O PT, por sua vez, está enredado nas armadilhas da direita judicial-midiática e tornou-se quase tão monotemático quanto seus adversários.

Enquanto a Globo vocifera, dia e noite, delenda Lula!, o PT rebate, no mesmo tom, Lula livre, num círculo vicioso que obviamente está destinado a produzir, mais dia menos dia, desgaste político e cansaço moral.

Entendam: longe de mim afirmar que o PT só tem cometido erros. Muito pelo contrário. O partido tem amadurecido de maneira impressionante ao longo deste dolorido, terrível, processo. Se comete erros é porque ele está no centro de todas as tormentas, sendo puxado violentamente para lá e para cá por uma aliança de todas as forças do capital: a grande mídia, as altas finanças, o imperialismo, as castas judiciais e os mandarinatos de todos os tipos. Hoje é segredo de polichinelo que a alta burguesia financista tem manipulado, perigosamente, a pequena burguesia decadente e irritadiça, com tendência ao fascismo e à violência, para jogá-la contra as forças trabalhistas, e muito especificamente contra o PT.

Acossado por todos os lados, o PT resiste, ganha filiados, reúne gente, seus parlamentares mais destacados tem demonstrado audácia e habilidade, de maneira que a legenda tem enfrentado com galhardia e dignidade um conjunto de ataques que já teria destruído qualquer outro partido, não apenas no Brasil como em qualquer outro país.

Me parece evidente que o PT emergirá muito mais forte do que entrou. Às vezes tenho a impressão que parte do ódio ilimitado da direita contra o PT nasce da intuição, entre os próprios militantes conservadores, que suas tristes vitórias constituem inexoráveis e humilhantes derrotas, e que as derrotas do PT, ao contrário, podem estar preparando mais um longo período de vitórias para o campo popular.

Na introdução de seu Luta de Classes na França, Marx explica essa característica dialética das lutas sociais, em que uma coisa se converte em seu oposto. Ao mencionar o tormentoso período que vai de 1848 a 1849, os dois anos mais longos da história do mundo, que parecem ter concentrado a luta de milênios, não apenas do passado, mas também do futuro, Marx observa que:

O que sucumbiu nessas derrotas não foi a revolução. Foram os penduricalhos pré-revolucionários tradicionais, os resultados de relações sociais que ainda não haviam culminado em antagonismos agudos de classe – pessoas, ilusões, concepções, projetos, dos quais o partido revolucionário ainda não estivera livre antes da Revolução de Fevereiro e dos quais se livraria não pela vitória de fevereiro, mas unicamente por força de uma série de derrotas.

Em suma: não foram suas conquistas tragicômicas imediatas que abriram caminho ao progresso revolucionário; muito pelo contrário, foi a geração de uma contrarrevolução coesa e poderosa, a geração de um adversário, e foi no combate a ele que o partido da revolta amadureceu, tornando-se um partido realmente revolucionário.

Ora, não é exatamente isso que estamos vivendo no Brasil? De um lado, o partido do grande capital, com seus gigantescos meios de comunicação, suas conexões imperialistas, seu controle sobre os aparelhos judiciais, sua presença terrível, orwelliana, na “opinião pública”;  de outro, o partido da revolta, endurecendo sua têmpera ao fogo ardente da mais sangrenta guerra política da nossa história?

O que era a esquerda brasileira antes, e o que é hoje? Suas “vitórias” em 2002, 2006, 2010 e 2014, ao invés de produzirem uma esquerda forte e popular, pareciam criar uma frente cada vez mais preguiçosa, barriguda e sem criatividade. Com o golpe batendo à sua porta, Dilma não perdeu a oportunidade histórica de fazer um discurso na ONU? Por que? Evidentemente não foi apenas culpa dela, mas porque ela estava cercada de erros, de “penduricalhos pré-revolucionários tradicionais”, como diria Marx, de “pessoas, ilusões, concepções, projetos, dos quais o partido revolucionários ainda não estivera livre” antes do… golpe.

O PT e toda a esquerda tem amadurecido bastante, e isso não significa, evidentemente, que a partir de agora não irão mais cometer erros e não precisem ser constantemente submetidos seja ao escrutínio popular seja à crítica dos intelectuais. O PT já viveu tempos em que ele queria pacificar seus críticos, do povo e da elite, mesmo que para isso precisasse desligar os oleodutos que o conectavam ao corpo vivo da sociedade. Foi um erro, naturalmente. E a autocrítica petista (que, necessário dizer, é duríssima e tem sido uma prática corajosa e dolorosa de seus militantes mais antigos e orgânicos; quem acusa o PT de não fazer autocrítica é porque simplesmente não convive ou conversa com nenhum de seus militantes) sempre insiste nesse ponto: o desmantelamento dos núcleos de base foi o erro mais trágico do partido, o que o transformou num partido pequeno-burguês ideologicamente confuso e superficial, com pouquíssima ou nenhuma base popular, apesar de todas suas grandes vitórias eleitorais.

O que fazer então? Como reconstituir os núcleos de base se a “base” já não existe? Essas coisas não são feitas através de decisões tomadas de cima para baixo. Quer dizer, sempre se pode destruir ou desmontar uma grande organização de uma hora para outra. Construí-la ou reconstruí-la requer um longo período.

E aí voltamos a Ciro Gomes.

Não vejo sentido em atacar Ciro Gomes com base na pura intriga partidária. Não é o momento disso.

Ciro Gomes está correto em construir uma estratégia sem o PT. Mas o PT cometerá um erro se construir uma estratégia sem Ciro Gomes.

Não é preciso ser um grande analista político para entender que a esquerda não-petista, desta vez, tem três candidatos muito bem preparados: Boulos, Manuela D´Ávila e Ciro Gomes.

Para mim, o maior erro do PT não é procurar estabelecer uma ponte com Ciro Gomes e até mesmo flertar com a possibilidade de se aliar a ele nas eleições de 2018. Isso para mim está correto. Talvez não fosse sequer necessário ter um vice do PT. O ideal, a meu ver, é que Ciro Gomes tivesse um vice oriundo do setor produtivo, algum remanescente da burguesia industrial que tivesse coragem de se aliar a um candidato de esquerda. O PT poderia simplesmente formar uma chapa com o PDT, para eleger deputados e senadores, mas sem indicar o vice.

Ou não!

Há vários cálculos importantes que precisam ser desenvolvidos, e discutidos publicamente, especialmente aqueles relacionados à eleição de parlamentares.

O maior erro do PT, ia dizendo, é cogitar uma aliança com Ciro Gomes, ou falar disso publicamente, mesmo que seja para em seguida falar mal, sem antes estabelecer um programa de governo, um projeto, e sem fazer uma mediação com os outros candidatos da esquerda, cuja solidariedade a Lula tem sido infinita e incondicional!

Um fato se impõe: a esquerda autêntica precisa se unir. Ciro Gomes, Boulos, Manuela D´Ávila, PT, precisam estar juntos, de alguma maneira, já no primeiro turno, não necessariamente unidos em torno de uma só candidatura, mas alinhados a um projeto, e aferrados ao compromisso de que, se houver o risco de que a disputa no segundo turno se dê entre o neoliberalismo sociopata dos golpistas, protagonizado pela aliança Temer-PSDB, e o fascismo armado de Jair Bolsonaro, a esquerda se unirá em torno daquele candidato que estiver melhor posicionado nas pesquisas de intenção de voto.

Observem que falei “esquerda autêntica”, que é uma maneira de afastar dois candidatos que, a meu ver, são um ridículo e falso simulacro de “centro-esquerda”, razão pela qual representam talvez o pior de todos os perigos: Marina Silva e Joaquim Barbosa.

**

No blog do Valter Pomar

O plano B de Jaques Wagner

O jornal O Estado de São Paulo publicou, as 16h51 do dia 1 de maio de 2018, um artigo de Ricardo Galhardo comentando opiniões do ex-governador Jaques Wagner.

Segundo o artigo, Jaques Wagner teria dito que o PT pode vir a indicar o vice de Ciro Gomes.

Reproduzo ao final o artigo citado. Até agora, que saiba, Wagner não retificou as opiniões ali publicadas.

Como virou costume entre os defensores do chamado B, Wagner nega peremptoriamente que defenda plano “B, C, X, Y ou Z”.

Mas para Wagner sustentar a candidatura do Lula vale apenas até que “até que alguém diga que ele está interditado definitivamente”.

Ou seja: para Wagner, defender Lula agora é apenas uma etapa. Afinal, diz o ex-governador, “ninguém traça uma estratégia já pensando em plano B”.

O termo mágico na frase acima é “já”.

Ou seja: não devemos começar falando disso, mas é nisso que vamos terminar se “alguém” disser que Lula está “interditado definitivamente”.

Considero um avanço que Wagner e outros setores do PT estejam levando em consideração a possibilidade de a candidatura Lula ser “interditada definitivamente”.

Afinal, não faz muito tempo, havia um setor do Partido e da esquerda que não acreditava que pudessem ocorrer a prisão, a condenação e o golpe. Estas e outras ilusões no inimigo contribuíram para nossas sucessivas derrotas, desde janeiro de 2015.

Também considero um avanço que se debata publicamente o tema, entre outros motivos porque isto permite que o conjunto da esquerda possa participar da discussão e influir nas decisões que venham a ser tomadas.

Decisões entre quatro paredes, tomadas por meia dúzia, não são boas nunca; e neste momento, resultariam em total desastre.

Feitas estas ressalvas, a proposta de Wagner — se materializada, o que considero impossível – seria pior que um equívoco tático: provocaria um retrocesso estratégico de décadas.

Apoiar Ciro Gomes presidente seria voltar aos tempos em que a esquerda brasileira era apoiadora subalterna de líderes do “centro”. A existência do PT contribuiu para superar aquela situação. O que Wagner defende nos conduziria de volta àquele passado.

O argumento de Wagner em favor desta hipótese chega a ser ingênuo: “Sempre defendi que, após 16 anos, estava na hora de ceder a precedência. Sempre achei isso. Não conheço na democracia ninguém que fica 30 anos. Em geral fica 12, 16, 20 anos. Defendi isso quando o Eduardo Campos ainda era vivo. Estou à vontade neste território”.

A ingenuidade, digamos assim, consiste em não perceber que não estamos mais “na democracia”, entendendo por isto o ambiente político que prevaleceu entre 1989 e 2014. O golpe de 2016 e a prisão de Lula criaram uma situação nova, em que raciocínios do tipo “precedência” não fazem o menor sentido.

O objetivo da direita não é apenas impedir Lula de concorrer, vencer e governar novamente. O objetivo da direita inclui destruir o Partido dos Trabalhadores e impedir que a esquerda brasileira continue sendo alternativa de governo. Neste ambiente, ceder a “precedência” para um personagem como Ciro Gomes contribui para os objetivos da direita.

Aliás, Ciro Gomes não tem enganado ninguém acerca de suas opiniões sobre o PT. Ele escolheu construir uma estratégia sem o PT e, em boa medida, contra o PT.

Isto impede “conversar” com Ciro ou com qualquer outro? Óbvio que não.

O problema não consiste em “conversar”; o problema consiste em decidir sobre o quê conversar, com quais intenções conversar. E as intenções de Wagner (e de Ciro) são claras, porém inaceitáveis, ao menos para quem considera que a “precedência” do PT não é um detalhe qualquer.

Assim como não é um detalhe interpretar bondosamente a candidatura de Joaquim Barbosa. Não se trata apenas do papel que ele jogou no julgamento da AP 470. Nem se trata do fato dele ser candidato pelo PSB, que apoiou Aécio e votou a favor do golpe.

Trata-se do “lugar” que ele está buscando ocupar na disputa eleitoral de 2018 e, principalmente, trata-se do programa que ele já sinalizou estar disposto a defender.

Wagner, como já se disse, era a favor de abrir mão da “precedência” já em 2014. Está disposto a fazer isto em 2018. E lamenta que o golpismo tenha nos colocado numa situação que dificulta isto: “o problema é que a prisão do Lula nos coloca numa posição de resistência. Não posso dizer hoje que estou abrindo para qualquer um. É dizer o que? ‘Lula, tchau e benção?’ A situação é complicada”.

Realmente, é uma situação complicada, mas principalmente por um motivo que Wagner não cita: a prisão de Lula e a “interdição definitiva” de sua candidatura converterão a eleição de 2018 numa fraude.

Não se trata apenas de um problema para o PT. Ao impedir Lula de participar da campanha, como candidato e/ou como apoiador, o golpismo está fraudando e adulterando antecipadamente o resultado das eleições.

É principalmente por isto que a “situação é complicada”.

E o que Wagner tem a dizer sobre isto? Ao menos aparentemente, nada! Afinal, quem defende a hipótese do PT indicar o vice de Ciro, não parece estar muito preocupado com a fraude.

Eleição sem Lula é fraude: esta pequena frase causa incômodo em muita gente. Não há reunião ou documento em que não se busque substituir a frase por outra mais simpática, mais propositiva, menos agressiva etc.

Mas os fatos são cabeçudos: se a candidatura de Lula for “definitivamente interditada”, o resultado da eleição estará pré-definido antes que os eleitores votem, por obra e graça de um ato de arbítrio. O nome disto é fraude.

Claro que dentro e fora da esquerda brasileira existe quem pense diferente disto.

O golpismo não aceita que houve golpe, logo não vê porque falar em fraude.

Já na esquerda há quem acredite que, mesmo preso, mesmo sem poder fazer campanha, mesmo sem poder aparecer no horário eleitoral gratuito, Lula seria capaz de transferir votos e levar alguma candidatura para o segundo turno, como fez com Dilma em 2010 (curiosamente, nenhum dos defensores da tese da transferência de votos propõe que Dilma seja candidata a presidência em 2018).

Suponhamos que mesmo com Lula preso e impedido de ser candidato, a chance de levar alguém da esquerda ao segundo turno fosse alta. É claro que nesta hipótese, faria algum sentido correr o risco de lançar outro nome do PT ou mesmo de apoiar uma candidatura de outro partido.

Mas suponhamos o contrário: que a interdição de Lula torne muito pouco provável, para não dizer praticamente impossível, que a esquerda possa estar no segundo turno.

Neste caso, o desfecho seria: entraríamos no processo afirmando ter maioria e sairíamos dele derrotados duplamente, pois não poderíamos nem mesmo reclamar que fomos vítimas de uma fraude.

Para os que trabalhamos com esta “suposição”, só há duas alternativas aceitáveis no que diz respeito à eleição presidencial: ou participamos com Lula candidato; ou participamos com o objetivo de denunciar a fraude, deslegitimar o resultado e criar assim melhores condições para fazermos oposição ao futuro governo federal.

E como participar denunciando a fraude? De momento, há apenas duas hipóteses: ou não substituir Lula, caso ele venha a ser “interditado definitivamente”; ou lançando em seu lugar uma “anti-candidatura”, que tenha como objetivo denunciar o golpe e defender o PT.

Voltamos, portanto, ao ponto inicial: a questão da “precedência” do PT não é um detalhe.

Podemos achar que se trata de um erro político, mas não há motivo para discutir a legitimidade, o direito de outros partidos da esquerda e/ou contrários ao golpe lançarem suas candidaturas à presidência da República.

Mas também não há motivo para tergiversar sobre o seguinte: desde 1989, o Partido dos Trabalhadores é o eixo ao redor do qual se organizam as forças democráticas, populares e socialistas.

Sabendo disto, o setor hegemônico do golpismo trabalha para desmoralizar, estrangular e até mesmo tirar o Partido da legalidade.

Também sabendo disto, alguns setores da esquerda enxergam, na situação atual, uma oportunidade para disputar o que tratam como “espólio”, sem perceber que agindo assim contribuem para o contrário do que dizem desejar.

Finalmente, é pelos mesmos motivos que, em todas as nossas discussões táticas e estratégicas, precisamos levar em conta como melhor defender o Partido dos Trabalhadores, não como um fim em si mesmo, mas como este eixo ao redor do qual a maior parte da esquerda brasileira se fortaleceu desde 1989 e vem resistindo ao golpe desde 2016.

Renunciar voluntariamente à condição hegemônica do PT, escondendo nosso partido e suas lideranças atrás de um biombo, não contribuiria para derrotar o golpismo, nem ajudaria a esquerda a reencontrar nosso caminho para o poder, para as reformas democrático-populares e para o socialismo.

Por isto, a possibilidade sugerida por Wagner é na verdade pior que um plano B. Está mais para “plano S”, S de suicídio.

***

A matéria citada segue abaixo.

No Estadão

Para Jaques Wagner, PT pode ser vice de Ciro Gomes

No entanto, ex-governador da Bahia admitiu que prisão de Lula dificulta diálogo com outras forças de esquerda

Ricardo Galhardo, enviado especial, O Estado de S.Paulo
01 Maio 2018 | 16h51

CURITIBA – Apontado como uma das alternativas do PT para a disputa da Presidência da República, o ex-ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner admitiu nesta terça-feira, 1º, que o partido pode aceitar ser vice de Ciro Gomes (PDT) e defendeu a inclusão de Joaquim Barbosa (PSB) no diálogo com os demais partidos de esquerda.

Wagner, no entanto, ressaltou que é favorável à estratégia petista de manter o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, até a última instância. Ele desautorizou a inclusão de seu nome entre os prováveis planos “B” do PT enquanto a candidatura do ex-presidente estiver colocada e admitiu quer a prisão de Lula dificulta a aceitação de outras alternativas pela cúpula petista. “Não coloco meu nome em hipótese alguma à disposição neste momento”, disse.

Ao chegar ao ato de 1º de Maio organizado pelas seis centrais sindicais na tarde desta terça-feira, em Curitiba, Wagner foi indagado por jornalistas sobre a possibilidade de o PT aceitar ser vice de Ciro e respondeu: “Pode. Sempre defendi que, após 16 anos, estava na hora de ceder a precedência. Sempre achei isso. Não conheço na democracia ninguém que fica 30 anos. Em geral fica 12, 16, 20 anos. Defendi isso quando o Eduardo Campos ainda era vivo. Estou à vontade neste território”.

Wagner defendeu as articulações feitas pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que também é citado como alternativa do PT a Lula, e já se reuniu duas vezes com Ciro neste ano. “O Haddad teve uma conversa sobre a economia brasileira e acharam que era sobre política eleitoral no estrito senso. Esse é o caminho. Eu continuo na minha posição. O PT vai sustentar a candidatura do Lula até que alguém diga que ele está interditado definitivamente. Ninguém traça uma estratégia já pensando em plano B”, afirmou.

Nesta linha, Wagner disse que o PT deve estar aberto para conversar com todas as forças do campo progressista, inclusive Barbosa, algoz de líderes petistas como José Dirceu e José Genoíno no julgamento do mensalão. “Acho que tem que conversar com todo mundo. Não só pensando na questão eleitoral mas pensando em como retomar um processo de crescimento sustentável com distribuição de renda no Brasil. Então acho que conversar com Ciro, Manuela (D’Avila, do PC do B) e Joaquim (PSB), faz parte da política”.

Indagado especificamente sobre Barbosa, Wagner disse que se trata de um outsider e que suas ideias e propostas ainda não estão claras. “O Ciro eu sei mais ou menos o pensamento, a Manuela eu sei mais ou menos o pensamento, o Joaquim está começando a apresentar o seu pensamento. De todos que falei, Joaquim é o mais outsider. Nunca foi uma pessoa dedicada propriamente à política”, afirmou o ex-ministro.

Ele admitiu que a prisão de Lula dificulta o avanço do diálogo com as outras forças de esquerda já que coloca o PT em uma posição defensiva. “O problema é que a prisão do Lula nos coloca numa posição de resistência. Não posso dizer hoje que estou abrindo para qalquer um. É dizer o que? ‘Lula, tchau e benção?’ A situação é complicada”, afirmou.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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112 comentários

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Vitor

10 de Maio de 2018 às 15h32

Não sei quem é esse tal de Valter Pomar, mas ô bicho burro…

Responder

Thiago Araujo

05 de Maio de 2018 às 19h16

De todos os 80 comentários acima, alguns com argumentos consideráveis, percebi algo extraordinário:
Absolutamente NENHUM, tratou acerca dos problemas do Brasil, a serem enfrentados.
Falou-se de tudo.
Quem concorreria; como concorreria, a quem se aliaria, que estratégias usaria, que grupo apoiaria, como se posicionaram e, enfim, todo o cabedal de recursos a ser utilizados para a CONQUISTA E MANUTENÇÃO DO PODER no Brasil, sem, em nenhum momento, debater acerca dos gravíssimos problemas nacionais.
O fato, é que não se pode fazer um agenda para o Brasil após as eleições.
A agenda precisa existir antes para, que aqueles que estiverem comprometidos com ela, possam suscitar seus nomes para o pleito.
Não se pode falar em DEMOCRACIA em um ambiente onde o acesso ao poder e o nome dos postulantes a ele seja mais importante que o fim a que se destina. Por isso, primeiro uma agenda, depois, os nomes e o compromisso com a agenda.
Quem o eleitor consciente entender que será o melhor gestor para por em prática a agenda, eleito será.

Responder

    NeoTupi

    05 de Maio de 2018 às 20h14

    Em todos os comentários está em questão a volta de um governo lulista que devolva a agenda nacional que foi do governo Lula. Portanto está subentendido que se discute todos os problemas nacionais: inclusão social, emprego e renda, educação e saúde pública, moradia popular, agricultura familiar, soberania nacional, pre-sal, etc.

    Responder

Carvalho

05 de Maio de 2018 às 17h33

Engraçado, o PT fez alianças com Sarney, Renan Calheiros, Temer etc agora com o Ciro, que sempre foi leal ao Lula e ao PT não pode. Sempre votei no PT e no Lula mas temos que ter a consciência que a Justiça brasileira não vai deixar o Lula ser candidato, até para facilitar a liberdade do Lula seria melhor o PT anunciar outro plano. Acho que o mais importante é derrotar a atual política neoliberal. Acho muito individualismo de parte de membros do PT ficar com este tipo de postura. Uma coisa é defender a inocência do Lula a outra é pensar em uma aliança da esquerda, precisamos nos unir, não dividir.

Responder

    NeoTupi

    05 de Maio de 2018 às 20h21

    Nunca vi o PT propor ser vice de uma candidatura a presidência de Renan ou Sarney. É muito diferente de aceitar apoiar a eleição de um senador ou governador do Amapá, Maranhão ou Alagoas em troca de ser apoiado para a eleição de presidente. Pois é o presidente que tem mais condições politicas de transformar a vida dos trabalhadores e a realidade da nação.

    Responder

Pedro Cândido Aguarrara

05 de Maio de 2018 às 17h00

Eles acreditam em Hollywood e na mídia do Deep State americano que não faz mais jornalismo mas apenas PROPAGANDA americana como se tudo que eles dizem fosse a mais completa verdade quando o mundo todo JÁ SABE que o Império está desmoronando.

Responder

Pedro Cândido Aguarrara

05 de Maio de 2018 às 16h43

Coisas como Globo Fiesp PSDB DEM e muitos militares brasileiros não conseguem entender que o mundo hegemônico angloamericano acabou.

Mesmo tradicionais alinhados com o mundo angloamericano como Alemanha Itália Coreia do Sul Japão e Austrália já estão saltando desse trem e se preparando para o novo e inevitável momento que já chegou.

O Brasil começou bem com os BRICKS mas nos últimos dois anos tudo que foi construído pelo Itamaraty nos últimos 15 anos está indo por água abaixo.

Essa falta de visão de um punhado de imbecis donos de meios de comunicação e seus presstitutes no Brasil vai custar o nosso pleno desenvolvimento nos próximos 10 anos e quando eles acordarem nossas possibilidades no mercado mundial serão reduzidas às migalhas que sobrarem.

Responder

Redson Mello

05 de Maio de 2018 às 15h58

Em Ciro Gomes não voto mesmo que Lula peça para darmos o voto a Ciro. Jamais.

Responder

HILARIO MUYLAERT DA SILVA LIMA

05 de Maio de 2018 às 14h57

PT tem 20% da preferência / simpatia do povo brasileiro, não obstante o massacre midiático-jurídico contra o partido.
Lula, o maior presidente da história política brasileira ( junto com Getúlio ). Fato inconteste.
Lula, tem, aproximadamente, 40% das intenções de votos para presidente, mesmo com o massacre midiático.
Condenado e preso num processo fascista e fraudado.
Ciro Falastrão endossou a condenação e prisão de Lula, ou seja, teve uma atitude de um verdadeiro canalha, à la Sergio Moro.
Ciro flerta escancaradamente com a direita !!
Vexaminoso é o “Cafezinho” apoiar um mal-caráter como Ciro Falastrão Gomes
Vergonha, sr. “Cafezinho”.

Responder

    HILARIO MUYLAERT DA SILVA LIMA

    05 de Maio de 2018 às 15h02

    Corrigindo: mau-caráter.

    Responder

Natan Bastos

05 de Maio de 2018 às 14h43

Incluir Ciro na esquerda é força de expressão. Sua circulação por diversos partidos a começar por ARENA/PDS não recomenda. O PDT de hoje não tem nada a ver com Brizola. Ciro faz diagnósticos econômicos bem articulados mas nenhuma crítica contundente ao sequestro do orçamento público pelo sistema financeiro nem ao oligopólio de mídia, os maiores cânceres nacionais. Se vangloria de não ter processos contra si em sua longa carreira, embora saiba que os poderosos não tem contra ele as motivações que tem contra Lula, não pelos imaginários delitos deste (que Ciro insinua em alguns comentários), mas pelos compromissos do petista com o povo. Finalmente, com ou sem Lula, um fator decisivo nas próximas eleições é eleger, tanto no Congresso Nacional quanto nas Assembleias Legislativas, de norte a sul, o maior número possível de parlamentares progressistas. As esquerdas deviam se empenhar fortemente neste objetivo mas o que vejo aqui e em outros blogs é tão somente discussão da candidatura presidencial.

Responder

ANGELA MARIA

05 de Maio de 2018 às 13h03

TRISTE BRASIL
QUE TEM QUE ENGOLIR COMO ESQUERDA
UM HOMEM COMO
CIRO “BIRUTA DE AEROPORTO” GOMES…

EU QUERIA QUE
HOUVESSE UMA ANÁLISE SÉRIA
SOBRE ESSE CANDIDATO,
SUA INCONSISTÊNCIA POLÍTICA
E
O QUE ELE OFERECEU AO BRASIL
PRINCIPALMENTE
NESTES MOMENTOS TERRÍVEIS DO GOLPE DE 2016!

SE NÃO, VEJAMOS:

ESTEVE AO LADO DA ESQUERDA?
NÃO VI…
SÓ OUVI MUITA “GARGANTA”
E
NA HORA DE AGIR,
NADICA DE NADICA…
OU MELHOR: VÍ ALGUMAS VIAGENS
PARA . . . OS EUA! . . .

ESSE CANDIDATO FALOU MUITO QUE
SABIA QUEM ERA EDUARDO CUNHA,
QUE SABIA E CONHECIA
OS MARGINAIS DO CONGRESSO,
QUE SABIA E CONHECIA
AS FALCATRUAS DE TODOS,
(ALIÁS, NÃO CABERIA AQUI ALGO COMO A “TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO”, OU É SÓ PARA LULA E O PT?!…)
MAS ESTAR LÁ NO CONGRESSO,
AJUDANDO DILMA
AJUDANDO LULA,
NÃO VI .. .

AÍ VEIO O IMPEACHMENT
E O QUE CIRO “BIRUTA DE AEROPORTO” GOMES
FEZ?
COLOCOU TODA A CULPA EM CIMA DE DILMA….

VIERAM OS PROCESSOS DO MOR(t)O CONTRA LULA
E O QUE FEZ
CIRO “BIRUTA DE AEROPORTO” GOMES? . . .
APOIOU A “JUSTIÇA BRASILEIRA” . . .

VEIO A PRISÃO DO LULA
E O QUE
CIRO “BIRUTA DE AEROPORTO” GOMES
FEZ?
ARROTOU QUE LULA ERROU
E
QUE ELE – NÃO – ERA UM PRESO POLÍTICO
E
QUE A ESQUERDA TINHA
QUE RESPEITAR . . .
A JUSTIÇA BRASILEIRA!

VISITOU LULA EM SÃO BERNADO DO CAMPO?
NÃO . . .

ALIÁS, FEZ QUESTÃO DE FRISAR
QUE
NÃO ERA “PUXADINHO DO PT” . . .

RESUMINDO:
TRISTE BRASIL
QUE TEM QUE ENGOLIR COMO ESQUERDA
UM HOMEM COMO
CIRO “BIRUTA DE AEROPORTO” GOMES…

Responder

Pedro Cândido Aguarrara

05 de Maio de 2018 às 12h47

/5 11:10] Antonio Carlos Cordeiro d: Cadê as panelas? Cadê as passeatas?
[5/5 11:11] Idenor: Nao tem
[5/5 11:11] Idenor: A mamae globo nao tem interesse
[5/5 11:11] Idenor: O povo so faz o que ela quer
[5/5 11:19] Antonio Carlos Cordeiro d: Exato. Por isso Ciro é um perigo para o Brasil.

Ele quer apoio da esquerda para ir para o segundo turno com Bolsonaro. No segundo turno ele ganha sem precisar da esquerda. Quando for empossado vai excluir PT e PMDB e os bancos e governar para a indústria com o PSDB Globo STF e tudo.

Ele acha que a vai conseguir uma retomada da produção industrial e do crescimento economico e governar 8 anos com céu de brigadeiro.

Mas tem um porém.

Não haverá retomada da produção ou do crescimento sem China e Rússia. E para governar ele vai ter que alinhar o governo com EUA e Inglaterra.

Sem China e Rússia o Brasil ficará isolado do desenvolvimento mundial e a recessão será brutal.
[5/5 11:41] Antonio Carlos Cordeiro d: À medida que russos e chineses forem paulatinamente substituindo as importações do Brasil a retração da economia brasileira irá gerar um caos interno com desemprego, redução da arrecadação e do investimento públicos e as consequências sociais terríveis que estamos vivendo se multiplicarão.
[5/5 11:50] Antonio Carlos Cordeiro d: Exato. Ciro é o golpe de novo. O Brasil não tem saída sem um alinhamento total com russos e chineses. Que vão vencer folgadamente TODAS as disputas com o Ocidente sejam comerciais sejam militares seja na Europa seja no Oriente Médio seja no Pacífico seja na Coréia.

Responder

Max Swell Ribeiro

05 de Maio de 2018 às 12h29

Eu, como filiado do PT, e pré candidato à deputado estadual pelo nosso partido dos trabalhadores, sinto profundo sentimento de pesar, só pelo fato de dirigentes partidários do naipe de JW em pensar numa situação ridículo de qualquer possibilidade, mínima que seja em conhecendo as atitudes agressivas e o desejo não apenas de Ciro, mas dos Ferreiras Gomes, em aniquilar o PT. Basta vê as manifestações nada democráticas públicas dos irmãos na seara política no Estado do Ceará. São inúmeras afrontas ao partido e ao ex-presidente Lula. Já ao principal partido da direita, artífice do GOLPE ao governo Dilma Rousseff do PT, o famigerado psdb são só elogios. Basta vê o vídeo de Ciro tecendo afagos ao arques inimigos do povo trabalhador brasileiro. Não dá pra conversar com gente que nutre sentimento de ódio pelo conjunto do principal partido de esquerda do Brasil e da América Latina. Viva o Partido dos Trabalhadores. Viva o Brasil!

#ELEIÇÕESSEMLULAÉGOLPE
#LULALIVRE
#ELEIÇÕESSEMLULAÉFRAUDE

Responder

Julio Cesar Novaes de Paula Santos

05 de Maio de 2018 às 12h21

Pois é, enquanto nosso lado se mantém nesta postura autofágica, o lado de lá deita e rola!!!

Responder

Fernando Antônio Carneiro

05 de Maio de 2018 às 12h19

Ciro que me desculpe, mas ele é a biruta de aeroporto da política atual. A cada hora aponta para onde sopra o vento que mais lhe convém.

Responder

Jackson Souto lepesqueur

05 de Maio de 2018 às 11h55

Comentário desnecessário e inoportuno, transparece a idéia de ratos abandonando o navio

Responder

Raul Capablanca

05 de Maio de 2018 às 11h44

Porquê agir?
Difícil, mas podemos todos ficar em casa em ritmo de consumo mínimo. Tem banco mas não tem clientes, tem comércio com poucos vendedore e poucos compradores, tem pouco onibus e pouco passageiro, não tem coleta de lixo, tem posto mas ninguém abastece pois os carros ficam na garagem. Tudo programado.

Responder

Rafael

05 de Maio de 2018 às 11h27

Ao invés de olharmos para Ciro, deveríamos prestar atenção na estratégia da direita midiática.
Desconfio que o Ciro está para a mídia como a Heloísa Helena e depois a Marina Silva estiveram nas eleições anteriores. Ou seja, ela cria cizânias nas forças de esquerda para enfraquece-la e dividir seus votos.
Assim, esses candidatos são artificialmente inflados para facilitar a disputa para a direita.
Acho que é preciso ficar alerta. Não cair nesse jogo da mídia. E, sempre que possível desmascará-lo.

Responder

MARINALVA

05 de Maio de 2018 às 08h38

AO CHAMAR GLEISI DE BURRA, O CORONÉ CIRO GOMES MOSTRA QUE AINDA CONTINUA O MESMO

Há muito o Nassif vem chamando a atenção para o comportamento ambíguo e agressivo do candidato Ciro Gomes, em relação a situação enfrentada pelo cidadão Luiz Inácio Lula da Silva nesse momento delicadíssimo da vida política brasileira. São várias as declarações, gestos e agressões verbais que mostram um Ciro Gomes torcendo inclusive pela prisão do próprio Lula, depois de ter dito que que no caso da prisão ser decretada, ele, Ciro Gomes, levaria o Lula a uma embaixada qualquer e tudo estaria resolvido, pelo menos para Ciro, claro. Um ato falho facilmente explicado por Freud ou por qualquer militante PTista antenado. Porque, Lula fora do Brasil, DE PREFERÊNCIA NA SIBÉRIA, era e é o “sonho de consumo” de Ciro Gomes”.

E a militância PTista, a mais politizada e informada com relação ao que está acontecendo no Brasil pós golpe, começou a desconfiar do homem que trocou mais de partido político no Brasil do que de camisa.

Uma das últimas do Ciro foi não reconhecer que Lula é um preso político. E a pergunta que Ciro reintroduziu no debate ao não reconhecer este fato foi “se Lula não é um preso político, ele é o dono do triplex? Ele é um ladrão?” Foi preciso o Gilberto Gil se manifestar para colocar o homem de Sobral no seu devido lugar. E antes que algum cearense aloucado se manifeste porque eu me referi à Sobral, eu gostaria de dizer aqui é que a única coisa que eu tenho “contra” aquela cidade é a sua temperatura diária elevadíssima (cerca de 45 ºC à sombra), o que me faz preferir o friozinho gostoso da cidade de Meruóca situada no topo do granito de igual nome e localizada a poucos kilômetros da cidade onde a família Gomes fez o seu début na política.

E graças à agressividade, impaciência e estupidez de Ciro Gomes, chegamos à situação atual onde o candidato é rejeitadíssimo pela maioria dos militantes PTistas e pela presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, que declarou recentemente que “Ciro não passa no PT nem com reza brava”. E o Rui Costa Pimenta, dirigente do PCO, cunhou a expressão CANDIDATO ABUTRE para o Ciro Gomes. Foi só isso acontecer e o candidato abutre já começou a desfilar nas redes sociais com a “vestimenta” adequada.

Vai ser difícil, Ciro, reverter esse quadro. De qualquer maneira, reze 200 Pai Nosso, 300 Ave Maria e peça de joelhos perdão ao Santo Lula. Talvez “O HOMEM”, que é muito generoso, ainda lhe perdoe.

Responder

Maria Silvia P Castro

05 de Maio de 2018 às 02h52

Excelente seu artigo,seus comentários e seu ponto de vista assino em baixo – sou petista mas antes de tudo acho que temos fazer de tudo para derrotar a direita nessa eleição é isso não se fará se ficarmos fragmentado sou com propostas infantis – uma frente da esquerda é fundamental e o Ciro na cabeça

Responder

Gerson

05 de Maio de 2018 às 01h02

Concordo com Miguel. O Brasil vive um momento agudo. Pesquisas mostram q uma candidatura do PT q não seja a de Lula, não teria chances de sucesso, sair vencedora. Ciro tem trajetória política q me faz pensar q ele jamais iria, em qualquer situação, ganhando ou não, mudar sua ideia/compromisso com um Brasil desenvolvido e com oportuninades pra todos. Embora respeite e goste de Pomar, e mal comparando, vejo sua postura como a de Marta, ela defendendo sua carreira política e Pomar defendendo o PT a todo custo, só q pra mim, e considerando a atual conjuntura, esse caminho serviria apenas pra diminuir o tamanho do partido.

Responder

Claudio M S Gonzalez

04 de Maio de 2018 às 23h58

Com Lula, o PT tem 30% dos votos. Sem Lula, cai para 2%, segundo as pesquisas atuais. Não dá pra querer que os petistas abram mão de Lula. É tudo que sobrou pra eles.
Mas o ideal seria construir uma saída de unidade entre os cinco partidos que estão juntos denunciando o golpe desde 2015: PT, PDT, PCdoB, PSOL e PCO (sim, PCO é minúsculo, mas tem sido valente e presente, não sejamos arrogantes de deixá-los de canto).
Não sendo possível a unidade, seria melhor o PT esquecer a disputa presidencial desta vez, liberar sua militância para votar e fazer campanha para Manuela, Boulos ou Ciro e concentrar todas as suas forças, energias e recursos na eleição de uma enorme bancada no Congresso e na reeleição de seus cinco governadores, além de integrar coligações vitoriosas (mesmo sem candidato próprio) nos demais estados, podendo assim ocupar secretarias e resgatar espaços institucionais importantes.

Responder

Nilson Moura Messias

04 de Maio de 2018 às 23h26

Ciro Gomes, não voto, nem Lula, indicando……

Responder

    Mirtes

    05 de Maio de 2018 às 07h11

    Nem eu. Ele tem um pé no eleitorado fascista.

    Responder

Rafael

04 de Maio de 2018 às 22h45

Miguel, acho que vale a pena ouvir, e incluir nessa análise, a entrevista do Breno Altman a TV 247
https://www.youtube.com/watch?v=uraq9z5eX-E

Responder

Cézar R M Lopes

04 de Maio de 2018 às 21h50

Fico aqui a pensar nesses caras que ficam com essa estórinha do Lula ou nada. Decerto são influenciados por aqueles caras que vivem na Suíça e Suécia para de lá “denunciarem o golpe”. Francamente, até parece que esses caras estão com a vida ganha e pouco se importam com o povão. Falar de países do primeiro mundo, fechar com o Lula preso enquanto a vida está mole, é uma teta. Quero ver é ter filhos pra criar e estar com emprego ameaçado como eu e tantos outros brasileiros.

Responder

Fernando Carneiro

04 de Maio de 2018 às 20h29

Normalidade republicana é coisa que nunca aconteceu por aqui. Talvez em alguns lapsos…Lembrem-se que a proclamação da república foi um golpe militar. Vivemos um estado de exceção desde o golpe de 2016. Eleição neste momento é jogo de cena. O quadro político relembra 1963. E sabemos bem o que aconteceu no ano seguinte. Está tudo contaminado e os oportunistas tentam se aproveitar do momento. Só falta um detalhe a Ciro: reputação.

Responder

Oblivion

04 de Maio de 2018 às 19h43

Meus votos foram majoritariamente no PT, seja para Presidentes, governadores, deputados e senadores… Não me arrependo de nenhum desses votos (tanto os “vencedores” quanto os “perdedores”). Porém, é deprimente ler toda essa babaquice desse tal Pomar, se não bastasse, vem em sequencia uma manchete que Gleisi disse que Ciro não passa no pt nem com reza braba. Pois então nobre senadora e nobre intelectual do partido, prossigam aí com essa politicagem de quinta, a mesma que pôs uma sujeito como temer na vice-presidência. Se o Lula for impedido por toda essa escória moral que finalmente pode escancarar em massa com o golpe, a ideia de vocês é realmente ficar dividindo a ala progressista para impossibilitar uma candidatura decente no segundo turno? É isso?

Muito boa a análise do Miguel do Rosário.

Responder

NeoTupi

04 de Maio de 2018 às 18h53

Ah… esqueci. Toda eleição serve para educação política, claro. Mas o que está em questão é muito mais profundo. É disputa de poder mesmo, e no território que ainda dominamos: no voto popular. Jogar a toalha da disputa de poder é frouxidão imperdoável tendo um território tão forte ainda sob domínio, ainda mais agora que o PT é oposição ao pior governo que poderia haver.
E feio ou não, o PT é o partido de massa da esquerda. É suicídio para a própria esquerda, o PT não ter candidato que represente o voto Lula-13. Deixará um eleitorado órfão que, tirando a elite politizada, irá pulverizar o voto pra tudo quanto é lado: Marina Silva, Barbosa, Bolsonaro, etc.

Responder

NeoTupi

04 de Maio de 2018 às 18h44

Pô, Miguel. Não complica. Vamos simplificar:
1) Qual o partido de massas de esquerda? O PT. Então é claro que ele tem de ter candidato próprio. Se não tiver o 13 na cédula (urna), o eleitor não entende o voto Lula-13, com ou sem Lula. E pulveriza o voto petista em vários candidatos (sobra até para o Bolsonaro o voto de protesto).
2) Tendo o Lula-13 (mesmo sem Lula) para presidente, puxa o voto de cabo a rabo no PT, como forma de reforçar o apoio a Lula. Só no nordeste tem potencial para fazer uma bancada de deputados maior do que toda a bancada do PT eleita em 2014. Pelo 1 e 2 citado seria burrice fenomenal o PT ser vice de Ciro para o próprio conjunto das esquerdas, que precisará de bancadas para não ter de fazer um governo de direita, ou virar um pato manco já na posse, ou cair antes do fim.
3) O programa de governo do PT não precisa escrever para o povão. Ele sabe: é repetir o que houve de bom no governo Lula.
4) Ciro não se posiciona à esquerda. Dialoga com empresários e com o mercado (mesmo negando), mas não com movimentos sociais e trabalhadores. Seu falatório empolado é bonito, mas mas experimente aprofundar prestando bem atenção no que ele diz: em Harvard ele disse em entrevista que se eleito no primeiro ano vai fazer a reforma da previdência. Em fevereiro disse que não tomaria nenhuma iniciativa por parte do governo de regulamentar as comunicaçoes, que deixaria para o Congresso se quisesse. Ué, mas isso não é parte da “ponte do futuro” do Temer?

Responder

    Benoit

    05 de Maio de 2018 às 08h03

    O PT pode ser o partido de massas da esquerda. Isso se deve ao Lula e à atuação dele durante décadas. Mas voce já notou qual a idade do Lula? Nem a esquerda nem o PT vão poder depender eternamente dele. É preciso procurar um futuro para a esquerda e não um passado, um futuro que considere a situação atual real. É preciso notar que, apesar da força do PT, a direita tirou a Dilma Roussef do governo com toda a facilidade e que a esquerda nunca conseguiu uma maioria parlamentar segura. Não adianta entrar em lutas quixotescas, procurar uma pureza química que não existe na política e no final viver com a Alice no mundo das maravilhas que não terá nada a ver com a realidade. Voce diz que o Ciro fala com os empresários. Mas isso o Lula tambem fez. Voce diz que o Ciro não pretende fazer algumas coisas, mas isso foram coisas que o Lula também não fez. Não acho que faça sentido cobrar agora do Ciro o que não se cobrou do Lula.

    Responder

      NeoTupi

      05 de Maio de 2018 às 20h08

      A eleição é daqui a seis meses. Que outro partido de massas existe até lá além do PT? E que outro líder popular da dimensão do Lula? O futuro será construído com o tempo. O presente é o que foi construído até agora. Lula e o lulismo é a força política de esquerda de massa que temos hoje.
      Veja o item 2 que eu falo em usar o Lula 13 para aumentar bancadas de esquerda para o governo conseguir ser mais de esquerda e não sofrer golpes. Ciro se apresenta como Salvador da pátria e não como líder de esquerda para eleger bancada de esquerda.
      Dialogar com empresários e com o mercado é virtude porque é necessário, errado é não dialogar com movimentos sociais e de trabalhadores, e esse e o erro de Ciro.
      Lula tentou regulamentar as comunicações e fazer reforma política, não teve foi base de apoio nem no Congresso e nem suficiente na sociedade.

Dimas

04 de Maio de 2018 às 18h43

Texto muito longo e dificil para ler no celular……Poderia escrever uma cartilha, mais agradável de ler. No mais LULA LIVRE e PRESIDENTE.

Responder

Bruno Aguiar

04 de Maio de 2018 às 18h35

Excelente análise Miguel!
Como as paixões cegam as pessoas, e estão cegando os fascistas pelo ódio, o campo progressista não pode se deixar arrastar por paixões incendiárias contra a democracia.
O principal foco precisa ser acabar com o rolo compressor do golpe ainda em curso, por isso deve-se defender a melhor estratégia para alguém da esquerda consiga retroceder essas políticas golpistas, mesmo que precise ser o Ciro.
Assim, se o Lula não conseguir ser candidato, o que a conjuntura golpista parece estar sintonizando, não se deve estragar nosso sonho de um Brasil melhor em prol de uma mera guerra de narrativas apaixonadas. Então continuaremos lutando por salvar nosso país!

Responder

Carlos

04 de Maio de 2018 às 18h28

Onde estava Ciro quando Lula foi preso em São Bernardo?
Qual opinião de Ciro quando a prisão de Lula?
Ciro jamais…nunca…
Eleição sem Lula é fraude !!

Responder

Lulalivre

04 de Maio de 2018 às 17h19

Voto Ciro!!! A não ser que o Lula fale pra não votar, pelo menos teve coragem de enfrentar os fascistas! Foi Leal sim!!! Nestes tempos bicudos queria era votar no Zé Dirceu …

Responder

claudio

04 de Maio de 2018 às 14h16

NEVER!!!!
NEVER!!!!
PT NÃO CAIA NESSA.
LULA OU NADA.
HÁ 6 MESES O CIRO PODIA ME ENGANAR, MAS AGORA NEVER.

Responder

    Daniel

    04 de Maio de 2018 às 19h59

    Cafezinho foi um dos primeiros sites progressistas, “para mim o mai confuso” que bateu feio em Dilma nos seus primeiros 3 meses do segundo mandato. Nao teve visao do que vinha por tras o golpe e acabou ajudando a disseminar o descontentamento com o PT entre os petistas e simpatizantes do PT. Agora quer transformar um politico profissional de direita em politico de esquerda. Prefiro a analise mais clara e consistente de Rui Costa Pimenta sobre Ciro. Fica evidente os fatos sobre a trajetoria de Ciro. Isto me faz lembrar algumas musicas poeticas de Cazuza, “Suas ideias nao correspondem aos fatos” e’ a vida de Ciro na politica. Do seio da Arena para o p$db nao explica tudo?

    Responder

Hildermes José Medeiros

04 de Maio de 2018 às 13h50

Quem costuma visitar a página Cafezinho, sabe muito bem que,mesmo nas entrelinhas apoia a candidatura de Ciro Gomes, não é de agora, embora defenda Lula, Dilma e o PT do arbítrio a que estão sendo submetidos pelos golpistas, mais fortemente a partir de 2013, onde as manifestações orquestradas da direita, com participação dos black blocs, que serviram para pavimentar o golpe do impeachment conta a Presidente Dilma, em 2016. O mesmo pode-se dizer das páginas do Tijolaço e Conversa Afiada. Todos na essência brizolistas e ligados ao PDT, onde está agora Ciro Gomes. no seu sétimo partido, que iniciou sua trajetória política no PDS, sucessor da Arena, partido dos apoiadores da ditadura de 1964, migou para o PMDB, em seguida, pasmem, para o PSDB, após PPS, em seguida PSB e finalmente PDT. Política não tem essa de si, não dá para afirmar que Brizola eleger-si-a, caso renunciasse à sua candidatura e apoiasse do Caudilho. Agora, pode-se dizer: Ciro tem uma trajetória política, que não dá para saber exatamente sua posição ideológica (direita, esquerda, ou mais ou menos). Sem falar no seu discurso destemperado. Foi Ministro da Fazenda de Itamar Franco, que chegou ao poder com Fernando Collor, este que iniciou o neoliberalismo econômico no país, quando foi entregue ao capital privado a Siderúrgica Nacional. Ambos, Itamar e Ciro, não denunciaram o neoliberalismo, não fizeram nem cara feia para entregar a Siderúrgica, tocaram a economia dentro de seus pressupostos (lembrar, então, a abertura extemporânea de nossas importações feita por Ciro Gomes). Esses movimentos da dupla pavimentaram a chegada de Fernando Henrique Cardoso ao poder para tentar concluir a obra iniciada por Collor, cuja trajetória deletéria foi interrompida em 2003 com a eleição de Lula. Lula livre, decidindo apoiar um candidato, renunciando à sua candidatura já posta, mais confiável por todos os ângulos seria o Senador Roberto Requião. Como Lula, pode ser visto, como não de esquerda, mas atuando de acordo, quando preocupam-se com os mais pobres e os trabalhadores, isso sem falar nos mais novos (Haddad, Boulos etc.).

Responder

    Bruno Aguiar

    04 de Maio de 2018 às 18h27

    Se você define toda a ideologia do Ciro só pelo fato de ter estado no governo do Itamar, o que diria então da ideologia do Lula só pelo fato de ter tido no seu governo como presidente do Banco Central o Meirelles?
    Análises complexas dependem de embasamento mais aprofundado. Existem horas e horas de palestras do Ciro nos últimos 6 meses/1 ano na internet, por que não procura saber mais o que ele pensa antes de julgar sem conhecer?

    Responder

Dio

04 de Maio de 2018 às 13h17

O problema cim Ciro é ele ser um burocrata/gestor, com ótimas ideias e prograna de governo, mas não é um líder.
Lula é o melhor líder do campo progressista, Boulos é um líder, Manuela é uma líder, mas Ciro não passa ideia de liderança.
Dilma após o golpe se formou uma líder, e viu como foi difícil elege-la.
Mas Dilma tem uma virtude que a protegeu de muitas investidas golpistas e os forçaram a entrar na ilegalidade para derrubá-la, a sua honestidade.
Não sei se Ciro é ou não honesto, mas sua vida pública de mais de 30 anos arregimentando inimigos deixa muitos flancos abertos, se ele não for honesto, ferrou.
E sem alguém seu pra liderar, quem vai defende-lo?
O apoio petista?

Responder

berze

04 de Maio de 2018 às 12h54

O Ciro Brizolista? O PDT Brizolista? Nem isso conseguem ser.Pragmatismo sem um minimo de vergonha na cara? Ganhar um tiquinho agora e perder pela vida afora.Sem legitimar o que ELES nos impuseram! Pragmatismo(babaca) e depois? O PT tem historia e militancia e uma flexibilidade muito razoavel. Isso vai alem de PDTs da vida e de Ciros da vida! Muito mais que Lulista(gente muito boa. Cara que fez historia), somos uma construcao muito coerente com muito sofrimento e luta. Pragmatismo? Isto q propoe o artigo nao leva a nada!

Responder

    Redson Mello

    05 de Maio de 2018 às 16h04

    Ciro passeou por sete partidos, não tem ideologia, é um cara em quem não depositova mínima confiança. Apoiou aecinhozinho no primeiro turno em 2014, fala uma coisa hoje amanhã diz o contrário. Impossivel confiar nele.

    Responder

Marcos

04 de Maio de 2018 às 12h11

#CiroNuca

Responder

    Benoit

    04 de Maio de 2018 às 12h40

    Congratulações, no momento voce não precisa estar com o Ciro, mas voce está com o Temer, depois talvez venha um Bolsonaro ou qualquer um semelhante. Talvez seja isso mesmo que voce queira.

    Responder

Hairy Heart

04 de Maio de 2018 às 11h33

Parabéns pela LUCIDEZ em um momento de tanta cegueira de certa ala petista, que infelizmente tem guiado a militância para um isolamento político nonsense…

Responder

    Pedro

    04 de Maio de 2018 às 21h16

    Essa cegueira petista é que está afundando o projeto democrático popular no Brasil….preferiram temer como vice de Dilma….num momento que as condições eram bem favoráveis a avanços ….e descem o porrete no Ciro…e ainda não querem que Ciro declare amor ao PT…..sacanagem né

    Responder

Mirko Kraguljac

04 de Maio de 2018 às 11h17

Confesso, encontrei se desistindo depois de 5 minutos, simplesmente, não dá de ler, não tem nada ver comigo. E o que estou comentando? Somente, quero deixar minha opinião – é simples e fácil de entender – OU LULA OU BOICOTE! A esquerda não pode brincar defendendo democracia, então, ou democracia ou luta por democracia. É aquela estoria de “ligeiramente grávida”… Ou Lula candidato ou vamos boicotar eleição fraudulenta e lutar para a volta de democracia golpeada. Agora, lutar pra valer! Sem mais de mi mi mi…
Sobre dois textos: Tomar cuidado, ultimamente fake news aparacendo cada hora… Quem tem certeza que próprio Wagner não incitou inimigos da direita e traidores do lado esquerdo de vomitar “planos” B, C, etc.???!!! Ele quem visitou Lula e não autores…

Responder

    NeoTupi

    04 de Maio de 2018 às 18h26

    Boicote não funciona (pouca gente adere e facilita para os golpistas). E muito menos votar em Ciro.
    É Lula-13 de cabo a rabo (de presidente a deputado estadual, votarei em Lula 5 vezes). Independentemente da foto de Lula estar na urna ou não, votar no 13 é votar no Lula. Por isso o PT tem que ter candidato no primeiro turno.

    Responder

      Mirko Kraguljac

      05 de Maio de 2018 às 06h34

      Boicote funciona, sim! Por que participar em fraude? Para legitimar eleição sem Lula? Para reconhecer que golpe é ainda democracia? Nós não podemos esquecer em nenhum momento uma grande verdade – o Lula é candidato do povo e não somente do PT e da esquerda! É fácil fazer campanha e esclarecer para o povo de não participar em fraude, começando desobediência civil com boicote massivo. Se os deputados e senadores da oposição abandonam Congresso, governo golpista finalmente vai precisar assumir golpe! Assumindo golpe, o Brasil vai virar pária mundial, com tudo que segui (por exemplo, nesse caso a União Europeia vai cortar laços econômicos com Brasil, etc.).

      Vitor

      10 de Maio de 2018 às 15h44

      Tem que ser muito limitado para achar que boicote funciona. É tudo que a direita quer…

Celso Orrico Filho

04 de Maio de 2018 às 11h08

Já cogitei em outras eleições em votar no Ciro mas com o tempo desisti dessa ideia, ela é um oportunista voluntarioso e com resquícios do coronelismo nordestino, sou baiano e conheço bem essa herança, prefiro aliança com a esquerda de Boulos ou Manuela,,
Abraços

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Adalberto

04 de Maio de 2018 às 10h47

Ciro? Aquele falou em entrevistas que Lula gostava de pijama de seda e se acostumou com “tudo do bom e do melhor”? Tá bom! A menos que isso seja apenas um simulacro para enganar os golpistas e outros vendilhões da pátria, demostra que este senhor não é confiável.

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José Zimmermann Filho

04 de Maio de 2018 às 10h37

Discordo. Aceitar uma eleição sem Lula, líder das pesquisas e claramente posto de lado por truques judiciais, é dizer: “sim, aceitamos esse jogo sujo e as trapaças”. Se o PT concordar com isso, no momento de maior ataque ao seu principal líder, único na história, pelo que fez e representa, será presa fácil sempre, mesmo que deixe de ser subserviente no futuro, porque estará fadado a ser partido nanico. Ou parte pro pau agora, ou espere o aparecimento de outro grande líder. Quando virá esse messias?

Responder

Décio Rangel Moreira Cavalcanti Júnior Rangel Moreira Cavalcanti Júnior

04 de Maio de 2018 às 10h34

Concordo, que os Golpistas, não brincaram de GOLPE. É Golpe, mesmo! Aceitar o jogo do golpe, como se tivéssemos com uma normalidade democrática e republicana, e achar que através das instituições em um pleito fraudado, teremos contribuído para a normalidade das instituições republicana é demais.
A candidatura de Ciro, faz o jogo dos status quo, cheio de bravatas e posições que não ajudam a se contrapor a ditadura estabelecida, uma vez que ele se posicionou, que a Prisão de Lula, não é uma Prisão Política, e sim, uma prisão de um condenado, que infringiu com dolo, na sua posição de presidente. Lastimo, que ainda existam aqueles, “na esquerda”, desenvolvimentista e progressista, que acham com normalidade todo o processo da Lava Jato, em relação ao arbítrio de condenar Lula, sem o ônus da prova.

Responder

    Bruno Aguiar

    04 de Maio de 2018 às 18h41

    Acompanhando o Ciro, se vê 2 momentos: no ano do impeachment lutou arduamente ao lado do PT e era veementemente contra a prisão do Lula, de uns 4 meses para cá está mais comedido sobre isso, mas sem demonstrar que é contra a prisão. Ele precisou ajustar seu discurso, pois sabe que a corrida eleitoral é espinhosa e difícil.
    A esquerda não pode se dividir agora. É tudo o que a direita mais quer no momento, pois apesar de tantas pancadas que a democracia está tomando, ainda temos do nosso lado mais capital político e precisamos usa-lo sabiamente para ganhar a eleição e garantir o retrocesso imposto pelo golpe, isso só será possível nos unindo.

    Responder

Flavio Luiz Sartori

04 de Maio de 2018 às 10h31

Desculpe Miguel do Rosário, mas este texto seu não será lido por um significativo número de pessoas, só quem quer aprofundar um pouco mais no assunto, pessoas como eu, algum outro intelectual ou líder partidário, mas do contrário, não será lido é muito longo é uma perda de tempo. Desculpe eu ser duro com você, mas é uma perda de tempo.
O fato é simples, se o Ciro Gomes quer mesmo ser uma liderança do bloco Progressista obviamente que não tem que ficar arrumando atrito com o PT. Não é necessário ser muito esperto para se chegar a esta conclusão.
Meu caro jabuti não sobe em árvore, o Ciro deve ter algum tititi com os mercados e as forças que comandaram o golpe para tentar ser algo diferente, para eles né.
Na atual conjuntura isso não funciona, temos que ter lado, afavor do golpe ou contra o golpe. Ser ou não ser eis a questão.

Responder

Luis

04 de Maio de 2018 às 09h40

Me desculpem se sou muito cartesiano, mas para mim não é muito difícil compreender que a eleição de 2018 ou será tutelada ou não será; porque ninguém dá um golpe desses para em seguida promover democracia. E ela já está tutelada, já está fraudada… não existe mais uma “normalidade democrática” para se ficar preso a jogos eleitorais… e se por acaso um não-golpista vencer, alguém imagina como governará sem uma mobilização popular maior?! Mobilização popular é a chave, não meras contas eleitorais.
E lamento profundamente que Ciro considere a presença ao lado de Lula como uma “agenda do PT”… que incapacidade de leitura política!

Responder

    Décio Rangel Moreira Cavalcanti Júnior Rangel Moreira Cavalcanti Júnior

    04 de Maio de 2018 às 10h34

    Concordo, que os Golpistas, não brincaram de GOLPE. É Golpe, mesmo! Aceitar o jogo do golpe, como se tivéssemos com uma normalidade democrática e republicana, e achar que através das instituições em um pleito fraudado, teremos contribuído para a normalidade das instituições republicana é demais.
    A candidatura de Ciro, faz o jogo dos status quo, cheio de bravatas e posições que não ajudam a se contrapor a ditadura estabelecida, uma vez que ele se posicionou, que a Prisão de Lula, não é uma Prisão Política, e sim, uma prisão de um condenado, que infringiu com dolo, na sua posição de presidente. Lastimo, que ainda existam aqueles, “na esquerda”, desenvolvimentista e progressista, que acham com normalidade todo o processo da Lava Jato, em relação ao arbítrio de condenar Lula, sem o ônus da prova.

    Responder

    Mirko Kraguljac

    04 de Maio de 2018 às 11h37

    “…não é muito difícil compreender que a eleição de 2018 ou será tutelada ou não será; porque ninguém dá um golpe desses para em seguida promover democracia.” Concordo plenamente, mas… Existe possibilidade de pressionar golpistas, no plano interno e no plano externo. Eu posso imaginar que num determinado momento pode faltar coragem e determinação no campo golpista. Por exemplo, não é nenhum segredo para ninguém, o STF faz parte do golpe, mas no caso de 18 juízes internacionais da ONU julgam Lula preso politico, como o STF vai responder nesse desafio? Como golpe em plena decadência e fragilizado desse jeito vai responder em agosto, daqui tré s meses? Também, o que vai acontecer com “base governista” em agosto? Já hoje parecendo uma baita parcela de golpistas interessados de ingressar no campo da oposição… Então, até onde existe mínima chance, precisamos que tentar. Simplesmente, para evitar derramamento de sangui. Pra mim, último momento de desistir é golpe rejeitando Lula candidato… Se acontecer, vamos mudar de postura e lutar pra valer!

    Responder

Fabio

04 de Maio de 2018 às 09h24

Lula nao sera candidato porque o golpismo do judiciario nao ira deixar.
Ciro é tucano enrustido, vive praticamente nos EUA e nenhum momento demonstra ser contra a prisão do Lula.
Eu voto em quem o Lula indicar e acho que ja passou da hora do Lula indicar um nome, sendo Boulos e Manuela, que são fieis ao Lula e a esquerda, ou mesmo indicando um nome como Celso Amorim.
O Haddad nao gosto, acho fraco demais, facil facil a midia dominar ele.
Jacques Wagner é outro petista tucano.
Enfim, temos Boulos e a Manuela.

Responder

    Cézar R M Lopes

    04 de Maio de 2018 às 21h46

    Se o Ciro fosse tucano enrustido, teria migrado para o PT quando em alta, como fez o canalha Delcídio.

    Responder

Benoit

04 de Maio de 2018 às 09h17

Concordo inteiramente com o texto e acho que é um tema importante. É importante tomar o lado do Lula nas campanhas levadas a cabo contra ele, contra o PT e contra um projeto civilizado de política pelas forças mais retrógradas, radicais e destrutivas na política brasileira. É exatamente isso que o moro representa: a tentativa de tornar o Brasil num país primitivo. E é por isso que até mesmo alguns conservadores mais esclarecidos ou pelo menos espertos já não vêm o moro com bons olhos. Eles sabem que se o moro tiver sucesso, nem eles conseguirão mais morar no país. Por isso o apoio ao Lula é importante.

Mas isso não significa que o Lula tenha que voltar a ser o presidente do Brasil. Há muita gente que está transformando o Lula num mito e achando que bastaria ele voltar a ser o presidente para tudo voltar ao normal e ficar bem. Lula está sendo transformado no D. Sebastião brasileiro, o rei português que desapareceu numa batalha no norte da África no século XVI. Havia em Portugal ainda no século XIX quem esperasse que o D. Sebastião aparecesse em Portugal para voltar a reinar o país.

Lula foi o presidente certo para uma época, assim como talvez Adenauer tenha sido o primeiro ministro certo para a Alemanha depois da guerrra. Lula entrou para a história e significa inspiração para o futuro. Mas o tempo passou. A campanha política contra o PT conseguiu envolver o Lula pessoalmente numa disputa jurídica que dura anos, eles conseguiram montar uma campanha midiática avassaladora contra o PT e conseguiram depor com facilidade o governo do PT. Essas têm sido as questões mais salientes que ocuparam o PT durante anos. Quem promoveu essa campanha esteve disposto a afundar a economia brasileira, a comprometer o Estado de direito, a promover a violência para impor os fins deles. E tiveram bastante sucesso.

O processo para reverter isso será um processo longo e difícil. A crise brasileira é profunda. Apostar tudo no milagre de Lula seria um erro. Tão logo Lula voltasse à presidência a campanha contra ele continuaria, estimulando os reflexos automáticos contra Lula difundidos durante muitos anos. Logo que as primeiras dificuldades surgissem, Lula e o PT seriam feitos responsáveis por tudo. A presidência dele seria atolada nas mesmas disputas dos últimos anos e poderia acabar por fracassar completamente. Aí sim, a esquerda estaria arruinada por muito tempo.

Lula foi melhor do que o mito do Lula. Não é hora de destruir o Lula com o mito do Lula. Por isso já antes me manifestei a favor do Ciro. Ele tem experiência de governo, ele entende a situação atual do Brasil, ele é capaz de administrar um país em crise, ele tem a energia necessária. Se ele fosse eleito presidente do Brasil, as expectativas seriam muito menores do que as expectativas criadas em torno de Lula, de quem se espera nada menos do que um milagre que acabaria por falhar por causa das resistências que ele provoca. Ciro teria a vantagem de pegar a direita desprevenida, ele teria mais espaço de manobra. Acho que seria uma opção para o Brasil a ser considerada seriamente.

Responder

Arthur

04 de Maio de 2018 às 08h25

Gostei muito da sua análise Miguel.
infelizmente desde 24 de janeiro (data da sentença do trf4) não teremos Lula como presidente em 2018. Por mais que seja injusto é um fato, nos resta lidar com isso. Eu particularmente queria Lula já garantido no segundo turno pra poder votar na Manuela Davila no primeiro turno, mas não vai acontecer e me assusta muito um segundo turno Alkmin-Bolsonaro.

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nei george prado

04 de Maio de 2018 às 07h52

Em 89, Brizola implorou a Lula que renunciasse para que ele vencesse Collor (e venceria). A esquerda brasileira tem agora essa oportunidade de apoiar Ciro e vencer, como entendem pessoas de mente boa como Wagner, Adade e alguns JORNALISTAS.É o momento.

Responder

    José Ricardo Romero

    04 de Maio de 2018 às 08h50

    Bem lembrado, Nei. Muito oportuno.

    Responder

andre2110

04 de Maio de 2018 às 07h32

1- Ciro não é de esquerda.
Portanto, todo este blá blá blá seu perde sentido.
O PDT não tem um quadro histórico de esquerda? Que tal Brizola Neto?

2- PT deve ter chapa pura ou com psol PCdoB, partidos efetivamente de esquerda. PDT é centro.
O erro histórico real foi compor muito a direita, poderia compor com pmdb? Sim! mas o vice de Dilma deveria ser Requião…

3- Candidato do PT é Lula, Lula, Lula…se não deixarem, em cima da hora coloca Lula Haddad da Silva. E o Haddad tira foto com a camisa Lula Livre. Boulos ou Manoela seriam ótimos vices.

Quando falou em chapa pra deputado com PDT quase enfartei, voto no 13 e elejo um ruralista do PDT… Céus

Responder

    Oblivion

    04 de Maio de 2018 às 20h00

    Que tal votar 13 e eleger um Palocci, um Vacareza, ou um André Vargas?
    Calma lá pessoal, acho que tá na hora dessa ala fanática do pt acordar, antes que seja tarde.

    Responder

      Oblivion

      04 de Maio de 2018 às 20h06

      Ainda em tempo, dá de também votar 13 e ajudar a eleger um…. cunha, por exemplo. Céus!
      Pelo jeito é isso que essa ala cega do pt quer né, a esquerda dividida e um segundo turno Marina-Bolsonaro, Marina-Alkmin ou Bolsonaro-Alkmin; uma beleza, não?

    Cézar R M Lopes

    04 de Maio de 2018 às 21h39

    Ciro não é de esquerda por qual razão? Ele não tem um projeto anti-liberal? Ele não condena o rentismo.? Ele não é a favor do Estado de Bem Estar Social? Se é tucano enrustido, porquê não fez como os tucanos enrustidos de fato e migrou para o PT quando estava em alta (vide Delcídio)? As escolas do Ceará não estão entre as mais bem avaliadas pelo IDEB? Será que não é ranço seu?

    Responder

Higor

04 de Maio de 2018 às 07h28

Excelente matéria do CAFEZINHO,mas eu vou deixar minha opinião! O que eu posso entender desde que lula saiu da presidência, foi que de la pra cá o PT SE APEQUENOU NAS CAUSAS QUE sempre foram importantes no governo lula, e o maior erro do PT foi em não criar um sucessor a lula, e fazer essas alianças com PMDB que aliado com midia veio e derrubar Dilma, mas ai que tá a conversa! Ciro Gomes sempre avisou , e não é Ciro falando hoje, tá tudo gravado, basta procurar no YouTube! Mas o ponto ideal é que, a elite maldita aliada da midia não vai deixar lula se candidatar! Mas e ai o PT egoísta, NÃO reparte o pão, quer presidente que seja do PT! E eu afirmo, Vamos amadurecer, Ciro é critico sim e se cada brasileiro fosse critico igual um pai que educa seu filho, falando coisas erradas e boas cometidas pelo filho, o Brasil não estaria nessa situação!! Vamos continuar o raciocínio, beleza o PT não indica Ciro e prefere boulos ou Manuela! E vai cometer o maior suicídio da historia, irei explicar, boulos é um bom candidato, lembra lula jovem, mas precisa amadurecer mais pra poder ser presidente, e Manuela? Boa opção , porem igual a boulos, precisa de estrada percorrida ainda! E sobra Ciro Gomes, sobra não, ele é a pessoa certa no momento certo e com projeto de nação , e mais, é progressista igual o PT! Porem a ala do PT ASQUEROSA INCLUSIVE O 247 QUE a qualquer pio de Ciro, faz matéria contra ele!! Beleza continue assim e em outubro , caso não tenhamos CIRO HADDAD ELEITOS, nos iremos pro fundo do mar!!!

Responder

josé orestes

04 de Maio de 2018 às 06h20

Uma análise muito lúcida da conjuntura atual! Parabéns!

Responder

Mirtes

04 de Maio de 2018 às 04h41

Onde funciona o Cafezinho?

Responder

Cláudio

04 de Maio de 2018 às 04h13

:
: * * * * 04:13 * * * * .:. Ouvindo As Vozes do Bra♥♥S♥♥il e postando:

Não votarei em Ciro. De minha livre vontade, se não for LULA, talvez Manuela ou Boulos. Pra votar no Ciro, só se o Lula expressamente indicar que se vote em Ciro.

Poesia contra a distopia (Distopia = Ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma opressiva, assustadora ou totalitária, por oposição à utopia. “Distopia”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, [consultado em 13-10-2016].) : Poema acróstico de Cláudio Carvalho Fernandes, PoeTa anarcoexistencialista, para o maior e melhor brasileiro de todos os tempos : LULA :

L ouvemos quem bem merece o mais pleno louvor:
U m homem simples, como as coisas boas da vida,
Í ntimo camarada, nosso irmão e amigo de valor,
Z elando sempre pelo bem da humanidade querida.

I nimigo dos maus, amigo dos bons, trabalhador
N ascido do povo que muito o ama e admira,
Á rvore de bons frutos, os de melhor sabor,
C onsciência plena de tudo que no mundo gira,
I magem perfeita do homem de si senhor,
O humano defensor de humana lira.

L uz de nossa gente, lutador incansável,
U m verdadeiro herói do povo brasileiro,
L úcido e consciente do mais admirável
A mor pelo ser humano e verdadeiro.

D igno e sincero, fraterno e muito humano,
A migo do povo, honesto e sempre lhano.

S eja o meu/nosso canto para te louvar,
I sso que a voz do povo já disse várias vezes:
L ula, o BraSil vive mais feliz só por te amar,
V itória da melhor sorte no número treze,
A fazer do brasileiro a humanidade a se ampliar.
::
Autor: Cláudio Carvalho Fernandes ( PoeTa anarcoexistencialista )
.:.
L uz do povo brasileiro,
U m digno e fiel lutador,
L astreando com real valor
A honra do BraSil inteiro.
.:.
L ula livrou 36 milhões da pobreza,
U m feito memorável, sem precedentes,
L utando contra a mídia venal, teve a certeza
A bsoluta de estar ao lado dos brasileiros conscientes.
.:.
L ivrando da miséria extrema 36 milhões de brasileiros,
U m feito sem igual, que, por si só, já bastaria,
L ula segue sendo no mundo um dos primeiros
A fazer de seu povo a eterna rima rica de sua poesia.
.:.
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
* * * * * * * * * * * * *
* * * *
Por uma verdadeira e justa Ley de Medios Já pra antonti (anteontem. Eu muito avisei…) ! ! ! ! Lul(inh)a Paz e Amor (mas sem contemporizações indevidas) 2018 neles/as (que já PERDERAM, tomaram DE QUATRO nas 4 mais recentes eleições presidenciais no BraSil) ! ! ! ! !
* * * *
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♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏
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Responder

Fehnelon

04 de Maio de 2018 às 02h49

Aceitar concorrer normalmente sem Lula confere legitimidade as eleições. Isso é irrefutável.

Responder

    Paulo Rogério

    05 de Maio de 2018 às 17h08

    Então, que o PT retire TODAS as suas candidaturas se o Lula, de fato, não puder (e não poderá!) concorrer e se eleger!!!
    Ficar batendo bumbo que “eleição sem Lula é fraude” e, ao mesmo tempo, participar das eleições visando todos os outros cargos eletivos é ABSURDAMENTE ILÓGICO!!!
    Ou a eleição inteira será uma grande fraude e NINGUÉM, independente do cargo, terá legitimidade pelo voto, ou terá que ser encarada como uma oportunidade LEGITIMA de união e avanço do campo progressista que não deve ser jogada no lixo!!!

    Responder

      Fehnelon

      06 de Maio de 2018 às 08h51

      Deixemos a retorica de lado. Vc, pessoalmente, acha que essas eleições são legitimas? Vc acredita que um governo legitimo pode sair delas? Quem de nós está sendo inocente aqui?
      Vc acredita que as forças que prenderam Lula, o mais importante lider popular da américa latina, tvz, do mundo, da forma que foi, vão deixar qualquer candidato que considerem ameaça assumir?

      Se com o mundo “gritando”, com militância do PT, com vigilia… fazem o que fazem com Lula, imagina com Ciro, que não tem uma fração do prestigio, caso, óbvio, sintam-se incomodados.

      Ou vc acredita no discurso “macho” do Ciro, de que com ele é diferente, que ele faz e acontece?

John Player

03 de Maio de 2018 às 23h58

Ótima análise! Ultimamente observo que o fanatismo da militância petista nos blogs da Internet está tão bestial que custo a acreditar que venha de pessoas do campo progressista. Desconfio até que exército do Bolsonaro fazendo isto pra gerar discórdia na esquerda, tamanha falta de compreensão do cenário atual.
Não há demérito nenhum no PT apoiar o Ciro nestas eleições, colocando 1 vice e investindo num senado e congresso fortes. Se brincar até o Lula já viu isto e autorizou as negociações. Não há mais espaço pra militância inconsequente.

Responder

    Cézar R M Lopes

    04 de Maio de 2018 às 21h41

    Exatamente! Que decepção meu Deus!

    Responder

    Fehnelon

    05 de Maio de 2018 às 09h25

    Não deixa de ser radicalismo rotular de longe assim, pq vc anda lendo coisas, não é muito diferente do que a classe média faz… Essa “ala radical” da militância sabe bem porque não vota em Ciro, a gente não brinca de politica nas crises ou em ano de eleição. Temos nossa visão sobre Ciro e nossos motivos para te-la.

    Precisamos sim debater, mas sem esquecer que todos somos 1, que estamos do mesmo lado e estão mentindo para a gente.

    Lula Livre!

    Responder

Isnei

03 de Maio de 2018 às 23h55

O que posso dizer depois de ler tanta mentira: BOLSONARO 2018!!!

Responder

    Claudio M S Gonzalez

    05 de Maio de 2018 às 00h03

    Vaza filhote, aqui é conversa pra gente adulta.

    Responder

Túlio

03 de Maio de 2018 às 23h53

Belo texto Miguel.
Colocou o xadrez na mesa.

Responder

Rafael Pereira

03 de Maio de 2018 às 23h50

Uma das análises mais lúcidas sobre a conjuntura político-estratégica da esquerda no grave momento atual. Parabéns Miguel e obrigado pelo texto que exprime uma visão sóbria da situação.

Responder

luis castro

03 de Maio de 2018 às 23h45

Sua excelência a militância e o eleitor. Com o impedimento de Lula, nada de voto nulo que não leva a nada e é tudo que a direita quer para ganhar a eleição deste ano, porém a cúpula do PT e das esquerdas não podem cometer o erro de escolher um candidato que não tenha o apoio das bases. Apostar em Ciro é uma temeridade já que ele não agrega desagrega e é vítima de sua própria incontinência verbal, se a grande mídia manipula ele dá pretexto para isso, assim foi na campanha eleitoral de 2002, onde caiu em todas cascas de banana da direita e amargou um distante quarto lugar, inclusive atrás de Garotinho. O pior o velho Ciro não mudou nada, continua atirando para todos os lados, com sua postura empolada e dúbia, afasta quem deveria aproximar a militância não só do PT como de toda a esquerda que o vê com desconfiança. Portanto, é de suma importância a composição de uma chapa de esquerda que agrade principalmente as bases e a militância, sob o risco de perdermos não para a direita, mas para os votos brancos e nulos.

Responder

Redebosta da Silva

03 de Maio de 2018 às 23h35

o petismo tem que começar a ter vergonha na cara e deixar de se alinhar com filhotes da ditadura. Se Lula não for elegível, vamos de Borsilto para que a desgraça ser a maior possível

Responder

Luiz Carlos P. Oliveira

03 de Maio de 2018 às 23h07

O plano é o seguinte:
A) Lula
B) Lula
C) Lula
D) Lula
……
Z) Lula.

Se não deixarem, o foco terá que ser eleger maioria no Congresso. E fazer, na marra, as (des) reformas que o país
precisa. Com maioria de esquerda, cadeia em todos os golpistas e vendilhões da pátria.

Responder

Vanda

03 de Maio de 2018 às 22h11

Ciro Gomes e falso e oportunista. Aqui no Ceará e conhecido como cavalo de cigano

Responder

Vanda

03 de Maio de 2018 às 22h09

Ciro e falso e oportunista. Aqui no Ceará e conhecido como cavalo de cigano

Responder

Patrice L

03 de Maio de 2018 às 21h39

Diante do que está se passando, é compreensível que pessoas e partidos estejam se posicionando, até de maneira ansiosa e nervosa, com as suas diferenças, com os seus entendimentos distintos sobre as eleições.

Mas as encruzilhadas estão aí e vão ficando mais complexas também pelo fato de que, a rigor, todos deveriam estar – e não estão completamente – encaminhando de maneira firme e unitária o #LulaLivre.

E, de não fazê-lo, não é sem consequências.

Qualquer governo progressista estará sob essa espada de dâmocles, qual seja, a ameaça de ser apeado do poder por mentiras, se a resposta à prisão do Lula não for radicalmente vigorosa.

Se o Lula não estiver livre e habilitado para candidatar-se, quanto ao temido fascismo, não teremos só o Bolsonaro com quem se preocupar, mas, também, todo um Estado de Exceção a derrotar a esquerda.

E, finalmente, algumas críticas podem ser legítimas e devem ser ouvidas (alguns dizem que não há críticas construtivas porque quem as faz gostaria de ver outra coisa no lugar do que se está a criticar; a questão fica sendo a do respeito e carinho com que se fala ou deixa de falar).

Mas, noves fora, o que acontece é que o PT ainda é o maior partido da esquerda. Não há, pelo menos em tese, porque renunciar ao Lula ou a outro candidato do partido.

Se o fizer, mais do que o Ciro, tenho enorme simpatia pela investidura da chapa Boulos-Manuela, com o enorme apoio do Lula e do PT.

Não sei qual capacidade atual do Lula de transferir votos, nem para um(a) outro(a) petista (a Gleisi ia ser uma ótima Presidenta) nem para essa dupla, que tem mostrado uma solidariedade e combatividade comoventes.

Mas fica essa ideia, que acredito generosa, como semente para a unidade popular.

Ao Ciro é devido o reconhecimento pela solidariedade prestada por muitos anos. Muito legal. Mas, desculpe, ele faltou com ela justo agora, na hora da maior gravidade.

Esse negócio do Ciro apresentar-se como terceira via não prospera muito. Ainda mais em uma conjuntura tão radicalizada à direita e à esquerda.

Eleitores focarão no Ciro qual é a dele em relação ao Lula e ao PT, e o mesmo em relação ao modelo econômico que pretende para o país. Ao responder, ele perderá um campo ou o outro.

Sei lá, é assim que estou entendendo esse momento tão difícil e desafiante.

Tenho respeito e admiração pelo Jacques Wagner. Acho, porém, que ele se precipitou. Por figura pública, ele deveria ter refletido melhor as palavras a serem empregadas e sobre como, quando e para quem comentar o que parece ser uma angustiante dualidade diante do atual contexto político.

Responder

Denise

03 de Maio de 2018 às 21h34

#CiroNão

Responder

Marcos Videira

03 de Maio de 2018 às 21h32

Miguel – sua análise é perfeita. Mas tudo indica que o PT ainda não amadureceu o suficiente. A frase “hegemonia do PT” diz tudo.

Responder

Humberto Lima

03 de Maio de 2018 às 21h13

Excelente análise, Miguel. Parabéns. Serenidade e foco são imprescindíveis para recuperarmos a democracia. Sobre o texto em si, acho que o PT poderia elaborar e expor suas propostas para um novo governo. Mostrar que, se o partido voltar ao poder, o novo governo será mais que uma repetição dos governos anteriores. Novos programas, novas ações, novas metas. Apresentar um programa de governo seria tanto um estímulo à candidatura do Lula como uma base para um possível aliança.

Responder

Sérgio Rodrigues

03 de Maio de 2018 às 21h01

J. Wagner, na Casa Civil, foi um perfeito São Jorge de Puteiro.
Os golpistas tramavam e ele olhando….
Quinta Coluna?

Responder

IzacI

03 de Maio de 2018 às 20h56

O pt hoje tem 20%( segundo data folha) na preferência do eleitorado brasileiro, assim sendo poderá ganhar facilmente esta eleição com outro candidato que não seja o Lula mas o programa e o mesmo, tem que bater duro em juízes e promotores e na imprensa mentirosa da Globo a maior organização criminosa do brasil

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Jaciara Siqueira Coelho

03 de Maio de 2018 às 20h56

Parabéns pela análise . Dizer que o centro do mundo é a luta de classes, ou a luta contra a desigualdade foi um dizer certeiro. Um texto para ser divulgado. Como me dizia um amigo, nossa luta atual é contra a barbárie, precisamos de governantes, pelo menos, com sensibilidade social. CIRO GOMES 2018.

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ALBERTO F. BARBOSA

03 de Maio de 2018 às 20h55

Miguel, quem manda no PT é a militância. Blogueiro pode escrever o que quiser mas não altera o sentimento da militância contra Ciro. O nome dele não passa no eleitorado petista e Lula jamais indicaria Ciro como sua alternativa. Ele nunca foi contra o desejo da militância. Ou é Lula ou outro petista. Do PDT nunca.

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Dio

03 de Maio de 2018 às 20h47

Não tenho muitas ressalvas contra Ciro, mas tem uma q é fundamental e q talvez seja isso q impeça q os petistas ou lulistas o considerem como opção, q é saber de q lado Cito está em relação a todos os golpistas.
Sabemos q ele está contra os políticos golpistas, mas, e o resto?
Ciro está contra os aparelhos do estado golpistas?
Está contra a mídia golpista?
Ele vai se aliar a esses?
Essas talvez sejam as perguntas de milhares de votos.

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Carlos Cardoso

03 de Maio de 2018 às 20h39

Numa das campanhas de Lula, não lembro qual, ele disse claramente, em comício na cidade de Fortaleza, que nenhum dos jornalões (folha, “estadão”, globo) fariam a chapa de candidatos do pt.
De lá pra cá não vi nenhuma mudança nesse aspecto.
Suponho que seja uma premissa básica. De resto parece-me cilada

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ari

03 de Maio de 2018 às 20h37

Ciro, o oportunista. É isto que o Wagner quer?
A história do PT poderia ser dividida em 3 etapas: PT antes do governo, PT no governo e PT pós-golpe. Esta última etapa, a meu ver, seria caracterizada pela forma como o partido vem empolgando o povo (20% dos eleitores), com uma militância crescendo dia a dia e com grande combatividade de alguns setores. A figura que mais simboliza esse terceiro PT é a senadora Gleisi, que tem sido uma leoa no combate ao golpe. Sua atuação contra a reforma trabalhista no senado foi histórica e seu discurso, na véspera da votação, antológico. E ainda por cima, embora não tão importante, uma mulher muito bonica o que, convenhamos, não faz mal a ninguém. Eu não hesitaria um segundo em apoiá-la para Presidenta do Brasil e trabalharia até a exaustão por sua eleição. Haddad, Wagner e outros são retratos do PT governo, do PT burocracia. São o passado

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Serjao

03 de Maio de 2018 às 20h29

Ciro já chamou o Lula de ladrão.
Ciro disse que se prendessem o Lula ia libertá-lo.
É confiável?

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    Cézar R M Lopes

    04 de Maio de 2018 às 21h43

    Quando foi que Ciro chamou Lula de ladrão? Acreditando em fake news companheiro?

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vezin

03 de Maio de 2018 às 20h17

miguel, quando perguntado se o julgamento de lula foi de estado de exceção, ciro vacila… fala que a rapidez é um aspecto positivo, não classifica como julgamento de exceção… criticar o pt, ok. mas vacilar contra a condenação de lula?

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Thiago Carcav

03 de Maio de 2018 às 20h12

seu texto ficou muito extenso e confuso, na minha opinião, é lula ou nada, sem lula é fraude, é a volta da república velha, onde a eleição é pro forma. pq enganar o eleitor e a militância, se sabemos que não vão permitir a vitória popular? é um passo corajoso tomar a decisão de acusar o golpe e sua continuidade e romper com as instituições que não são mais democráticas, onde a regra é decidia ao bel prazer as elites.
Sem lula o eleitor já disse vamos de branco e nulo. já foram muitos erros desde a aceitação do golpe a Dilma, do julgamento na primeira instância e sua repetição no trf4, terminou com a aceitação da prisão.
a esquerda tem que decidir se ela é menchevique ela aceita o golpe e lança candidatura. ciro não vai ter voto do pt, a militância o rechaça, pq sabemos que é apenas um cara inteligente, mas não tem compromisso com a esquerda, nunca militou na esquerda e é arrogante, arrogante não ganha eleição.

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Antonio Passos

03 de Maio de 2018 às 20h06

O artigo do Pomar é cheio de incongruências e me pareceu um tanto quanto debochado.
Discordo da idéia de que poderemos ter uma eleição democrática sem que Lula possa concorrer. Será uma farsa, algo do tipo das indiretas da década de 80. O presidente eleito desta forma seria um Sarney II. Nunca teria forças para reverter a entrega do país.
A luta por Lula vai além das eleições, é luta contra o GOLPE, é luta pela democracia. Se perdermos esta luta, as eleições serão uma fraude quer participemos ou não. E até acho que devemos participar, porque é preciso lutar de todas as formas, ainda que com mínimas chances de vitória.
Mas considero um grave erro ficar projetando planos A, B, C. O único plano é resgatar a DEMOCRACIA, e isto só se faz lutando por e com Lula.

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Gilson

03 de Maio de 2018 às 19h50

Sou a favor do Lula Livre, sou contra o impeachment da Dilma, sou contra as atuações do Moro contra o Lula, acho que o governo Lula foi o melhor que tivemos, mas, fica claro, mais uma vez, que o PT só faz aliança sendo o protagonista. Mais uma vez, eu dizia, devido ao acontecido com o Brizola, que em 1989, candidato, que se tivesse o apoio do PT, que se sabia que não ganharia do Color, teria chegado à presidência da República. O PT, infelizmente preferiu perder de que apoiar quer tinha mais chance de derrotar a Globo e seu candidato. E para demonstrar como se deve fazer um democrata, o Brizola aceitou ser vice do Lula na eleição seguinte.

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robertoAP

03 de Maio de 2018 às 19h41

Desconfio que o Valter Pomar seja amigo íntimo de Bolsonaro, coxinha e fã do Moro.

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    hamilton damato

    05 de Maio de 2018 às 11h25

    Desconfio que você é um quinta coluna.

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Vinicius Loreto

03 de Maio de 2018 às 19h23

Meu problema com Ciro Gomes é de outra natureza. Certamente não se confunde com a do Pomar e seu “deselegante” hegemonismo. O problema do Ciro é que ele é que ele não tem base social, não tem um núcleo duro que o defenda caso caia em desgraça. Sério mesmo, se ele for alçado a nos liderar e a bazuca da direita mirar Ciro Gomes, com jornal nacional e os caralho, quem vai defende-lo até o fim? Nem o PDT fica pra ver. Se conseguiram prender o Lula com o Triplex o Ciro então… O Lula tinha o movimento sindical, um partido, um legado e mesmo assim ta foda. O Ciro poderá ser desconstruído ou… não duvido, fazer como o Lenín Moreno no Equador e se aproximar da direita para sobreviver. Não tem base, não gosta de conversar com movimentos sociais. Sua atividades de campanhas são sempre palestras universitárias. Assim é foda.

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José Ricardo Romero

03 de Maio de 2018 às 19h15

Muito bem, Miguel. Fez uma análise tão profunda e completa que não resta nada a dizer senão parabeniza-lo pelo seu trabalho meticuloso e emblemático. Se a direita vencer esta eleição, a esquerda não terá argumentos contra a legitimação do golpe pelo voto, digamos, democrático (pois é esse discurso que eles vão construir). E aí, não resta nenhuma dúvida, Lula e o pt serão responsabilizados historicamente por essa derrota das esquerdas. Aí sim será o fim do pt. Gente como esse Pomar deveria pensar um pouco e se esforçar por ser um pouco mais inteligente.

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Gualberto Cesar dos Santos

03 de Maio de 2018 às 18h21

Tem um dito popular que expressa isso: “depois do mal feito chorar não é proveito”.
Wagner pisou feio na bola e agora está queimado – pintou um quadro na sua desatenção – apenas segurando no pincel – esqueceu de segurar na escada – escorregou com o pincel e foi deslizando na tinta de decima para baixo – borrou o quadro da sua biografia(…)?
Deu folego ao Ciro Gomes – e ao comportamento enviesado(…)?
Poderia ter ficado sem essa pecha(…)?

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