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FGV: Petrobras salva as contas públicas de abril

Por Redação

20 de maio de 2019 : 12h35

O portal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), vinculado à Fundação Getúlio Vargas, divulgou a sua prévia de arrecadação federal, e descobriu que, não fosse a alta de 24% do item “Receita Administrada por Outros Órgãos”, que inclui royalties e participações especiais vinculados à venda de petróleo pela Petrobras e outras empresas (mas sobretudo da Petrobras), a receita fiscal assistiria a uma importante queda em abril.

No blog do Ibre

Antecipação da arrecadação federal: abril de 2019

17/05/2019

Autores: Vilma da Conceição Pinto e Juliana Damasceno

Com o objetivo de antecipar o desempenho mensal das receitas federais e seguindo metodologia própria[1], apresentamos previamente uma estimativa dos resultados divulgados pelos boletins gerenciais da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) ao final de cada mês.

Para o mês de abril de 2019, estima-se que a Arrecadação das Receitas Federais apresente um crescimento real de 0,8%, na comparação com abril de 2018. A arrecadação federal teria atingido, dessa forma, o valor de R$ 138,4 bilhões no quarto mês deste ano. Tal resultado decorre, principalmente, da expansão real estimada para as Receitas Administradas por Outros Órgãos (+23,7%), enquanto as Receitas Administradas pela RFB teriam registrado decréscimo real (-0,8%).

Embora a antecipação aponte variação real positiva para os Impostos (+3,5%), tal queda na arrecadação administrada pela RFB explica-se pelos recuos reais das demais principais rubricas: Contribuições (-2,7%) e Receitas Previdenciárias (-3,7%).

Para a primeira rubrica, os destaques positivos teriam ficado com o Imposto sobre Importação (+5,4%) e o Imposto de Renda Total (+3,5%), sobressaindo o crescimento do IRPJ (+8,7%). Na direção contrária, o IPI Total teria registrado recuo (-1,8%), ficando sua maior queda relativa com o IPI Automóveis (-11,4%), sempre em termos reais e em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Para a arrecadação das Contribuições, enquanto CSLL teria crescido em termos reais (+3,1%), PIS/PASEP e Cofins teriam apresentado queda real (-2,1% e -3,0%, respectivamente). Tal desempenho pode ser, em parte, atribuído à redução de alíquotas sobre combustíveis a partir de maio de 2018, de forma que as receitas com CIDE Combustíveis também recuaram no mês sob análise (-54,2%).

Estimativas para Outras Receitas Administradas também apontam queda real (-21,3%). Este recuo decorre, principalmente, do mesmo efeito base já observado em meses anteriores: fatores não recorrentes com forte contribuição para o desempenho positivo dos correspondentes meses no ano anterior não se repetiram este ano. Assim como nos primeiros meses de 2018, abril do ano passado registrou arrecadação extraordinária referente aos recolhimentos do Programa de Regularização Tributária (PRT/PERT) e de depósitos judiciais.

Por fim, antecipa-se um crescimento real para a Receita Administrada por Outros Órgãos (+23,7%), explicado pelo aumento de Royalties e Participações Especiais, decorrente do aumento do preço do petróleo e da desvalorização cambial.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.

[1] Metodologia disponível em: https://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/15310/TD%2082.pdf

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11 comentários

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LUPE

20 de maio de 2019 às 23h18

,
Caros leitores,

O comentário que fiz em outro post do Cafezinho,
serve para este aqui, também

Seguinte:

É o pré sal Doadado pelo eleito da direita
(posto no poder ilegalmente)
a até US$ 0,34 o barril ,
idiotas.

Quem não quer comprar?

Petróleo do présal dos brasileiros ,
baratinho
que vai pros States,
idiotas,
e é refinado e volta
a preço de banana ,
idiotas.

Sob a forma de gasolina e diesel, idiotas.

E você, eu ,
enchemos os tanques de nossos carros a R$ 5,00 ,
quando a Petrobrás

(que tá nas mãos de inimigos)
diz que podia ser R$ 2,40 , e com bom lucro.

Cada litro de gasolina , com isto,
dá um lucro boçal
à Petrobrás
(que tá nas mãos de inimigos)

Mesmo raciocínio para você, caminhoneiro.

Com isso
o lucro da Petrobrás
(que tá nas mãos de inimigos)
dá aos acionistas

(principalmente os acionistas americanos )
um ótimo lucro.

Às nossas custas,
idiotas.

Principalmente vocês
bossalnaristas. bossalmínions……………………
que botaram no Poder esses bandidos.

Que merda ter que seguir a manada
de idiotas.
Bossalnaristastas, na atualidade.

Nós proprietários de carros ,
(e quem tem carro a gás também tá pagando caríssimo)
e vocês caminhoneiros.

Pré sal baratinho ,
doadado peo agente de direita,
que o Golpe botou no poder
com a farsa da Lava Jato.

Cumplicidade da Grande Mídia.

Trabalha para quem, esta Grande Mídia?
Par os interesses dos brasileiros????

Ou trabalha para os interesses
dos inimigos dos brasileiros???

Responder

Giovani Mota Moreira

20 de maio de 2019 às 20h33

Mostram que exportamos mais de 400mi de barris ano passado salvando as contas públicas. Faltou analisar melhor antes dessa manchete uma vez que se as exportações de petróleo cru subiram quase 14% em relação ao ano anterior, a produção teve retração de 1% no mesmo período. Significa dizer que estamos processando menos e com isso atendendo exatamente os interesses norte-americanos, deixando de agregar valor ao exportar matéria prima e a desconstituir a indústria nacional.
A cada indicador analisado vimos os resultados do golpe/2016

Responder

Paulo

20 de maio de 2019 às 19h46

Se tomarmos como parâmetro a exportação de petróleo, vimos nos gráficos acima que a Petrobrás sofreu queda sob Dilma e se recuperou fortemente no governo do Vampirão. Até que ponto a administração pós-corrupção desenfreada petista interferiu para esses resultados, ou se são fruto de outros fatores, eu não saberia dizer…

Responder

    Giovani Mota Moreira

    20 de maio de 2019 às 20h34

    O parâmetro correto é a exportação do produto industrializado, vez que tem maior valor agregado que somente matéria-prima.

    Responder

    Giovani Mota Moreira

    20 de maio de 2019 às 20h37

    Corrupção é um mal mundial e para haver o corrupto tem de haver o corruptor. O país perde 2% do seu PIB com corrupção, entretanto, perde 10% do seu PIB com a sonegação. Veja só o que não dizem ao povo. sonegação – e somente grandes empresas sonegam – leva 5x mais q a corrupção.

    Responder

      Paulo

      20 de maio de 2019 às 21h39

      E quem disse que eu defendo a sonegação, especialmente dos bilionários e grandes empresas? Quanto ao percentual do PIB perdido com corrupção, suspeito que esteja subestimado…

      Responder

    Giovani Mota Moreira

    20 de maio de 2019 às 20h39

    A “pós-corrupção desenfreada petista” como você fala foi realizada por técnicos que já estavam lá, funcionários de carreira e representantes de diversos partidos. claro q dá ibobe falar do PT pq dos outros, “a gente pode tirar fora, se achar melhor”. A vida é assim.

    Responder

      Paulo

      20 de maio de 2019 às 21h41

      E o loteamento de diretorias da Petrobrás, com nunca antes na história deste país, foi idealizado e comandado por quem? E com que objetivo?

      Responder

    Alan C

    20 de maio de 2019 às 21h05

    Paulo,

    Calma, contenha seu afã de sugerir que Dilma tem culpa nisso… rs
    A queda de produção de óleo e gás aconteceu em escala mundial a partir de 2012 até 2015, isso pq o barril sofreu uma queda de 135 dólares para 27, além da enorme oferta mundial em meio a crises, mas repare que mesmo assim a produção da BR se manteve alta apenas com uma leve diminuição em 2013.

    Responder

      Paulo

      20 de maio de 2019 às 21h37

      Ok, só me ative aos gráficos, ressalvando “outros fatores”, no resultado. Não sou da área nem tenho afã algum de defender o Temerário…

      Responder

Alan C

20 de maio de 2019 às 13h21

Mas…. segundo a retórica golpista a Petrobrás não estava falida e com necessidade de “desinvestimento”?

Desinvestimento e bate recorde toda hora de produção???

hehehe, tá tudo muto na cara né, só querer ver.

Responder

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