Hangout com Miguel do Rosário: Bolsonaro nos EUA

O discurso de posse de Paulo Guedes, ministro da Fazenda

Por Redação

03 de janeiro de 2019 : 14h50

No site do Ministério da Fazenda

Reforma da Previdência é essencial para retomada do crescimento, diz Paulo Guedes

Na transmissão de cargo, ministro da Economia defende também privatizações e simplificação tributária

Publicado: 03/01/2019 14h32
Última modificação: 03/01/2019 14h32

A reforma da Previdência, privatizações e simplificação tributária serão a essência da atuação do governo na retomada do crescimento do País, disse o novo ministro da Economia, Paulo Guedes, em seu discurso na solenidade de transmissão de cargo, realizado nesta segunda-feira (02), em Brasília. Segundo Guedes, uma vez aprovada a reforma previdenciária, o Brasil estará pronto para um novo ciclo de, no mínimo, novos dez anos de crescimento sustentável. “Previdência é o primeiro e maior desafio a ser enfrentado”, disse o novo ministro.

Guedes falou sobre a importância do teto de gastos (o que impede que o governo gaste mais do que arrecade para conseguir pagar despesas correntes), mas lembrou que as reformas estruturais são indispensáveis para o governo conseguir cumprir essa regra. “O teto está aí mas, sem paredes de sustentação, cai. Essas paredes são as reformas. Temos de aprofundar as reformas”, declarou.

Algumas mudanças serão praticamente imediatas, avisou o ministro. Ele explicou que em poucos dias será editada uma regra infraconstitucional contra fraudes e privilégios na Previdência, que deve gerar uma economia de até R$ 30 bilhões por ano para o governo federal. Ao longo dos próximos dias, destacou, serão editadas diversas medidas simplificadoras de caráter infraconstitucional.

Paulo Guedes destacou que a raiz do desajuste que atualmente prejudica economia brasileira foi o excesso de gastos públicos, em ritmo crescente há décadas. “O descontrole sobre a expansão dos gastos públicos foi o mal maior”, afirmou, ao lembrar de problemas que o País já enfrentou, como hiperinflação, congelamento de preços e retenção de ativos financeiros. “O Brasil foi corrompido pelo excesso de gastos”, declarou. Por isso, a ordem agora é colocar as contas do governo em dia e nesse rumo entram, por exemplo, as privatizações e políticas de redução de despesas. “Não precisa cortar drasticamente; é só não deixar crescer no ritmo que crescia”, afirmou. A reforma administrativa no setor público vai ajudar nessa economia, destacou Guedes, lembrando que cargos de confiança já estão sendo cortados.

Desafios

O novo ministro da Economia disse que é preciso não se enganar sobre um cenário atual de “falsa tranquilidade”, com inflação e juros mais baixos que no passado. Conforme destacou, essa “falsa tranquilidade” remete à estagnação da economia e esse problema tem de ser combatido. “O Brasil perdeu potencial de crescimento na insistência de ter uma economia de comando central, na insistência em ter o Estado como motor de crescimento”, afirmou. Dentro da meta de promover a simplificação na arrecadação, Guedes citou que uma das ideias é unificar vários tributos em um só imposto federal.

No atual cenário, Guedes ressaltou que um dos desafios a ser combatido é fazer que o Brasil deixe de ser “o paraíso dos rentistas” e passe, sim, a incentivar os empreendedores. Dentro dessa linha, tem forte peso a estratégia de promover a simplificação e redução de impostos. Guedes lembrou que o ideal seria operar com uma carga tributária de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), mas que atualmente o País tem uma carga de 36%.

“Também vamos desestatizar o mercado de crédito”, disse o novo ministro. Foi uma referência a linhas de crédito subsidiadas, que beneficiam somente alguns públicos, mas acabam gerando peso sobre o orçamento do governo. “Vamos despedalar o BNDES”, afirmou. Em seu discurso, Guedes também lançou como objetivo trabalhar para que o governo deixe de ser “uma máquina de transferências perversas de renda”.

Mudanças

O novo ministro disse ainda que não foi criado um superministério, mas um conjunto coeso, necessário para dar andamento, de forma sincronizada, às mudanças necessárias para retomar a saúde da economia nacional. “Vai ser uma construção conjunta. Não existe superministro”, disse. Segundo Guedes, os desafios exigem esforços dos três Poderes e de toda a sociedade.

Ao reforçar que a sua gestão vai trabalhar com a meta de “abrir a economia, simplificar impostos, privatizar”, Guedes deixou claro que já conta com uma alternativa caso as reformas – em especial a da Previdência – não avancem. “Se isso falhar, temos uma PEC também. Porque essas despesas vão se chocar contra o teto. E aí tem que escolher, ou segura o teto, desindexa, desvincula e desobriga todas as despesas da União”, disse. O objetivo é, assim, colocar os gastos públicos sob controle.

A valorização do capital humano é outro ponto-chave para o desenvolvimento do país, indicou o novo ministro. “Vamos apoiar a área social. É preciso investimento maciço em capital humano. O presidente Bolsonaro tem sido contundente em orientar o pensamento nas futuras gerações e não nas próximas eleições”, completou o ministro.

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20 comentários

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Valmir

04 de janeiro de 2019 às 09h48

Este regime neofascista do bolsonaro é um show de horrores. É um desgoverno contra a humanidade e contra o processo civilizatório e ao continuar com táticas de guerra e avançar com ações e propagação de clima neofacistas só vai piorar o cenário político, econômico e social. Não haverá prosperidade sem paz e justiça social. Simples, mas que não se pode esperar da direita brasileira.

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Paulo

03 de janeiro de 2019 às 22h40

Mas, peraí! Não é esse tal Guedes que está sob investigação por, supostamente, ter-se valido de aporte de R$ 1 bilhão dos fundos de pensão de estatais para alavancar fundos de investimento por ele geridos, e com estimativas preliminares de R$ 220 milhões de prejuízo aos tais fundos de pensão? O discurso foi bonitinho, maaaaass….e a prática? Huuuummm….

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Vi

03 de janeiro de 2019 às 21h33

Acho que a última frase do texto resume toda a narrativa do plano econômico deles:
“O presidente Bolsonaro tem sido contundente em orientar o pensamento nas futuras gerações e não nas próximas eleições”, completou o ministro”.
Por enquanto discursos. Vamos aguardar resultados.

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Samuel

03 de janeiro de 2019 às 21h09

Tal como o PT, nada de tornar o sistema tributário mais progressivo. Tal como o PT, os bancos baterão recordes de lucro. Tal como o PT, nada de auditoria na dívida pública. Tal como o PT, nada de taxar a distribuição de lucros e dividendos…

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    Carlos Eduardo

    03 de janeiro de 2019 às 21h14

    PT é esquerda na fala e direita nas ações.

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      Pendragon

      03 de janeiro de 2019 às 21h40

      O PT fazia uma falsa oposição ao PSDB que na verdade era Socialista Fabiano. Os socialistas Fabianos usaram e abusaram do PT, todas as politicas da ONU, LGBT, ideologia de genero, politicamente correto, direito dos manos, satanismo, destruição da familia, ódio ao homem Branco, PT e PSDB apoiavam, a unica diferença entre os dois partidos era a busca por cargos e pelo poder!
      O PSDB entregava mais facilmente as nossas riquezas a ONU, enquanto o PT fazia o que a ONU dizia mas não queria entregar seus cargos a soberania globalista. O PT dizia que o Brasil era nosso ( Na realidade o PT queria dizer que o Brasil pertencia ao PT). Os socialistas Fabianos não tem pressa, seu mascote é uma tartaruga, o PT fazia seu papel de propagar a ideologia marxista cultural dos Fabianos enquanto os Fabiasnos lhes davam poder e muito dinheiro. Foi assim! ambos não contavam com a eleição de Donald Trump, que quebrou a hegemonia globalista e que fez acontecer a vitória do Bolsonaro.

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    marco

    03 de janeiro de 2019 às 21h38

    Isso mesmo !
    Nem a correção da do IR fizeram.

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Pendragon

03 de janeiro de 2019 às 21h06

Ao PT só resta o belo, velho e atual poema do sábio Percy Percy Shelley:

Ozymandias

Ao vir de antiga terra, disse-me um viajante

Duas pernas de pedra, enormes e sem corpo,

Acham-se no deserto. E jáz, pouco distante,

Afundando na areia, um rosto já quebrado,

de lábio desdenhoso, olhar frio e arrogante

Mostra esse aspecto que o escultor bem conhecia

Quantas paixões lá sobrevivem, nos fragmentos,

À mão que as imitava e ao peito que as nutria

No pedestal estas palavras notareis:

“Meu nome é Ozimândias, e sou Rei dos Reis

: Desesperai, ó Grandes, vendo as minhas obras!”

Nada subsiste ali. Em torno à derrocada

Da ruína colossal, areia ilimitada

Se estende ao longe, rasa, nua, abandonada.

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Alan Cepile

03 de janeiro de 2019 às 20h53

1º) O que ele quis dizer com “será editada uma regra infraconstitucional contra fraudes e privilégios”? Quais, e de quem são, estes privilégios? Não explicou, mas da elite é que não deve ser…

2º) Imposto único, todos acabaram plagiando Ciro Gomes… Normal, todos copiaram o programa do candidato que era o mais preparado.

3º) Em nenhum dos itens explicou como vai fazer, apenas um “tem que fazer isso e aquilo”, tudo muito superficial e teórico, não falou da indústria, do emprego, só falou, mesmo que superficialmente, de economia, ou seja, falou para o mercado financeiro. Se vc não é da elite, pode começar a ficar bem preocupado.

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Ateu Anarco-socialista e Drogado

03 de janeiro de 2019 às 20h14

Estou começando a achar que o Justiceiro é na verdade o Miguel do Rosário hahaha

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José

03 de janeiro de 2019 às 20h01

Eu quero ver o Miguel do Rosário de camisa rosa.
Mas eu quero ver mesmo é a Damares de calcinha azul dançando o miudinho quando a indiarada cercá-la e deixá-la endiabrada só no sapatinho… arreda satanás… arreda satanás… arreda satanás… quero uma mamadeira de piroca… quero uma mamadeira de piroca… quero uma mamadeira de piroca… arreda satanás…

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MÃOS SUJAS DE ÓLEO DO CAMINHÃO

03 de janeiro de 2019 às 16h54

Eu quero ver esse nó cego negociar com os caminhoneiros assim tão birrentinho! Ah sim… o Moro vai saciar aqueles olhos de sangue, o exército vai sujar as mãos com o nosso sangue que não é norte americano, é afro-ameríndio… Fogo nessa vampirada! Esses mer.das não mudam nada. O povo que trabalha mesmo vai continuar se phodendo.

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Jose carlos

03 de janeiro de 2019 às 16h18

Ah tá, e os Bolsonaros e o Paulo Guedes vão mexer na aposentadoria de juiz. Ficou louco.
Dizer todo mundo diz, falar todo mundo fala, quero ver é fazer.
E só pura demagogia para conseguir adesão popular, mas mexer com juiz o buraco é bem, bem mais embaixo.
Pura demagogia.
Faz parecer que a reforma da previdência é para enquadrar juízes e funcionários públicos do alto escalão. Esses, se o Guedes mexer com eles, cai rapidindo do cargo.
Sinceramente não entendi pq blogs de esquerda ficam colocando as falas ou o que escreveu gente de direita. Pra isso é só ler o G1.

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Vocês do Cafezinho estão igual ao JN: só mensagens declaratórias Cadê as críticas? Ou não há o que criticar? Ou tá tudo certinho? Ou já se tornou aliado do bozo? Que ridículo!!! Jornalismo escrito sem crítica!

03 de janeiro de 2019 às 15h11

Que ridículo!!! Não há uma crítica sequer Então pra vocês do Cafezinho, tudo isso aí é verdadeiro? É tudo no preto e no branco? Tudo flores?? É isso?

Responder

    Justceiro

    03 de janeiro de 2019 às 15h45

    Qual crítica vocês querem? O cara ainda nem começou a trabalhar.

    E tem mais: Paulo Guedes disse o que todos tínhamos vontade de dizer: quem legisla tem boas aposentadorias, quem julga tem boas aposentadorias, só povo brasileiro é que se aposenta mal. Disse isso na cara de Rodrigo Maia e Dias Toffoli.

    Também quer simplificar a coleta de impostos, fazendo uma reforma tributária.

    Onde merece crítica?

    Responder

      O MÁGICO DE OZ SÓ NÃO DISSE O QUE VAI SER FEITO DO QUEIROZ QUAL A PROMOÇÃO QUE VAI GANHAR MAS AMEAÇOU A SAUDE E A EDUCAÇÃO E CORTOU 8 REAIS DO SALÁRIO MÍNIMO O FDPÇ

      03 de janeiro de 2019 às 16h11

      NOSTRADAMUS ( Banquinho e gamela ) Tudo revirado de ponta cabeça… vida loka!

      Responder

        Renato

        03 de janeiro de 2019 às 19h44

        Queiroz ganhará uma promoção bem menor do que aquela que ganhará a Rosângela Barbiere ( a assessora do deputado petista André Ceciliano ), que movimentou a bagatela de 26 milhões !

        Responder

      José

      04 de janeiro de 2019 às 16h27

      A crítica é que esse FDP quer matar pobre, preto, puta e encher a bunda dos ricos de dinheiro… cortar 8 reais do salário mínimo e diminuir a alíquota máxima do IR dos que mais ganham idiotão.

      Responder

    Alan Cepile

    03 de janeiro de 2019 às 20h56

    Os brazil171 da vida piram com o Cafezinho! rsrs

    Responder

    Deca

    04 de janeiro de 2019 às 05h21

    Esse blog mudou muito. Muitos eleitores do “mito” entram no blog. Essa galerinha só sabe falar mal do PT. Ridículos!

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