Boulos em Recife

Manuela: “Ciro contribuiu para a existência do segundo turno”

Por Miguel do Rosário

04 de novembro de 2018 : 12h55

A candidata a vice na chapa derrotada no segundo turno, Manuela D’Ávila, na primeira entrevista concedida à grande imprensa após a eleição, antes mesmo que fosse perguntada, fez questão de elogiar a campanha de Ciro Gomes:

(…) O Ciro teve uma internet exemplar. Teve pouquíssimo tempo de TV, mas, mesmo assim, conseguia reverberar suas ideias. Ele não tinha essa guerrilha do submundo, da baixaria, dos milhões de reais que financiam os boatos.

Apesar de ter considerado um “equívoco” o não envolvimento de Ciro no segundo turno, a candidata não atribuiu a ele responsabilidade pela derrota. Ao contrário, Manuela disse que não fosse a “participação brilhante” do presidenciável no primeiro turno, não haveria segundo turno:

O Ciro teve uma participação brilhante no primeiro turno e ele foi quem viabilizou também, com seu elevado percentual de votos, o segundo turno. Ciro não contribuiu para nossa derrota. Ele contribuiu para a existência do segundo turno com a campanha que fez até o último dia em alta intensidade. Ele cometeu um equívoco em não se envolver no segundo turno.

Os elogios de Manuela a Ciro devem ser entendidos na conjuntura política. Seu partido, o PCdoB, está formando um bloco político na Câmara dos Deputados com o PDT e PSB, sem o PT, que foi convidado a se unir, mas sem papel de liderança no processo.

Por que isso?

Por que as mais importantes legendas de centro-esquerda deram esse passo para longe do PT?

Quem acompanhou o processo de formação de alianças no primeiro turno sabe o que se trata. O principal quadro do PCdoB, o governador Flavio Dino, junto com outros nomes na Executiva Nacional do partido, defendiam a unidade da esquerda, sob a liderança de Ciro Gomes, em função da impossibilidade de Lula ser candidato.

Em conversas reservadas, Dino assegurava que seus colegas governadores petistas também apoiavam a ideia pois tinham “juízo”.

A posição de Jaques Wagner, nome preferido de Lula para a cabeça da chapa petista, é mais que conhecida: o ex-governador e agora senador eleito sempre defendeu uma aliança do PT com Ciro Gomes.

A ideia de alguns setores do PT e do próprio ex-presidente de uma chapa Lula-Ciro (em entrevista ao Roda Viva, já no segundo turno, Haddad disse que defendia essa ideia) implicaria em enterrar o pedetista no mesmo buraco em que PT e Lula enfiaram Haddad no primeiro turno: tirando-o de entrevistas, sabatinas, debates, e transformando-o num outro “poste” do ex-presidente preso em Curitiba.

O candidato do campo popular precisava ser livre para participar do embate de ideias, e ao mesmo tempo ser visto como alguém independente, com visão própria, e não um preposto de outra liderança.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo de 1º de agosto de 2018, assinada por Marina Dias, uma das principais jornalistas políticas da imprensa brasileira, o próprio ex-presidente Lula, da cadeia, articulou uma série de ações para isolar a candidatura Ciro Gomes.

(…) Lula mandou recados por interlocutores que o visitam frequentemente na prisão e deu aval para decisões terminativas da presidente de seu partido, Gleisi Hoffmann (PR), para pelo menos cinco atos que reverberaram contra Ciro: sinalizou com a vice do PT para Manuela D’Ávila (PC do B) no momento em que o partido era assediado pelo PDT; repreendeu governadores petistas que defendiam aliança com Ciro; assistiu ao PR, de Valdemar Costa Neto, levar o centrão para a órbita de Geraldo Alckmin (PSDB) ao invés de fechar acordo com o PDT (…)

Por fim, nesta quarta-feira (1º), Lula teve participação direta na negociação que neutralizou o PSB na eleição nacional, afastando-o definitivamente de Ciro Gomes.

A decisão final do PCdoB de formar chapa com PT foi tomada nas últimas horas do prazo do TSE para se registrar os nomes das chapas. Orlando Silva, candidato a deputado federal por São Paulo e membro da Executiva Nacional do PCdoB, postou algumas mensagens no Twitter, de que estava indo se encontrar com a Executiva do PT altas horas da noite para que ambos os partidos chegassem a uma decisão. O que houve naquela noite?

Ricardo Cappelli, homem forte do governador Flavio Dino em Brasília, publicou no dia seguinte um artigo doloroso, intitulado “Domingo Sangrento”, em que expunha as entranhas do que havia ocorrido. Trechos do artigo de Cappelli:

(…) Reviravoltas e viradas de mesa, coligações consagradas rompidas à canetada, candidaturas cassadas, convenção anulada na justiça, muitas ameaças e todo tipo de chantagem marcaram a batalha de domingo. Um cavalheiro pode virar um assassino cruel quando o assunto é poder.

Lula exerceu sua força, utilizou o nordeste como quartel general de suas tropas e impôs sua estratégia. Tem uma popularidade espantosa na região. Todos os governadores querem ou necessitam estar ao seu lado.

Ciro ousou questionar a linha definida pelo ex-presidente. Acabou isolado.

Carlos Siqueira, presidente do PSB, expôs a dureza da situação ao Estadão. Responsável pela decisão que retirou Marília Arraes do caminho do governador Paulo Câmara e decapitou Márcio Lacerda em Minas, Siqueira reclamou no jornalão do “sentido exclusivista do PT”.

Se não concorda, por que tomou a decisão de levar seu partido à neutralidade, esfacelando sua identidade nacional? Simples. Emparedado por Lula, não lhe restou alternativa.

O PCdoB viveu situação semelhante. O partido lutou pela unidade. Tinha como resolução a construção de uma Frente Ampla. Acabou compondo uma “frente” com o PT, o PROS e o exótico PCO.

Os comunistas, premidos pelo fantasma da cláusula de barreira e pela força de Lula no nordeste, foram alvo de artilharia de toda sorte. Acabaram obrigados a cuidar da própria sobrevivência apostando na “unidade possível” com as melhores condições para seus objetivos partidários. Tudo legítimo e compreensível.

No recuo imposto, um feito. A vice de Haddad para Manuela, quando Lula for impugnado. O PT não admite que um não petista fale como vice do ex-presidente.

Com movimentos em direção a Ciro e candidatura própria, PSB e PCdoB não agiram por “antipetismo”. Partiram de uma leitura da conjuntura. A mesma que orienta o PDT.

Acreditavam que alguém de outra sigla, com o apoio do PT, teria mais chances. Não estiveram sozinhos nessa jornada. Vozes como Jaques Wagner, jornalistas progressistas, intelectuais e governadores do PT se levantaram na mesma direção.

O que houve de quarta feira para cá? Mudaram de opinião? Não. Acabaram todos subjugados pela impressionante força de Lula.

Para o PDT, o PCdoB e o PSB fica uma lição. Isolados jamais conseguirão liderar um projeto nacional. O PT prefere correr o risco de perder liderando do que ganhar liderado. É legítimo que pense assim. Provou ter força suficiente para impor sua vontade, qualquer que seja ela.

Lula dobrou a esquerda. Terá que provar que, com uma aliança esquálida, preso em Curitiba, consegue repetir a “fórmula Dilma” e levar o ex-prefeito de São Paulo ao Palácio do Planalto. Se obtiver êxito sairá de vez da vida, vivo, para virar uma lenda, um mito.

Se falhar, as gotas de sangue do “domingo sangrento” continuarão a pingar, infelizmente, por um longo tempo.

Abaixo, a íntegra da entrevista de Manuela:

No O Globo

‘Ciro não contribuiu para nossa derrota’, diz Manuela D’Ávila

Candidata a vice na chapa de Fernando Haddad, a deputada do PCdoB reconhece que aliados subestimaram a capacidade eleitoral de Bolsonaro

Por Catarina Alencastro

02/11/2018 – 15:57 / 02/11/2018 – 19:46

BRASÍLIA — Em sua primeira entrevista após a derrota na corrida presidencial, Manuela D’Ávila (PCdoB), vice do petista Fernando Haddad, reconhece, ao GLOBO, que os partidos de esquerda subestimaram o potencial eleitoral de Jair Bolsonaro no segundo turno. A deputada estadual diz que a campanha petista conseguiu estabelecer uma forte conexão com as ruas na reta final da corrida ao Planalto, mas considera que tanto ela quando Haddad deveriam ter retomado a campanha de rua mais cedo após o primeiro turno.

Ao avaliar o comportamento do presidenciável do PDT, Ciro Gomes, no segundo turno, Manuela afirma que foi um “equívoco” o pedetista não ter se engajado na campanha de Haddad. Antecipar a disputa de 2022, diz, é “não compreender a necessidade de estarmos unidos”.

Manuela é mãe de uma menina de dois anos, que viajou com ela a 19 estados durante o processo eleitoral. Nos primeiros compromissos de campanha, ainda amamentava. Ela diz que sua maior contribuição nas eleições foi “mostrar que as mulheres que são mães podem ocupar os espaços públicos”. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Qual é o balanço da eleição?

Foi um processo cheio de particularidades. Teve um desfecho de uma mobilização social muito impressionante, muito bonita. O engajamento de pessoas sem nenhum partido, que nunca tinham se engajado, em defesa de causas muito valiosas, como a democracia e a liberdade. O resultado tem relação com muitos fatores. Lá atrás, em novembro do ano passado, já defendíamos, no PCdoB, uma união de esquerda mais ampla. No final, o desfecho popular foi a construção da unidade que nós não conseguimos fazer nos partidos. Fiz um esforço lá atrás muito grande, dizendo que a unidade não era uma bandeira, que deveria se materializar na prática. E na prática a única que deixou de ser candidata fui eu, o que várias vezes foi criticado de forma machista dizendo que foi um gesto de submissão.

Por que não foi possível construir uma frente ampla de partidos de esquerda?

Os partidos têm as suas posições, que não são incorretas, são as que melhor representam o conjunto da sua militância, mas não tinham a avaliação exata do perigo que representava o adversário. Vários partidos subestimaram a hipótese de o Bolsonaro ir para o segundo turno. Esse nunca foi o meu caso. Eu, desde 2014, voltei para Porto Alegre muito por causa disso. Já percebia que havia uma mudança no tecido social, e que essa mudança teria impactos no processo eleitoral. Há bastante tempo eu dizia que o Bolsonaro era um candidato bastante forte. Quando tu faz essa avaliação, é mais fácil tirar as consequências dela. Se tu acha que esse cenário não é o mais provável, é mais fácil cometer o erro de lançar candidatura e achar que a unidade não é algo tão importante.

Quais foram os principais erros da chapa?

O erro geral foi subestimar o esquema de difusão de mensagens falsas pela internet e o incremento do uso do WhatsApp. Foi um erro não imaginar que esse mecanismo teria um impacto tão intenso na sociedade. Havia a ideia de que as eleições seriam como todas de 1989 para cá. Especialmente na comunicação, que era o formato de grandes partidos, tempo de TV e campanha de rua. Teve quem apostou em TV e partidos, e quem apostou em rua e Internet. O Ciro teve uma internet exemplar. Teve pouquíssimo tempo de TV, mas, mesmo assim, conseguia reverberar suas ideias. Ele não tinha essa guerrilha do submundo, da baixaria, dos milhões de reais que financiam os boatos.

A senhora enxerga erros do PT nesse processo?

Qual a chapa que representava mais renovação do que a nossa? Uma chapa representada por uma mulher com uma trajetória construída sozinha no movimento social e por um professor, que não é um político tradicional. E a questão da temporalidade do lançamento da candidatura do Haddad entra num campo de hipóteses que não têm como serem aferidas. Porque a força do presidente Lula é real, ele era o primeiro colocado nas pesquisas até o dia 17 (de setembro), até ser oficialmente retirado. E a transferência deu certo, nós chegamos ao segundo turno. Muitos diziam que nós não chegaríamos a quatro pontos. O resultado foi positivo.

O quanto a figura do Lula preso prejudicou?

A rejeição do Haddad cresceu em função de uma campanha difamatória que sofremos pela internet, que envolveu milhares e milhares de pessoas. Avaliar a partir de programas de TV o que foi feito, o que foi dito, é não perceber o que aconteceu no processo eleitoral. A TV contou tão pouco que nosso adversário não teve a hombridade de debater e isso não pesou contra ele. Atribuo a rejeição às mentiram bárbaras que foram pregadas. Às vezes tenho a impressão de que as pessoas não têm noção da amplificação que tem uma mentira na internet: 70 perfis que publicaram notícias falsas sobre mim foram compartilhados 300 mil vezes e somam 13 milhões de visualizações. A gente está falando de uma audiência gigantesca.

O PT foi muito cobrado por fazer a autocrítica pelos erros cometidos, o que não aconteceu.

O (governador do Maranhão) Flávio Dino falou uma vez que autocrítica é algo que se faz na prática. E vários pontos foram incorporados pelo programa de governo. Um deles, que conversei com Haddad, era a ausência de incorporação de mecanismos de controle pelas estatais, mecanismos que existem nos ministérios. Isso na prática é uma autocrítica.

O que deveria ter sido feito diferente?

Avalio que a frente ampla deveria ter sido construída. Fiz o que estava ao meu alcance para isso. Acredito que nós, no segundo turno, vimos que havia muita vontade do povo brasileiro de se engajar no processo eleitoral a nosso favor, mas isso aconteceu sobretudo nos últimos dez dias. Acho que a gente poderia ter ido para a rua ainda antes.

O PDT tem dito que não estará ao lado de PT e já começa a se movimentar para 2022.

A primeira coisa que temos que fazer é ouvir o recado das ruas, dos brasileiros e brasileiras que estiveram conosco especialmente no segundo turno. Quero estar com eles. Fazer a disputa de 2022 ou de qualquer coisa que o valha ou de hegemonismo de um partido sobre esse processo é não compreender a necessidade de estarmos unidos para garantir que as liberdades individuais sejam garantidas e a Constituição, resguardada. Todas as outras questões são menores.

O Ciro contribuiu para a derrota de Haddad?

O Ciro teve uma participação brilhante no primeiro turno e ele foi quem viabilizou também, com seu elevado percentual de votos, o segundo turno. Ciro não contribuiu para nossa derrota. Ele contribuiu para a existência do segundo turno com a campanha que fez até o último dia em alta intensidade. Ele cometeu um equívoco em não se envolver no segundo turno.

Na reta final, Mano Brown disse que o PT perdeu a conexão com as ruas. Concorda?

Sim. Não o PT, o foco no PT é errado. Vários segmentos do setor democrático e progressista se descolaram, e a maior parte dos que votaram escolheu o nosso adversário. Não há prova maior do que o resultado das urnas. Se estivéssemos, como campo político, mais próximos da população, isso teria sido mais difícil de acontecer. Claro que a crítica do Brown é válida. Tanto que ele fala explicitamente da comunicação. Se você pensa a campanha a partir da TV e hoje um youtuber tem uma influência maior do que qualquer apresentador de televisão, tem uma dessintonia.

A esquerda vai ter que passar por uma correção de rumos?

A reta final do segundo turno já corrigiu o nosso rumo. É esse o rumo que temos que manter. De muita unidade popular, de uma militância na rua, ouvindo as pessoas, conversando. O movimento de virada de votos foi isso. Um movimento de humildade, de ir, de ouvir, de estabelecer laços, de ser mais compreensivo, de ouvir sobre os equívocos. A reta final para mim é a nossa nova posição.

Qual deve ser o papel do Haddad agora?

Ele vai voltar a dar aula, é o que ele faz, é o que ele fez quando saiu da prefeitura de São Paulo. Mas ele é o grande líder da oposição do Brasil hoje. Esse é o lugar em que a sociedade o colocou. Não sei como ele vai ocupar, não conversei com ele sobre isso. Ele voltou para São Paulo e voltei para Porto Alegre para marcar a banca do meu mestrado.

E a senhora?

Estou terminando o mestrado. Terminei durante a campanha, entreguei minha dissertação no dia do debate da Record, 30 de setembro. Agora só tenho que marcar a banca. Mas vou continuar militando, é o que faço a minha vida toda. Vou trabalhar na área de políticas públicas, sou jornalista, e vou continuar militando. O Brasil precisa que nos organizemos para dar um salto na nossa democracia.

A senhora manifesta muita preocupação com a disseminação de fake news.

Em 2015, vivi o que são as redes de mentira e já alertava que existiam grupos com financiamento não declarado, por não se tratarem de partidos, que construíam essas mentiras potencializadas pelas redes sociais. Para mim, tem um episódio que foi muito emblemático. Minha filha nasceu em agosto de 2015. Antes disso, viajei com meu marido para ele finalizar um disco e pedi uma licença atípica na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul – era uma licença em que eu tinha todos os dias (de salário) descontados. Eu estava grávida. E, por alguma razão, inventaram que eu tinha feito o enxoval em Miami. Eu não conheço Miami. Achei graça. Quando me dei conta, nas redes sociais o debate que começou é se eu tinha direito de fazer um enxoval em Miami ou não. Ou seja: a mentira deu lugar a um debate de pós-verdade.

E a senhora não conseguiu desmentir essa informação?

Nunca ninguém parou para me perguntar se eu tinha feito. Não conheço Miami. Aquilo foi emblemático. Logo depois que a Laura nasceu, ela tinha dois meses, eu tava num show do meu marido e uma mulher me agrediu e acabou agredindo minha filha, que estava presa a mim. A mulher me bateu perguntando se eu tinha comprado o sling (pano com o qual a mãe amarra o bebê em seu corpo) em Miami. Eu tinha que ter comprado em Cuba, porque eu era comunista. Aí me dei conta de que, primeiro, existia alguém que financiava a amplificação da mentira. Porque não existe isso, de um país inteiro debater a falsa compra de um falso enxoval feita numa cidade que eu sequer conheço. Isso não acontece de graça. E, segundo, que o ódio das redes foi para as ruas, porque, se alguém tem coragem de bater num bebê de dois meses… Ali me dei conta da estrutura.

Como foi disputar a eleição com um bebê?

Foi lindo o nível de afeto que a campanha promoveu. Recebi declarações de mulheres, mães, o tempo inteiro. Isso foi muito forte e estimulante. Quando comecei a fazer a minha pré-campanha, a Laura ainda era amamentada e eu não sabia como ia ser, e tinha que levá-la comigo. E muitos questionavam: como assim, ela vai com a criança? Tenho uma filha de dois anos, e não aceito mudar como a educo. Foi algo que, no início, era uma imposição minha, em função da necessidade. E teve uma transformação. A primeira vez que vi isso foi quando desci no aeroporto, em Minas, e a Jô Moraes tinha organizado uma comitiva mirim. Todos os militantes que tinham filhos da idade da Laura levaram os filhos para acompanharem a agenda do dia inteiro. Foi a cena mais emocionante, porque vi que tinha virado um disco. E talvez tenha sido o que de mais importante fiz nesse processo eleitoral: mostrar que as mulheres que são mães podem ocupar os espaços públicos. Porque os espaços públicos nos são tirados quando somos mães de crianças. Por outro lado, por causa dela, mais me impactava a violência que eu sofria.

Qual foi o pior momento da campanha?

Não consigo compreender que tipo de gente faz uma mãe com uma criança no colo ter medo, como alguém consegue gritar com uma mulher com uma criança no colo. O pior momento de toda a eleição foi um dia em que eu estava num hotel em São Paulo tomando café com a Laura e uma mulher começou a gritar coisas horrorosas para mim, e achei que ela ia me bater. E eu não conseguia responder, fiquei com o meu corpo na frente do corpinho dela, com medo de que a mulher batesse nela. E quando a mulher foi embora, eu não sabia o que fazer, pensei em chamar a polícia, pensei no circuito de câmera para identificá-la, porque tinha uma menor junto. E a Laura só me abraçou e falou: “o pão de queijo desse hotel é o melhor de todos, mamãe, fica tranquila”. Faço política desde os 16 anos e nunca vi as pessoas se odiarem tanto por pensarem diferente. Nunca vivi isso. E muito menos com aquilo que é o mais sagrado, que é a maternidade. Então a dor e a delícia de ser quem sou foi isso.

Teve que repensar sua segurança?

Esta foi a sétima eleição que disputei. Nunca tinha mudado a minha rotina. Ando muito a pé em Porto Alegre, quase não dirijo, faço feira toda semana, inclusive com a Laura, nunca deixei de fazer. E nessa reta final da campanha, pela primeira vez na vida, comecei a andar com segurança o tempo inteiro. E fiz pela minha segurança, pela Laura e pelo Guilherme, meu enteado de 15 anos. Quem é político e tem visibilidade te não tem como tirar a camiseta ou o adesivo. A gente é o adesivo. Comecei a andar mais de carro, a andar menos sozinha e passei a andar com o pessoal que trabalha comigo. Mudei bastante. Fui obrigada a fazer porque o nível de violência e beligerância que tomou conta da sociedade brasileira foi muito grande.

O que a senhora espera do governo Bolsonaro?

Torço e desejo profundamente que ele cumpra, e que zelemos todos juntos, pelo texto da Constituição, que é o uniu o povo brasileiro depois de anos muito difíceis que vivemos. É por isso que vou trabalhar.

O que achou do fato de o juiz Sergio Moro ter aceitado o convite para o Ministério da Justiça?

Ao aceitar o convite para ser ministro da Justiça, Sergio Moro decide finalmente tirar a toga para fazer política.

Em 2022 você e Haddad reeditarão essa chapa para a Presidência?

Não sei, vou ser uma quarentona em 2022. Torço para que a gente consiga ter comigo, com Haddad, com Ciro, com Boulos e com centenas de novas lideranças que o Brasil tem um campo mais amplo. Seguirei sendo uma batalhadora dessa ideia: para mim a unidade é o caminho da vitória do povo, sempre.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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44 comentários

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Carlos Pereira

08 de novembro de 2018 às 13h57

A Manu é uma Lady e ao mesmo tempo guerreira, como vice, merecia expulsar o golpista Temer a pontapés. Já não posso falar o mesmo do Ciro: golpista, falastrão, omisso e safado. Ele o irmão dele. Lula é formidável e imbatível no coração do povo brasileiro.

Responder

Matheus Tudor

07 de novembro de 2018 às 08h32

Pelos comentários vejo que se depender dos petistas a esquerda estará morta.

Responder

Ioiô de Iaiá

06 de novembro de 2018 às 17h47

Ciro, o coroné, é representante dele mesmo.

Responder

Carlos

06 de novembro de 2018 às 00h31

Ei Manu……fica quietinha que é melhor…..Mano Brown deu o recado…NÃO ENTENDEU?

Responder

    Filipe

    08 de novembro de 2018 às 17h11

    Se você tivesse o mínimo de bom senso, entenderia o que o Mano Brown quis dizer, mas pelo jeito, deve ser mais um analfabeto funcional.

    Responder

fernando

05 de novembro de 2018 às 23h18

ciro contribuiu para a vitoria do bolsonaro..como a manu tem coragem de sizer uma coisas dessas, pra ver que o golpe trem tentaculos até mna esquerda!!!

Responder

Guto

05 de novembro de 2018 às 20h31

Primeiramente, antes de pretender assumir o protagonismo de liderar uma frente ampla progressista, o Ciro tem que equacionar e resolver o acinte e o despropósito de existir pedetistas que apoiam o Bolsonaro. Já no PT, falem o que quiser, não existe sequer UM que não seja contra Bolsonaro. Isso é coerência e confiabilidade!

Responder

perez

05 de novembro de 2018 às 18h59

Simples e direta, parabéns.

Responder

Aylton Gonçalves

05 de novembro de 2018 às 17h02

Ciro foi um tremendo fdp até o fim, vem batendo na Dilma há muito tempo e também no Lula, depois mirou no Haddad, o que ele queria? ser o arauto da esquerda? e ele é mesmo de esquerda? se como disse um aí que votou no PT por falta de opção e que outros petistas também, então pergunto: Por que a porra do Ciro não foi para o 2º turno? vi o que esse quando no debate defendeu um monte de globos espalhadas pelo Brasil, é apenas um oportunista e um zé mané, p’ra mim é igualzinho ao Bolsonaro.

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degas

05 de novembro de 2018 às 10h33

De que adianta falar do passado? Uma semana ou um ano não faz diferença, a eleição passou, já era. O mesmo se pode dizer sobre o tal de Lula. Está preso, vai ser condenado por outros crimes… incomodou bastante, mas vai ficar para trás. Vamos em frente, tentar corrigir o desastre que o partido desse sujeito deixou.

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Lúcio

05 de novembro de 2018 às 09h59

Petistas não tem noção mesmo, continuam achando que o apoio do Ciro foi determinante pra derrota do Haddad. Aceitem que fizeram cagada.

Responder

sempre Voltaço

05 de novembro de 2018 às 09h30

Dou parabéns a Manuela que se comportou como vice.
Miguel, sou seu fã, pare de defender o ciro, tá pegando mal.
Ele, ciro, é que usou estratégia errada. Se ele defendesse Lula desde a prisão em SBC, com certeza iria para o segundo turno e se elegeria facilmente. Mas preferiu jogar Lula na cova dos Leões, e a bater adoidado no melhor presidente de todos os tempos que o Brasil já teve. O Centrão meteu pé no traseiro dele, o seu irmão cid levantou a bola par o Bozo, falando que o PT ia perder feio, depois o ciro ficou magoado e foi passear em paris, e isso me fez lembrar o dono da bola nas peladas. Virou Marina II, Luiza Helena, CB e outros tantos traíras.

Responder

    Justiceiro

    05 de novembro de 2018 às 09h53

    Vem cá: quer dizer que se Ciro defendesse Lula, iria vencer facilmente? E por que Addad não venceu? Está chamando Addad de [email protected]?

    Cara. Ciro dizia em alto e bom tom que iria indultar Lula se fosse eleito, enquanto Addad gaguejava e nunca disse isso publicamente. durante a campanha. Aliás, escondeu o demiurgo.

    Ciro defendeu Lula mais do que Addad.

    Responder

      sempre Voltaço

      05 de novembro de 2018 às 13h52

      Os Petistas votaram no Haddad por falta de opção, eu sou exemplo disso.
      No primeiro turno os votos do Haddad iriam para o Ciro, se este pelo menos reconhecesse que Lula é preso politico, tão político, que o juizeco agora é Ministro da Justiça…ou da Gestapo como eu prefiro definir.

      Responder

Paulo

05 de novembro de 2018 às 09h18

Manuela D’ávila: “E muito menos com aquilo que é o mais sagrado, que é a maternidade.” Sem mais (é muita alienação da linguagem)…

Responder

Brasileiro da Silva

04 de novembro de 2018 às 20h54

Isso tá parecendo inventário de milionário que tem vários filhos fora do casamento: baixaria total, todos brigando por uma parte da “herança”.

Responder

Dario

04 de novembro de 2018 às 19h42

Uma chapa com uma vice desse naipe não poderia ganhar uma eleição presidencial nunca, seria o fim do Brasil se isso acontecesse

Responder

TRAZIBULO MEIRELES DE SOUSA

04 de novembro de 2018 às 18h40

Ciro Gomes é um despreparado emocionalmente, obteve a votação estimulado pela mídia que não aceita o PT em qualquer eleição.

Responder

    Miguel do Rosário

    04 de novembro de 2018 às 19h16

    Despreparado emocionalmente que já foi prefeito, governador, ministro da fazenda, ministro de lula, deputado estadual, federal? pohan!

    Responder

      ari

      04 de novembro de 2018 às 19h44

      E daí? E ainda por cima, terminou apoiando o Bolsonaro.
      Na minha modesta maneira de ver, ele foi sim fator de dispersão de votos no primeiro turno, terminando por apoiar o Bolsonaro

      Responder

        Darlan Rodrigo Sbrana

        04 de novembro de 2018 às 22h15

        Pois é… Se ele quis apoiar diretamente o Bolsonaro (pelos motivos evidenciados no texto), não vamos saber, pois ele irá continuar negando. Mas uma coisa é certa… Aquele papo de “organização odienta” dita como se tivesse saído da boca do Bonner harmonizou direitinho com a estratégia do Alckmin e da GLOBO, para quem PT e Bolsonaro eram dois lados de uma mesma moeda. No final, talvez por conta da força gravitacional das “fake news”, o que conseguiram fazer, foi jogar no colo do Bolsonaro os votos que eram endereçados ao Lula e agora estavam migrando para o Haddad.

        Ao meu ver, em luta de classe não se dá a outra face. O Lula foi o único a fazer algo por nós das classes trabalhadoras. Ele vai apodrecer na prisão por conta disso. Isso simboliza bem a nossa derrota.

        Responder

carlos jorge dos santos

04 de novembro de 2018 às 18h29

A última frase do filme ‘Advogado do Diabo’ foi de um brilhante Al Pacino, no papel de Lūcifer: “Vaidade, meu pecado favorito”. Foi o PT, Lula e cia. que elegeram o Bolsonaro, por pura vaidade. Não que o PT merecesse ser eleito – não dá pra lavar roupas quando são as mãos que as sujam.

Responder

Sandro

04 de novembro de 2018 às 18h17

Que reportagem SENSACIONAL!!! Obrigado Cafezinho, Miguel!

Responder

Marcos Videira

04 de novembro de 2018 às 14h54

A Frente Ampla que já está se formando não refuta a participação de NINGUÉM (essa é a posição correta). Porém, não aceita mais as imposições do PT com o argumento de que é o maior partido. Isto é verdadeiro e falso ao mesmo tempo. Explico: o PT tinha 68 deputados em 2014 e terá 56 em 2019. Por outro lado, somente a aliança PSB, PCdoB e PDT, que já está apalavrada, terá 69 deputados. Portanto, dois fatos compõem a realidade:
(1) o PT não tem a maioria de deputados no campo da centro-esquerda.
(2) a estratégia de Lula fracassou e legitimou pelo voto um ignorante fascista.
Espero que parem de brigar contra a realidade e, com humildade, formemos um Frente Ampla.

Responder

    Francisco

    04 de novembro de 2018 às 19h24

    Recordar é não esquecer – 2016:

    Bancada do PDT 18 deputados, 6 votaram pelo impeachment.de Dilma.
    Bancada do PSB 31 deputados, 29 votaram pelo impeachment.

    Se ambos os partidos repetissem o que fizeram PSOL, PC do B e PT, votando por unanimidade contra, não teriam conseguido dar o golpe.

    Responder

      moisesdossantos

      11 de novembro de 2018 às 11h11

      Concordo plenamente .

      Responder

Sidnei

04 de novembro de 2018 às 14h45

O Rui Costa Pimenta diz que o Ciro tinha o objetivo de dividir a esquerda.
Diz que ele é golpista….
Começo a achar que é verdade.
Só tem o Lula mesmo.
Triste Brasil que perdeu o rumo, graças ao próprio povo que prefere escolher essa “rempa” de bandidos

Responder

Lamarca

04 de novembro de 2018 às 14h05

Bolsonaro: um monstro projetado pela nossa mídia

Com a vitória de Jair Bolsonaro na eleição presidencial do Brasil no fim de semana, os exilados entre as elites ocidentais estão de novo em vigor. Seu sucesso, como o de Donald Trump, confirmou um preconceito de longa data: que não se pode confiar nas pessoas; que, quando empoderados, eles se comportam como uma multidão impulsionada por desejos primitivos; que as massas não lavadas agora ameaçam derrubar as paredes cuidadosamente construídas da civilização.

https://www.counterpunch.org/2018/11/02/bolsonaro-a-monster-engineered-by-our-media/

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    Benoit

    05 de novembro de 2018 às 07h46

    Se eu entendi bem o que voce quer dizer, acho que voce não entendeu bem o artigo do Jonathan Cook, um autor que eu conheço desde há muitos anos de muitos artigos escritos por ele. Vale sempre a pena ler o que ele escreve.

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Patrice L

04 de novembro de 2018 às 13h54

Ah tá, Cafezinho e a chamada reconfortadora da matéria!

Efeito placebo um 2o turno em que

1) o Ciro telefona ao Haddad chamando-o de presidente enquanto, ao mesmo tempo, seus próximos pregam a renúncia do petista em favor do Ciro

2) o Cid dá aquele ataque histérico aproveitável – e como! – pela campanha do Bolsonazi

3) o Ciro vai descansar em Paris, ao invés de ir pra palanque defender não o PT, mas a democracia e a civilização contra o fascismo

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Tamosai

04 de novembro de 2018 às 13h46

A intriga entre políticos progressistas não vai levar a nada. Tampouco entre blogs e sites progressistas. Discordo dos que tentam desmoralizar o Cafezinho, Tijolaço, Brasil247, Conversaafiada, Intercept Brasil etc. Esses blogs apresentam o melhor jornalismo brasileiro no momento. Cada um tem um viés, mas todos nós temos também. O inimigo comum é antidemocrático e joga sujissimo. É contra ele que precisamos lutar.

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Guto

04 de novembro de 2018 às 13h36

A Manuela teve uma postura bastante cortês e amigável para com um Judas, o qual se mostrou um ser desprezível, egoísta, inconsequente, arrogante e presunçoso. O Pilatos cearense (que nasceu em São Paulo) é um excremento humano, pior do que bosta ( pois bosta, ao menos, serve como adubo). Digo mais: JAMAIS será o candidato que irá unificar as esquerdas e NUNCA será o Presidente deste País. O Ciro não se cria e nem estabelece fora das cercanias do Ceará, muito menos ao pretender se opor ao Lula e ao PT. Fora do Ceará, Ciro é finado!

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    Benoit

    05 de novembro de 2018 às 07h48

    Caso voce não tenha notado, no momento o presidente do Brasil durante anos (a partir de janeiro) é um tal de Bolsonaro, um político de extrema direita.

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      Jaide

      05 de novembro de 2018 às 10h33

      Eis uma observação pertinente.
      Serve tb como uma luva para os apoiadores do Ciro Gomes que pleiteia liderar uma frente oposicionista, mas concentra a sua ira e as suas ácidas críticas no PT e no Lula, sem incomodar o governo recém eleito, quase ignorando medidas e planos polêmicos já anunciados.

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    marco

    05 de novembro de 2018 às 11h48

    Prá começo de conversa , voto no pt, nunca mais; para termino da conversa, pt , nem com rezabrava.

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    Aylton Gonçalves

    05 de novembro de 2018 às 17h05

    Disse tudo!

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RONALDOXXX

04 de novembro de 2018 às 13h25

Podem ir agora no pasquim 247…materia da capa LULA TEM RAZAO…ja estao firmando posicao que de certa forma a derrota pro bolsonaro oficializou o pt como a legitima oposicao ao “Golpe do golpe dentro do golpe pos golpe…rs””

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    Luiz

    04 de novembro de 2018 às 14h22

    Esse artigo e do mesmo Ricardo Capelli citado pelo Miguel acima.

    Não há resistência que não se forme em torno do PT e de Lula (ao menos enquanto ele estiver vivo).

    É o maior partido de esquerda, tem a capacidade de mobilizar as massas, tem apoio da elite intelectual do mundo e tem histórico de serviços prestados, na prática, ao país.

    O PT será naturalmente, o líder da esquerda nesse momento e nos proximos anos. Por tudo que fez e sofreu nos anos passados, e também pela participação no processo politico.

    Ciro sempre foi um oportunista e está agindo como tal desde o início da campanha eleitoral (aliás, age assim desde que o conheci como prefeito de Fortaleza). Todos os seus movimentos têm objetivo pessoal, sempre foi assim.

    Quem mal consegue arregimentar 10% dos votos, não tem cacife para exigir a liderança de nenhum movimento no país. Liderança se conquista, não se pede ou se exige.

    O jogo político foi jogado e assim como Ciro defendeu seus interesses e do PDT, Lula e o PT defenderam os deles (se acertaram ou erraram é outra coisa, mas eles têm o direito de defender o que quiserem).

    Teria muito a contribuir, mas sua agenda pessoal e seu oportunismo não permitirão que se apresente para lutar pela Democracia e pelo país.

    Viveremos um inverno duro e prolongado daqui para frente e definitivamente, Ciro Gomes somente ajudará se parar com esse mimimi e pensar no país e na democracia.

    Apesar de desejar, não acredito que tenha essa grandeza.

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    Marcos Videira

    04 de novembro de 2018 às 14h33

    O site 247 está usando o título do artigo pra valorizar a estratégia de Lula que deu no que deu.
    Leia a análise com postura crítica e verás que as razões de Lula não atendem aos objetivos das forças democráticas, que são muito mais amplas do que o PT.

    Responder

ronaldoxxx

04 de novembro de 2018 às 13h20

Parabens manuela, finalmente alguem martela a verdade na cabeca dos fanaPTcos!!
Sempre falei que o ciro foi o responsavel por bolsonaro nao ter levado no primeiro turno.Mas os miquinhos amestrados que vivem dia inteiro sendo sendo bombardeados por manchetes sensacionalistas e deturbadas do pasquim brasil 247 e diario do centro do centro nao conseguem enxergar um palmo a frente do nariz!!Nao conseguem sair daquela bolha deprimente em que se transformou esses dois pasquim!!
E so pra constar ..a esquerda com certeza ja tem um bloco de oposicao maior que o pt…e o que e melhor…SEM O PT !!

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    Marcos Videira

    04 de novembro de 2018 às 14h51

    A Frente Ampla que já está se formando não refuta a participação de NINGUÉM (essa é a posição correta). Porém, não aceita mais as imposições do PT com o argumento de que é o maior partido. Isto é verdadeiro e falso ao mesmo tempo. Explico: o PT tinha 68 deputados em 2014 e terá 56 em 2019. Por outro lado, somente a aliança PSB, PCdoB e PDT, que já está apalavrada, terá 69 deputados. Portanto, dois fatos compõem a realidade:
    (1) o PT não tem a maioria de deputados no campo da centro-esquerda.
    (2) a estratégia de Lula fracassou e legitimou pelo voto um ignorante fascista.
    Espero que parem de brigar contra a realidade e, com humildade, formemos um Frente Ampla.

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      moisesdossantos

      11 de novembro de 2018 às 10h24

      Frente ampla com Ciro não dá , Ciro não tem paciencia nem com ele mesmo , de dificil relacionamento com o povo , teve tempo para fazer coligações não fez não foi levado para o segundo turno pelo voto do povo , como politico viajante nos momentos que mais se precizava dele coisa que o Brizola não fez , sai muito prejudicado desta eleição , outra PDT em varios lugares apoiando Bolsonaro que quer retirar direitos dos trabalhadores ? para fazer oposição a ele em Brasilia ? este não é o PDT de Brizola .

      Responder

      moisesdossantos

      11 de novembro de 2018 às 10h28

      Frente ampla com Ciro não dá , Ciro não tem paciencia nem com ele mesmo , de dificil relacionamento com o povo , teve tempo para fazer coligações não fez não foi levado para o segundo turno pelo voto do povo , como politico viajante nos momentos que mais se precizava dele coisa que o Brizola não fez , sai muito prejudicado desta eleição , outra PDT em varios lugares apoiando Bolsonaro que quer retirar direitos dos trabalhadores ?

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Valdeci Elias

04 de novembro de 2018 às 13h14

Pra dominar mais rápido o país, Bolsonaro deve jogar baianos, contra cearenses,contra pernambucano. Vai derrotar os adversários um a um.

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