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Bancos embolsaram mais de R$ 354 bilhões em 2017 (enquanto 62% dos brasileiros estão endividados)

Por Miguel do Rosário

08 de novembro de 2018 : 11h30

No Portal da CUT

Enquanto os bancos têm lucros bilionários, 62% dos brasileiros estão endividados

Só com os juros cobrados, os bancos embolsaram mais de R$ 354 bilhões no ano passado. Os juros do cheque especial chegam a 300% ao ano. 10,8% da renda anual das famílias foram usadas para pagamento de juros

Publicado: 08 Novembro, 2018 – 09h00 | Última modificação: 08 Novembro, 2018 – 10h51

Escrito por: Rosely Rocha, especial para Portal CUT

Enquanto 62% dos brasileiros vivem o drama do endividamento e não têm condições de pagar suas contas, os bancos continuam obtendo lucros estratosféricos ano após ano. A explicação para este alto endividamento dos brasileiros são os juros médios cobrados de pessoa física que passam de 52% ao ano, chegando a 280% no cartão de crédito rotativo e mais de 300% no cheque especial.

O valor dos juros pagos pelas pessoas físicas atingiu em 2017, R$ 354,8 bilhões – 17,9% maior que o registrado em 2016. O total pago corresponde a 372 milhões de salários mínimos ou 8,5% de todo o consumo das famílias brasileiras no ano passado.

Isso significa que 10,8% da renda anual das famílias brasileiras foram usadas apenas para o pagamento de juros no ano passado, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

“São recursos que saem dos bolsos das famílias e também das empresas e do governo diretamente para o caixa do setor financeiro”, diz Gustavo Cavarzan, técnico da subseção Dieese da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

Segundo o técnico, “o Brasil tem um dos maiores patamares de spread bancário do mundo”. O spread bancário, explica, é a diferença entre a taxa que os bancos cobram da população nos empréstimos e a taxa que eles pagam para captar nosso dinheiro, como a poupança. “No Brasil, essa diferença é enorme e faz os juros atingirem patamares muito altos, garantindo, assim, o lucro dos bancos mesmo quando a economia não vai bem”, afirma.

De acordo com o técnico, os dois fatores que contribuem para essa situação são: a taxa básica de juros real (Selic) da economia brasileira, que está entre as mais altas do mundo, serve de referência para as taxas cobradas pelos bancos; e a enorme concentração do mercado bancário no Brasil onde cinco bancos controlam mais de 90% das operações e atuam como um oligopólio.

Bancos têm lucros estratosféricos

No ano passado o lucro líquido dos cinco maiores bancos (Bradesco, Itaú, Santander, Caixa e Banco do Brasil) somou R$ 77,4 bilhões, 33,5% a mais do que o registrado em 2016, segundo estudo do Dieese. Já nos nove primeiros meses deste ano, somente os três maiores bancos privados do país (Bradesco, Itaú e Santander) obtiveram R$ 44 bilhões de lucro – um crescimento médio de 10,1% em doze meses, de acordo com a Contraf.

Crédito rotativo

Para tentar reduzir esses níveis de inadimplência, em abril deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN), definiu que o pagamento mínimo da fatura de cartão de crédito passasse a ser estabelecido pelos bancos – anteriormente era obrigatório pagar 15% do saldo total da fatura.

Para Gustavo Cavarzan, a decisão do CNM não foi uma medida consistente para reduzir a taxa básica real de juros da economia, nem atacou o grande poder de oligopólio dos cinco maiores bancos que atuam no Brasil.

“Foi uma medida pontual que atua em uma linha de crédito especifica e não ataca nenhum dos problemas estruturais que explicam porque o patamar geral de juros no Brasil é tão elevado”, afirma o técnico.

Ele aponta que o problema do endividamento é que se dá em condições tão pouco favoráveis de volume, prazo e custo do crédito, que leva parte das pessoas e empresas a inadimplência e outra parte a fazerem um esforço tão grande para pagar suas dívidas que não sobra recursos para consumo e investimento.

“Precisaríamos combinar políticas de renegociação das dívidas atuais em melhores condições e é possível fazer isso utilizando os bancos públicos e políticas de enfrentamento aos fatores estruturais que prejudicam as condições de crédito no país”, afirma o técnico do Dieese/Contraf.

Segundo Gustavo, todo esse endividamento pode representar um freio enorme para impulsionar a atividade econômica do país, já que os juros cobrados pelos bancos das pessoas, das empresas e do governo representam uma espécie de pedágio que todos pagam ao setor financeiro.

“Esse pedágio no Brasil é tão alto que acaba não sobrando recursos para o resto. Portanto os reflexos na economia são claro e absolutamente negativos do ponto de vista do crescimento econômico, da geração de emprego, do aumento da renda”, diz Gustavo.

Taxas cobradas pelos bancos pagam salários de todos os funcionários e ainda sobra dinheiro

Além de pagar juros exorbitantes, os usuários do sistema bancário pagam por tarifas e serviços cada vez mais caras. Em 2017, esses dois itens aumentaram 10% na comparação com o ano anterior, somando R$ 126,4 bilhões. Esse valor varia entre 5% e 72% aos gastos com salários e paga com folga todos os funcionários dos bancos, sem que precisem utilizar suas receitas.

“Nos últimos anos os bancos brasileiros vêm passando por um intenso processo de reestruturação em função da aplicação de novas tecnologias e modelos de organização empresarial que reduziram de forma significativa o número de trabalhadores nessas instituições e isso se mostrou uma fonte adicional de lucro para os bancos, através da redução ou estagnação das suas despesas de pessoal e administrativas”, afirma Gustavo.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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12 comentários

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Nostradamus ( Consultoria política & psiquiátrica )

09 de novembro de 2018 às 18h55

Há exatos cem anos atrás, um século!, que atrasados!, a Alemanha estava exatamente assim… tanto que encheram o Partido Nacional Socialista ( não esquerdista * ) de Hitler com três milhões de marcos… Aqui foram empresários ( Havan etc. )
* sobre isso falaremos outro dia ( é que estou lendo de um professor americano um livro sobre aquele período… as semelhanças, dadas as devidas proporções e distinções é surpreendentemente incrível! )

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Alvaro Fraga

09 de novembro de 2018 às 10h15

O Temer diminuiu bastante os juros que os governos do PT haviam colocado nas alturas, espero que Bolsonaro continue esse bom trabalho.
Os juros altissimos dos Bancos sao o segundo maior inimigo do povo brasileiro, atras apenas dos impostos do governo que chegam a tirar 60% do que o trabalhador ganha todo mes.

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    Gerald

    09 de novembro de 2018 às 13h08

    Deixa de ser trouxa seu anarco capitalista espalhador de fake news.

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    Benoit

    09 de novembro de 2018 às 18h51

    Segundo o histórico indicado por uma tabela do Banco Central do Brasil, as taxas de juros já foram altíssimas, por exemplos em 1997 quando atingiu 45%. Depois de chegarem a valores mais baixo elas voltaram a subir logo no início do governo do Lula (mas chegando a níveis bem mais baixo do que os juros mais altos de épocas passadas). Desde esse início do governo do Lula, em geral as taxas de juro foram diminuindo gradativamente. Não parece haver mérito nenhum do Temer o fato de que as taxas de juro continuaram a tendência estabelecida durante os governos do PT, especialmente dada a crise econômica que vem acompanhando o governo do Temer. Parece que quem fez o trabalho de baixar os juros foram os governos do PT.

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      Benoit

      09 de novembro de 2018 às 18h55

      (É verdade que ainda houve um aumento dos juros nos anos finais da Rousseff. Acho que as pessoas tinham muito medo da inflação e do clima político de agitação que frearam a economia.)

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AZ Botelho Paiva

09 de novembro de 2018 às 01h04

Você diz que foi detectado comentário repetido, mas não postou o meu comentário. O que houve?

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Paulo

08 de novembro de 2018 às 20h20

Só com os juros cobrados em 1 mísero ano, os bancos lucraram quase tudo o que a nefanda Reforma da Previdência do Temerário pretendia, em sua 2ª versão, economizar em 10 anos, à custa da saúde do povo brasileiro, cuja maioria não conseguiria se aposentar (especialmente homens mais pobres).

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Paulo

08 de novembro de 2018 às 20h16

Quando o PT assumiu o Governo, em 2002, a taxa Selic era de 19%…e subiu, durante alguns momentos dos Governos Lula e Dilma…

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AZ Botelho Paiva

08 de novembro de 2018 às 19h19

https://www.ocafezinho.com/2018/11/08/bancos-embolsaram-mais-de-r-354-bilhoes-em-2017-enquanto-62-dos-brasileiros-estao-endividados/

Tudo o que se falou no texto, tem La o seu valor para as pessoas que pensam, e sabem tirar proveito das informações ali contidas. Mas para a grande maioria do nosso povo, onde se concentram uma grande massa de analfabetos funcionais, aqueles que mal sabem ler e escrever, e quando conseguem juntar as palavras, não entendem o enunciado do texto lido. Para estes, é necessário um linguajar mais claro, e objetivo, necessitando por vezes repetir por várias vezes o que foi cansativamente explicado. Estas pessoas precisariam ser reunidas nos seus bairros, em uma igreja que possa oferecer um espaço, ou em uma Sociedade amigos de Bairro, ou em qualquer salão vago que um morador possa ceder para a tal reunião. Obvio que a Municipalidade deveria enviar, a seu soldo, um palestrante capacitado, e sem viés político partidário, para que desse rumo ao tema a ser abordado. No caso em questão, seria Economia Doméstica. Dando ênfase em como evitar tanto o Cheque especial, quanto o Cartão de Débito. Ambos são os que desgraçam com a maior parte das famílias brasileiras, causando por vezes muitas separações de casais. E estas separações são motivadas da seguinte forma: O cidadão um pouco mais esclarecido casa-se com uma jovem despreocupada com as contas a pagar. Talvez pense que o dinheiro caia do Céu. O marido sem ter conhecimento deste seu distúrbio, motivado pelo gasto desenfreado, e para demonstrar confiança na esposa, dá-lhe um cartão de Débito, e deixa o cheque especial jogado em uma gaveta qualquer, a disposição da sua sanha em sair gastando a esmo. É claro que em seguida começam a aparecer as prestações a serem pagas. O marido então a chama para uma conversa, explica-lhe que ele tem contas mais importantes a serem quitadas, tais como água, luz, telefone, impostos, etc. E que despesas supérfluas podem e devem ficar para outra ocasião, depois que todas as contas do mês estiverem quitadas, e se houver alguma sobra de numerário. Ela então passa a mostrar as suas qualidades teatrais, e começa a choramingar, tentando convencê-lo de que ao passar pela loja, não resistiu ao corte e a beleza das peças adquiridas, mas que diante das explicações dele, o marido, estava arrependida, e que o fato não se repetiria. Passado certo tempo, ela volta a cair na tentação do cartão de débito. Chamada as falas, ele representa a mesma liturgia dramática ocorrida na primeira vez. O marido agora um pouco mais nervoso se torna ameaçador. E diz-lhe sem meias palavras: Ou você entra na linha, respeitando o que fora combinado, ou estará contribuindo até mesmo para a nossa separação. Mas é como diz o ditado: “O lobo perde o pelo, mas não perde o vício.” E a cidadã volta a reincidir em outras tantas vezes, até que acontece o que estava previsto. E ambos vão cuidar das suas vidinhas miseráveis. Conheço muitos casos que poderiam ser exemplificados aqui, mas vou expor apenas mais um. É a história de um rapaz que cansado de tanto conversar sobre inadimplência gerada pelas compras de supérfluos, pela sua esposa, tirou-lhe o direito de usar/comprar com o cartão dele. Tempos depois, ele acreditando que ela havia mudado a sua maneira de agir, com o cartão de Crédito nas mãos, voltou a autorizá-la para que voltasse a usá-lo. Ela acreditando que ele, assim como das vezes anteriores, voltaria a perdoá-la, voltou a agir como antes. Inicialmente comprando quinquilharias, e avisando-o que havia usado o seu cartão de débito. E assim foi durante certo tempo. Até que inesperadamente apareceu uma dívida muito alta para os padrões do casal, e que fora parcelada em seis vezes. Claro, ele quis logo saber do que se tratava. Ai começou o costumeiro drama. Primeiro ela alegou que foi um presente que ela havia dado para uma amiga de infância, pela sua entrada na faculdade, mas se negou a dizer quem era. Ele insistiu e ela, manhosa e tarimbada na arte da enganação, disse-lhe que não iria dizer e pronto. Ficaram sem se falar, a não ser o necessário. Porem ele, malandro velho de guerra, desconfiou que, neste mato tem coelho. Contratou um detetive, e acabou descobrindo que o presente era um relógio que fora dado ao seu amante. Sei que vão me perguntar: Como ele sabe de tudo isto? Então para não gerar dúvidas, eu esclareço: Trabalhei durante trinta anos em uma Empresa prestadora de serviços que, quando a conta não era paga na data, quinze dias depois a empresa suspendia o serviço, deixando o cliente ao Deus dará. E como era um dos serviços públicos que o cliente mais necessita dele, quando o marido veio acertar o débito e pedir o restabelecimento do serviço, o atendimento era um pouco demorado, em relação a outros serviços. Então este marido, o traído, como desabafo, me contou a sua triste história. Mas conheço milhares delas, daria até para escrever um livro.

Voltando ao texto Escrito por: Rosely Rocha, especial para Portal CUT, e publicado com muita alegria pelo carioca MIGUEL DO ROSÁRIO, eu notei que no texto faltou falar quem é o maior responsável por todos estes lucros chamados no próprio texto de estratosféricos. Querem mesmo saber? O Responsável é aquela figura que esta presa, e que sempre se vangloriou de dizer que: “Nunca antes na história deste país, os Banqueiros, os Empresários e os Construtores, ganharam tanto dinheiro, como no meu governo.” Fala-se também que: “Precisaríamos combinar políticas de renegociação das dívidas atuais em melhores condições e é possível fazer isso utilizando os bancos públicos Disse os técnicos do Dieese/Contraf.” Querem saber quem é o culpado de grande parte deste povo se tornar inadimplente? Pois é muito simples saber: “Tudo começou nas prefeituras do PT, e outras de partidos chamados de puxadinhos do PT, que viciou os mais espertos a não pagaremos seus impostos em dia, para depois se valerem do perdão da multa da correção monetária, mais o parcelamento da dívida em até 60 vezes. Os bancos, claro, para não perderem, aderiram às negociações de dividas. Enquanto isto os cumpridores de seus deveres, tem que pagar esta taxa exorbitante, para cobrir o que os inadimplentes não pagam. É justo isso? Por falar em DIEESE, eu me lembro de quando o Santo Lula ainda não era Presidente, fazia oposição aos governos que estavam no cargo, dizendo que o salário mínimo pago por ele, era uma vergonha. E que o salário mínimo deveria ser aquele que o DIEESE sempre apresentava no fim do ano. Depois de eleito nunca mais tocou no assunto. Hoje o salário conforme o DIEESE deveria ser de R$3.800. Outra falácia Lulo/petista, se refere a época das eleições. Todos os anos, é a mesma ladainha, para tentarem enganar o povo: “Temos que cobrar imposta das grandes fortunas, e dos rentistas.” Sendo que rentistas somos todos nós que aplicamos as nossas economias, desde os mais humildes até os verdadeiramente donos de grandes fortunas. Eles, os Lulo/petistas, mesmo sabendo que são os bancos os responsáveis pelos juros terem que ser exorbitantes, pois é de onde provem o lucro deles, nunca disseram uma palavra ou fizeram um simples aceno de que poderiam taxá-los em seus lucros. Mas também nunca tiveram peito para taxarem as grande fortunas, pois sabem que o tiro pode sair pela culatra, como já aconteceu na França.

Ao comentarem isto: “Além de pagar juros exorbitantes, os usuários do sistema bancário pagam por tarifas e serviços cada vez mais caras.” Deveriam ter estendido um pouco mais o assunto sobre taxas, e comentarem as taxas de água, de luz, de telefone, do IPTU, Etc. Estas sim sugam o rico dinheiro do povo de uma forma aviltante e não temos a quem recorrer. Vejam um Exemplo a Prefeitura onde eu moro, cobra a taxa do Lixo, de acordo com o tamanho da residência, quando o correto seria cobrar pelo lixo produzido. Parede não produz lixo, quem produz lixo são os moradores da casa. E se as casas mais antigas eram feitas com mais espaço, para acomodar os seus moradores, e hoje de olho no lucro fácil, ele entregam Aptos. com dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço, tudo dentro de uma área de 40 quadrados, não somos nos moradores a mais de 30/40 anos na mesma casa, que temos que arcar com o que eles não podem cobrar destes verdadeiros cubículos. Teria muito mais a acrescentar mas chegou visita, e vamos jantar. Ficará para um próximo texto. Pense. Qualquer duvida “Não” me ligue, Combinado?

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    Benoit

    09 de novembro de 2018 às 10h27

    Não se pode aproveitar nada do que voce escreve. Ler o seu comentário é pura perda de tempo porque voce tem uma compreensão absolutamente superficial das coisas. Voce fica tentando pôr os acentos certos, os pronomes corretos e no fim se esquece de pensar e de se informar um pouco melhor acerca dos assuntos. Voce justifica os “juros extorsivos” porque são a fonte de lucros dos bancos. Na Europa, na Alemanha especificamente, os juros andam por perto de 0%. Voce fala das pessoas endividadas no Brasil e fornece um quadro folclórico ou anedótico desses mecanismos de endividamento que deve ter muito pouco a ver com a realidade. Pois bem, nos EUA, um país que não foi governado pelo PT, que eu saiba, mas talvez eu me engane, houve uma crise de financeira causada por créditos que não podiam ser pagos. A razão para isso em geral foi atribuida à irresponsabilidade de bancos. Os bancos privados que são responsáveis pelos próprios negócios foram então salvos com dinheiro público. Voce entende muito pouco da sociologia, da economia, da política desses assuntos. Eu poderia recomendar livros como The Divide do Jason Hickel para voce começar a se informar um pouco sobre como essas coisas funcionam, mas não acredito que voce tenha grande interesse em se informar melhor.

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gN

08 de novembro de 2018 às 17h08

Nossa passamos a era PT toda com a esquerda calada em relação aos bancos, de repente, voltamos aos anos 90….

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BlueBorne

08 de novembro de 2018 às 12h54

Senado aprova cortes de fundos para saude e educação.
Brasil um pais de TOLOS.

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