História: Brizola na Unicamp em 1987

Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

Em entrevista ao Estadão, Guedes ressalta agenda neoliberal do governo: “vender tudo”

Por Miguel do Rosário

10 de março de 2019 : 13h26

Não é tempo para muita brincadeira, porque o momento é extremamente grave e quem já está pagando é a população, especialmente de baixa renda e classe média.

Paulo Guedes, ministro da Economia do governo Bolsonaro, concedeu entrevista ao Estado de São Paulo, em que deixou bem claro uma agenda radicalmente neoliberal.

Mesmo sendo críticos, é importante que fiquemos atentos às propostas de Guedes, para promovermos um debate em alto nível e fazermos um contraponto mais inteligente e objetivo possível, que consiga reduzir danos, qualificar o debate e educar a opinião pública.

Ao dizer que pretendia “vender tudo”, Guedes marca posição política, para agradar ao núcleo do eleitorado liberal de Bolsonaro, mas é preciso ter em mente que essa agenda não conta com amplo apoio popular. Apenas uma elite reduzida apoia esse tipo de coisa.

***

Na Gazeta do Povo

“Novo pacto federativo, choque de energia barata, reforma da Previdência: a pauta positiva de Paulo Guedes

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Paulo Guedes antecipa ações da equipe econômica do governo Bolsonaro além da reforma da Previdência. Principal plano é o socorro imediato a estados e municípios

Os primeiros 70 dias de Jair Bolsonaro no comando do Palácio do Planalto não tiveram como protagonista uma das peças-chave – senão a principal delas – do novo governo, o ministro da Economia, Paulo Guedes. Um dos artífices do projeto de reforma da Previdência, Guedes, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, afirmou que a equipe econômica sob seu comando não está vivendo como refém da aprovação da reforma pelo Congresso. Ao contrário, prepara um conjunto de medidas que ele classifica como “pauta positiva”: “É tanta coisa boa que tem que fico com pena do Brasil de ficar discutindo sexo dos anjos, ser tão pequenininho”.

Entre as principais medidas anunciadas pelo ministro, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para um novo pacto federativo, a oferta de energia barata visando a reindustrialização da economia brasileira e, claro, as privatizações.

Leia a seguir os trechos mais importantes da entrevista concedida pelo ministro:

Pauta positiva 
“Vem uma pauta positiva aí: PEC do pacto federativo, simplificação e redução dos impostos, aceleração da privatização, desestatização do mercado de crédito, abertura da economia. (…) Vem aí o choque da energia barata em mercado. Isso vai permitir uma redução do custo de energia de quase 50%. É tanta coisa boa que tem que fico com pena do Brasil de ficar discutindo sexo dos anjos, ser tão pequenininho”.

PEC do pacto federativo 
“Estamos articulando a apresentação da PEC (proposta de emenda constitucional) do pacto federativo no Senado. Queremos devolver o protagonismo orçamentário da classe política”. 

“Os políticos vão entender que, em vez de discutir R$ 15 milhões ou R$ 5 milhões de emendas, vão discutir R$ 1,5 trilhão de orçamento da União, mais os orçamentos dos municípios e dos Estados. Se a proposta é menos Brasília e mais Brasil, preciso do pacto federativo para fazer o dinheiro chegar lá. Todo mundo com quem a gente conversa está entendendo que o caminho é esse”. 

“Vamos lançar o pacto federativo já. Os governadores e os prefeitos, que estão todos quebrados, dizem ‘pelo amor de Deus, pelo amor de Deus, faz alguma coisa’. Eles estão devendo para o funcionalismo, para fornecedores. Não estão pagando dívidas. Está caótico o quadro financeiro de Estados e municípios. Isso significa que o timing político é já. Então, nós vamos mandar o pacto federativo também para o Congresso agora, mas pelo Senado”. 

“São os representantes do povo reassumindo o controle orçamentário. É a desvinculação, a desindexação, a desobrigação e a descentralização dos recursos das receitas e das despesas”. 

Tramitação da PEC do pacto federativo 
“São dois projetos grandes e importantes. Um entrando pelo Senado, outro pela Câmara. Eu até achava que a gente iria segurar um pouco para fazer uma coisa de cada vez. Só que a situação político-financeira de Estados e municípios está pedindo isso já”. 

Como funcionará o novo pacto federativo 
“Ele vai ter duas dimensões importantes. Uma é de curto prazo, sim. Tem de vir um balão de oxigênio, mas ele é condicionado às reformas em nível estadual e municipal. Estamos chamando de Plano Mansueto (em referência ao secretário do Tesouro, Mansueto Almeida), que é um especialista nisso. É uma antecipação de receitas para quem fizer o ajuste. Por isso é que preciso desamarrar, desindexar, desvincular os orçamentos. Se você devolver o poder de decisão para os prefeitos e governadores, eles vão poder fazer o que é mais urgente para cada um”. 

“Vou dar um exemplo que já está sendo analisado. Um Estado está fazendo um programa de ajuste que parece que vai assegurar a ele R$ 4 bilhões. Então, em vez de ele ter os R$ 4 bilhões lá na frente só, ele poderá ter uma antecipação entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões, para sobreviver enquanto seu pacote não funciona”. 

Choque de energia barata 
“É algo semelhante ao que foi o shale gas (gás de xisto) nos Estados Unidos. As conversas envolvem diversos órgãos do governo, alguns Estados, além da Petrobrás, e já estão avançadas. O grande problema é que hoje o gás que está sendo tirado dos campos todos não é aproveitado como deveria. Com o estímulo para a iniciativa privada investir no transporte por dutos e com o fim do monopólio de distribuição das estatais de gás, criando maior concorrência, o preço deverá cair, tanto para uso doméstico como industrial. Queremos um choque de reindustrialização com energia barata”. 

Reforma da Previdência 
“Nós vamos aprovar essa reforma da Previdência. Na quinta-feira (7), estava conversando com meu time e me correspondendo com parlamentares, com o Rodrigo Maia (presidente da Câmara dos Deputados), com todo mundo, e falando: “O presidente vai fazer a parte dele”. Tenho segurança disso, porque acredito na dinâmica de uma sociedade aberta”. 

Idade mínima da aposentadoria 
“Antes da reforma, [o presidente Jair Bolsonaro] falava que a idade mínima de aposentadoria para as mulheres deveria ser 60 anos. Não obstante, ele apoiou a reforma com 62. (…) Como cidadão, ele pode achar isso, mas como presidente mandou com 62. Por que ele não bateu na mesa conosco e mandou abaixar para 60? Bastava ele fazer isso. Ele não é político convencional que fala que quer 65, para depois o pessoal falar que quer 60 e no final fechar com 62. É transparente. Ele diz que a sua preferência é essa mas entendeu que a sua responsabilidade exige que a idade mínima seja 62 e deixa isso ser negociado”. 

Negociação da reforma da Previdência 
“A economia de R$ 1 trilhão é o piso. A reforma tem duas dimensões importantes. Quer reduzir a idade mínima das mulheres para 60 anos? A economia cai R$ 100 bilhões. Se cair a idade mínima das mulheres, não poderá mexer nas regras do rural, no BPC (Benefício de Prestação Continuada, pago a idosos de baixa renda). Se quer reduzir a idade da mulher, tira do militar. Se quer dar para o militar, tira do rural. No total, tem de dar R$ 1 trilhão”. 

“Se não der uma economia de R$ 1 trilhão, estaremos assaltando as futuras gerações. Vamos deixar os pequenininhos pagando para a gente de novo. Vai estourar o regime e eu não consigo lançar a carteira verde amarela, para os jovens. Tem um custo de transição. Tem de ter potência fiscal”. 

Benefício de Prestação Continuada 
“Quero uma reforma com potência fiscal suficiente para eu poder bancar a transição para o regime de capitalização. Como eu resolvo isso? Só com os jovens – e tem de ter uma potência de R$ 1 trilhão para alavancar. A segunda exigência para viabilizar o sistema é acabar com os encargos trabalhistas. Essa reforma é só o começo. Vamos mexer mais. Já, Já. Mas primeiro eu preciso de uma potência fiscal para ter fôlego”. 

“Cada medida tem uma razão. Se quem não contribuir ganhar a mesma coisa daquele que contribuiu, ninguém vai contribuir. O BPC tem de ser o seguinte: o cara não contribuiu, ganha um pouco menos do que quem contribuiu. Em compensação, o governo dá o benefício antes. Tem de ter uma diferença. Eu acho que, se em vez de fazer 60 anos (idade para começar a receber o benefício) e 70 anos (para ter o salário mínimo) colocar 62 anos e 68 anos, passa no Congresso. Além disso, se o valor de R$ 400 for para R$ 500 ou R$ 600, passa”. 

“Toma lá dá cá” 
“Pelas contas do ministro Onyx Lorenzoni, que é responsável pela coordenação política, temos 260 votos para a reforma da Previdência. Explicitamente a favor são 160 votos, e mais 100 que dizem que estão juntos do governo (nos bastidores). (…) Faltam 48 votos. Dizem aí que estão pedindo isso e aquilo. (…) Agora, há pedidos que são legítimos – e acho até que é pouco. Uma classe política que tem um orçamento da União de R$ 1,5 trilhão para alocar e supostamente está contente em sair com R$ 15 milhões para cada um, para favorecer suas bases eleitorais? Acho que esses caras estão fora da realidade”. 

Ameaça de desidratação da reforma da Previdência 
“[Se o Congresso desidratar a reforma] Derruba toda a pauta positiva. Eu terei muita dificuldade de lançar a capitalização (sistema de previdência em que cada um poupa para sua própria aposentadoria). (…) Não vou dizer que desisto. Mas é uma ameaça séria”. 

Privatizações 
“Vou privatizar, reduzir dívida. Todo mundo bateu palma quando a Petrobrás vendeu ativos, reduziu a dívida e passou a valer dez vezes mais. Eu quero fazer isso com os ativos do Estado, inclusive os imóveis. Nós temos metas”. 

“Eu gostaria de vender tudo e reduzir dívida. Agora, quem tem voto não sou eu, é o presidente. Aí ele diz: ‘Não vai vender a Petrobrás, não vai vender o Banco do Brasil…’.” 

Déficit fiscal 
“Há dois tipos de mentalidade. (…) Uma é assim: se você acha que o buraco vai dar uns R$ 160 bilhões, coloca R$ 160 bilhões na meta. Aí qualquer coisa que conseguir a menos que isso vai deixar o mercado muito feliz e dizer que nós somos muito bons. A minha é a gente dizer que vai ser zero e, se disserem que é impossível, nós falamos que vamos tentar o impossível. Se der tudo errado e o déficit ficar em R$ 60 bilhões ou R$ 70 bilhões, é menos da metade do que os caras que diziam ter feito um belo trabalho”. 

Crescimento econômico 
“O modelo acabou. Não existe alavanca. Você tem de fazer as reformas. Quer fazer o que a Dilma fez? Não tem mágica. Tem de fazer a coisa certa. Isso significa a classe política assumir suas responsabilidades orçamentárias. Não é ficar escondido atrás de um documento escrito há 30 anos e jogar a culpa nele”. 

Partidos políticos 
“É claro que a nova política terá de valorizar os partidos. Política é feita por partidos. Agora esses partidos não podem ser mercenários. Têm de ser temáticos e programáticos. É um choque do antigo com o novo e não adianta acusar o governo de não querer fazer política como antigamente. Claro que não! Fomos eleitos para não fazer. Aquele jeito de fazer política está na cadeia e está perdendo eleição. Qual o jeito novo? Não sabemos. Vamos aprender juntos. Vamos valorizar os partidos? Está certo o Rodrigo Maia ao dizer isso. Vamos negociar cargos? Não está certo se for isso”. 

Protagonismo dos políticos 
“Os políticos têm de assumir as suas responsabilidades, as suas atribuições e os seus recursos. Eles são gestores públicos e sabem o desafio que têm. Hoje o cara está sentado lá numa prefeitura, no governo do Estado, vendo subir isso, subir aquilo, sendo obrigado a fazer isso, fazer aquilo, e percebendo que ele não manda nada. Eles têm de mudar isso, assumir o protagonismo”. 

Divisão do governo 
“Agora, são dois novos eixos. O primeiro é temático, que foi muito explorado na campanha: bons costumes, família, segurança. O lado de lá fala que o presidente está distribuindo vídeo pornográfico. O lado de cá diz que o presidente está dizendo à tribo dele que continua atento aos costumes e à turma que usa dinheiro público para expressar ‘arte’. É uma disputa temática válida. Ele está mobilizando os temas que aqueceram sua campanha”. 

“Tem uma democracia funcionando, com uma agenda de costumes de um lado. O presidente ganhou a eleição dizendo ‘Brasil acima de tudo, Deus acima de todos’ e o Paulo Guedes dizendo que vai privatizar. Foi essa agenda que ganhou a eleição”.”

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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25 comentários

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Ultra Mario

11 de março de 2019 às 16h35

O Brasil não vai se recuperar jamais desse desmonte. Mesmo que coloquemos a mão na consciência e elegemos líderes responsáveis a partir de 2022, estaremos presos em uma realidade de miséria e de violência, assim como o México, que acordou ano passado, porém tarde demais.

Quem tiver a oportunidade de sair do país, é melhor que o faça já.

Responder

    Nostradamus

    11 de março de 2019 às 16h59

    Ninguém vai alugar nenhum, Ninguém vai largar a mão de ninguém. Nossos irmãos precisam de nós. O que devemos fazer é impedir o Bolsonaro e sua reforma demoníaca.

    impeachment !!!

    Responder

Vinícius

11 de março de 2019 às 12h32

Não sei qual a proposta do Ciro para a Previdência!
Alguém tem informação? Ele havia comentado iria encaminhar uma proposta.

Responder

Sidnei

10 de março de 2019 às 21h56

Ai, ai, ai, ai, ai, ai.
É muita coisa boa: tô com medo.
Esse cara vai rapelar o patrimônio brasileiro.
Os bancos públicos não podem emprestar para estados e municípios. Quem pode agora é o banco particular, uma taxa boa, 20% a.a com garantia das receitas!
Que coisa boa!
Uma dívida impagável e um jeito de torrar os 300 bilhões de dólares que o Lula deixou.
Depois, quando tiver tudo “ferrado”, vão dizer:
– Deu errado por que pegamos “leve”
– Pegamos leve por conta do marxismo cultural.
– Agora nós vamos pegar pesado que vai dar certo.
– É com você Dória, Moro e dalagnhol.

Responder

    Renato

    10 de março de 2019 às 22h16

    “Os bancos públicos não podem emprestar para estados e municípios. Quem pode agora é o banco particular, uma taxa boa, 20% a.a com garantia das receitas!”.Militonto, bancos públicos não podem emprestar para estados e municípios……financiarem gastos correntes; para financiar investimentos , pode. Mas eu acho que você nem sabe a diferença entre despesa corrente e investimento !

    Responder

      LUPE

      10 de março de 2019 às 22h54

      Caro Renato e seu samba do crioulo doido
      deixaram os leitores ………………………. doidos.
      Renato, “a serviço” pago em dólares,
      desta vez exagerou na dose da desinformação…………….
      Pega mais leve da próxima vez, caro Renato…………….

      Responder

    LUPE

    10 de março de 2019 às 22h50

    Caro Sidnei
    FFFFFF….. com tudo e depois dizem
    A CULPA É DO PT.
    E as pessoas com as cabeças envenenadas
    com violento ódio contra o petismo
    aceitam qualquer imbecilidade,
    absurdo ou escrotid……………………..contra o petismo.
    Petismo que as pessoas elegeram para odiar,
    após a (farsa) da Lava Jato.
    Enquanto isto nossos inimigos levaram o pré sal doado por Temer
    que por meio da Lava Jato
    eles por meio da Lav Jato levaram ao Poder .
    Para a eles, nossos inimigos, Temer ser servir.
    Doando as imensa riquezas do pré sal a preço de quase nada.
    Que a Grande Mídia cúmplice, que trabalha e serve a
    aos nossos inimigos não denunciou, não comentou, ficou em silêncio,
    não provocou o ódio , a revolta, a indignação nas pessoas….

    Responder

      LUPE

      11 de março de 2019 às 17h06

      Como a Grande Mídia fez, atiçou o ódio das pessoas
      na Lava Jato.
      Grande Mídia::::: Amiga?
      Defende quais interesses? Do Brasil e dos brasileiros?

      Responder

Nelson

10 de março de 2019 às 21h49

“Queremos um choque de reindustrialização com energia barata”. Mais uma para iludir incautos e inocentes e enganar trouxas.

O golpe de 2016 foi aplicado justamente para abortar, em definitivo, a tentativa de insuflar uma reindustrialização do país com a Petrobrás como carro-chefe. Esta tentativa de reindustrialização implementada pelos governos do PT foi, a meu ver, tímida. Se eleito presidente, Leonel Brizola teria “afundado muito mais o pé no acelerador”, teria sido muito mais incisivo na opção por um projeto soberano nacional.

Ainda que tímida, a medida aplicada pelo PT foi correta e bastante importante, pois, além da reativação da indústria, com o consequente efeito positivo no nível de emprego, incentivava também o desenvolvimento de novas tecnologias no país.

Não foi à toa que a Lava Jato, coordenada desde os EUA, centrou seu ataque na principal empresa brasileira, a Petrobras, com o fim de demoli-la e impedir que ela continuasse puxando o desenvolvimento do país.

Não haverá reindustrialização, pelo simples fato de que, se o Brasil se desenvolver passará a competir com os países ricos, algo que eles de forma alguma desejam.

O projeto real para o país é transformá-lo em mero exportador de commodities. Se quisermos produtos mais elaborados, teremos que importar. Como o governo eleito em outubro passado é capacho, sabujo, dos EUA e países ricos, este do Guedes, de reindustrialização, não passa de uma arenga sem substância para, repetindo, iludir inocente e incautos e enganar trouxas.

Responder

Nelson

10 de março de 2019 às 21h46

“Queremos um choque de reindustrialização com energia barata”. Mais uma para iludir incautos e inocentes e enganar trouxas.

O golpe de 2016 foi aplicado justamente para abortar, em definitivo, a tentativa de insuflar uma reindustrialização do país com a Petrobrás como carro-chefe. Esta tentativa de reindustrialização implementada pelos governos do PT foi, am meu ver, tímida. Se eleito presidente, Leonel Brizola teria “afundado muito mais o pé no acelerador”, teria sido muito mais incisivo na opção por um projeto soberano nacional.

Ainda que tímida, a medida aplicada pelo PT foi correta e bastante importante, pois, além da reativação da indústria, com o consequente efeito positivo no nível de emprego, incentivava também o desenvolvimento de novas tecnologias no país.

Não foi à toa que a Lava Jato, coordenada desde os EUA, centrou seu ataque na principal empresa brasileira, a Petrobras, com o fim de demoli-la e impedir que ela continuasse puxando o desenvolvimento do país.

Não haverá reindustrialização, pelo simples fato de que, se o Brasil se desenvolver passará a competir com os países ricos, algo que eles de forma alguma desejam.

O projeto real para o país é transformá-lo em mero exportador de commodities. Se quisermos produtos mais elaborados, teremos que importar. Como o governo eleito em outubro passado é capacho, sabujo, dos EUA e países ricos, este do Guedes, de reindustrialização, não passa de uma arenga sem substância para, repetindo, iludir inocente e incautos e enganar trouxas.

Responder

Nelson

10 de março de 2019 às 21h23

“Vem aí o choque da energia barata em mercado. Isso vai permitir uma redução do custo de energia de quase 50%.”

O [des]governo de Fernando Henrique Cardoso, o mais corrupto e deletério que o país já teve também prometia o melhor dos mundos aos brasileiros com suas privatizações. Deu no que deu.

Se as privatizações são feitas com o único objetivo de abrir mais espaços para a acumulação de mais e mais lucros pelas grandes corporações, essa história de reduzir o preço da energia em 50% é para enganar trouxas.

Com as privatizações, o que teremos é exatamente o contrário, o aumento desmesurado do custo da energia. Para que os lucros, sempre maiores a cada período que passar, exigidos pelas empresas privadas, possam se materializar, será preciso amentar os preços e não diminuir.

Responder

    Paulo

    10 de março de 2019 às 21h49

    Almirante Nélson, vou contigo nessa! Não há hipótese de redução de preços sob regime de privatização. Mesmo que haja cláusulas de resguardo, a politicalha vai ceder, mais dia, menos dia, via “incentivos” (diretamente aos congressistas, administradores; ou, indiretamente, aos responsáveis pelas tais “Agências Reguladoras”), à pressão dos concessionários ou empresários (conforme o regime). Trata-se de regimes de monopólio, praticamente, mesmo nos casos de privatização integral, e a lógica do lucro impera. É como a água forçando caminho numa represa: uma hora ela vence…pode-se defender a privatização sob outros argumentos (eficiência, universalidade dos serviços, etc – embora nem sempre se efetivem), mas JAMAIS sob o argumento do preço e da concorrência, pois ou esta não existe ou a operação se configura em regime de cartel…

    Responder

Paulo

10 de março de 2019 às 19h23

Mas a pior de todas as agendas é a da Reforma da Previdência. Vão destruir um patrimônio trilionário do povo brasileiro para trocá-lo por quimeras prometidas pelos agentes financeiros, nacionais e internacionais…

Responder

Paulo

10 de março de 2019 às 19h21

“Tem uma democracia funcionando, com uma agenda de costumes de um lado. O presidente ganhou a eleição dizendo ‘Brasil acima de tudo, Deus acima de todos’ e o Paulo Guedes dizendo que vai privatizar. Foi essa agenda que ganhou a eleição”. Parcialmente certo: quem ganhou a eleição foram o anti-petismo e a questão identitária, desrespeitosamente implementada pelas esquerdas. Privatização não foi endossada pela população, mas maliciosamente inserida na agenda, em grande parte, desconhecida do povo. Outra coisa: Vai reduzir o custo da energia em 50%? Arrisco dizer que, se fizer isso, faltará energia elétrica e teremos que aumentar substancialmente a importação de refinados de petróleo…

Responder

Alexandre

10 de março de 2019 às 17h39

“M ENTREVISTA AO ESTADÃO, LULA RESSALTA AGENDA CORRUPTA DO GOVERNO: “ROUBAR TUDO”

Responder

    LUPE

    11 de março de 2019 às 17h20

    Caro Alexandre
    Com o ódio violento e avassalador ao petismo,
    instalado pela Grande Mídia na cabeça das pessoas,
    os “a serviço em dólares” podem falar qualquer imbecilidade
    que as pessoas aceitam ,
    e dão razão às mentiras do inimigo
    proferidas contra elas mesmas….

    Responder

Nostradamus ( bacia , banquinho & porrete )

10 de março de 2019 às 17h23

Essa pauta não vai colar.
Isso não é planejamento. O Guedes não tem plano econômico. E afirmou que não tem alavanca de desenvolvimento e emprego. Quer alavancar o que ? Banco ?
O Congresso tem que discutir a credibilidade do governo Bolsonaro. Não vai ficar tudo como está na maior avacalhação. Reforma só porque a Globo e o mercado querem ? Do que adiantam as denúncias dos Bolsonaro e dos PSL ? Queiroz, Fundação da lava jato com dinheiro da Petrobras, outras tretinhas do Moro…
E o Ciro ? Ficou enciumado porque o Mourão passou perto daquela cadeira desejada tanto quanto aquela na qual FHC sentou-se antes e não foi eleito… Ninguém pode mais contrariar o fiscal de ânus dedilhado que o Ciroca se condói! Esse cara ainda vai fazer mer.da!

Responder

    LUPE

    11 de março de 2019 às 17h26

    Caro Nostradamus
    Isso tudo é tão absurdo (e a Grande Mídia calada, não comenta, etc.)
    que só há uma explicação: é destruição DELIBERADA do Brasil.
    É o caos social cada vez maior,
    desejado pelos nossos inimigos.
    Nossos inimigos que dominam e controlam a Grande Mídia
    e nos pilham, nos roubam o tempo todo, todo tempo.
    (pre sal Privataria Tucana, etc.)
    Com brasileiros lesa pátria ganhando milhões de dólares
    às nossas custas.

    Responder

Zé Maconha

10 de março de 2019 às 14h44

Vamos acabar com o crédito público , diz Guedes.
Crédito privado= juros mais altos.
Juros mais altos=menos crescimento.
Muita gente não enxerga mas o Guedes é o mais maluco de todos , vai provocar uma recessão fudida e vai dobrar a miséria.
No último trimestre o crescimento foi de 0,1 puxado pelo consumo do fim de ano.
Os economistas fingem não ver mas tudo indica que nesse primeiro trimestre teremos recessão , a curva está para baixo e falta bem pouco pra cair abaixo de zero.
Some isso a cegueira ideológica do Guedes e a próxima crise mundial que se anuncia.

Responder

    LUPE

    10 de março de 2019 às 15h35

    Caro Zé M
    Eu já desisti
    de pensar que são malucos, imbecis, ignorantes etc..
    Malucos não são.
    E imbecilidade tem limite.
    Logo eu me atrevo a concluir
    que estão em uma tarefa planejada e paga pelos…………
    A destruição deliberada do Brasil
    e o massacre deliberado dos brasileiros
    (TODOS de ricos aos pobres
    pagarão pela destruição do Brasil).
    Sorry.

    Responder

Maria Diana

10 de março de 2019 às 14h43

Incrível!!!
Foram EXATAMENTE AS classes mais AFETADAS
( POBRE E MÉDIA) QUE VOTARAM NO “CHEFE , DELE.”
BRASIL!
TERRA DA JABUTICABA./

Responder

LUPE

10 de março de 2019 às 13h45

Caros leitores
Pelo amor dedeus
Como segurar esta horda de brasileiros destruidores do Brasil?
Todos vamos pagar muito caro por isso.
Seja rico, seja pobre, seja classe média baixa, média, alta.
Caos social cada vez maior.
Enquanto os entregadores ganham milhões de dólares
às nossas custas.
E vão morar em Miami , em triplex na Avenue Foch em Paris, etc.

Responder

    Maria Diana

    10 de março de 2019 às 14h47

    Como fazer??
    Colocar a baixo pra recomeçar do ZERO./

    Responder

      LUPE

      10 de março de 2019 às 15h26

      Cara Maria Diana
      Falar é fácil.
      Mas, tente fazer as pessoas entenderem,
      sacarem que a Grande Mídia (e as redes sociais)
      são controladas e dominadas
      pelos nossos inimigos
      e para eles trabalham.
      Provavelmente vão te responder::: “mas como, eu não vi nada disso nas TVs,
      nem li nada disso nos jornais,
      nem ouvi nada disso nas rádios…”

      CORTA !!!!!

      Responder

    LUPE

    10 de março de 2019 às 15h40

    Desculpem
    Eu quis dizer >>>>>>>>>>> traidores.
    E esqueci de acrescentar
    “da Pátria” e
    “lesa pátria”.

    Responder

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