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Ex-delegado confirma que ditadura matou pai do presidente da OAB

Por Redação

05 de agosto de 2019 : 15h13

Trecho de reportagem publicada no BuzzFeed:

Um ex-delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) chegou a mostrar para investigadores da Comissão Nacional da Verdade o forno em que incinerou o corpo do militante de esquerda Fernando Santa Cruz, pai do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, e de mais 11 presos políticos assassinados entre 1974 e 1975 pelo regime militar no Rio de Janeiro.

A incineração foi feita em um forno da usina de açúcar Cambahyba, em Campos dos Goytacazes (RJ), segundo o próprio ex-delegado.

Cláudio Antonio Guerra tem hoje 78 anos e nesta quinta-feira (1º) foi denunciado pelo Ministério Público Federal por ocultação e destruição de cadáveres, por conta do desaparecimento dos 12 corpos. Ele admitiu os crimes primeiramente no livro “Memórias de uma guerra suja”, dos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, em 2012. Dois anos depois, confirmou tudo e mostrou detalhes da operação de incineração para a Comissão Nacional da Verdade. Em todos os seus depoimentos posteriores, ao Ministério Público, Guerra reafirmou os crimes.

Esta semana, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que sabia o destino do pai do presidente da OAB e afirmou que ele não teria sido morto pela ditadura.

Ao ser confrontado com os documentos de Estado que tratam da morte e desaparecimento como crimes da ditadura, o presidente afirmou tratar-se de “balela”. Felipe Santa Cruz e outros ex-presidentes da OAB pediram explicações a Bolsonaro, impetrando uma interpelação no Supremo Tribunal Federal — e o ministro do STF Luís Roberto Barroso, em decisão sobre a interpelação judicial, afirmou que o presidente tem 15 dias para responder, em “querendo” fazê-lo.

Nesta sexta (3), Bolsonaro afirmou que não falou “nada de mais” sobre o pai de Felipe Santa Cruz e disse que responderá ao STF. “Mesmo eu não sendo obrigado, eu presto [esclarecimentos]. Não falei nada de mais”, disse.

O ex-delegado prestou pelo menos dois depoimentos à Comissão Nacional da Verdade. Em um deles, em 23 de julho de 2014, identificou os mortos por fotos apresentadas pela comissão. Ele contou que recolhia os mortos em dois centros de tortura: um em Petrópolis, conhecido como Casa da Morte, e outro, um quartel da Polícia do Exército, no Rio. (…)

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6 comentários

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Sergio

05 de agosto de 2019 às 23h09

E as pessoas que o pai do presidente da oab matou ninguém vai falar nada

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Alan C

05 de agosto de 2019 às 20h32

Nem teve ditadura no Brasil, vão falar os pobres de direita… rs

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Marcio

05 de agosto de 2019 às 15h40

O Brasil ficou nas mãos desses ex terroristas por 20 anos, o tratamento para esses vermes tem que ser diferenciado.

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    Elaine Santos

    05 de agosto de 2019 às 16h37

    Diminua dosagem de leite de ornittorinco.

    Responder

      Alan C

      05 de agosto de 2019 às 20h35

      E do golden shower

      Responder

    Marcio

    05 de agosto de 2019 às 18h18

    Bala na tua cara, miliciano de merda!

    Responder

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