Hangout com Miguel do Rosário: Bolsonaro nos EUA

O discurso de posse de Nicolás Maduro

Por Miguel do Rosário

11 de janeiro de 2019 : 09h48

A íntegra do discurso de Nicolás Maduro pode ser assistida no vídeo abaixo (começando no minuto 1:26:26).

Maduro mencionou Bolsonaro em seu discurso, chamando-o de fascista. A notícia está viralizando muito rápido nas redes bolsonaristas.

Opinião do blog: embora o presidente Bolsonaro seja mesmo um fascista, não me parece muito inteligente, do ponto-de-vista diplomático, provocá-lo diretamente desta maneira num discurso de posse, ainda mais neste momento, em que Bolsonaro acaba de ser eleito.

Como Maduro se tornou inimigo da imprensa brasileira (e mundial), o ataque de Maduro ajuda Bolsonaro, ou seja, se o objetivo de Maduro era prejudicar o presidente, o resultado é o oposto. A guerra híbrida tem de ser combatida com inteligência e comunicação.

É, de fato, um presentão para Bolsonaro que o Brasil tenha uma “inimigo externo” neste momento…

Por razões parecidas, é um erro tolo que setores da esquerda pretendam lutar a guerra híbrida ressuscitando maniqueísmos ideológicos, do tipo “Maduro ou nada”, que é uma versão esquerdista do “meninos vestem azul, meninas vestem rosa”. Tem muita gente progressista que não apoia Maduro porque tem informações negativas vindas do país.

A melhor maneira de ajudar a Venezuela, portanto, não é atacar quem critica o regime Maduro, mas procurar fontes independentes e confiáveis e compartilhar essas informações.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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2 comentários

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Zeff

14 de janeiro de 2019 às 14h29

Errou feio o jornalista. Essa forma simplista de abordar temas complexos só nos trás mais insegurança. A esquerda está corretíssima de manter pressão, ou o jornalista v\\~e outra saída? Na conversa não teremos resultado algum com uma ju$tiça podre que aí está…nunca terá. Agora é luta, revolução.

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Paulo

11 de janeiro de 2019 às 12h10

A melhor maneira de ajudar a Venezuela é apertar o cerco à proto-ditadura, a fim de evitar a cubanização completa do país (um caminho de volta difícil e longa, muito longa). Vê-se que Maduro é um fanfarrão (característica herdada de Chaves, que, por sua vez, a herdou de Fidel) quando ele chama um presidente legitimamente eleito de fascista, enquanto ele próprio, supomos, se considera o legitimado pelo povo, o arauto da verdade e o paradigma da democracia…

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