Cafezinho 2 minutos: Posse de Bolsonaro e alegações finais contra Lula

Reprodução Facebook de Flavio Bolsonaro

A movimentação atípica em conta de assessor de Flavio Bolsonaro

Por Miguel do Rosário

06 de dezembro de 2018 : 13h23

No Estadão

Coaf relata conta de ex-assessor de Flávio Bolsonaro

Documento aponta movimentação atípica no valor de R$ 1,2 milhão de Fabrício Queiroz, PM que era lotado no gabinete do deputado

Fábio Serapião/BRASÍLIA

06 Dezembro 2018 | 05h00

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta no nome de um ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) – filho mais velho do presidente eleito Jair Bolsonaro – entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

O documento foi anexado pelo Ministério Público Federal à investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, realizada no mês passado e que levou à prisão dez deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Fabrício José Carlos de Queiroz foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro no dia 15 de outubro deste ano. Registrado como assessor parlamentar, Queiroz é também policial militar e, além de motorista, atuava como segurança do deputado.

O Coaf informou que foi comunicado das movimentações de Queiroz pelo banco porque elas são “incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira” do ex-assessor parlamentar.

O relatório também cita que foram encontradas na conta transações envolvendo dinheiro em espécie, embora Queiroz exercesse uma atividade cuja “característica é a utilização de outros instrumentos de transferência de recurso”.

O nome de Queiroz consta da folha de pagamento da Alerj de setembro com salário de R$ 8.517. Ele era lotado com cargo em comissão de Assessor Parlamentar III, símbolo CCDAL- 3, no gabinete de Flávio Bolsonaro. Conforme o relatório do Coaf, ele ainda acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar.

Funcionários

Nem Flávio Bolsonaro nem o seu ex-motorista foram alvo da operação que prendeu dez deputados fluminenses, deflagrada no dia 8 de novembro. O Ministério Público Federal investiga o envolvimento dos parlamentares estaduais em um esquema de pagamento de “mensalinho” na Assembleia.

Queiroz foi citado na investigação porque o Coaf mapeou, a pedido dos procuradores da República, todos os funcionários e ex-servidores da Alerj citados em comunicados sobre transações financeiras suspeitas.

Para traçar um padrão entre as movimentações financeiras, em parte utilizadas para pedir a prisão de funcionários da Alerj, o Coaf organizou os dados em uma lista com 22 nomes. O motorista de Bolsonaro é o 20.º no documento de 422 páginas que reúne informações sobre R$ 200 milhões em transações realizadas em contas de funcionários da Alerj. Na conta em nome de Queiroz, o Coaf identificou a movimentação de R$ 1,2 milhão no período de 12 meses.

O Coaf é a unidade responsável por monitorar e receber todas as informações dos bancos sobre transações suspeitas ou atípicas. Pela lei, os bancos devem informar qualquer transação que não siga o padrão do cliente. Quando a transação é em dinheiro, o banco informa sempre que o valor for igual ou superior a R$ 50 mil.

Michelle

Uma das transações na conta de Queiroz citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. A compensação do cheque em favor da mulher do presidente eleito Jair Bolsonaro aparece na lista sobre valores pagos pelo PM.

“Dentre eles constam como favorecidos a ex-secretária parlamentar e atual esposa de pessoa com foro por prerrogativa de função – Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, no valor de R$ 24 mil”, diz o documento do Coaf.

Ao longo de um ano, o órgão também encontrou cerca de R$ 320 mil em saque na conta mantida pelo motorista do filho de Bolsonaro. Desse total, R$ 159 mil foi sacado numa agência bancária no prédio da Alerj, no centro do Rio. Também chamou a atenção dos investigadores as transações realizadas entre Queiroz e outros funcionários da Assembleia. O documento lista todas as movimentações e seus destinatários ou remetentes.

Os técnicos do órgão também receberam informações sobre transações consideradas pelo órgão como suspeitas após janeiro de 2017. Segundo o Coaf, entre fevereiro e abril do ano passado, o banco comunicou sobre 10 transações “fracionadas” no valor total de R$ 49 mil que poderia configurar uma “possível tentativa de burla aos controles”.

“A conta teria apresentado aparente fracionamento nos saques em espécie, cujos valores estão diluídos abaixo do limite diário. Foi considerado fator essencial para a comunicação pela possibilidade de ocultação de origem/destino dos portadores”, afirma o relatório do Coaf. (COLABOROU CONSTANÇA REZENDE/RIO)

COM A PALAVRA, FABRÍCIO JOSÉ CARLOS DE QUEIROZ

Procurado pelo Estado para se manifestar sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão em sua conta, o policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor parlamentar do deputado Flávio Bolsonaro, respondeu que não sabe “nada sobre o assunto”.

COM A PALAVRA, O SENADOR ELEITO FLÁVIO BOLSONARO

A chefia de gabinete de Flávio Bolsonaro, senador eleito pelo PSL-RJ, afirmou que Queiroz trabalhou por mais de dez anos como segurança e motorista do deputado, “com quem construiu uma relação de amizade e confiança”.

A assessoria afirmou ainda que o filho mais velho do presidente eleito Jair Bolsonaro não tem “informação de qualquer fato que desabone” a conduta do ex-assessor parlamentar.

“No dia 16 de outubro de 2018, a pedido, ele foi exonerado do gabinete para tratar de sua passagem para a inatividade”, informou o gabinete, por meio de nota.

COM A PALAVRA, O PRESIDENTE ELEITO JAIR BOLSONARO

Procurada pelo Estado, a assessoria do presidente eleito Jair Bolsonaro não respondeu sobre o assunto, nem sobre o cheque no valor de R$ 24 mil que teria sido destinado a Michelle Bolsonaro. O espaço está aberto para manifestações.

COM A PALAVRA, A FUTURA PRIMEIRA-DAMA MICHELE BOLSONARO

A futura primeira-dama não foi localizada na quarta-feira, 5. O espaço está aberto para manifestações.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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9 comentários

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Paulo

06 de dezembro de 2018 às 20h15

Coisa estranha. Tem que vir a público e esclarecer isso cabalmente, o filho do Capitão e o tal militar da PM! Vamos ver se o fará. Alguma coisa errada tem nessas transações todas. Tem ver “issudae, talkey”!?

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Nostradamus ( banquinho & bacia )

06 de dezembro de 2018 às 14h33

Sequência plena ao governo vampiresco do temeroso trevento o governo do bolsobosta iniciará literalmente podre total… Casa Civil, Economia, e assim segue… vai faltar esferográfica para o desavergonhado! Compra umas caixas na Havan!

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    Brasileiro da Silva

    06 de dezembro de 2018 às 15h13

    Falando em Casa Civil, o que vc achou do depoimento do Ministro da Casa Civil de Dilma?

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      Nostra

      06 de dezembro de 2018 às 16h29

      Patinho paneleiro bunda rachada te aquieta criatura das trevas… os pneus dos caminhões vão te chamuscar todo seu sem vergonha virtual. Dinheiro difícil de ganhar esse teu, trabalho repetitivo, enjoadinho… O que eu achei… bem… que desmoraliza tudo que já vem sendo desmoralizado, Moro, Bolsonaro, Justiça, Mídia… mentiras sobre mentiras para sair da prisão. Vai dar lugar agora para os bolsonaristas.

      Responder

        ari

        06 de dezembro de 2018 às 17h07

        Não perca seu tempo com esse imbecil

        Responder

        Edibar

        06 de dezembro de 2018 às 17h09

        uaaaahh(bocejando enormemente), ai que sono…..

        Responder

        Justiceiro

        06 de dezembro de 2018 às 17h25

        HUAHUAHUAHUA

        Você ataca todo mundo mas quando é questionado sobre um simples depoimento, fica nervoso e ofende quem lhe fez uma singela pergunta, que eu repito:

        O que você achou do depoimento do ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-chefe da Casa civil de Dilma?

        Só para lhe avivar a memória, o Coaf descobriu movimentação na conta de Lulinha de 300 milhões. Lulinha é aquele Ronaldinho dos negócios que tem uma empresinha que nunca deu lucro.

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    Renato

    06 de dezembro de 2018 às 16h25

    Foi no “temeroso” trevento que você votou por duas vezes e com quem você, e o Petê, viveu um lindo romance durante treze anos.

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      Brasileiro de Souza

      06 de dezembro de 2018 às 20h27

      Lula Livre!

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