Boulos em Recife

Conselho de Ética do PDT pede expulsão de todos que declaram apoio a Bolsonaro

Por Miguel do Rosário

17 de outubro de 2018 : 19h41

Líderes do PDT pedem expulsão e cassação de Carlos Eduardo Alves

por Rafael Duarte, no Saiba Mais

O Conselho Nacional de Ética do PDT divulgou uma dura nota contra o apoio de três candidatos do PDT aos governos estaduais do Rio Grande do Norte, Amazonas e Mato Grosso do Sul, ao candidato de extrema-direita à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL).

O colegiado tem poder consultivo.

A informação foi divulgada em primeira mão pelo jornalista Saulo Vale, de Mossoró.

O grupo pede a expulsão sumária e a cassação das candidaturas de Carlos Eduardo Alves (RN), Amazonino Mendes (AM) e Odilon de Oliveira (MS).

Sobre Carlos Eduardo Alves, o conselho afirma que a necessidade de vencer as eleições não é maior que a identidade ideológica em defensa do Trabalhismo, pilar do partido criado pelo ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro Leonel Brizola.

Já foi expresso em sites locais do Rio Grande do Norte as tentativas de articulação do candidato a Jair Bolsonaro no 2º turno, para se contrapor à Fátima Bezerra (PT).

A necessidade de vencer as eleições não é maior que a IDENTIDADE IDEOLÓGICA EM DEFESA DO TRABALHISMO.

Portanto, é inconcebível qualquer flerte ao neofascismo, em tempos graves como este, sob a iminência da vitória de Jair Bolsonaro.

Para agravar a situação, o mesmo faria declaração pública a favor de Jair Bolsonaro no programa eleitoral do PDT do RN no segundo turno.

Confira a nota na íntegra.

Aos membros da Comissão de Ética do PDT,

Resistir ao fascismo é preciso! Pelo Trabalhismo!

O atual momento conjuntural nos inspira responsabilidade em meio a escalada do neofascismo.

Em meio aos erros coletivos da esquerda, entre o extremo pragmatismo e o sectarismo, a criminalização da política através da Lava Jato e os consecutivos erros do Partido dos Trabalhadores (PT) na gestão de Dilma Rousseff resultaram no crescimento do neofascismo e do ativismo político da nova direita desde as jornadas de junho de 2013.

É impensável e inadmissível, como Partido, nos silenciarmos e sermos cúmplices diante dos quase 47% dos votos válidos de Jair Bolsonaro (PSL) no 1º turno, além do assustador crescimento da bancada reacionária do PSL, de 8 deputados federais para 52 e elegendo dois senadores no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Inclusive, o eleito pelo estado paulista pertenceu às nossas fileiras e foi eleito deputado federal pela nossa organização em 2014.

Logo, em um momento insigne como este na História do Brasil Contemporâneo, o Partido precisa tomar medidas enérgicas.

Até porque o PDT, como Partido, é um sujeito coletivo e, como tal, precisa externar em público as suas posições ao conjunto da sociedade.

Como diria Leonel Brizola, o processo social é um fato presente na vida sociopolítica do país e cabe ao PDT tomar para si a postura de protagonismo político.

Sem a candidatura de Ciro Gomes, o fascismo teria vencido no primeiro turno.

Mas como o PDT não está no 2º turno, é preciso respeitar os 13.344.366 votos dados ao Ciro Gomes.

Votos que apostaram no ressurgimento do trabalhismo no cenário político nacional e deram o novo rumo para a esquerda nacionalista.

Hoje somos a alternativa de médio prazo para o povo brasileiro.

E precisamos, mais do que nunca, passar uma mensagem clara, na condição de partido nacionalista, trabalhista e popular, contra o fascismo. Somos um partido de esquerda, antifascista e anti-imperialista!

Logo, a primeira medida que exigimos, em defesa da idoneidade ideológica do Partido e de sua imagem junto à sociedade é a EXPULSÃO PÚBLICA, SUMÁRIA E IRREVOGÁVEL de três candidatos a governador que ostensivamente externaram o seu apoio público a Jair Bolsonaro, conforme o que está previsto no Art. 64, alínea c do Estatuto do PDT e por não seguirem o previsto no Art. 9°, III e VIII do Estatuto do PDT, após a decisão tomada em Brasília pela Executiva Nacional do PDT no dia 10 de outubro de 2018 em apoio crítico a Fernando Haddad contra o fascismo.

– AMAZONINO MENDES

– CARLOS EDUARDO ALVES

– ODILON DE OLIVEIRA

No caso de Amazonino Mendes, além de boicotar sistematicamente a campanha de Ciro Gomes no Amazonas no decorrer do 1º turno, na manhã de 8 de outubro de 2018 ele externou em público o seu apoio oficial ao Jair Bolsonaro, recebendo o aplauso dos transeuntes.

Não se importou em momento algum com qualquer princípio trabalhista e, sem qualquer decoro, age à revelia do Estatuto e das resoluções expressas pela Executiva Nacional e pela XXIV Convenção Nacional do PDT, realizada no dia 20 de julho de 2018 em Brasília.

Em relação a Carlos Eduardo Alves, já foi expresso em sites locais do Rio Grande do Norte as tentativas de articulação do candidato a Jair Bolsonaro no 2º turno, para se contrapor à Fátima Bezerra (PT).

A necessidade de vencer as eleições não é maior que a IDENTIDADE IDEOLÓGICA EM DEFESA DO TRABALHISMO.

Portanto, é inconcebível qualquer flerte ao neofascismo, em tempos graves como este, sob a iminência da vitória de Jair Bolsonaro.

Para agravar a situação, o mesmo faria declaração pública a favor de Jair Bolsonaro no programa eleitoral do PDT do RN no segundo turno.

No que tange a Odilon de Oliveira, além do apoio dado a Bolsonaro, seus apoiadores fazem campanha aberta ao candidato do PSL à Presidência.

E como não se bastasse isso, o mesmo Odilon chegou a afirmar, em uma rádio com bastante audiência em Campo Grande-MS, a sua apologia ao regime ditatorial pós-1964, afirmando que ela teve os seus saldos positivos ao país, em . E os materiais de campanha, além da live feita no lançamento do Comitê Odilon/Bolsonaro.

Se não bastasse apenas os três candidatos a governador, o Deputado Estadual Ênio Bacci apresentou em público em 8 de outubro de 2018, já no segundo turno o seu apoio oficial a Bolsonaro – o que é algo vergonhoso e inconcebível à nossa organização.

A citação é expressa claramente aqui e aqui.

E assim como ele, vários dirigentes municipais de Partido, vereadores e prefeitos espalhados pelo Brasil afora que, no uso de suas prerrogativas, externaram o seu apoio político a Bolsonaro no 1º turno.

Logo, solicitamos a expulsão imediata dos três candidatos a governador e a cassação imediata dos seus registros de candidatura, em defesa do trabalhismo.

Transigir com o fascismo e com quadros de quinta coluna é o primeiro grande passo para a perda definitiva de nossa identidade político-ideológica, gerando precedentes para admitir até a filiação aberta de neonazistas que disputem cargos eletivos no PDT.

Seria vergonhoso, na História do Brasil, um Partido com a história de lutas como o PDT abrigar em seu seio notórios oportunistas que flertam, paqueram e transam abertamente com o fascismo.

A expulsão de cada um dos três candidatos a governador e de Ênio Bacci é a defesa de todos aqueles que, como João Goulart, Leonel Brizola, Doutel de Andrade e Manoel Dias, foram proscritos por Atos Institucionais (AI’s) e/ou foram exilados.

A expulsão de todos os que apoiam Bolsonaro é em respeito ao direito do trabalhador, ameaçado por propostas como o fim do 13º salário (conquista nossa no Governo Jango), o adicional de férias (conquista nossa com Vargas) e o aumento de 20% no Imposto de Renda, afetando a vida de trabalhadores e da classe média.

A expulsão de todos é em defesa dos Direitos Humanos do povo brasileiro.

Defender a expulsão de todos os supracitados é defender a causa da mulher, do negro, do índio, da população LGBT, do jovem, do nordestino, do inválido e dos aposentados.

O expurgo sumário de Amazonino Mendes, Carlos Eduardo Alves, de Odilon de Oliveira e de Ênio Bacci é em DEFESA DA NOSSA HISTÓRIA E DA NOSSA IDEOLOGIA TRABALHISTA!

Transigir com o fascismo, sem expulsar eles e quem quiser apoiar Bolsonaro, significa ESCARRAR E CUSPIR COM O NOSSO LEGADO. ASSASSINAR NOSSOS PRINCÍPIOS! ESTUPRAR A MEMÓRIA E O ENSINAMENTO DOS NOSSOS ÍCONES E LÍDERES TRABALHISTAS! JOGAR NA LATA DO LIXO A HISTÓRIA DE BRAVOS DIRIGENTES, PARLAMENTARES, TEÓRICOS E MILITANTES, CONHECIDOS OU ANÔNIMOS QUE DERAM A SUA VIDA EM PROL DO PDT E DO PAÍS!

Logo, queremos a expulsão sumária dos quatro e de qualquer um que, nos estados espalhados pelo Brasil afora, fizer campanha aberta ao Bolsonaro, com declaração midiática, pelas redes sociais ou qualquer outro meio que seja expresso esse apoio.

E queremos, em nome da nossa identidade ideológica, defender o voto de resistência ao fascismo.

O nosso voto, como trabalhistas, é em defesa da nação e dos interesses do povo brasileiro. Não abriremos mão desse valor, mesmo sabedores que nem o PT e muito menos Bolsonaro possuem sequer qualquer projeto popular de libertação nacional e de desenvolvimento do país.

Logo, em face da iminência da vitória do neofascismo a ser legitimado nas urnas, o PDT precisa denunciar e alertar o povo brasileiro, orientando o voto crítico a Fernando Haddad (PT). O voto será dado não ao PT, mas contra a vitória do fascismo nas urnas.

E ao mesmo tempo, o Partido, em coerência com a sua linha, explicará ao povo brasileiro que o seu voto é em defesa do Estado Democrático de Direito.

Mais ainda: o PDT assegurará que, eleito qualquer presidente, assumirá a sua posição como oposição independente, autônoma e nacionalista de esquerda.

E mais: que a candidatura de Ciro Gomes à Presidência em 2022 é irrevogável e compromisso moral dos trabalhistas com o povo brasileiro.

É preciso coragem para assumir as posições!

Vamos honrar o nosso Partido! Sermos dignos de nossa História!

Combate aos quinta colunas, infiltrados, oportunistas e fascistas no seio da nossa organização!

O PDT pertence ao povo brasileiro!

O PDT é um partido popular de esquerda!

Nós somos nacionalistas! Somos um partido socialista!

Vamos honrar a memória de nossos líderes! Não vamos envergonhar a nossa história. Não podemos ser pusilânimes. Nem desfibrados!

SOMOS INIMIGOS DO FASCISMO!

Acabou o tempo do pragmatismo. É hora de assumirmos a nossa posição como trabalhistas!

Ousar lutar! Ousar resistir! Ousar vencer!

Logo, solicitamos a expulsão de Amazonino Mendes, Carlos Eduardo Alves, de Odilon de Oliveira e de Ênio Bacci de acordo com o previsto nos Art. 61, 62 e 64, alínea “c” do Estatuto do PDT.

Saudações Trabalhistas!

Brasil, 13 de outubro de 2018

Assinam o documento:

Wendel Pinheiro – Membro do Diretório Nacional do PDT

Júlio Rocha – Membro do Diretório Nacional do PD

Rafael Galvão – Membro do Diretório Nacional do PDT

Lauri Bernardes – Secretário-Geral Nacional do MCDR

Joelma Santos – Vice-Presidente FLB-AP /Amapá e Membro do Diretório Nacional do PDT.

Jorge Eremites de Oliveira – Membro do Diretório Municipal do PDT Pelotas e do Movimento Cultural Darcy Ribeiro do PDT-RS.

Leonardo Moraes Jr. – Coordenador MCDR-PDT do Sudeste / PR

Ricardo Pinheiro – Advogado Membro do Diretório Estadual RJ e da Executiva do PDT NITEROI

Felipe Pinheiro – Membro da Executiva Estadual do PDT/SP. Presidente Estadual do PDT Diversidade SP

Douglas Rafael Duarte – Secretário Geral da JS/RS e Presidente do PDT de Piratini-RS

Carla de Lima Maximila – Vice presidente Diversidade RS / Presidente PDT – Chuí-RS

Tiago Veras – Membro do Diretório Nacional do MCDR-PDT / BA

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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33 comentários

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sergio paulo de Sant Anna

18 de outubro de 2018 às 23h13

Fico chocado ao saber que os que votaram no PDT irão votar no Bolsonaro. Este é o povo brasileiro.

Responder

Hudson

18 de outubro de 2018 às 21h23

Sim, posicionamento necessário.

Mas: quando o PDT vai fazer mea-culpa por ter apoiado o golpe?

Responder

Denis Gandour

18 de outubro de 2018 às 17h51

Em termos morais e de ideologia esperada, os candidatos estariam incoerentes. Mas vale a pena lembrar que:
O PDT não declarou apoio formal ao PT no segundo turno (apenas voz representativa da classe trabalhadora) o que poderia permitir que os outros membros apoiassem ou não qualqier que fosse o candidato no segundo turno.
Não sei dos outros casos, mas o do Rio Grande do Norte está meio como saia justa, pois o candidato do PDT concorre em segundo turno com o PT, sem muitos grupos a que recorrer votos extras no na eleição. Mesmo que vá de encontro ao objetivo ideológico do partido, este aparentemente lhe deixara livre ao que preferisse. Podem sim pedir expulsão, mas acho um pouco arriscado para a credibilidade do PDT (futuramente) como instituição política.

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Brizolista

18 de outubro de 2018 às 15h32

CORRETÍSSIMO!!!

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Alan Cepile

18 de outubro de 2018 às 13h05

Tá certíssimo, contra o fascismo tem que ser tolerância zero mesmo, o resto é só choradeira infinita da petezada.

Responder

NeoTupi

18 de outubro de 2018 às 12h41

Depois aparece gente criticando a “hegemonia” do PT na esquerda. Como o PDT quer disputar essa hegemonia se seus quadros com maior viabilidade eleitoral ou se omitem ou apoiam o fascismo (inclusive o Cid “sem querer”) cuja meta é criminalizar a esquerda?
Esquerda hoje no Brasil é apenas PT, PCdoB e Psol, além dos nanicos (PCO, PSTU, PCB, etc).

Responder

Justiceiro

18 de outubro de 2018 às 10h30

Vão expulsar Cid (Lula tá preso, babaca)Gomes???

É mais fácil os irmãos expulsarem o Lupi lalau.

Responder

    JOÃO BATISTA

    18 de outubro de 2018 às 12h08

    Cid falou a verdade e não apoiou bolsonaro.
    Entendeu, mortadela???

    Responder

    ELOSSANDRO DE SOUZA E BORGES

    18 de outubro de 2018 às 12h11

    Analogia idiota e sem nexo!

    Responder

Roque

18 de outubro de 2018 às 10h19

Um partido que tem Carlos Luppi como presidente não tem o direito de exigir nada da sua bancada…

Responder

    Alberto Lima

    18 de outubro de 2018 às 10h37

    Imagina um que tenha um Palocci.

    Responder

José Zimmermann Filho

18 de outubro de 2018 às 09h50

Qual a novidade sobre essa geleia que é o PDT? Dos que votaram a favor do impeachment só um foi expulso do partido.

Responder

Jandui Tupinambás

18 de outubro de 2018 às 09h38

Estranho,

senti falta de Ciro Gomes e Cid Gomes da lista dos expulsos.

Esses dois são os que mais estão contribuindo com o avanço do fascismo.

E tem também que colocar na lista, o próprio PDT com seu apoio tipo “dormindo com o inimigo”.

Responder

    jairoth

    22 de outubro de 2018 às 18h55

    que droga vc usou antes de falar essa besteira, se o Ciro estivesse no segundo turno estaria massacrando o fascista, mas vcs com medo da kátia abreu colocaram o PT com maior rejeição para vencer, e vão perder feio, babacas, vcs que entregaram o país ao fascismo.

    Responder

Marianne

18 de outubro de 2018 às 08h37

Quando Bolsonaro colocar a faixa presidencial poderá em seu discurso de posse agradecer em especial a Ciro Gomes, seu partido e a maioria de seus partidários que raivosamente ajudaram, a detonar o PT e a candidatura de Haddad. Por EGOCENTRISMO e DESPEITO desde o começo do primeiro turno fizeram um trabalho exemplar de desunião alavancando a candidatura Bolsonaro.
Parabéns PDT,
A ditaDURA agradece!

Responder

    JOÃO BATISTA

    18 de outubro de 2018 às 12h13

    Se Ciro não estivesse na disputa, bolsonaro seria eleito em primeiro turno.
    Petista é estúpido, mesmo. Só agora descobriu que existe whatsapp e que ele está sendo utilizado na campanha do bolsonaro.

    Responder

Nilson Messias

18 de outubro de 2018 às 00h17

Partido de direita…é assim mesmo, todo mundo manda e ninguém obedece…

Responder

Wilton Santos

18 de outubro de 2018 às 00h11

A omissão do Ciro Gomes é tão repugnante quanto o apoio declarado de alguns candidatos à candidatura fascista. Isso sem falar do espetáculo deprimente do Cid Gomes, novo garoto propaganda da propaganda eleitoral do coiso.

Responder

    ELOSSANDRO DE SOUZA E BORGES

    18 de outubro de 2018 às 12h13

    Ciro não é eo PT, amigo. Vocês petistas fizeram a escolha. Dizer nao ao fascimo é diferente de dizer Sim ao PT

    Responder

Manolo

17 de outubro de 2018 às 22h40

No RJ também. Pedro Fernandes tem que ser expulso por apoiar o candidato do PSL ao governo do Estado.

Responder

Brasileiro da Silva

17 de outubro de 2018 às 21h49

Se isso ocorrer, mais um partido caminhando para a extinção.

Responder

    Ricardo

    17 de outubro de 2018 às 22h24

    Verdade !

    Responder

Paulo

17 de outubro de 2018 às 21h22

Embora simpatize com o trabalhismo, ele, na sua feição varguista-brizolista, está morto. Esse PDT, infelizmente, até, não sobreviverá muito tempo. Se Ciro quer ser candidato viável, em 2002, tem que começar desde já uma inflexão ao centro, arregimentando um leque de Partidos numa coalizão de oposição ao provável Governo Bolsonaro. Com o PT, ele já sabe que nunca poderá contar.

Responder

    antipaneleiro

    18 de outubro de 2018 às 01h18

    Trabalhismo está morto?? E desde quando -ismos morrem?? Os romanos também achavam que o cristianismo (que na época nem se chamava assim) estava morto, até o imperador romano aderir à religião. As ideias não morrem, podem até mudar de configuração, mas continuam as mesmas. Lutar por igualdade social é tão antigo como usar o fogo para cozinhar os alimentos. certamente o PDT perdeu completamente o rumo, mas não é de hoje. Afinal, alguns de seus congressistas votaram pelo golpe. Não entendo essa raiva que tem do PT. Nota-se que o PDT perdeu o rumo após Brizola, assim como o PT perderá o rumo sem Lula, pois, apesar do ódio da classe média às lideranças políticas (populismo), desde o império romano (e até antes disso!!) as grandes mudanças sociais são implementadas por pessoas e não por “ismos”!! Bismarck era conservador, mas criou uma legislação trabalhista. Blair era trabalhista, mas não melhorou a situação da classe trabalhadora e participou da farsa dos “armamentos de destruição em massa”.

    Responder

      Paulo

      18 de outubro de 2018 às 01h31

      Eu não tenho raiva nenhuma do PT. Embora não concorde com os dogmas do Partido. Apenas ponto de vista, meu caro!

      Responder

JOÃO BATISTA

17 de outubro de 2018 às 20h14

Ótimo!
Quem está filiado e candidato pelo PDT tem que seguir seu estatuto.
Expulsão para todos que o descumprirem.
Se cobramos dos outros, temos que dar o exemplo!
Coerência!

Responder

Eduardo

17 de outubro de 2018 às 20h07

É o mínimo que o PDT do saudoso Leonel Brizola (em seu tempo o PDT era um verdadeiro partido trabalhista).Seu Lupi o senhor não tem a menor condição de ser o condutor de um partido (no Rio de Janeiro o partido na época do Brizola era exemplo para o Brasil) que foi a bandeira de luta do Brizola depois de muitos anos de exílio para não ser torturado ou morto por aquela ditadura perversa.O mesmo não tenho dúvida se vivo iria se referir a Bolsonaro como o filhote da ditadura.

Responder

    JOÃO BATISTA

    17 de outubro de 2018 às 20h17

    Filie-se e milite, apresente argumentos e dispute convenção.
    Precisamos de filiados que pratiquem os valores do PDT.

    Responder

Elvis

17 de outubro de 2018 às 20h06

Esse é o partido que ia mudar o mundo. Partido muito melhor que o PT.
Quem se omite, depois nao pode falar nada.
Se se omite e porque apoia o adversário. Acho ruim querer cobrar ética dos outros sendo que o próprio PDT e sua linha de frente apoiam veladamente o Bolsonaro.
Ciro nunca me enganou que é um social democrata tucano.
Ciro tem 12% + 5% + 1% no máximo. Apoiando o PT ele teria um capital futuro de 12% + 42%.
Simplesmente está destruindo a si próprio.

Responder

    JOÃO BATISTA

    17 de outubro de 2018 às 20h20

    Ciro não é filiado ao pt, não tem que seguir as diretrizes do partido.
    O PDT, partido a que Ciro está filiado, manifestou, expressamente, apoio a haddad.

    Responder

    CezarR

    17 de outubro de 2018 às 22h24

    E quando seria esse apoio? Dia de São Nunca?

    Responder

    Ultra Mario

    17 de outubro de 2018 às 23h55

    Sem nem fazer nada o Ciro está transferindo uma maior % de votos do que o Lula.

    Sabe por que? Porque seus eleitores não foram tratados como um rebanho.

    No dia que o PT tiver metade desse respeito pelos seus próprios eleitores, talvez volte a presidência. Até lá, que aprenda a tratar eleitor como gente e não como animal!

    Responder

      Potigucho

      18 de outubro de 2018 às 22h29

      Mais um a falar com a voz do ressentimento e não da razão.
      O Ciro atingiu sua maior votação histórica, ele também já beneficiando-se da debandada final dos”marinistas”, merecidamente com menos votos que o folclórico Dalciolo. Marina achou seu lugar na história política e de lá não sairá. Há quase um consenso nacional de que seu destino foi selado pelo apoio que deu a Aécio, em 2014. Distanciou-se da trajetória que seria natural a seus eleitores, e não conseguiu transferir seus votos. Desde lá, só fez perde-los.
      Ciro, legitimamente buscando preservar seu patrimônio eleitoral, encontrou uma saída digna e honrosa, no “apoio crítico” e viajou, o que, justificadamente, muitos petistas qualificam como “apoio omisso”. Mais digna que a de FHC e os social-democratas do PSDB (poucos, já), escondendo-se atrás de metáforas, de “portas enferrujadas”.

      Não foi Lula que tratou seus eleitores como rebanho, um termo que soubeste aproveitar bem da direita fascista, quando refere-se aos nordestinos. Nisso, aliás, trais donde abeberas tuas idéias.
      Não foi Lula quem agendou um calendário-midiático-policial-judiciário que atingisse a candidatura justo no momento eleitoral mais conveniente aos inimigos.

      Mais um a falar com a voz do ressentimento e não da razão.
      Isso, infelizmente, vejo também aqui no blog, no geralmente ótimo texto de Miguel do Rosário, hoje contaminados pelo ressentimento, capaz de classificar como “reforço de apoio” ao inqualificável discurso de Cid na reunião do PT. Mas isto é outro assunto, pelo qual, acredito, Ciro será o mais onerado políticamente.

      Lula saiu do governo com um nível quase inacreditável de aprovação, de 85% entre ótimo e bom e se ainda tinha preferência de 40% dos eleitores antes da prisão, e esta defasagem entre este número e o Haddad no 1º turmo, depois de meses de campanha suja da mídia e do adversário, não poderia chamar-se isso de fracasso de transferência. Não busquei pesquisas de antes da votação, mas antes de saires a fazer afirmações levianas, seria interessante buscar comparação entre os eleitores que já declaravam voto em Haddad no 2º e compará-lo com o crescimento de Haddad, com a saída dos demais candidatos.

      Os eleitores de Lula, encontravam-se aqueles por gratidão por benefícios pessoais recebidos ou – mais raros estes, vamos reconhecer – ideológicos. É este o eleitor que não precisa de indicador de voto e, dentro do próprio PDT agora já se manifesta indignado pelo “reforço de apoio” prestado por Cid e outros que distilam sua bílis por aqui.
      Cid tava o quê? Tava cheirado, é? já não faltam más-linguas…

      Todos os partidos brasileiros saem muito abalados deste processo, à exceção justamente do que não considera partidos importantes (“o meu é o Brasil”).
      O PDT vai ter que lidar com seus bolsonaristas declarados, como Carlos Eduardo Alves, candidato a governador do RN, acionista da retransmissora da Globo aqui no RN…

      Responder

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