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Ibope no Paraná mostra divergência entre preferência partidária X desempenho eleitoral

Por Miguel do Rosário

05 de setembro de 2018 : 19h33

A última pesquisa do Ibope sobre preferência partidária, entre eleitores no Paraná, merece algumas observações:

  1. A hegemonia do PT, em especial na esquerda, não se traduz, necessariamente, em força eleitoral. Enquanto o PT tem a preferência de 17% dos eleitores do Paraná, o candidato do PT ao governo do estado tem apenas 4% das intenções de voto. Haddad tem os mesmos 4%.
  2. Uma das razões dessa disparidade entre o percentual de simpatizantes do PT e sua pouca força orgânica eleitoral talvez seja o desmonte das bases políticas do partido.
  3.  O Novo está, de fato, crescendo, sobretudo entre eleitorado com curso superior, o que explica a entrada de João Amoedo no jogo presidencial.
  4. Entre eleitores de cor preta/parda, a preferência partidária no PT é de 25%. Entre pessoas de raça branca,  preferência pelo PT é de apenas 11%, não muito longe dos 6% do PSDB.
  5. O Brasil tem um baixo índice de adesão partidária. A maioria absoluta dos brasileiros, ou 55%, não tem preferência ou não souberam responder.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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2 comentários

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Alexandre Neres

06 de setembro de 2018 às 00h13

Francamente, que espécie de análise é esta. Haddad nem ainda é o candidato a presidente do PT, como esperar que ele tenha nesse momento o mesmo percentual de preferência do seu partido? Querer no Brasil uma correlação entre o índice de preferência do partido e o número de votos do candidato a governador é pedir demais. Haja proselitismo! Pra mim, o cometário óbvio é a preferência do PT até num estado que é antro do coxismo.

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Baruch

05 de setembro de 2018 às 23h26

Isso é simples de explicar, o PT da preferência nacional é aquele que foi criado com Plínio de Arruda Sampaio, Cyro Garcia, Rui Costa, Zé Maria, Miguel Carvalho e Edson Albertão, todos saíram ou foram expulsos por serem considerados “radicais de esquerda”. O PT da preferência nacional era o preferido dos acadêmicos e não dos banqueiros como o Haddad.

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