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A estagnação da produção brasileira de petróleo

Por Miguel do Rosário

07 de janeiro de 2019 : 13h29

O histórico mostra que a produção brasileira de petróleo está estagnada há um ano. Mas a tendência é aumentar conforme os novos campos do pré-sal entrem em operação.

No site da ANP

Produção de petróleo e gás cai em novembro devido a paradas para manutenção

Publicado: Quinta, 03 de Janeiro de 2019, 13h07
Atualizado: Quinta, 03 de Janeiro de 2019, 13h23

Em novembro de 2018, a produção de petróleo e gás no Brasil foi de 3,274 milhões de barris de óleo equivalente por dia, uma redução de 2,3% em relação ao mês anterior. A queda se deve principalmente à realização de paradas para manutenção no FPSO Cidade de Ilhabela, no campo de Sapinhoá (Bacia de Santos) e nas plataformas P-18 e P-37, no campo de Marlim (Bacia de Campos).

A produção de petróleo no período foi de 2,567 milhões de barris de petróleo por dia (bbl/d), uma redução de 1,8% na comparação com o mês anterior e de 1,1% se comparada com novembro de 2017.

Já a produção de gás natural do Brasil foi de 112 milhões de m³ de gás natural por dia, uma redução de 4% em comparação ao mês anterior e de 0,9%, se comparada com o mesmo mês de 2017.

Os dados de produção de novembro estão disponíveis na página do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural.

Pré-sal

A produção do pré-sal em novembro totalizou 1,817 milhão de boe/d, uma redução de 1,3% em relação ao mês anterior. Foram produzidos 1,45 milhão de barris de petróleo por dia e 58,4 milhões de metros cúbicos diários de gás natural por meio de 86 poços. A participação do pré-sal na produção total nacional em novembro foi de 55,5%.

Os poços do pré-sal são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do artigo 2º da Lei nº 12.351/2010.

Aproveitamento do gás natural

O aproveitamento de gás natural no Brasil no mês de novembro alcançou 96,3% do volume total produzido. Foram disponibilizados ao mercado 59,6 milhões de metros cúbicos por dia.

A queima de gás totalizou 4,2 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de 39,7% se comparada ao mês anterior e de 18,1% em relação ao mesmo mês em 2017. O principal motivo para o aumento da queima foi o início do comissionamento da plataforma P-75, operando no campo de Búzios.

Campos produtores

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural. Produziu, em média, 903 mil bbl/d de petróleo e 38,2 milhões de m3/d de gás natural. Os campos marítimos produziram 95,8% do petróleo e 81% do gás natural. A produção ocorreu em 7.325 poços, sendo 704 marítimos e 6.621 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,7% do petróleo e gás natural.
Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.113. Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 77.

A Plataforma FPSO Cidade de Maricá, produzindo no campo de Lula por meio de seis poços a ela interligados, produziu 150,6 mil barris diários e foi a instalação com maior produção de petróleo. A instalação Polo Arara, produzindo nos campos de Arara Azul, Araracanga, Carapanaúba, Cupiúba, Rio Urucu e Sudoeste Urucu, por meio de 38 poços a ela interligados, produziu 8,2 milhões de m3/d e foi a instalação com maior produção de gás natural.

Outras informações

Em novembro de 2018, 302 áreas concedidas, uma área de cessão onerosa e três de partilha, operadas por 29 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 76 são marítimas e 230 terrestres. Do total das áreas produtoras, dez são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.

O grau API médio foi de 27,3, sendo 39,6% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 47,3% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 13,1% óleo pesado (<22 API).

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 111,9 mil boe/d, sendo 88,1 mil bbl/d de petróleo e 3,8 milhões de m3/d de gás natural. Desse total, 106,3 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 5,6 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 367 boe/d em Alagoas, 3.424 boe/d na Bahia, 21 boe/d no Espírito Santo, 1.541 boe/d no Rio Grande do Norte e 207 boe/d em Sergipe.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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2 comentários

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Acauã Rodrigues

08 de janeiro de 2019 às 08h04

Estes dados e tabelas teriam muito mais significado e significância se acompanhados pelos dados e tabelas desde a descoberta do Pré-Sal.
Não seria difícil fazer isso…

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Paulo

07 de janeiro de 2019 às 17h36

Em todo esse debate a respeito da Petrobrás, sobre privatizá-la ou não (adianto que, na minha opinião, por ser estratégica, nem deveria se cogitar disso), a única certeza que a história indica é que, até hoje, o povo brasileiro não viu, na bomba do posto, os benefícios do “petróleo é nosso”…

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