Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Uma opinião sobre a série Trostky, da Netflix

Por Redação

18 de dezembro de 2018 : 13h31

NETFLIX ASSASSINA TROTSKY NOVAMENTE

Oito motivos para não perder tempo com oito episódios deturpados

Por Grijalbo Coutinho

Depois de receber recomendação em determinada lista de Whatssap, concentrei-me no final da noite do domingo, dia 16 de dezembro de 2018, para ver o primeiro episódio da série “Trotsky”, na Netflix, canal pago cada vez mais especialista em tornar personagens pequenos, medonhos, caricatos e laterais da atualidade, esses meros despachantes dos interesses do capital financeiro internacional, em heróis da corrompida moral burguesa, ao tempo no qual resgata líderes revolucionários comunistas do início do século XX na pele de terríveis assassinos ambiciosos por luxo, poder, privilégios e riqueza.

Embora se saiba que não há neutralidade ideológica quando o negócio da “arte” é voltado exclusivamente para o lucro e, principalmente, para a preservação dos seus interesses de classe, existem limites para zombar do público a partir de tantas atrocidades comprometidas exclusivamente com a deturpação histórica em nome da causa contrarrevolucionária.

Causa repulsa a grosseira deturpação histórica. É difícil encontrar algo sequer parecido em termos de escancarada inversão de fatos históricos. Nem Stálin durante seu auge persecutório, com “os Processos de Moscou” mais acesos a partir de meados dos anos 1930, seria capaz de produzir peça tão tosca e ridícula. Tirar o líder do Exército Vermelho das fotos da Revolução de 1917, como fez o “cozinheiro” Koba, é café pequeno frente à degeneração produzida a partir desse arremedo de arte, que poderia, em tese, ser salvo apenas pela riqueza da cenografia exibida. A única verdade relevante do filme parece ser o frio russo ali exposto com enorme pompa, temperaturas congeladas as quais assustaram, em momentos históricos anteriores e posteriores à Revolução de 1917, invasores franceses e alemães.

Como verdades fajutas demais, registre-se, a série da Netflix deixa as seguintes mensagens, em seu primeiro episódio:

1. Trotsky é produto de investidores capitalistas os quais pretendiam desestabilizar a velha Rússia, tendo ele topado assumir o papel de aventureiro que lhe fora sugerido por empresário ávido pelos bons e rentáveis negócios.

2. Lênin é descrito como outro farsante, pragmático, covarde, canastrão, cuja única preocupação era assumir o poder, sendo a revolução, portanto, um mero detalhe para os seus propósitos mais egoísticos. A classe operária, então, torna-se apenas joguete nas intenções confessadas dos dois maiores líderes da Revolução Russa. Dito de maneira direta, Trotsky é o assassino idealista amargurado, enquanto Lênin é o personagem frio, o sujeito calculista que almeja chegar ao poder a qualquer custo para a satisfação do seu exacerbado egoismo.

3. Na qualidade de julgador peremptório e assassino de indefesos soldados, inclusive na presença de companheiros e de crianças, Trotsky também quer chegar ao poder para praticar a sua vingança particular, acumular dezenas de luxuosos relógios, ter privilégios da casta burocrática, ser intolerante com a mais pálida crítica, embora estivesse sempre cercado de medo, insegurança e pesadelos. A inspiração para tanta maldade com o ser humano está em seu impiedoso carcereiro czarista.

4. De tão venal, depois de amargar anos de prisão na Sibéria, cercado de todo tipo de tortura, logo no início do século XX Trotsky foge para a França com a finalidade de vender o seu projeto de Revolução para quem der mais pela chance de sua viabilidade concreta, abandonando a primeira esposa e as crianças que clamam pela volta do pai desertor, do pai insensível, repugnante e nada humano.

5. A Revolução Russa é o resultado da trama perfeita de comunistas amargurados boêmios, ávidos pelo poder, inexistindo, assim, qualquer ligação de 1917 com o movimento operário e camponês, a fome, a miséria e o terror czarista, bem como o fracasso social-democrata da preservação capitalista empreendida poucos meses antes sob a liderança governamental de Kerensky.

6. Lênin e Trotsky foram impiedosos com os soldados russos em nome da manutenção da guerra imperialista travada desde 1914. Não, eles jamais abriram mão de fronteiras para preservar a paz interna e sair de uma guerra mundial essencialmente capitalista. Lênin e Trotsky deixaram morrer milhões no front de guerra e não o Czar Nicolau, além de fuzilarem os desertores.

7. A grande companheira de Trotsky, Natalia Sedova, surge na condição de mulher dada a envolvimento com homens ricos e poderosos. O interlocutor que os apresenta chega a dizer algo semelhante ao russo encantado com a beleza feminina da jovem compatriota: “não é para o seu bico”. Ela se movia, em seus relacionamentos, por outros interesses. Leia-se como quiser, tudo se aproximando, contudo, de evidente insinuação do exercício da prostituição. Natalia, depois de ignorar Trotsky, com cara de desprezo ou nojo, porque era ele um revolucionário largado em Paris, o aceita depois mesmo sem nenhum tipo de amor, consigo carregando, entretanto, uma certa repugnância para com o companheiro até o resto da vida do velho revolucionário no México. Para a película da Netflix, Natalia Sedova frequentava clube de revolucionários russos na França com a finalidade de fisgar os ricos e poderosos, sendo irrelevantes os seus escritos a respeito do marxismo cultural e a sua militância comunista. Trata-se de insulto à memória de Natalia Sedova, ao ser exposta como objeto, um insulto ao papel de destaque da alma destemida feminina nas grandes revoluções do mundo contemporâneo.

8. E para completar a relação de absurdos ou de falsificações, Frank Jackson, na verdade, Ramón Mercader, o assassino de Trotsky, é o herói leal, sincero, verdadeiro, um stalinista assumido que desafia do primeiro ao último dia o líder do Exército Vermelho, no México. É tão sincero a ponto de praticamente combinar com Trotsky o dia e horário que irá desferir a doída e terrível picareta sobre o cérebro de sua vítima. Os diálogos entre Trotsky e Ramon são risíveis porque ocorreram exatamente de modo oposto na vida real, mas exatamente com Mercader se declarando apaixonado simpatizante do trotskismo para ganhar simpatia do velho russo, ao exibir esboços de textos sistematicamente reprovados por Trotsky, que o tolerava em sua casa porque ali estava infiltrado o agente stalinista Ramón, na pele de Jackson, sob a condição de namorado de Sylvia, a secretária realmente de confiança de Léon. Nem Leonardo Padura, com o seu belo romance“O homem que amava os cachorros”, ao tentar humanizar o assassino espanhol stalinista, a partir do olhar psiquiátrico e psicológico de seus dramas familiares e pessoais, foi capaz de transformá-lo em mocinho como faz a Netflix, o mocinho que mata de maneira impiedosa o sujeito sem caráter, o mero revolucionário de ocasião.

Lamenta-se que alguém possa ver o seriado “Trotsky” exibido pela Netflix e a ele empreste o menor traço de credibilidade, porque apenas uma falsificação tosca e grosseira da vida revolucionária de Trotsky.

Gravado na Rússia e em russo, a película é declaradamente anticomunista, uma peça que não apenas distorce grosseiramente a história, como também insere os seus juízos morais de valor contrarrevolucionários, da primeira à última fala do ator intérprete de Trotsky.

Não deve ser descartada a hipótese de que parte do falseamento contido na película tenha sido retirada dos arquivos stalinistas. Quase tudo que se tem na Rússia sobre Trotsky, desde 1929 até os dias de hoje, em arquivos históricos bibliotecários, é fragmentado ou falseado, ou seja, são fragmentos falseados, fruto da guerra de comunicação de Stálin e dos stalinistas que o sucederam, contra os intitulados “traidores da Revolução”.

Trotsky cometeu seus erros, inúmeros, aliás. Nada porém que tenha a mais remota aproximação com o conteúdo da série ora exibida pela Netflix. Ele era o oposto do retrato político e pessoal ali apresentado.

Se o primeiro episódio é um terror, é possível imaginar como os outros sete potencializam a mentira, a desonra e o estupendo propósito de difamação da Revolução Russa e de seus dois maiores líderes.

Ninguém é obrigado a gostar ou odiar as revoluções sociais. Ninguém é obrigado vê-las, por outro lado, deturpadas de forma tão despudorada por projeto escancaradamente fraudulento de arte cênica.

A arte pode falsear a verdade em nome do sentimento anticomunista e contrarrevolucionário?

Digamos que a tela admite tudo e que é “proibido proibir” como sentimento anárquico das rebeliões artísticas, antes e depois de 1968 . Não será arte, contudo. Arte e Revolução, ao longo da história, têm andado juntas.

Para além da última constatação, a verdadeira arte, fiel às suas matizes mais genuínas, ironiza, dramatiza, ridiculariza e espetaculariza a realidade política; jamais falseia os fatos, muito menos falsifica a história de maneira torpe para impôr ao mundo a sua cultura excludente e etnocêntrica, como faz a série “Trotsky” ora em exibição na Netflix, nesse final de ano de 2018.

Sinteticamente, “Trotsky” da Netflix é o resumo dos tempos da ignorância, da má fé, do reacionarismo, do reinado do neoliberalismo e de suas crenças, no sentido de que o único modo de vida inteligente e viável é a sociedade capitalista do lucro e da miséria humana enaltecida.

Paro no episódio I. Vou utilizar o tempo cada vez mais escasso para reler, depois de mais de 30 anos do primeiro contato, a trilogia do fenomenal historiador polonês Isaac Deutscher, que descreve, sem paixões ou deturpações, com base em arquivos minunciosamente pesquisados fora da URSS, a saga de Leon Trotsky, em suas obras “O profeta armado”. “o ´profeta desarmado” e o “profeta exilado” ou o “profeta desterrado” para algumas traduções.
É a minha sucinta crítica contributiva para o debate.

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61 comentários

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Permafrost

05 de fevereiro de 2020 às 05h22

Assisti o primeiro episódio. Falso.
Metade do segundo: falso.
Parei por aí.

Responder

Ricardo

03 de setembro de 2019 às 17h50

Sou comunista e vi a série de uma ponta à outra. Nenhuma série vai alguma vez retratar a realidade . Nem mesmo os protagonistas o saberiam fazer, pois não estiverem em todo o lado ao mesmo tempo. Se todos aceitarmos que há partes da série romanciada (e assim afastando-se de alguns factos), também temos que reconhecer que está ali a essência da revolução russa . A mesma pode ser uma desilusão para muitos comunistas de hoje por não ter aquele caráter romântico que o próprio estalinismo passou. Mas a política naquela época era pura e dura. Hoje já tem pouco de duro. Todos sabemos que a tática de usar o apoio do inimigo do meu inimigo aconteceu. Ou o Lenine passa pela frente de batalha sem problemas a meio de uma guerra porque o achavam um tipo porreiro ?! (Já agora , sou português). Sim, o capitalismo jogou muitas vezes com o movimento revolucionário para se auto-preservar . Se assim não fosse, já não existiria hoje.
O papel das mulheres ali é de facto diminuto . Acho que é uma grande falha. Elas tiveram um papel fundamental na revolução e são ali colocadas como ajudantes. De resto, os avanços e recuos dos bolcheviques e do próprio Trotsky foram aquilo mesmo. Mesmo o oportunismo do Estaline que rejeita as ideias de Trotsky e da Oposição de Esquerda e depois acaba por as abraçar na industrialização forçada . A personagem do Estaline está bem caracterizada .

Responder

Eu

14 de maio de 2019 às 09h16

Assistam o filme e veja o quão enviesado é este comentário. Tirem suas próprias conclusões. Esse texto de “redação” só tem o intuito de te desencorajar a conhecer a verdade. Propagandista de merda.

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Trostsky

08 de maio de 2019 às 04h22

A fonte do seriado é a biblioteca do exército vermelho, artigos e livros escritos pelos próprios revolucionários com supervisão do mundo Russo. Cale, a boca, vocês não são esquerdistas, são um bando de tolos na pele do cordeirinho indefeso.

Responder

Rodrigo

28 de abril de 2019 às 21h44

Adoro a “HISTORIA” deturpada e os “FATOS adulterados” do artigo. Ia até perguntar onde acho esses originais tão estuprados, mas o texto em seu final até isso nos dá pra evitar perda de tempo em pesquisa. A verdade incorruptível está no historiador polonês Isaac Deutscher. Damn, se eu soubesse isso antes…

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Tah

19 de março de 2019 às 03h47

Se eu perdi meu tempo lendo essa “crítica”, irei ganhar meu tempo assistindo à série! Se um esquerdista odiou é sinal que a história é bem feita.

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    Monica luiza

    20 de março de 2019 às 01h33

    Concordo com o Tah. A série trotsk é sem dúvida a realidade da antiga união sovietica. Muito fácil para um esquerdalha petralha dizer que deturpar deturparam a história. Sou professora doutora em história e disso entendo perfeitamente.
    Assistam porque o filme é realístico.

    Responder

Iranir Froes

14 de março de 2019 às 04h06

Parabéns pelo artigo Grijalbo. Li alguns outros artigos e corroboram o teu. Está totalmente distorcia esta série, o velho trotsky ainda anda fazendo tremer muitos defensores do capitalismo, também conhecidos como pobres de direita. Quem sabe não resolvam se matricular numa faculdade de história para colocar alguma coisa em suas cabeças ocas. Eu não tinha lido a biografia ainda, mas depois desta série corri para a estante virtual e comprei uma dos últimos exemplares da obra do Deutsche que ainda estão disponíveis. Beleza de artigo, muito obrigado.

Responder

Fernando

10 de março de 2019 às 23h09

Ótima série. Assisti todos os episódios em um final de semana.

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Nathalia

06 de março de 2019 às 18h33

Comecei a assisti e já no primeiro capítulo percebi q a história está deturpada. Não vou continuar. Nesses tempos de obscurantismo e de revisionismo não podemos perder tempo com mentiras.

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Rodrigo

15 de fevereiro de 2019 às 10h09

Ótima crítica. Fico pasmado com a falta de educação e o ódio barato e sem sentido de pessoas que acham que sabem o que é direita e esquerda lendo debates em facebook, ao invés de construir um debate saudável e positivo, baobá sabem fazer outra coisa a não ser ofender. São muito poucas as pessoas que conseguem pensar fora do senso comum…

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Wagner José

14 de fevereiro de 2019 às 08h20

Parabéns para Netflix a Serie muito boa, a ideologia política acaba romantizando homens cruéis como imaculado, como o caso dos revolucionários onde o genocídio é apenas um pequeno detalhe diante da utopia de um mundo melhor.

Responder

Lana Sousa

07 de fevereiro de 2019 às 14h56

Há muito tempo não assistia a uma série tão boa, os acontecimentos ao longo da história, a forma como a esquerda age, só mostram que série é sim digna de crédito, quem não assistiu, assista.

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Sergio Martins

20 de janeiro de 2019 às 12h50

Pura distração de mau a pior, e o pre-sal ninguem fala nada.

Responder

Cristovão Soares Cavalcante Neto

18 de janeiro de 2019 às 19h16

Acho que o autor deveria se informar melhor. Ao contrário do que faz parecer a série não foi produzida pela Netflix, mas pelo Channel One Russia. A netflix apenas trasmite para o resto do mundo via streaming. Fico pensando se fazer parecer que a série foi produzida pela referida companhia é desconhecimento ou má fé. RIP jornalismo.

Responder

Carlos Silva

18 de janeiro de 2019 às 18h19

Parei de ler o artigo na terceira linha.
Esquerdista detected.
Parecia o Jean Willys vomitando frases de efeito…

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Um não Idiota útil

14 de janeiro de 2019 às 11h18

Comunistinha farsante do caralho…
Lula tá preso seu babaca !!!!

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Bozo

09 de janeiro de 2019 às 11h44

Aos raivosos de plantão, sugiro assistir o filme do bispo Macedo em jejum e orações…

Responder

Carlos Alexandre

08 de janeiro de 2019 às 07h48

Bom, se esse site está criticando, vou assistir porque deve falar a verdade sobre esse comunista ridículo.

Responder

    PRISCILLA MOREIRA OLIVEIRA

    17 de janeiro de 2019 às 11h31

    kkkkkkkkkkk
    A série é excelente e trata um psicopata da forma que ele realmente é!
    ASSISTMA!!

    Responder

Leonardo Marques

06 de janeiro de 2019 às 17h57

Para os acéfalos convertidos da esquerda atrasada, retrógrada (estacionada no início do século XX ) e parada no tempo, quando são expostas as mazelas e os crimes de seus heróis, Lênin, Trotsky, Che Guevara, Castro, etc, torcem o nariz, porque não gostam de enxergar o óbvio. Quando são as séries da Globo que distorcem a nossa própria história (que ignoram, porque a cartilha que os doutrinou é mentirosa), assistem e atingem orgasmos múltiplos!!!
Se essa esquerdalha não gostou, um bom motivo para ser vista a série do netflix.

Responder

Luciano

31 de dezembro de 2018 às 13h25

Distorções sempre irão existir mas esta série so a vida de Trotsky superou qualquer expectativa !!! Realmente para quem estudou um mínimo de História, independe de qualquer posição política é deprimente. A Netflix caiu muito no meu conceito. E um alerta me ocorreu as series estão enfadonhas, repetitivas, coisas absurdas, tudo para te manter preso na telinha e longe dos livros e da minha querida bicicleta !!! Em 2019 vou reavaliar meu tempo de Netflix

Responder

Charles Kempes

25 de dezembro de 2018 às 10h17

Se a comunistada não gostou é porque deve ser bom. Simples assim. Vou assistir.

Responder

    Alberto

    25 de dezembro de 2018 às 13h42

    Esse site é comunista? Quase não vejo falar de comunismo aqui. Deve ser o primeiro post relacionado que leio e é uma crítica de série.

    Responder

      Lucas Cantino

      04 de janeiro de 2019 às 11h54

      O coneito de ser comunsta pra essa gente é bem elástico ,Alberto,esse,deve ter vaiado o Roger Waters

      Responder

Julio Cezar Menta

24 de dezembro de 2018 às 20h00

Chama a atenção quando os “coprocefálicos”, incultos, adeptos do capital, citam que nunca se matou tantas pessoas como a Revolução Bolchevique, ora, é só olhar para a história desde séculos passados, e observar como os sucessivos governos ianques invadiram, torturaram, estupraram, mataram e roubaram vários povos, desde Granada, Viietnam, Camboja, Coréia, Afeganistão, Iraque, Líbia e é claro sem esquecer a pátria dos idiotas e imbecis do país chamado Brasil.

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Araujo

24 de dezembro de 2018 às 15h15

A história é sempre interpretada, quase nunca se mostra apenas factual, naturalmente ela se apresenta de acordo com o gosto de quem a conta. Para muitos a breve existência do regime comunista (proporcionalmente ao tempo do regime capitalista), matou muito mais. Um bom exemplo desta retórica está aqui :

https://pt.wikipedia.org/wiki/Assassinatos_em_massa_sob_regimes_comunistas

Fato é que todo governo mata, senão for diretamente (corrupção e afins) é por omissão.

Responder

Antonio Osorio

24 de dezembro de 2018 às 15h05

Galera, que paranoia é esta?
A Neflix deixa claro que a serie é ficção inspirada.
SEQUER APARECE NA LISTA DE FILMES BASEADOS EM FATOS REAIS!!

Assim jamais conseguiremos conscientizar a humanidade do verdadeiro social!!
Dão piti por tudo que não agrada. Ao invés da histeria, assistam e orientem os leigos.

Enquanto a esquerda brasileira continuar fanática, burra e histérica não teremos progresso. E pior perderemos o que já foi conquistado.

OBS: Netflix tem também O Escolhido, Milada, Frida e vários outros que tem viés ideológico contra o capitalismo. Quando leio comentários tão intolerantes, agressivos que ultrapassa a serie (atacando a empresa) entendo porque o Bozo ganhou!!

Responder

    Alberto

    25 de dezembro de 2018 às 13h53

    Não acho que é paranoia, tem muitos filmes que fazem cagadas com personalidades históricas por falta de pesquisa ou leviandade mesmo. Mozart é um exemplo, vendo o filme ele parece um idiota mas lendo suas cartas para o pai dá pra ver o quanto de inteligente e sensível ele era. Van Gogh a mesma coisa, filme lixo.

    Responder

    PV

    09 de janeiro de 2019 às 11h40

    A mais singela verdade, Antonio!!! Essa turminha raivosa aí deveria é assistir o filme do bispo Macedo…

    Responder

Rafael

22 de dezembro de 2018 às 23h09

Vi algumas críticas da direita reclamando que colocaram o Trotsky como um herói no seriado. Agora vejo isso. Quando algo desagrada a esquerda e a direita acho que sempre merece uma chance.

Responder

Lucas Cantino

22 de dezembro de 2018 às 09h58

Esse site https://www.timesofisrael.com/russian-tv-series-claims-jewish-trotsky-masterminded-the-bloody-1917-revolution/

levanta essa questão do Anti-semitismo na série

Responder

Onoff

22 de dezembro de 2018 às 09h38

que tal ler O Homem que Amava os Cachorros???

Responder

Lucas Cantino

22 de dezembro de 2018 às 00h42

Ela está sendo considerada anti comunista e tb anti semita por alguns…

Responder

Paulo Amorim

21 de dezembro de 2018 às 10h19

A série não é fraca, mas é extremamente tendenciosa! É uma pena que uma obra genuinamente russa possa deturpar por completo uma história de tão rica transformou-se em universal. Há também de refletirmos quando se diz que Karl Marx está morto, mas ao mesmo tempo a ideologia socialista ainda provoque tanto pavor em um mundo reconhecidamente neoliberal.

Responder

    Ozimandias

    22 de dezembro de 2018 às 09h36

    em coletiva recente, deputada esquerdista pergunta a D.Trump,a proposito da Venezuela: “porque a economia socialista provoca tanto medo ainda?”
    O Donald retruca: “por que os americanos querem passear com seus cachorros, não come-los”

    Responder

Marcus Vinicius Oliveira Curtinhas

20 de dezembro de 2018 às 17h37

Caralho, nunca vi tanto exagero e mentira numa serié kkkkkkkk foram conservadores de direita que criaram né? Concerteza!

Responder

Makhno

20 de dezembro de 2018 às 17h11

Série muito boa. Há algumas bobagens sempre presentes em dramatizações da história, mas a essência da vida de Trotsky foi preservada.

Responder

Antonio

20 de dezembro de 2018 às 10h57

Vi o primeiro capítulo e é um lixo! Série coxinha feita para denegrir a imagem de Trotsky.
Quem quiser saber mais sobre Trotsky leia O homem que amava os cachorros; excelente!

Responder

    BOrges

    29 de dezembro de 2018 às 08h06

    Esses brasileiros querendo ensinar a história do Trotski pros Russos… ja vi algo parecido recentemente… ??

    Responder

Mirtes

20 de dezembro de 2018 às 05h52

Jamais compreendi por que você, Miguel, abandonou a luta de Lula. Talvez soubesse de algo que nós não sabíamos e não quis nos falar. Lembro de sua luta que também era minha. Você me inspirava. Deixou de fazê-lo quando apoiou Ciro Gomes. Está tudo de cabeça pra baixo no Brasil. Obrigada por esta resenha, pelo conteúdo verdadeiro sobre esta série. Tenho grande apreço pela Rússia, pelo comunismo, embora nunca tenha saído às ruas por este ideal. Esta é uma luta desigual, onde o capital dispõe de tantos meios para deturpar memórias. Conheço pouco da vida de Trotsky e do pouco que sei, através dos ideais do PCO, gostaria de deixar aqui o meu repúdio a este canal, o Netflix, que tanto tem feito pela desonra de nossa luta da esquerda, de Lula com nota especial.

Responder

    Carlos Eduardo

    20 de dezembro de 2018 às 12h00

    Se me permite opinar, acompanho o Cafezinho a alguns anos e o Miguel nunca mudou um centímetro da sua opinião sobre Lula.
    Agora, apontar os erros não é abandonar, Miguel apoiou Ciro na eleição e me lembro de uma live que ele passou o tempo todo falando dos erros do Ciro, criticando-o.
    Nós criticamos nossos pais, irmãos, filhos e até amigos quando erram, pq não se pode fazer o mesmo com políticos?? Aliás, com políticos é que deveríamos fazer mesmo, não?
    Miguel talvez seja o mais autêntico e democrático dos blogueiros, é xingado diariamente aqui no fórum e mesmo assim ele não expulsa ninguém, e é xingado por lulistas… não é coincidência.

    Responder

Carlos

20 de dezembro de 2018 às 02h02

Sinceramente foi a melhor série do ano.ela mostra o que realmente Trotsky foi:um monstro,o homem por trás da revolução que dizimou a vida de milhões de seres humanos.essa obra de arte merece ser vista por todos

Responder

    Lucas Ivan de Carvalho Cantino

    22 de dezembro de 2018 às 00h46

    Maniqueísmo barato…

    Responder

    Lucas Cantino

    22 de dezembro de 2018 às 16h55

    Aliás , essa é uma série feita pela TV estatal russa,tu acredita no Putin ?

    Responder

    André Luiz Barbosa da Silva

    03 de fevereiro de 2019 às 12h10

    Ustra Vive, Stalin Vive, Trotsky vive… ! Viva os torturadores e assassinos! kkkkkk

    Responder

      Lucas Cantino

      03 de março de 2020 às 01h28

      Que comentário incrível,nossa!

      Responder

Luis

19 de dezembro de 2018 às 17h19

Três coisas para jamais assistir na Netflix:

1. Séries ‘históricas’
2. Documentários
3. Adaptações de manga/anime

É 100% de chance de bomba.

Responder

Bozo & Andrade Artigos para Festas Infantis

19 de dezembro de 2018 às 15h36

Para críticos tenazes do bolchevismo, que não perdoam a crença fanática na infalibilidade do partido e de seus líderes, porém sempre comprometidos com a honestidade intelectual, essa série não passa de imenso monturo.

Responder

Alessandro Lamar

19 de dezembro de 2018 às 11h54

Muito obrigado por poupar meu tempo, ainda mais quando acabei de ler ‘O Homem que Amava os Cachorros’. Pensei que a série fosse inspirada no livro, mas já deu pra perceber que não é.

Responder

Luiz Carlos P. Oliveira

19 de dezembro de 2018 às 10h08

Só espero que nenhum bolsominion ou coxinha psicótico venha me falar da série (ridícula) como se ela fosse o retrato fiel da vida de Trotsky. Mas esses babacas sem cultura certamente nunca leram nada sobre ele. Portanto, jamais saberão que Trotsky foi o revolucionário “mais brando” da revolução russa.

Responder

henrique de oliveira

19 de dezembro de 2018 às 08h35

Essa serie esta pior que o Mecanismo , a Netflix esta se transformando num lixo pior que a globo.

Responder

Sérgio Rodrigues

18 de dezembro de 2018 às 21h27

Todas as críticas a Trotsky que conheço de Stalin, são de natureza política e ideológica, tanto nos anos vinte, após a morte de Lênin, como nos anos trinta do século passado.

Frank Jacson ou nome real: Jacques Monard, o assassino de Trotsky, depois cognominado de Ramon Mercader, era seu seguidor, recrutado pela IV Internacional na França, e, o matou por razões passionais por conta da secretária do mesmo, Sylvia Ageloff.

O resto são narrativas construídas pelos seus seguidores!….

Quanto a visão burguesa sobre ele, é deplorável!…

Na realidade, tanto a Trotsky quanto a Stalin, o objetivo é atingir o grande Lênin e os ideais socialistas!….

Responder

    Marcelo

    20 de dezembro de 2018 às 06h26

    Lênin é aquele judeu que foi devidamente conduzido à Rússia por capitalistas que desejavam promover a “revolução socialista”, antes que algum aventureiro tomasse a dianteira? O cara que foi patrocinado por capitalistas ser chamado de revolucionário é a maior deturpação do comunismo/socialismo. O ser humano é facilmente iludido.

    Responder

    Felipe

    21 de dezembro de 2018 às 20h22

    Jacques Monard era o nome que Ramón Mercader, catalão e membro do partido comunista espanhol, escolheu para viver em Paris. Moro em Madrid e qualquer militante do PCE sabe quem era o assassino do Trotsky. Ele está enterrado em Moscou com o seu nome real.

    abraços

    Responder

Bergson Cardoso Guimarães

18 de dezembro de 2018 às 18h58

O pior da série e o Sigmund Freud que colocaram em diálogos com Trotsky.
No começo da série ele, Trotsky, teria sido escolhido por capitalistas judeus que, segundo os protocolos dos sete sábios de Sião, estariam interessados em dominar o planeta armando a conspiração do comunismo.
Até mesmo a arte pode criar o kitsch do kitsch do kitsch….

Responder

    Marcelo

    20 de dezembro de 2018 às 06h29

    A verdade dói não é? O único erro é que quem foi escolhido foi Lênin e não Trostky.

    Responder

Ana Gorender

18 de dezembro de 2018 às 15h29

Pensei que seria impossível, mas a série (parei de assistir no meio do primeiro capitulo) ganha do terrível O Mecanismo. Tempos de vale tudo. Tristes tempos.

Responder

    Oblivion

    18 de dezembro de 2018 às 20h45

    Ou simplesmente estratégia para continuar emburrecendo a manada que tem aversão à leitura, incapacidade de averiguar os fatos sem paixões e forte tendência pra ser massa de manobra? Quando ouvi o relato entusiasmado de uma pessoa que estava assistindo o tal mecanismo senti um misto de raiva e pena. Aposto que a pessoa nem ficou sabendo do argumento da liberdade artística que o mau caráter saiu quando questionado de alguns dos absurdos.

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      juan

      19 de dezembro de 2018 às 11h15

      A sociedade já foi emburrecida há varios anos. Netflix é mais uma empresa americana, voltada a defender o grande capital, financiada pela indústria do tabaco e do alcool.

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gN

18 de dezembro de 2018 às 14h47

Agora estou curioso para assistir

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