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Uma resposta à agressão de Sergio Moro a um ex-primeiro ministro português

Há alguns dias, Sergio Moro chamou José Sócrates, ex-primeiro ministro português, de “criminoso”. No Público Portugal é um estado de direito, doutor Moro… Chamar “criminoso” a um cidadão que não foi julgado nem condenado é um abuso que revela a verdadeira natureza de Sérgio Moro. 24 de Abril de 2019, 20:16 É, no mínimo, um […]

18 comentários
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Há alguns dias, Sergio Moro chamou José Sócrates, ex-primeiro ministro português, de “criminoso”.

No Público

Portugal é um estado de direito, doutor Moro…

Chamar “criminoso” a um cidadão que não foi julgado nem condenado é um abuso que revela a verdadeira natureza de Sérgio Moro.

24 de Abril de 2019, 20:16

É, no mínimo, um desplante. E no máximo um desplante no limiar do agravo diplomático que um ministro da Justiça estrangeiro venha até nós chamar “criminoso” a um ex-primeiro ministro que nem sequer foi condenado em primeira instância.

Que José Sócrates seja um espinho cravado na ética republicana, que acumule um pecúlio de suspeitas capazes de legitimar o estatuto de político que todos amam odiar, que se tenha transformado no ícone maior dos vícios do regime, é uma coisa; que seja apelidado de “criminoso” na praça pública sem que a sua sentença tenha transitado em julgado (sem que se saiba até se vai haver julgamento), é outra coisa completamente diferente. Caso o juiz Sérgio Moro tenha esquecido, num Estado de direito existe a presunção de inocência. A menos que…

A menos que Sérgio Moro tenha definitivamente despido a toga de juiz para se vestir com a pele de justiceiro, uma suspeita que a forma como geriu alguns processos da Operação Lava Jato legitima junto de muitos observadores.

Porque, é óbvio, um juiz tem o dever de ser minucioso na atribuição de estatutos a terceiros. Tem de conservar a prudência e o recato sobre processos em investigação, principalmente quando está num país estrangeiro. Tem de ser capaz de manter a elevação do seu cargo e da sua responsabilidade e saber resistir às acusações como as que José Sócrates, na sua delirante visão do mundo, lhe dirigiu. Tem, finalmente, de respeitar a independência da Justiça nos países que visita, abdicando de condenar sumariamente pessoas que nem sequer começaram a ser julgadas.

Sérgio Moro tem toda a legitimidade em defender as suas ideias sobre as virtudes do sistema penal brasileiro sobre o português, incluindo os méritos da delação premiada ou essa acumulação de funções que concedem ao juiz de instrução a responsabilidade de ser também o juiz que preside aos julgamentos dos suspeitos. Pela dignidade do seu cargo e pelo prestígio que acumulou antes de acelerar o julgamento de Lula para impedir a sua recandidatura, antes de produzir uma condenação que muitos observadores internacionais consideram ser forçada face à fragilidade das provas, antes de aceitar ser ministro do mais polémico presidente do Brasil das últimas décadas, Moro seria sempre bem-vindo a Portugal para fazer a apologia das suas ideias de justiça. O que disse sobre Sócrates foi muito para lá do tolerável e tornou-o uma persona non grata.

Estranha-se por isso a ruidosa teia de silêncio que se abateu sobre as suas lamentáveis acusações a José Sócrates. Não haver um juiz que lhe lembre o óbvio, um jurista que lhe aponte o atentado ou um governante que lhe denuncie o abuso é um triste sinal. Ninguém se quer colar a José Sócrates porque Sócrates é um activo tóxico, bem se sabe.

Mas o que está em causa é muito mais do que a ofensa a um ex-primeiro ministro sob suspeita. É um princípio básico do Estado de direito que foi atacado. É a credibilidade do sistema judicial português que é atingida – há um “criminoso” à solta, protegido pela impunidade? Logo, é um abuso de um ministro de um Governo presidido por um político cujas virtudes democráticas e valores humanistas se desconhecem por não existirem.

Chamar “criminoso” a um cidadão que não foi julgado nem condenado é um abuso que revela a verdadeira natureza de Sérgio Moro. Um juiz-político (ou um político-juiz) que nem num país que o recebe mostra perceber o que é o respeito diplomático. E, já agora, o que é um Estado de direito pleno.

tp.ocilbup@ohlavrac.leunam

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Comentários

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Jesus Barroso

27/04/2019 - 00h27

É impressionante como o pobre classe média de direita se comporta à maneira nazista. Mais impressionante ainda é que é um PACOTE COMPLETO: borçal, alienado e boca porca. Só consigo ter NOJO.

jarn

26/04/2019 - 15h55

“Uma resposta à agressão de Sergio Moro a um ex-primeiro ministro português”

tão lixo, verme e corrupto como vcs, mas esse tem ainda mais processos: 31! seus insetos esquerdistas, defensores de bandidos, logo serão varridos do Brasil e do mundo! cambada de vagabundos.

Lixeiras fedidas!

darcy

25/04/2019 - 16h15

Moro não tem a mínima condição para qualquer cargo a não ser esse escolhido a dedo pelo bozo como prêmio para sua atuação em prender Lula sem provas. A entrevista com o Bial, desnudou uma pessoa sem a mínima cultura, com um português primário de fazer corar qualquer analfabeto funcional ou não. Nunca leu um livro na vida, como ele demonstrou ao ser questionada e disse que gostava de ler biografias, mas não soube dizer qual a última que lera e culpou a “péssima memória”. O “juiz” Moro foi criado para uma unica missão prender Lula, seu prêmio aqui ele já recebeu, agora ele tem medo de ir na pátria mãe receber seu cachê porque lá tem cadeira elétrica.

Pedro Vieira

25/04/2019 - 16h05

Ele pensa que estar no Paraná, junto com seus comparsas!
Este senhor não me representa enquanto brasileiro!
É uma vergonha nacional igual o que o colocou como ministro!

Orlando Soares Varêda

25/04/2019 - 15h27

MAS UM HORROR DO JUIZECO MARRECO DO PARANÁ! …SÓ RESTA, NOS ENVERGONHAR.

O ex-juizeco moro, conje de dona Rosanje. Vixe Maria! Quê papelão,hem Dr. Marreco? …
Estou farto de me surpreender com as estultices deste energúmeno juizeco. O máximo que o
boçal consegue, é desgoelar-se, numa caricata cópia do Mussolini.

Na verdade, o deslumbrado não passa de um moleque despreparado. Custava o insolente
sujeito, resguardar as instituições brasileiras mantendo a boca fechada? …Sobretudo, quando
em passeio no exterior e, distante de um toalete.

Orlando

Renato

25/04/2019 - 14h42

“Portugal é um estado de direito, doutor Moro…”…Não, Portugal é um país de merda…..

Sergio moro tambrm e criminoso ao escutar a convesa de um chege de estado ilegalmente e banfido togado

25/04/2019 - 13h18

Ergio moro e um bandido de carteirinha sr rscondeatraZ dr uma toga para praticar crimes coma certexA da impunidade.

Paulo

25/04/2019 - 12h17

O que o Sócrates disse de Moro?

    Sergio Araujo

    25/04/2019 - 12h39

    As mesmas cretiniçes que dizem nossos amigos esquerdofrenicos locais para defender bandidos amigos.

    Desrespeitou os brasieliros, as intituçoes brasileiras e deu do criminoso ao juiz, ou ex juiz.

    Sergio Araujo

    25/04/2019 - 12h46

    A resposta sua pergunta deveria fazer parte da matèria como premessa e narraçào dos fatos do começo ao fim com as devidas conclusòes…mas foi volunatariamente omissa.

    As famosas historias contadas pelo rabo…

    Alexandre Neres

    25/04/2019 - 13h48

    “Como juiz, indigno. Como político, medíocre. Como pessoa, lamentável”. Zefini.

      Paulo

      25/04/2019 - 17h48

      Eu acho que o Moro teria até razão em xingá-lo, depois disso (claro que como Ministro deveria ter dado um tapa com luva de pelica, seria mais interessante, mas “criminoso” não ficou demasiado, não). Lamentável!

Jeferson

25/04/2019 - 12h14

“Em relação à pessoa em particular (Sócrates), eu não debato com criminosos pela televisão”. Kkkkkk tomou Sócrates papudo!!! A esquerda corrupta e bandida tremeu legal!! Chupa esta criminoso…

Sergio Araujo

25/04/2019 - 12h11

A de Moro foi resposta (fora do lugar) a agressào desse sujeito que tem passagens pelas cadeias portuguesas pelas mesmas acusaçoes dos amigos brasileiros.

E’ engraçado ver como esses elementos se defendem um com o outro.

Roque

25/04/2019 - 12h10

O negócio é o seguinte, bateu , levou. Quem fala o que não deve, escuta o que não quer. Este tal de Sócrates achou que ia tirar onda com o Moro, o verdadeiro herói do povo brasileiro, e se deu mal. E vai ser assim com qualquer esquerdopata bandido.

    Pedro Perini-Santos

    25/04/2019 - 13h07

    Caro Roque, percebo em sua postagem, e outras anteriores, alguns termos agressivos. Pergunto o que é esquerdopata?

      Roque

      25/04/2019 - 14h56

      Kkkkk eu sei que vc sabe… Mas vou te ensinar novamente. É uma doença mental grave denominada esquerdopatia em estágio terminal.
      Aquele que é militante de algum partido político de esquerda com características psicóticas. Um Comunista, Socialista, Marxista que tem noções distorcidas da realidade em razão da doutrinação ideológica sofrida em alguma fase da vida. Em razão da grave patologia, ignora os fatos e acredita em fragmentos da realidade ou em completas mentiras sobre o comunismo/socialismo. Entendeu ou quer que eu desenhe?

      Geraldo

      25/04/2019 - 15h03

      É muita cara de pau sua ver os termos agressivos do Roque, mas fechar os olhos para as agressões dos militantes da esquerda. Roque, senta a vara sem dó no lombo destes esquerdopatas.


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