Hangout com Miguel do Rosário: Bolsonaro nos EUA

CNI/Ibope: a lacrosfera ainda não entendeu Bolsonaro

Por Redação

13 de dezembro de 2018 : 14h16

Lacrosfera é um neologismo derivado de outra palavra inventada: lacrobolha, que por sua vez mescla “lacre” e “bolha’.

“Lacre”, ou “lacrar” é o termo usado para uma maneira específica de se portar nas redes sociais, característica sobretudo em setores progressistas. A figura “lacrou”, ou seja, proferiu uma frase, ou pensamento, que enterraria qualquer contestação. É típico do pensamento lacrador frases do tipo: “agora não há o que discutir, né?”

A lacrobolha é o universo fechado, asfixiante e medíocre em que vivem os lacradores. O sujeito passa os dias proferindo platitudes e clichês politicamente corretos, de preferência associados a algum tipo de gracinha, sempre com uma postura triunfante e definitiva. Aos seguidores cabem concordar. O próprio tom com que a frase é dita já deixa claro que o discordante não pertence sequer à raça humana; é um “anti ser humano”, como já disse alguém.

O mal que a lacrobolha faz ao campo progressista é incomensurável. Ela cria um mundo paralelo, em que tudo vai às mil maravilhas, os nossos representantes nunca são derrotados. Ou então, o que me parece o cúmulo do ridículo, somos derrotados aqui mas vencedores na “história”, seja lá o que isso queira dizer. Nem vou me referir às pesquisas e pesquisadores próprios da lacrobolha.

A crítica, a autocrítica, uma abordagem incômoda, diferente, de um problema político complexo, são inimigos mortais da lacrosfera, que é o universo das lacrobolhas (sim, há várias lacrobolhas dentro da lacrosfera), porque a lacrosfera é ancorada em certezas absolutas.

A pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje, confirma, no entanto, que a lacrosfera continua falhando miseravelmente em sua avaliação de Jair Bolsonaro.

O presidente eleito iniciará seu mandato com uma avaliação muito boa, com 75% dos entrevistados afirmando que ele está no caminho certo.

Os percentuais são maiores entre os segmentos que as pesquisas mostravam que formavam o núcleo duro de seu eleitorado: homens, classe média, do sul, sudeste e centro-oeste.

Entre brasileiros com renda familiar de 2 a 5 salários e acima de 5 salários, por exemplo, 79% e 82%, respectivamente, afirmam que ele está “no caminho certo”, e 68% e 72% consideram que seu governo deverá ser bom ou ótimo.

Mas Bolsonaro também está forte no Nordeste, onde 67% afirmaram que ele está “no caminho certo”. 64% dos dois mil entrevistados pelo Ibope esperam que o novo governo seja ótimo ou bom.

Entre mais pobres, que ganham até 1 salário de renda familiar, entre os quais Bolsonaro perdeu no segundo turno para o candidato do PT, também nota-se um voto de confiança no governo eleito: 70% acham que Bolsonaro está no caminho certo.

Essa situação é a razão pela qual políticos experientes entendem que é preciso muita inteligência e estratégia para construir uma oposição eficaz a Jair Bolsonaro, uma oposição que consiga sair das “lacrobolhas” e atingir parcelas maiores da população.

Quando um político de oposição deseja “boa sorte” e “sucesso” ao governo de Jair Bolsonaro não é porque pretende deixar de fazer oposição, ou não necessariamente por causa disso, e sim porque a vitória política e eleitoral de Bolsonaro é um fato.

Os questionamentos de “fraude eleitoral”, por exemplo, embora tenham alguma repercussão dentro das lacrobolhas, soam como choro de derrotado aos olhos da imensa maioria da população e acaba por enfraquecer a oposição.

As grandes maiorias não podem se dar ao luxo de desejar o fracasso do governo Bolsonaro, por razões muito práticas. Mesmo que tenham votado e feito campanha para outro candidato, entendem que agora a coordenação das políticas econômicas do país estarão à cargo do presidente eleito, e como precisam de empregos, serviços de saúde e segurança, alimentam esperanças que essas demandas possam ser atendidas.

Cabe à oposição duas estratégias paralelas: de um lado, montar uma vigilância crítica, atenta, servindo de intermediário e intérprete das ações de governo, cobrando transparência e informação, para que a população possa julgar por si mesma o que está sendo feito e seus resultados; de outro, estimular a auto-organização da sociedade, ajudando-a a criar estruturas e ferramentas de ação e inteligência, de preferência independentes de burocracias sindicais e partidárias, ao mesmo tempo em que cuida de aperfeiçoar e fortalecer as instâncias partidárias e sindicais, como quem prepara um exército para futuras batalhas.

Os pontos fracos de Bolsonaro vão aparecer. É preciso ter paciência e não cair nas armadilhas udenistas montadas pelo consórcio mídia e justiça.

Setores progressistas devem tomar cuidado com posturas de linchamento e acusação que, depois, se voltam contra o campo popular, o qual está particularmente desprotegido quando se trata de sua relação com uma máquina judicial quase inteiramente em mãos se setores reacionários e elitistas.

A pesquisa CNI/Ibope mencionada neste post deixa bem claro que a população irá cobrar duramente do governo a promoção de políticas de geração de emprego, investimentos em saúde pública e combate aos problemas de segurança e corrupção.

A medida em que seu governo começar a enfrentar os problemas reais, e a população se dar conta de que estes não serão resolvidos com rapidez, é muito provável que a avaliação de Bolsonaro comece a declinar. A oposição, neste momento, precisa estar bem estruturada, prestigiada, respeitada pelas maiorias, inclusive por aquelas que votaram em Bolsonaro, para ser um porta-voz confiável das insatisfações populares.

 

 

 

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37 comentários

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Manoel de Freitas

15 de dezembro de 2018 às 15h06

75%????
Explica-se:
O motor do Brasil são os comerciantes de bairro (os mesmos que contratam polícia mineira, para matar mendigos e progressistas); cegos como toupeiras.
A ideologia em que se apoia o Brasil é a das mães dos comerciantes de bairro; burras como uma porta e ligeiramente malvadas.

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Alvares

14 de dezembro de 2018 às 16h52

De uma hora para outra o bolsonaro aparece com esta tal de guedes que muita gente nem conhece. O banqueiro ultra liberal de uma hora para outra se torna em um super ministro do desgoverno bolsonarista. Intrigante.

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Apolônio

14 de dezembro de 2018 às 13h26

Tirando o ranço (outro termo favorito da lacrosfera) anti-Moro, que eu vejo exatamente como mais um exemplo de esperneio de derrotados, artigo impecável. E os comentários de petistas que já apareceram, tentando pela enésima vez emplacar uma narrativa que lhes permita negar o fato apontado – qual seja, que Bolsonaro tem apoio popular maciço – só mostra a dificuldade, se não impossibilidade, de tirar os petistas da sua bolha e arrastá-los para o mundo real, que c*ga para as narrativas e vai passando que nem um trator por cima de gente que acha que gritar “não passarão” (ou “Lula livre”, ou…) automaticamente gera força política.

O fato é que o Brasil é um país conservador, acolheu o bolsonarismo de braços abertos, e essa pesquisa indica inclusive que havia um grande contingente de nordestinos que provavelmente teriam preferido votar no Bolsonaro, mas votaram no PT apenas por medo de perder o Bolsa-Família. Os fatos do mundo real atestam a derrocada da esquerda sindicalista fisiológica, que responde com narrativas com as quais espera enganar as pessoas, voltar ao poder e retomar as práticas fisiológicas. Como o Miguel disse muito bem nos dois últimos parágrafos, as incompetências do próprio governo vão criar as condições para oposição a ele. Mas eu tenho quase certeza que a esquerda institucionalizada sob o PT vai tentar explorar essas condições não para defender o CIDADÃO PAGADOR DE IMPOSTOS, mas sim tentar viabilizar seus próprios interesses fisiológicos por trás da velha máscara dos “direitos humanos”, que já foram dinamitados pelo povo ao qual eles supostamente deveriam beneficiar. Essa e outras farsas da esquerda fisiológica não colam mais.

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    Alan Cepile

    14 de dezembro de 2018 às 15h11

    Concordo com tudo que disse em relação ao PT, só não estou convencido se o brasileiro é conservador ou está conservador, tenho a tendência de acreditar na segunda opção.

    Responder

Marcus Padilha

14 de dezembro de 2018 às 13h14

Só depois do carnaval veremos a real avaliação do macrobosta pela macrobolha

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    Runnerba

    17 de janeiro de 2019 às 09h38

    Lula, Dilma e o PT que eram bons, saqueando o país e levando a gente pro buraco. Saudades.

    Responder

Bella

14 de dezembro de 2018 às 11h15

Muitos achavam que hitler estava no caminho certo.

Brasil , um pais de tolos.

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    Runnerba

    17 de janeiro de 2019 às 09h44

    Lula, Dilma e o PT que eram bons, saqueando o país e levando a gente pro buraco, dando nosso dinheiro para as ditaduras da Africa e America Latina. Saudades.

    Responder

    Runnerba

    17 de janeiro de 2019 às 09h48

    Certo mesmo estavam Lula e Dilma, saqueando o país e dando nosso dinheiro para ditaduras da Africa e America Latina. Saudades…..

    Responder

Luiz Schmitz

14 de dezembro de 2018 às 08h50

Ué, mas o bolsocheio não é oriundo de macrobolha? Só para deixar registrado, acredito que todos os presidentes tiveram aprovação alta perto da posse. Vamos ver adiante.

Responder

    Luiz Schmitz

    14 de dezembro de 2018 às 08h52

    Corrigindo: lacrobolha (a deles)

    Responder

NeoTupi

14 de dezembro de 2018 às 02h32

Como pesquisa política tem valor zero, a não ser para o Mourão, pois só serve para desgastar Bozo quando na próxima já vir com popularidade mais baixa.
Esta aí mede outra coisa, quando muito o otimismo, e mal medido. Pois é como perguntar se o cidadão acha que vai ter mais sorte ou mais azar no ano que vem. É claro que a maioria esmagadora vai dizer que vai ter sorte, até porque é o que prefere.
Cientificamente, tem partes completamentamente contraditórias na pesquisa:
Ex: 11% se dizem muito informados sobre propostas do novo governo (82% destes aprovam). 22% se dizem informados (83% destes aprovam). 33% mais ou menos (e 75% detes aprovam). Total: 66% dos pesquisados deveriam conhecer algumas propostas e 82% deveria conhecer pelo menos uma proposta (somando os 16% que se dizem pouco informados, pois se não conhece nenhuma a resposta certa era se dizer “nada informado”) . Mas ao serem perguntados sobre quais propostas mais se lembram 40% disseram não se lembrar de nenhuma, 7% não sabem (soma quase a metade dos pesquisados). A proposta mais lembrada foi a reforma da previdência com apenas 12%, seguida de liberação de armas com 9%, combate a corrupção com 9%, redução da menoridade penal 7%, combate a violência e criminalidade 7%. Além destes percentuais baixos para quem deveria estar pelo menos parcialmente informado, sequer aparecem as menções a propostas dos dois maiores problemas apontados: saúde e emprego.
Esses números demonstram que os pesquisados estão apenas desejando que Bozo atenda seus anseios sem conhecer de fato suas propostas.
Agora para lacrar (ironia, hein):
1) Má notícia para o Bozo: a pesquisa é pré-COAF (feita entre 29/11 e 02/12).
2) O otimismo é natural se considerar que o antecessor é Temer (como Collor antes da posse sucedendo Sarney). Até eu quero crer que em alguns aspectos o governo do Bozo (ou Mourão) será melhor do que Temer, mesmo assim temo que ele decepcione e consiga ser pior do que Temer.
3) Essa pesquisa é extremamente maliciosa encomendada por empresários (vejo interesses lobistas em capturar setores do governo, como sempre), pois é óbvio que a tendência de popularidade é só cair com o início do governo prometendo medidas impopulares ou frustando expectativas otimistas demais. Aliás é a primeira vez que vejo pesquisa de popularidade entre a eleição e a posse no Brasil.
4) Pobre da oposição que se guiar por esta pesquisa. A conclusão útil que vi nas entrelinhas é que antes do COAF Moro e generais estavam aprovados pela maioria como escolhas ministeriais.

Responder

antipaneleiro

14 de dezembro de 2018 às 01h50

Nossa, que bom, me encheu de esperança para o próximo ano! Até quando Miguel vai continuar brincando de analista de estatísticas como se estivéssemos numa democracia pujante e transparente? E os números de Honduras, por que não são comentados aqui? Quais as chances da Cristinita na Argentina?? Em português claro: Miguel, você acha que algum não-golpista conseguirá se eleger enquanto os pleitos são realizados com o “grande pacto, com STF e tudo”??
Procure estatísticas do Ibope sobre quantas pessoas acreditam na iminência de uma guerra na AL, de mais repressão e assassinatos no campo e da cassação de representações políticas ou de partidos políticos. Ah, que bom, a maioria ibopespa continua com esperança, posso ir dormir tranquilo …

Responder

Sebastião

13 de dezembro de 2018 às 22h19

A esquerda precisa ficar atenta, porque Moro fará caça as bruxas. O COAF já está aí, quando Moro estiver presidindo, ai que pode vir bombas contra a esquerda. Já surgiu contra os deputados da AleRJ, com destaque pra Flávio Bolsonaro. Agora, foi Agripino Maia.

Responder

Flavio Luiz Sartori

13 de dezembro de 2018 às 21h03

PESQUISA DO IBOPE FINANCIADA PELA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA NÃO DEVE SER CONSIDERADA PARA EFEITO DE ANÁLISE.
Considerando o histórico de falsificação de pesquisas pelo Ibope e a opção política da CNI pelo presidente eleito, esta pesquisa jamais tera como resultado desfavorável ao presidente fascista.
O certo e outras pesquisas confirmam é que a maioria da população não tem uma opinião e está na expectativa e isto dentro daquela porcentagem que votou no bolsonaro porque aqueles que não votaram no bolsonaro já estão com o pé atrás desde o dia da eleição no segundo turno.
Por isso mesmo considero precipitado fazer análise em cima desta pesquisa.

Responder

    Brasileiro da Silva

    13 de dezembro de 2018 às 21h22

    Confiável e isenta só as pesquisas da Vox 50%. Agora aproveita e sai um pouco da “lacrosfera”

    Responder

      gN

      14 de dezembro de 2018 às 08h10

      Olha o q aconteceu com a esquerda…discordo com o Cafezinho em quase tudo, mas ele é um dos poucos na esquerda q consegue enxergar esse crescente isolamento da esquerda!

      Responder

    Alan Cepile

    14 de dezembro de 2018 às 08h09

    Flavio, o histórico do “Globope” realmente não é bom, mas devemos reconhecer que ele quase não errou nesta eleição, ao contrário, foi o que melhor projetou a realidade.

    Responder

      Luiz Schmitz

      14 de dezembro de 2018 às 09h13

      Na minha humilde visão, o ibope foi bastante oportunista. Quando as chances dos candidatos deles caía, as pesquisas sumiram. Só reapareceram, fortemente, no segundo turno, depois das ações do moro. Minha opinião.

      Responder

        Alan Cepile

        14 de dezembro de 2018 às 09h30

        As pesquisas não são feitas e exmo, elas são encomendadas e um dos que mais encomenda é a Globo, e o candidato da Globo sempre foi o Alckmin, isso pode explicar a ausência de pesquisas num determinado tempo, mas o jogo é assim, se o meu candidato está mal eu não vou pagar uma pesquisa, óbvio.

        Responder

Frederico Shultz

13 de dezembro de 2018 às 19h40

75%?!
Brasileiro é tão bonzinho!…

Responder

wladimir

13 de dezembro de 2018 às 17h35

Estranho que o articulista não faça, nunca, críticas a esses institutos de pesquisas, particularmente, o da pesquisa, ora divulgada – Ibope -, que, como é de conhecimento público, vem perdendo credibilidade, desde á época que Leonel Brizola era candidato, por suas MANIPULAÇÕES – afinal, se pesquisa tivesse a credibilidade que elas se auto elogiam em possuir(95%), não seriam pagas por poderosos grupos políticos e econômicos; que, muito mais, que a população têm grande interesse nelas, óbvio. Lembremo-nos que as pesquisas das eleições que acabaram de terminar trouxeram erros comprometedores de diferença entre umas e outras, levando a processos junto ao TSE – que claro, óbvio e ululante não vai se meter nessa seara “porque não vem ao caso”, visto que o candidato do consórcio golpista – da qual o tribunal faz parte – tinha que, a qualquer custo, ganhá-las. Fico pasmo em ver que o blogueiro para defender a sua simpatia política, parte pra o ataque àqueles que causam empecilho a esta, usando de adjetivações como “setor progressista”, “lacrobolhas” e “os derrotados”. Tudo isso, pelo fato desse seguimento se colocar como OPOSIÇÃO RADICAL E SISTEMÁTICA ao governo GOLPISTA que se inicia, que é um DIREITO que cabe a qualquer partido ou cidadão que não aceita conciliar e nem conciliábulos com FASCISTAS! Conclamar a oposição de fato e de direito para servir de “(…)intermediário e intérprete das ações de governo, cobrando transparência e informação” é, no mínimo, de uma ENORME INGENUIDADE para não dizer CAPITULAÇÃO aos golpistas! Desde quando, companheiro, o fascismo permite que aspectos democráticos como transparência e informação á sociedade sejam intermediadas pela oposição?! Tá de brincadeirinha, né?! Essa pesquisa, tá claro, é uma marca do que será esse desgoverno: falácias e mentiras, manipulações. Talvez, o blogueiro não tenha atentado para a data da mesma – quem sabe, assustado (ou encantado!) com os 75%(!), que por pouco não chega aos 95%, né?! – que foi realizada logo após o término das eleições. E, foi divulgada, no exato momento, que outra pesquisa, com o mesmo percentual (pasmem!) foi amplamente divulgada nos blogues esquerdistas, e não na mídia tradicional e familiar, dando enorme desaprovação para o ímpio na AMÉRICA LATINA; e, com o seu clã todo envolvido em CORRUPÇÃO! Como relevar, minimizar e fazer oposição BRANDA a isso e enfatizar que temos que dá um voto de confiança a essa MALTA de aloprados, vendilhões e corruptos, amigo blogueiro?! O buraco é mais embaixo!

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    Pedro Wicks

    13 de dezembro de 2018 às 18h47

    Ai, nossa!

    Lacrou!!!

    Responder

    João Pinto

    13 de dezembro de 2018 às 19h40

    Prezado Wladimir, eu ia apenas elogiar seu comentário, com o qual concordo de cabo a rabo. Mas só de sacanagem: lacrou, companheiro!

    Responder

Roque

13 de dezembro de 2018 às 16h48

Não adianta chorar, o Mito está nos braços do povo. Mesmo sem ter assumido o governo. Prova de que nos últimos 16 anos os governantes fizeram muita merda…

Responder

    Euclides de Oliveira Pinto Neto

    21 de dezembro de 2018 às 12h42

    A ultima vez que ele estava nos braços do povo levou uma facada… a confirmar…

    Responder

      Runnerba

      17 de janeiro de 2019 às 09h43

      “Do povo”, não de um filiado do PSOL que, mandado pela esquerda, cometeu atentado. Mas tudo em nome da REVOLUXÃO, né?

      Responder

Justiceiro

13 de dezembro de 2018 às 16h33

E tem, Miguel, muitos lacrobolha idiotas que falam pra muitos idiotas que acreditam no que aqueles falam.

Logo após a primeiro debate na Band, sem Lula, por estar preso e sem Addad, que ainda era vice, Assisti Leonardo Attuch dizer, na TV-247, que Lula tinha ganho o debate.

Veja quanta asneira. Lula ganhou m debate onde não compareceu. E teve muita gente aplaudindo a asneira que Attuch falou.
***********

Porém, eu ressalto essa parte do seu artigo. Foi no fígado dos petistas que aqui comentam.

“Os questionamentos de “fraude eleitoral”, por exemplo, embora tenham alguma repercussão dentro das lacrobolhas, soam como choro de derrotado aos olhos da imensa maioria da população e acaba por enfraquecer a oposição.”

Cjap,clap.clap.

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    Alan Cepile

    13 de dezembro de 2018 às 17h19

    Brasil 171, CUT e MST são meros puxadinhos do PT, portanto não tem opinião própria, por isso ninguém mais leva a sério.

    Responder

Rubens de Oliveira freitas

13 de dezembro de 2018 às 16h04

Nao e dificil a explicação desses numeros. A população ve o presidente como um salvador da patria. Acredito que outro no lugar dele teria os mesmo resultados apresentados. Estamos vindo de 14 anos de profundo desastre nesse pais onde a corrupçao imperou. O lider da esquerda esta preso desde 7 de abril. Janeiro ele terá mais condenações. Claro que o outro lado esta de mocinho na historia

Responder

    Rodrigo

    13 de dezembro de 2018 às 20h42

    Nao sou petista, mas… 14 anos de desastre? Aonde vc esteve nesse período? No Congo? Brasil tava voando na década passada, amigo…

    Responder

      gN

      14 de dezembro de 2018 às 08h13

      Na base do cartão de crédito e na corrupção! E ainda ficam falando de crescimento sustentável….

      Responder

        Alan Cepile

        14 de dezembro de 2018 às 12h33

        É inegável que houve as duas coisas, o Brasil estava de fato voando, lembram da capa da Times com o Cristo Redentor como se fosse um foguete sendo lançado? E tinha corrupção como sempre teve, não foi uma novidade que o PT lançou, as práticas que o PT usou vem desde o Brasil colônia.

        Responder

Alan Cepile

13 de dezembro de 2018 às 15h41

Miguel, muito interessante e reflexiva sua matéria, que, em parte, vai de encontro aquilo que eu passei a chamar de “futebolização da política”.
Na primeira eleição da Dilma parecia que o eleitorado tinha começado a compreender as nuances de uma campanha política e o que nela deveria ser analisada.
A partir da reeleição da Dilma a polarização odienta (usando um termo muito utilizado por Ciro Gomes) de certa forma fez com que o povo passasse a ver a rivalidade política da mesma forma como um torcedor se relaciona com a rivalidade futebolística, ou seja, não há mais raciocínio e análise, só paixão cega.
O povo precisa ser chamado a voltar a ser mais racional politicamente e notar que, para o torcedor, a rivalidade no futebol é apenas uma grande brincadeira, para o eleitor a rivalidade na política é coisa séria.

Responder

Paulo

13 de dezembro de 2018 às 15h00

Difícil um esquerdista sair da lacrobolha, pois, nas normas não escritas da esquerda, quem se dissociar da “hegemonia cultural” de Gramsci deixará, automaticamente, de ser esquerdista. Sugiro a leitura de um livro em particular, que pode representar um marco inicial, para os esquerdistas, nesse processo de libertação intelectual: “Tolos, Fraudes e Militantes – Pensadores da Nova Esquerda”, de Roger Scruton, Editora Record. Nele, o autor faz uma crítica devastadora de pensadores como Hobsbawm, Galbraith, Sartre, Foucalt, Adorno, Lukács, Habermas, Althusser, etc, incluindo, é claro, o próprio Antonio Gramsci, dentre outros ícones da intelectualidade de esquerda do século XX. Pressupõe certo conhecimento histórico e político, e gosto pela leitura (são quase 400 páginas). Mas vale a pena. Até para quem quiser criticar o autor.

Responder

    De Bourbon

    15 de dezembro de 2018 às 07h58

    Meu caro,procure um autor menos enviessado pra criticar os pensadores de esquerda. A ideologia progressista esta cheia de vicios mas geralmente o pessoal esta acostumado com literatura densa e aprofundada. Tem muita gente boa por ai, com argumentos mais convincentes do que os desse ultra-conservador de 5a categoria, que por sinal nao escreve nada sensato desde seus tempos no leste europeu.

    Responder

      Paulo

      15 de dezembro de 2018 às 10h47

      Leia o livro!

      Responder

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