Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Elza Fiúza/Agência Brasil

A entrevista a Cid Gomes ao Estadão

Por Miguel do Rosário

20 de novembro de 2018 : 21h45

No Estadão

Entrevista com Cid Gomes, ex-governador do Ceará e senador eleito pelo PDT

‘Nem oposição sistemática nem situação automática’, diz Cid Gomes

Cid Gomes afirma que PDT articula bloco sem recorte ideológico para se contrapor a Bolsonaro e elogia Rodrigo Maia

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2018 | 05h00

Eleito para o Senado com mais de três milhões de votos, o ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT) articula a criação de um bloco que, de início, teria 17 dos 81 senadores, mas poderá unir siglas como Rede, PSB, PPS, PHS e PRB. Na Câmara, o PDT faz um movimento parecido com PSB e PCdoB. O objetivo, segundo ele, é criar um bloco de oposição “programática” ao governo Jair Bolsonaro (PSL) que supere o recorte ideológico da centro-esquerda e aglutine setores do centro e da centro-direita.

“Não é nem oposição sistemática nem situação automática”, disse o senador eleito em entrevista ao Estado. Segundo ele, se o PT, maior partido da oposição, quiser participar, terá que fazer uma “revisão” de sua postura histórica como oposição sistemática.

Cid elogiou Rodrigo Maia (DEM), que, conforme avalia, “inspira estabilidade” e sai na frente na disputa por mais um mandato na presidência da Câmara. Ele descartou apoio neste momento a Renan Calheiros (MDB) para comandar o Senado e disse que seu conterrâneo Tasso Jereissati (PSDB) é um “excelente nome”, mas não o único.

Como o senhor e o PDT vão agir na oposição ao governo de Jair Bolsonaro?

A despeito das críticas à equipe que está sendo formada, nossa disposição é a de fazer uma oposição preocupada com a melhoria do País. Então se aquilo que a gente entende como melhor para o País vier como proposta do governo, terá nosso pronto apoio. E naquilo que a gente não concordar vamos procurar discordar construtivamente oferecendo alternativas e não simplesmente a velha tradição da oposição brasileira, quer seja PT ou PSDB, de apostar no quanto pior melhor. Torcemos para o País dar certo e queremos ajudar para que as coisas entrem nos eixos.

Com quais partidos vocês pretendem se aliar na oposição?

Citar nomes seria restringir. Quem comungar desses mesmos ideais nossos que são, resumidamente, nem oposição sistemática nem situação automática será bem-vindo, será bem-vindo em um esforço de atuação conjunta. Para além disso estamos articulando blocos no Congresso. No Senado este bloco, de partida, teria o PDT, Rede, PSB, PPS, vamos conversar com o PHS e PRB podendo chegar a 17 (senadores) com mais um senador com quem estamos conversando.

Este bloco é para disputar espaço na Mesa Diretora ou para fazer oposição?

Seria para ter uma postura mais repartida, discutida, no Senado. Além disso, este bloco conversará com outros partidos com vistas à participação em comissões técnicas e na Mesa Diretora.

A oposição a Bolsonaro pode ter um recorte que não seja ideológico, que vá além da centro-esquerda?

Não tenho dúvida disso. O comportamento vai e vem do Bolsonaro despertará muitas preocupações na esquerda e na direita. Acho que foi o (Fernando) Collor quem disse que o governo dele deixaria a esquerda perplexa e a direita enfurecida. Os primeiros passos do Bolsonaro são muito parecidos com estes na direção da imponderabilidade. O que não quer dizer, repito, que esteja tudo errado. Só que quero dizer que ele tem tido um comportamento fora do eixo tradicional de esquerda e direita.

Neste sentido é importante que o comando das Casas fique com nomes da política tradicional?

Eu não diria assim. Diria que dada a imponderabilidade de um governo é muito importante que o Legislativo inspire e atue no sentido de dar serenidade e estabilidade ao Estado no sentido amplo dos três Poderes. Isso não quer dizer que seja alguém da política tradicional.

Quais os nomes que o senhor defende para as presidências da Câmara e do Senado?

Prefiro não citar nomes, mas há na Câmara a possibilidade de reeleição do Rodrigo Maia (DEM), o que não acontece no Senado. Então é óbvio que ele é o nome que parte na frente. Ele está neste espectro de centro, de partido que não é nem situação automática, apesar de já ter três quadros escolhidos para o Ministério, nem oposição sistemática. Ele inspira estabilidade, até porque foi essa a postura dele nos dois anos de governo ou desgoverno Temer.

E no Senado?

No Senado imagino que a gente primeiro componha o meio de campo com estas características que já citei e que cada partido também se agrupe em blocos e apresente os nomes.

Renan Calheiros poderia cumprir este papel?

Sinceramente acho que neste momento, não. Não quero fazer disso um movimento a favor de sicrano e contra fulano. Até encontrei com ele lá no Senado e disse que vai chegar muita intriga até ele, mas pode ter certeza que não é essa a intenção. O que nós defendemos é um posicionamento da Casa e alguém com experiência.

Tasso Jereissati é uma opção?

Vou repetir que isso não é um movimento em prol de pessoas, é de um posicionamento, embora seja claro que no final pessoas representarão este posicionamento. O Tasso é um nome excelente, teria o perfil daquilo que se imagina para este lugar, mas certamente não é o único nome.

De que forma vocês pretendem se relacionar com o PT?

Se o PT se afinar com essas ideias, não temos nada contra. Se o PT amadurecer e achar que é razoável sair da posição que lhe é histórica de fazer oposição sistemática, tudo bem, nada a opor.

O PT poderia fazer parte destes blocos?

Desde que faça uma revisão, um mea-culpa do seu posicionamento histórico, que é de fazer oposição sistemática quando não são eles o governo.

Qual será o papel de Ciro neste próximo período?

O partido tem ratificado, já está marcando uma nova reunião para dezembro, o compromisso da atuação e quer que o Ciro seja o protagonista dessa atuação.

O senhor prevê um rearranjo partidário neste próximo período?

Na hora que você tem uma cláusula de desempenho que faz com quem 10, 12 partidos não possam mais ter tempo de televisão nem recurso do Fundo Partidário, isso por si só já é uma partida para um rearranjo partidário. Para além disso, acho que alguns partidos vão passar por processos de discussão internos que poderão levar a cisões e, a partir disso, a outros arranjos partidários. Cito como exemplos o PSDB e o MDB. Acho que estes dois partidos vão ter processos internos de disputa pelo comando e de posicionamento muito fortes que devem descambar para cisões.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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40 comentários

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Tamosai

22 de novembro de 2018 às 06h18

Quem é o Cid Gomes? Se juntar 5 milhões de votos no Brasil inteiro, pode se dar por satisfeito. Ah, fazendo coalizão com o DEM? Pode juntar mais milhões de votos, mas tira uns 2 milhões de quem não concorda com o DEM.

Responder

Vagner

21 de novembro de 2018 às 21h04

Estão fazendo um bloco de centro. Inteligente? Nem tanto por que fazendo composições com Bolsonaro deixarão as ruas para o PT, afinal quem vai sair na rua por uma turma que faz uma coisa destas. Depois não entendem por que o PT é tão forte nas ruas, por que quase venceu uma eleição com um candidato que foi apresentado aos eleitores 21 dias antes do primeiro turno.

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    Miguel do Rosário

    22 de novembro de 2018 às 13h55

    Vagner, obrigado pelo comentário. Mas diga-me uma coisa: forte nas ruas?

    Responder

    Alan Cepile

    22 de novembro de 2018 às 23h50

    Jesus Cristo! PT e ruas sequer combinam numa mesma frase, vamo acordar desse coma petezada!

    Responder

Leonardo Santos

21 de novembro de 2018 às 21h01

Fica a reflexão:

“O Bolsonaro deve estar rezando pra que o PT se fixe na ideia de que vai enfrentar o fascismo e tenha o comando de uma oposição que vai pro confronto. Porque é tudo o que o Bolsonaro precisa, isso alimenta uma dinâmica do governo ‘palanque em movimento’, de manter essa polarização alta e que cria uma espécie de manobra diversionista para as dificuldades que o governo vai enfrentar. Acho que aqui tem uma cilada.(…) é uma oposição relativamente fácil, mais do que fácil, é uma oposição que alimenta o pior lado do governo e que lhe dá munição para reforçar a sua base social”

Sérgio Fausto, aos 25:30

Vale a pena acompanhar toda a discussão do vídeo, entre ele e o Marcos Nobre analisando o governo Bolsonaro às vésperas do 2o turno.

Pra mim essa conclusão da citação só justifica o posicionamento estratégico da oposição diferenciada que o Ciro busca fazer.

https://www.youtube.com/watch?v=p_ffiSc5yE0

Responder

Thiago Melo Teixeira

21 de novembro de 2018 às 19h16

Vá te catá Cid Gomes. (perdoe-me Miguel)

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NeoTupi

21 de novembro de 2018 às 14h57

Cid está acoelhado igual ao Toffoli. Parece até medo de pedra em telhado de vidro: tipo se fizer oposição vira alvo igual aos petistas da lava jato (agora com tudo dominado).
Por enquanto faz menos oposição ao Bozo do que setores da direita que apoiaram o capitão, como o agronegócio criticando os movimentos da política externa, a ala ambientalista da direita neoliberal, a indústria que depende do mercosul e do sul-sul para exportar, e até acionistas da Vale que não querem atritos com a China. Prefeitos de direita que podem não se reeleger ao perder os médicos cubanos.
Sinceramente isso não é oposição. É trair o seu eleitorado. Se os votos que teve foi para um projeto nacional diferente do do Bozo, só teria sentido apoiar algo do Bozo que casasse com esse projeto. Até agora nada casa.

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    Miguel do Rosário

    21 de novembro de 2018 às 15h02

    Não acho que seja isso, Neotupi. Acho que seja interpretar de maneira inteligente o que as urnas disseram em outubro, e procurar ser consequente. Não adianta fazer oposição estridente e inútil. É preciso pensar no país e ser uma oposição de resultados.

    Responder

      NeoTu

      21 de novembro de 2018 às 15h42

      Não, Miguel. Oposição tem seu papel na democracia e precisa cumpri-lo, esperando o pêndulo da opinião pública virar. O próprio povo alterna seu voto quando fica insatisfeito com quem votou antes.
      O mínimo que se possa esperar da oposição é discurso contrário as medidas de governo que acha erradas para convencer o povo. Cid não está fazendo nem discurso crítico diante de descalabros como a pirraça com médicos cubanos, a retirada de recursos do pré-sal para educação, a agenda de criminalização de movimentos sociais reinvindicatórios.
      A leitura das urnas é que o conjunto do eleitorado quis o PT e Ciro na oposição. É papel dessa oposição defender os interesses de quem votou contra Bozo (foram 45% dos votos úteis, o que não é pouca coisa), com as pautas que pregamos na campanha, senão é uma “oposição” covarde.
      Até quem é democrata e votou em Bozo espera que a oposição faça um contraponto crítico, vigie, fiscalize, modere e contenha o poder do governo quando age contrário aos interesses populares e nacionais.

      Responder

        CezarR

        21 de novembro de 2018 às 15h58

        Claro que tem seu papel. O papel da oposição é se opor contra aquilo que conflita com seu conteúdo programático. Se a situação leva algum projeto que seja do conteúdo programático da oposição, ela não é oposição nesse projeto específico. É exatamente isso que essa frente propõe!

        Responder

          NeoTupi

          21 de novembro de 2018 às 17h54

          Que medida que Bozo anunciou tem a ver com o programa de governo original do Ciro para apoiar?
          Por enquanto é tudo contra o programa de governo que ele apresentou em campanha.
          Entreguismo, desmonte do BNDES e consequentemente da indústria nacional, esvaziamento do ministério do trabalho (inclusive do combate ao trabalho escravo), aprofundamento da política econômica de Temer, pressão para o Congresso aprovar a reforma da previdência de Temer, mais precarização do trabalho ainda com a carteira verde-amarela (praticamente tornando um contrato de autônomo), falta de soberania nacional na submissão cega aos EUA, corte na saúde começando pelo Mais Médicos, corte em verbas para educação e saúde no fundo do pré-sal. Tudo isso acontecendo e Cid fazendo um discurso xinfrim quase adesísta, quando se esperava no mínimo posicionamento crítico e contrário a esta agenda governista.

          CezarR

          22 de novembro de 2018 às 17h13

          Não posso responder sua pergunta, simplesmente porque nem o Bolsonaro sabe qual é o programa dele. Quando Cid diz o que diz, implicitamente ele está anunciando uma oposição a quase tudo, mas não se sabe exatamente até onde os programas conflitam, só se pode especular, por enquanto.

Nostradamus ( banquinho & bacia )

21 de novembro de 2018 às 13h05

Não é nada disso que não foi compreendido de outra maneira… Apenas meu comentário não saiu e eu apelei para frases que fazia no primeiro ano primário… tolinhas… então foi publicado. Depois veio a distorção de sentido. A questão não é sua beleza ou feiura mas o que quis demonstrar era a concordância, concordância, concordância… Você é maravilhoso jornalista mas tem horas que parece que bebe, Jesus!

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Alan Cepile

21 de novembro de 2018 às 12h12

O movimento de articulação de uma oposição não-raivosa e mais propositiva onde estarão originalmente PDT, PSB, Rede e PPS, e em negociação com partidos de centro, poderá formar maioria no senado, e o PT não está excluído, só não será mais o líder da oposição. Esta ideia me parece ser a melhor saída para combater o (provavelmente) perverso governo bozo.

Responder

João Bosco

21 de novembro de 2018 às 11h14

Os irmãos Gomes acham que afundando o PT eles receberão o legado. Engano total. Afundando o PT, eles irão juntos. A direitona leva de roldão, como já levou o PT. Muristas não têm o respeito de ninguém.

Responder

Justiceiro

21 de novembro de 2018 às 10h47

Cid Gomes sai na frente ao formar essa frente que faça oposição com responsabilidade. Com isso, quebra as pernas do PT, acostumado a ser o centro gravitacional da oposição.

O PT sempre agiu do modo “eu falo, vocês obedecem”. Até o PCdoB, puxadinho do PT desde sempre, ensaia dar seu grito de independência.

O PT está tóxico: quem se aliar com ele não terá futuro nas próximas eleições. Ciro gomes farejou isso e só não foi ao segundo turno porque amarelou na hora de bater em Lula.

Como Lula tá preso, babaca, outras lideranças de esquerda irão aflorar e se desvencilhar do presidiário.

Responder

    Tamosai

    21 de novembro de 2018 às 17h34

    O PT está tóxico? Quem foi para o 2. turno não foi o Ciro, nem o PDT. Sua interpretação carece de racionalidade.

    Responder

sempre Voltaço

21 de novembro de 2018 às 10h29

MR te admiro muito porque vc é democrata, publica comentários até contra sua pessoa e seus pensamentos.
AGORA não dá pra levar a sério uma oposição dos irmãos Gomes, que na entrevista declara: ‘Nem oposição sistemática nem situação automática’, diz Cid Gomes.
Tem que partir pra cima, Lula e Dilma foram polidos demais, republicanos demais, e viu no que deu?
Lula Livre ou Guerra Civil já. Simples assim.

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    Miguel do Rosário

    21 de novembro de 2018 às 14h30

    Desculpe, Carlos. Mas os erros de Dilma ou Lula não foram ser republicanos demais, e sim entregar o poder na mãos de seus inimigos e dos inimigos do povo, vide os ministros do STF que eles indicaram. Isso não é republicanismo. A estratégia de oposição tem de ser muito cuidadosa. E que mané guerra civil, cara! Não delira! Guerra civil com que armas?

    Responder

      sempre Voltaço

      21 de novembro de 2018 às 20h13

      Pensei uma coisa e falei outra.
      No lugar de guerra Civil, leia-se Desobediência civil.

      Responder

      Carlos Dias

      21 de novembro de 2018 às 22h32

      Me desculpe, Miguel… Mas sectário aqui é Cid e Ciro com a babaquice (isso sim é babaquice, embora vc prefica me chamar de babaca) de deixar o pt de fora d euma frente oposicionista.. Não vi nenhum movimento seu por qualificar essa postuira de sectária.. Ou só é sectarismo quando é pró pt?

      Responder

Nostradamus ( banquinho & bacia )

21 de novembro de 2018 às 08h31

… grupo sem recorte ideológico… amanhã ou depois escola sem partido… é o c.u do mundo !

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CARLOS RIBEIRO DE FREITAS

21 de novembro de 2018 às 07h00

Faltou pouco muito pouco, para os Gomes pedirem uma boquinha no governo bolsonaro. Que o PT fique bem longe dos traidores.

Responder

    Elena

    21 de novembro de 2018 às 08h18

    Pois é! E olha o que saiu no Correio Braziliense: “Bolsonaro não é um risco para a democracia”, afirma Ciro Gomes. E ele disse também: que ele e o PDT, “diferentemente dos petistas, não praticarão uma oposição raivosa ao futuro governo”. https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2018/11/20/interna_politica,720426/bolsonaro-nao-e-um-risco-para-a-democracia-afirma-ciro-gomes.shtml
    Pergunto: dá pra confiar em Ciro?

    Responder

      Miguel do Rosário

      21 de novembro de 2018 às 10h14

      Sim, dá, porque é evidente que a oposição a Bolsonaro tem de ser feita com muita inteligência e estratégia, jamais com raiva. Aqui no Rio, Bolsonaro ganhou com quase 70% dos votos. E só será possível falar em ameaça a democracia quando esta efetivamente acontecer, porque Bolsonaro poderá fazer um governo reacionário e entreguista sem propriamente ameaçar a “democracia”, como aliás tem sido comum no mundo inteiro nos últimos tempos.

      Responder

        Jaide

        21 de novembro de 2018 às 13h32

        Torço, E MUITO, para que vc esteja certo na sua convicção de que os Gomes pretendem de fato fazer oposição ao novo governo. Oposição inteligente, programática ou qq outro adjetivo que, mais adiante, lancem mão. Torço mas não acredito, pois acompanho a trajetória deles e não me inspiram confiança. Posso estaŕ errada, claro… mas as entrevistas do assessor econômico do candidato Ciro não contribuiu em nada para que a minha desconfiança se desfizesse. Uma pena que nenhum analista dissecou, sequer examinou, as propostas econômicas do guru do candidato, possivelmente o seu ministro da economia, caso eleito.

        Responder

        NeoTupi

        21 de novembro de 2018 às 14h45

        Prometer enquadrar movimentos sociais como terrorismo não é ameaça à democracia? (Aliás, greve também será ato “terrorista” a partir de que ponto?)
        Perseguir professores não é ameaça à democracia?
        Aparelhar o Ministério da Justiça com quem não tem apreço pelas garantias fundamentais do estado de direito, defende medidas de exceção, invade universidades não é ameaça a democracia?
        Aparelhar a Abin sob um general reacionário não é ameaça à democracia?
        Esse seu argumento de esperar efetivamente acontecer outro golpe é o mesmo que Chamberlain sob Hitler. Só “descobriu” que a ameça era real quando rompeu tratados de paz e invadiu a Polônia.

        Responder

Tamosai

21 de novembro de 2018 às 06h18

A esquerda, incluindo a centro-esquerda dos irmãos Gomes, sofreu uma séria derrota. Essa derrota já era prevista, em função da campanha de demonização do PT por parte da mídia hegemônica, Judiciário e, como visto recentemente, por parte das Forças Armadas. A tentativa dos irmãos Gomes de parecerem palatáveis para as classes dominantes não deu certo. Quando é que eles e nós vamos aprender que nesse clube a esquerda não entra somente pela bondade das classes dominantes? A condenação sem provas do Lula e o golpeachment de Dilma mostraram que essas classes dominantes jogam pesadíssimo e feio.
Oposição sem o PT, mas com o DEM? Me pergunto o que se passa na cabeça dos irmãos Gomes? Será que eles pensam que a estratégia para o Brasil é igual à para o Ceará?

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    ,aquela do pt

    21 de novembro de 2018 às 08h06

    Qual seria a estratégia adequada ?
    Aquela que o pt de São Paulo utilizou para aliviar os tucanalhas no poder em Sampa por mais de 20 anos sem conseguir uma mísera CPI.

    Responder

Carlos Dias

21 de novembro de 2018 às 00h49

Outro dia, um pouco antes ou depois do segundo turno das eleições, vi o Miguel do Rosário no supermercado Zona Sul no Leme.. em outros tempos iria falar com ele.. Venho aqui de teimoso.. só pra ver o grau de decadência do blog.. após a babaquice toda desses Gomes ainda dão espaço pra esses trairas nesse blog….

Responder

    Miguel do Rosário

    21 de novembro de 2018 às 01h05

    Carlos, que sectarismo babaca o seu. Que decepção, cara, que decepção com esse tipo de postura. Isso sim para mim é fascismo. Traíra para mim é quem age como você está fazendo agora. Eu publico entrevista de Sergio Moro, de Bolsonaro, de Haddad, de Lula, de Gleisi, e você vem falar isso quando publico entrevista com Cid Gomes? Tudo bem, agora entendi. Agora entendi perfeitamente.

    Responder

      Washington Denuzzo

      21 de novembro de 2018 às 15h03

      Você concorda que aqueles que foram e ainda podem ser a maioria dos leitores do seu Blog sejam chamados de “viúvas do condenado”, como faz o comentarista Sérgio? Falta muito pra esse tom ser adotado como linha editorial do Blog? Os Gomes já são representantes deste tipo de linguajar?

      Responder

        Miguel do Rosário

        21 de novembro de 2018 às 17h52

        Não é meu linguajar, mas não acho que ficar patrulhando demais a maneira de falar alheia nos levará a algum resultado. Essa característica, aliás, foi um dos grandes erros da esquerda: ser chata, patrulhadora, hipersensível. Deixa a galera falar, e a gente responde. Democracia é também ouvir expressões que dóem em nossos ouvidos.

        Responder

    Sergio

    21 de novembro de 2018 às 09h04

    Que comentário ridículo… Militonto acéfalo, vai para o 247, DCM, Tijolaço, lá com certeza vc vai ler somente elogios a quadrilha petista. Este é problema de vcs petistas, nunca aceitam criticas, e é por isto que irão perder todas as futuras eleições. O povo já decidiu, PT nunca mais. E o Miguel para mim, está se tornando um dos melhores blogueiros, pois, aceita o contraditório e dá espaço para todos os partidos. Isto sim é democracia, um exemplo do bom jornalismo que deveria ser seguido por todos. Continue assim Miguel, as pessoas sensatas e inteligentes te apoiam. Não dê ouvidos as viúvas do condenado…

    Responder

Paulo

20 de novembro de 2018 às 23h36

“Os primeiros passos do Bolsonaro são muito parecidos com estes na direção da imponderabilidade. O que não quer dizer, repito, que esteja tudo errado. Só que quero dizer que ele tem tido um comportamento fora do eixo tradicional de esquerda e direita.” Bolsonaro realmente é uma incógnita. Se não se mantiver fiel ao seu ideário, ficará desmoralizado. Mas, se mantiver a mística ideológica, poderá ter dificuldades de governar. Nesse sentido, gostei do viés de responsabilidade institucional do Cid…

Responder

Virgilio

20 de novembro de 2018 às 23h29

Miguel, senti falta de algum comentário seu sobre a entrevista do Cid. Só fez colocar o que ele falou e pronto. A propósito, os irmão Gomes têm feito muitos pronunciamentos… o Ciro fez uma palestra para investidores e deu importantes declarações políticas… Você não tem comentado nada sobre o movimento do Ciro pós eleições. Não sei porque, gostaria muito de saber sua avaliação política do movimento dos dois irmãos….

Responder

    Miguel do Rosário

    21 de novembro de 2018 às 01h07

    Virgílio, ainda falarei muito sobre isso. Estou aguardando as ideias se encorparem na minha cabeça.

    Responder

      Virgilio

      21 de novembro de 2018 às 09h27

      Que bom Miguel. Pelo respeito que sempre tive a suas análises e reflexões, assim como às de Wanderley, aguardo ansiosamente a avaliação de vocês sobre as atitudes, as falas, os movimentos do Ciro e do seu irmão. Abraços

      Responder

Lideana

20 de novembro de 2018 às 22h42

Esses Ferreira Gomes são uns ARROGANTES

Responder

Oblivion

20 de novembro de 2018 às 22h14

Legal, só acho que o Tasso seria tudo e mais um pouco que o Guedes poderia sonhar. E, sinceramente, acho que até o Renan seria melhor no sentido de dificultar ideais da “maluquice ideológica vendida como ciência” – neoliberalismo. Por mais que o momento seja extremamente delicado, a soberania nacional e o bem estar do povo não podem ser barganha para projeticos futuros de poder. Infelizmente, essas eleições foram um duro ensinamento. Falando nisso…
Sobre o pt, desconfio que se o que estiver em pauta for progressista, vocês poderão contar com alguns senadores comprometidos primeiramente com o povo, não com a legenda, por exemplo Paim.

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