O depoimento de Lula à juíza Gabriela Hardt

Orlando Silva: “Vitória teria sido possível com frente mais ampla”

Por Miguel do Rosário

01 de novembro de 2018 : 18h46

Oposição, defesa do Brasil e da democracia

Por Orlando Silva

As eleições do último domingo marcaram o encerramento de um ciclo no país. A vitória eleitoral de forças políticas com visão ultraliberal na economia, ultraconservadora nos costumes e com viés autoritário na política projeta dias difíceis para a Nação e o povo. Mais do que nunca, será fundamental a conformação de uma oposição ampla, coesa, aguerrida e qualificada, seja no parlamento, nos movimentos populares ou na academia.

Às forças democráticas cabe extrair lições da derrota e projetar a resistência. Como sempre apontamos, a vitória teria sido possível desde que se aglutinasse uma frente mais ampla para defender o Brasil, a democracia e os direitos sociais. Não foi possível para a eleição, mas será vital para impedir a ruína do país.

Ao contrário do que projetaram ao fim do 1º turno, as forças do atraso não receberam um cheque em branco da população. O campo democrático foi ampliado por mais de 15 milhões de votos no 2º turno, justamente quando conseguiu se contrapor ao arbítrio e à negação de direitos representada pela candidatura da extrema direita.

Os 47 milhões de votos obtidos – quase 45% do eleitorado – foram resultado do revolvimento da consciência democrática nacional, extrapolando partidos e lideranças políticas. Esses eleitores não têm “dono” e não estão à procura de um líder, mas ávidos por ser parte de um projeto de Nação.

É esse o ponto de partida para a luta por um projeto para o país, que em tudo difere do que é representado pelo presidente eleito.

No lugar do autoritarismo, a defesa da mais ampla democracia; contra o arbítrio e o ódio, a defesa do Estado Democrático de Direito e dos direitos civis. Contra a censura e a perseguição, a liberdade de expressão, a autonomia universitária e a liberdade de cátedra. Contra a entrega das riquezas do país e as ameaças aos países sul-americanos, o desenvolvimento nacional soberano e a valorização da paz. Contra a concentração de renda e as desigualdades sociais, emprego, educação, saúde e inclusão social.

As medidas iniciais apontadas pelo governo eleito chocam pelo improviso e superficialidade. Apenas tendem a agravar os conflitos no campo e reduzir mercados do nosso agronegócio. Apenas tendem a ampliar a hipertrofia do setor financeiro, para a agonia da indústria. A elas, a oposição deve se contrapor no Parlamento e na luta popular.

Por fim, no movimento democrático que trabalhamos para forjar não haverá espaço para hegemonismos ou imposições. E as portas estarão sempre abertas. As enormes dificuldades que o Brasil atravessará para garantir a sobrevivência da democracia só poderão ser enfrentadas com unidade verdadeira, busca incessante pelo diálogo e pela amplitude, respeito às diferenças e generosidade das forças políticas.

Pensando assim, sugerimos uma articulação das bancadas do PCdoB, PSB e PDT na Câmara dos Deputados. Um ponto de partida para qualificar uma oposição firme ao futuro governo de Jair Bolsonaro, ao tempo em que defenderemos a democracia e o Parlamento, que deve ter uma agenda que sirva ao Brasil e à superação de tão dramático quadro social, econômico e político que vivemos.

Deputado Federal Orlando Silva, líder do PCdoB na Câmara dos Deputados

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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35 comentários

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niveo souza

05 de novembro de 2018 às 08h17

A tragédia brasileira é que as esquerdas ficam discutindo assuntos conceituais e esquecem que a primeira coisa é garantir a ida para o poder. E desunida sempre perde. E quando chegou ao poder, fez a tal da conciliação por cima, sem o povo e, deu no que deu.

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Sidney Seabra

03 de novembro de 2018 às 12h36

É muito artigo, muita teoria e pouca ação.
A fala do Mano Brawn foi contundente. O PT precisa voltar para a sua base. Ouvir mais todo o povo, inclusive a classe média.
O pt precisa eliminar políticos corruptos do partido. Sem isso será difícil conquistar o eleitorado que perdeu. É inegável a corrupção.
A frente de resistência começou muito mal. Ciro quer atuar sozinho e vai se ferrar. Ele não tem força para sozinho fazer oposição e muito menos para se eleger em 2022.
Não adianta criticar o Boff, Ele, Ciro, cometeu vários erros durante a campanha.
O Lula errou, errou, prejudicou o Ciro, prejudicou. Mas o Ciro cometeu erros primários para um politico tão experiente. A imprensa colocou um punhado de casca de banana no caminho do Ciro e ele para agradar a mídia e parte do público caiu como um patinho.
Outro erro, ao meu modo de ver, foi tentar aliança com o DEM, o antigo PFL – partido da frente ‘latifundiária.’ Alguns partidos do centrão são antipovo, antipobre, e totalmente de direita, de centro nao tem nada. Tentar se unir com isso deve mais tirar voto do que ganhar.
Desunidos em 2022 é outra derrota. O Lula ganha, mas Haddad, Ciro não tem o carisma do lula.
Se o Lula ofereceu a oportunidade do Ciro ser vice e saindo o Lula do pareo ele ser o candidato a presidente por que o Ciro não aceitou ? Se aconteceu dessa maneira mesmo ele não pode reclamar muito do lula não. Ele que foi covarde.
Pensei que o Lula ofereceu o vice a Ciro e em caso do lula ser barrado pela justiça o Haddad entraria no lugar do lula e o Ciro continuaria vice. Aí não tinha como aceitar mesmo.

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    Paulo

    03 de novembro de 2018 às 21h49

    Como o PT vai eliminar a corrupção se ela está profundamente entranhada no Partido? A política da cooptação do centro e da direita cooptáveis, para obter governabilidade, e a própria sordidez que Lula já carrega desde a época do Sindicato dos Metalúrgicos (quando se apresentava nas empresas pedindo dinheiro para o Sindicato, a fim de evitar ou estancar greves), são difíceis de superar a não ser que o PT supere o próprio Lula, Zé Dirceu, etc. Ou seja, muito difícil. Não sei nem mesmo se o PT sobreviverá a Lula…

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Franco

03 de novembro de 2018 às 11h37

Que contraponto há de se esperar se os adesistas de todos os governos já se preparam para apoiar os novos mandatários? Frente ampla terão eles, para aprovar os pacotes de maldades que já tem prontos para encaminhar a partir de 1º de janeiro de 2019, a começar pela extinção da previdência social, da completa e cruel validação da “Consolidação das Obrigações Trabalhistas – COT” sem garantias ou direitos, e do estabelecimento de um estado despótico e opressor.

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J.Czar

03 de novembro de 2018 às 02h05

Essas forças políticas (ultraliberal, ultraconservadora e autoritária) tem um elemento que dã liga à sua unidade, que é o antiesquerdismo. Este cimento não é um simples antipetismo; mas um medo impulsionado pela propaganda anticomunista que não cessa nas igrejas, nas escolas privadas, nos quarteis, na maçonaria, etc. Expressa-se pelo vocábulo ‘antipetismo’ porque o PT é a realidade sensível que representa as esquerdas como força eficaz na disputa pelo poder político.
Qualquer candidatura do campo da esquerda (Haddad, Ciro, Boulos – e até Marina, pela origem) seria repelida pelo polo que se aglutinou na candidatura Bolsonaro, com a mesma intensidade de repulsa que a demonização da mídia concentrou sobre o governo do PT.
A esquerda nunca se uniu no primeiro turno, investindo no crescimento das siglas menores no vácuo que a demonização midiática faz sobre a esquerda competitiva (PT e seus aliados). Na verdade, nas eleições anteriores, nem no segunto turno, pregando voto nulo, branco ou abstenção. O PT tinha que se virar nos 30 com o centrão.
Nesta eleição, havia mais um bom motivo para não se unirem: Lula estaria abatido, imóvel e calado pela lava jato. O campo estava limpo, daí a grande quantidade de candidatos, também à direta. Até o PCdoB ensaiou um voo solo, só recuando quando a realidade dos números das pesquisas revelou a grandeza dos riscos. O ensaio de formar uma frente ampla de esquerda tinha em mira a força que a Mìdia e a Justiça emprestavam ao candidato do PSDB, não a Bolsonaro. Este não contava, não agregaria aliados, não tinha projeto para o País e estaria inviabilizado pelo altíssimo indice de rejeição. O adversário seria Alkmin, com apoio do centrão e um tempão de longa metragem na propaganda eleitoral gratuita do rádio e TV. Bozo já tinha alcançado o teto, enquanto Haddad rapidamente corria para ultrapassa-lo no índice de preferência. Veio a facada, a cirurgia, a internação, o silêncio. E os debates perderam o sentido e proveito eleitoral. O Whatsapp transformou obsoleta propaganda gratuita e os marqueteiros.
Só depois do susto que a vitória de Bolsonaro causou, cresceu nas lideranças e na sociedade civil o convencimento sobre a necessidade de se formar uma frente ampla para enfrentar a barbárie e o autoritarismo moralista. Resposta aos fatos conhecidos, não à retórica protocolar.
A necessidade de se mater a frente ampla da eleição decorre dos efeitos da vitória: montar um governo que garanta pelo menos mais 12 anos de autoritarismo, ultraliberalismo e obscurantismo – 4 de Bolsonaro e 8 de Moro, se houver conveniência à leitura do regime.
Então, essa aliança não pode ter por parâmetro de construção questões ligadas a temas de ‘hegemonia’, ‘liderança’, ‘culpado’, ‘individualismo’, etc etc etc, que são sobrevivências dos escombros causados pela vitória do autoritarismo sobre a democracia. Esse autoritarismo que é resposta adequada ao assombro que a violência, a criminalidade, a corrupção e as liberalidades em relação aos costumes – mais que a angústia do desemprego – impuseram na forma de medo, de insegurança e de ódio ao espírito das pessoas, do senso comum.

Repensar a construção do futuro do País na dimensão de todos os seus problemas. Este o sentido mais profundo da tarefa que está reservada a todos os democratas nesta hora. Frente ampla de oposição sem PT e sem PSOL não é ampla, não é frente e nem será oposição qualificada.
Vamos assumir responsabilidades. Todos, sem frescura, sem mi mi mi.

Responder

J.Czar

03 de novembro de 2018 às 02h02

.Essas forças políticas (ultraliberal, ultraconservadora e autoritária) tem um elemento que dã liga à sua unidade, que é o antiesquerdismo. Este cimento não é um simples antipetismo; mas um medo impulsionado pela propaganda anticomunista que não cessa nas igrejas, nas escolas privadas, nos quarteis, na maçonaria, etc. Expressa-se pelo vocábulo ‘antipetismo’ porque o PT é a realidade sensível que representa as esquerdas como força eficaz na disputa pelo poder político.
Qualquer candidatura do campo da esquerda (Haddad, Ciro, Boulos – e até Marina, pela origem) seria repelida pelo polo que se aglutinou na candidatura Bolsonaro, com a mesma intensidade de repulsa que a demonização da mídia concentrou sobre o governo do PT.
A esquerda nunca se uniu no primeiro turno, investindo no crescimento das siglas menores no vácuo que a demonização midiática faz sobre a esquerda competitiva (PT e seus aliados). Na verdade, nas eleições anteriores, nem no segunto turno, pregando voto nulo, branco ou abstenção. O PT tinha que se virar nos 30 com o centrão.
Nesta eleição, havia mais um bom motivo para não se unirem: Lula estaria abatido, imóvel e calado pela lava jato. O campo estava limpo, daí a grande quantidade de candidatos, também à direta. Até o PCdoB ensaiou um voo solo, só recuando quando a realidade dos numerso das pesquisas revelaram a grandeza dos riscos. O ensaio de formar uma frente ampla de esquerda tinha em mira a força que a Mìdia e a Justiça emprestavam ao candidato do PSDB, não a Bolsonaro. Este não contava, não agregaria aliados, não tinha projeto para o País e estaria inviabilizado pelo altíssimo indice de rejeição. O adversário seria Alkmin, com apoio do centrão e um tempão de longa metragem na propaganda eleitoral gratuita do rádio e TV. Bozo já tinha alcançado o teto, enquanto Haddad rapidamente corria para ultrapassa-lo no índice de preferencia. Veio a facada, a cirurgia, a internação, o silêncio. E os debates perderam o sentido e proveito eleitoral. O Whatsapp transformou obsoleta propaganda gratuita e os marqueteiros.
Só depois do susto que a vitória de Bolsonaro causou, cresceu nas lideranças e na sociedade civil o convencimento sobre a necessidade de se formar uma frente ampla para enfrentar a barbárie e o autoritarismo moralista. Resposta aos fatos conhecidos, não à retórica protocolar.
A necessidade de se mater a frente ampla da eleição decorre dos efeitos da vitória: montar um governo que garanta pelo menos mais 12 anos de autoritarismo, ultraliberalismo e obscurantismo – 4 de Bolsonaro e 8 de Moro, se houver conveniência à leitura do regime.
Então, essa aliança não pode ter por parâmetro de construção questões ligadas a temas de ‘hegemonia’, ‘liderança’, ‘culpado’, ‘individualismo’, etc etc etc, que são sobrevivências dos escombros causados pela vitória do autoritarismo sobre a democracia. Esse autoritarismo que é resposta adequada ao assombro que a violência, a criminalidade, a corrupção e as liberalidades em relação aos costumes – mais que a angústia do desemprego – impuseram na forma de medo, de insegurança e de ódio ao espírito das pessoas, do senso comum.
Repensar a construção do futuro do País na dimensão de todos os seus problemas. Este o sentido mais profundo da tarefa que está reservada a todos os democratas nesta hora. Frente ampla de oposição sem PT e sem PSOL não é ampla, não é frente e nem será oposição qualificada.
Vamos assumir responsabilidades. Todos, sem frescura, sem mimimi.

Responder

Gustavo

02 de novembro de 2018 às 23h32

Orlando Silva costuma trocar as bolas em suas ações e pronunciamentos.

Em 2008 fez uma confusão com os cartões corporativos e disse ter comprado uma tapioca por engano. Durante a defesa de Dilma disse estar certo de que aqueles que queriam o afastamento de Dilma não tinham os votos necessários e parece-me que errou pra muito.

Estaria ele certo dessa vez ?

A frente ampla é muito necessária com toda a certeza. É preciso fazer o contraponto com as ideias e a bancada do PSL. Só espero que seja uma frente analítica e propositiva e não apenas aquela que veta sem nem analisar apenas porque é pauta do adversário

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Deusdedit Leal da Silva

02 de novembro de 2018 às 16h49

Uma pena Orlandinho no Brasil não tem lugar mais para o comunismo e o marxismo disfarçados de democracia. Não estamos interessado nas suas doutrinas, retrogradas do ano de 1814. : – Capital e mais valia.. Concepção Errônea da Economia Politica Sobre A Reprodução Ampliada. A. Smith e KARL Marx . Mudam os seus conceitos.Acabou vai todo mundo ter que trabalhar.Quem acabaram com o país foram vocês um bando de ladrões, por onde passaram não respeitaram as instituições publicas. Acabou o cavalo que você a sua esquerda estavam montados tiveram que apear para não dizer cairão do cavalo chamado Brasil.Pode chorar o choro é livres. O Brasil merece respeito. A retórica da esquerda é muito mimi.

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    Ultra Mario

    02 de novembro de 2018 às 19h08

    Meu Deus, cala a boca com essa besteira de comunismo e marxismo. Vocês nem sequer sabem o que é isso.

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    Dimas

    02 de novembro de 2018 às 19h49

    Um analfabeto querendo dar liçoes. Voce não se enxerga? Teu negócio é Frota, é Guedes, é essa turma de desclassificados liderados por um energumeno.

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Juticeiro

02 de novembro de 2018 às 16h36

C dê meu comentário anterior, Miguel? Será que dá pra publicar?

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Sandra rota

02 de novembro de 2018 às 16h31

Sugiro aos senhores deputados que proponham projeto de lei elecando entre as condutas vedadas aos agentes públicos em campanha eleitoral o uso de qualquer tipo de processo judicial, pois nestas eleições os alvos foram lula e a campanha de haddad, nas próximas eleições os alvos podem ser qualquer um deles.

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Ricardo

02 de novembro de 2018 às 14h46

Bolsonaro terá apoio de quase 60 milhões de Brasileiros; de toda comunidade internacional; fara um gkverno de combate a corrupçāo diminuindo a máquina pública e privatizando empresas e serviços hoje a cargo do Estado. Se o pais conhecer um novo ciclo de crescimento com pleno emprego, renda, diminuicāo da violência e tudo mais o que é esperado vai ser dificil a volta da esquerda ao poder

Responder

Wilton Santos

02 de novembro de 2018 às 12h40

Não cara pálida! A vitória teria sido possível se o Poder Judiciário não tivesse sido omisso com a campanha suja da direita e seu financiamento criminoso da campanha via whatsapp. Essa foi a campanha eleitoral mais suja da história, os candidatos de esquerda foram difamados, caluniados e injuriados numa proporção nunca vista antes na história.

Foram dezenas de milhões de postagens realizadas por robôs que invadiram os celulares dos brasileiros. Como explicar a derrota do Requião, Suplicy, Dilma, Lindbergh, Vanessa Grazziotin ao senado, sendo que esses candidatos estavam virtualmente eleitos.

Essa declaração do Orlando Silva é pura desonestidade intelectual e má-fé. É uma forma covarde de atacar o PT e o Lula e imputa-lhes a derrota. É como culpar a vítima pelo estupro. A esquerda perdeu porque a direita jogou sujo.

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Justiceiro

02 de novembro de 2018 às 09h51

Bahhhh. chororô de perdedor.

Você poderiam criar a frente que quisesse que seriam derrotados do mesmo jeito. Quem derrotou vocês foi o antipetismo, a nojeira com presidiário sendo candidato, com um candidato de araque, que não tinha a mínima vergonha em visitar o presidiário toda segunda-feira pra pedir sua bênção e pergunta o que fazer, um candidato que não mostrava a sua cara, mostrava uma máscara.

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paulo de tarso celebrone

01 de novembro de 2018 às 23h05

Se consideram um erro não ter-se construído a tal frente democrática, estarão cometendo outro tentando isolar o maior partido de esquerda do Brasil dessa frente ampla. Não embarquem nesse canto-de-sereia de quem lavou as mãos no segundo turno, além claro de não defender de forma enfática a injustiça da prisão do ex-presidente Lula.

Responder

    Paulo

    01 de novembro de 2018 às 23h33

    Interessante. Considero a prisão do ex-presidente Lula justa e adequada, inclusive na dosimetria da pena, mas é oportuno lembrar aos brasucas que a esquerda ainda é minoria…mesmo somados os petistas.

    Responder

    Olavo

    02 de novembro de 2018 às 08h20

    Tenho certeza que o PCdoB vai contribuir muito para a consolidação da frente democrática com seus milhares de militantes, com sua assombrosa estrutura, com seu gigantesco poderio financeiro, sua capilaridade no território nacional e grande influência nos movimentos sociais e sindical.

    Responder

      Marcos Videira

      02 de novembro de 2018 às 12h52

      OLAVO: vocês petistas já ofenderam e xingaram Ciro de todas as formas. Agora, você, ironicamente, desqualifica outro aliado histórico do PT: o PCdoB que deu a vice ao Haddad. Se o PT sozinho é essa força monstruosa, por que Dilma foi tirada da Presidência (não se elegeu ao Senado) e Lula continua preso ? Um pouco de humildade seria bom, em vez dessa arrogância que divide.

      Responder

    devanir marchioli

    02 de novembro de 2018 às 09h07

    Tem que isolar sim o PT, esse partido só o poder para sí e os ouros batam palmas para eles, e cá entre nós, só fizeram merda, fizeram quando estavam no poder, e depois fizeram quando tinha a oportunidade de se juntar ao único candidato de esquerda que tinha chance de vencer as eleições. Agora o mais sensato a fazer e deixarem que caminhem com suas próprias pernas, e se quiserem compor a Frente Ampla pela democracia, que aceitem nossos termos, ou fiquem sozinhos e isolados como sempre quiseram…………………….

    Responder

    Marcos Videira

    02 de novembro de 2018 às 12h59

    Não é isolar, Paulo. Trata-se de ter dignidade e não mais aceitar imposições hegemônicas arrogantes como a que levou à legitimação pelo voto de um ignorante fascista. Um erro político estrondoso e que está sendo escondido dos democratas. Leia o artigo “Domingo Sangrento” de Ricardo Cappelli (está na internet) e você entenderá o porquê dessa posição do PCdoB, PSB e PDT. A verdade liberta! Confio em sua capacidade de reflexão e senso crítico. Precisamos unir forças, não de tutores.

    Responder

      Olavo

      03 de novembro de 2018 às 15h26

      Tolinho. O PDT e o PSB estarão fazendo parte do governo nazista antes do meio do ano que vem ou compondo em alianças regionais com o partido do capitão, são partidos sem ideologia e com boa parte de seus integrantes famintos por cargos públicos.

      Quanto ao ciro foi o próprio que se inviabilizou, tivesse ido ao sindicato na condição de simples democrata poderia ter saído como o nome da esquerda, além do mais se ofereceu à globo e ao stabelichment como candidato noves fora ter puxado o saco do moro apoiando a condenação de Lula.

      Gostem ou não da ideia o PT é a única força política que realmente bota medo na direita brasileira, por isso é combatido sem tréguas por todos seus representantes (mídia, judiciário, maçonaria, forças armadas, MP, polícias, mercado financeiro etc.)

      Qualquer outra agremiação que tivesse sido bombardeada por todas essas forças por tanto tempo já teria sido totalmente aniquilada, entretanto, o PT ainda fez a maior bancada do congresso sob fogo intenso.

      Responder

    Ultra Mario

    02 de novembro de 2018 às 19h10

    mimimi maior partido de esquerda

    adiantou de que? Perdeu pra um boçal que nem plano de governo tinha. Continua nesse fanatismo aí se quiser mais 20 anos de Bolsonaro.

    Responder

Paulo

01 de novembro de 2018 às 21h14

Não sei se Lula teria ganho do Capitão. Quando muito, o placar seria mais apertado…

Responder

    Nilo Ramos

    02 de novembro de 2018 às 00h51

    E isso quer dizer o que? Que só o Ciro ganharia?

    Responder

      devanir marchioli

      02 de novembro de 2018 às 09h09

      Sim, todas as pesquisas mostravam isso, que Ciro venceria até com certa folga o capitão, mas a fome de poder de Lula e dos burocráticos do PT o impediram.

      Responder

        ari

        02 de novembro de 2018 às 10h25

        Acho um tanto quanto boba essa discussão. De qualquer forma, em momento algum o Ciro foi torpedeado pelos concorrentes e sofreu com a omissão do TSE como o Haddad. Ninguém bombardeia quem não oferece perigo. Lembre-se que houve um momento em que todo mundo ganharia da Besta. De mais a mais, se o Ciro estivesse de fato na disputa, ele não voaria em céu de brigadeiro. Mas acho bobagem ficar nessa discussão que não tem qualquer futuro

        Responder

Marcos Videira

01 de novembro de 2018 às 20h41

Há um forte desejo de participação dos cidadãos democratas que extrapola os partidos. Eu, por exemplo, não aceito imposições hegemônicas que nos conduzem, como gado, para um dilema entre o ruim e o pior.
Que se constitua uma Frente Ampla em defesa da Democracia, e que dela participem todos os cidadãos conscientes da importância da Democracia. Todos são bem-vindos como companheiros. Repudio os que arrogantemente se apresentam como TUTORES do povo.

Responder

    Claudio Trindade

    02 de novembro de 2018 às 08h55

    Isso: vamos dançar a ciranda cirandinha sem partidos de maneira horizontal …ou então vamos esperar o super coroné arretado, aquele q foge quando o jogo pega fogo, nos conduzir para uma frente bem bacana, muito alegre e sem arrogância ! Afinal, arrogante são os outros. Essa turma q nasceu lá em 2013 q adora fazer a dança da chuva vai ficar vilipendiando o Lula o PT até a hora da morte. Seus incautos. Hashtag frente única horizontal bem alegre. Hashtag não esqueçam de convidar os black blocks, passe livre, o freixo, a genro essa turma q não gosta de gente arrogante. #felicidade!

    Responder

    david marques

    02 de novembro de 2018 às 09h11

    Ahhhh tá, mas se Lula mandar, aí você aceita ser comandado como gado né kakakakakakakkakakakakak
    Cada petista otário que aparece por aqui viu…………………………..

    Responder

    Paulo

    02 de novembro de 2018 às 19h26

    A maior tutela é o voto obrigatório. Mas aposto que você é a favor…

    Responder

      Marcos Videira

      02 de novembro de 2018 às 21h16

      Voto obrigatório é tutela ????
      Vai lá e anula ou vota em quem quiser…
      Talvez o melhor seja o voto como direito e não obrigação. Afinal são milhões que anulam…

      Responder

        Paulo

        02 de novembro de 2018 às 22h12

        Exatamente, Marcos! Um direito não pode se transmutar em obrigação, numa democracia, pois, tão-logo vira obrigação, deixa de ser direito. Muitos lutaram e alguns até morreram pela universalização desse direito…

        Responder

fre

01 de novembro de 2018 às 20h01

Um astronauta e engenheiro do ITA (Ciência) para o Ministério da Ciência e Tecnologia.
Um economista para o Ministério da Economia!
Um general para o Ministério da Defesa…
Um juiz especializado e experiente no combate à corrupção e ao crime organizado (além de ser um “soldado” corajoso) como Ministro da Justiça!!!!!
Puxa vida! Que brilhantismo!

Responder

    Katia

    02 de novembro de 2018 às 09h12

    Nosso grande capitão está dando um nó na cabeça de seus opositores, kakakaakakakakak, não sabem mais o que fazer, mais parecem batatas tontas

    Responder

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