Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Foto: Pedro Ugarte / AFP

Piñera anuncia “profunda agenda social”

Por Redação

26 de outubro de 2019 : 14h00

Presidente do Chile pede que ministros coloquem os cargos à disposição
Piñera disse que pode suspender estado de emergência neste domingo

Publicado em 26/10/2019 – 13:28

Agência Brasil — Depois de uma semana de intensos protestos contra a desigualdade no Chile, o presidente Sebastián Piñera anunciou neste sábado (26) uma reforma ministerial. “Notifiquei todos os meus ministros no sentido de reestruturar um novo gabinete que possa confrontar estas novas exigências”, declarou o presidente.

O presidente também disse que o governo está buscando um retorno à normalidade no menor tempo possível, e se as condições dos últimos dias forem as esperadas, retirará o estado de emergência em todo o país neste domingo (27).

“Para avançar de maneira pacífica e segura, é essencial recuperar o caminho da normalidade. É por isso que quero anunciar que, se as circunstâncias permitirem, minha intenção é elevar todos os estados de emergência de 24 horas no domingo”, anunciou.

Diante das demandas dos cidadãos, o presidente solicitou ao Congresso que aprovasse o mais rapidamente possível os projetos da agenda social apresentados pelo governo.

“O governo se encarregou da mensagem profunda que ouvimos de todos os chilenos, e é por isso que propusemos ao Congresso uma profunda agenda social que reúne muitas das abordagens mais sentidas de nossos compatriotas”, disse, acrescentando que “essa agenda social exige um esforço enorme do Estado para financiá-lo, e essa agenda está em pleno andamento, por isso exorto fortemente o Congresso a aprovar os projetos”.

A noite de sexta-feira (25) no Chile foi de violência, com vários confrontos entre manifestantes e polícia. Os manifestantes, que exigem a renúncia do presidente, arremessaram coquetéis molotov contra as autoridades e a polícia respondeu com gás lacrimogênio.

Os incidentes ocorreram depois de uma marcha pacífica durante o dia, que juntou mais de um milhão de pessoas nas ruas de Santiago.

Os protestos no Chile foram originados por uma subida no preço dos bilhetes de metrô, há mais de uma semana, e acabaram por escalar para um movimento nacional contra a situação econômica no país.

Desde o início dos protestos já morreram pelo menos 18 pessoas e sete mil foram detidas. O comércio chileno também tem sido afetado, registrando perdas superiores a US$ 1,4 mil milhão.

* Com agência RTP (Portugal) e TVN (televisão pública chilena)

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4 comentários

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Iudna

28 de outubro de 2019 às 00h41

PINÑERA VAI ENGANAR OS CHILENOS . E O QUE A DIREITA FAZ. TERA QUE SER ERREGACADO DO PODER.

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Netho

27 de outubro de 2019 às 14h29

Não se deve alimentar ilusões quanto ao futuro chileno.
A suposta esquerda chilena, quando esteve em La Moneda, após o retorno da Democracia com o “Modelo de Concertación” não reviu os fundamentos do sistema previdenciário, tributário, educacional e sanitário.
Mais ou menos como o lulo-petismo fez no Brasil, ao abraçar a política econômica tucana com a “Carta aos Banqueiros” e com a Reforma da Previdência Lulista que rachou o PT e originou o PSOL.
O que prestava da esquerda na América Latina foi dizimada pelas ditaduras do Cone Sul.
O que restou nunca poderia ser denominado de “esquerda”, mas apenas de “reformismo moderado” nos termos ditados pelo velho Consenso de Washington.
No Brasil os resultados serão piores do que no Chile, simplesmente porque a “suposta esquerda”, além de perder o centro do poder, também deixou-se desmoralizar sem condições de recuperação tal foi a amplitude e profundidade do seu processo degenerativo e conciliatório com a Casa Grande.

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João

27 de outubro de 2019 às 09h50

Um país indefeso
POR FERNANDO BRITO · 25/10/2019, NO TIJOLAÇO

Só uma coisa está esclarecida neste pavoroso desastre ambiental que vive o Brasil.

É que o país está absolutamente indefeso.

Quando desabou Brumadinho, só tivemos os bombeiros de Minas Gerais a nos socorrer. O papel do Governo Federal limitou-se a uma operação publicitária com uma centena de militares israelenses, que vieram por quatro dias, com fama de “experts” em localização de soterrados, e foram embora com nenhuma localização de pessoas , vivas ou mortas, no gigantesco acidente.

Depois, quando ardeu a Amazônia, preocupamo-nos em proclamar uma tola soberania – na base do “é meu, se eu quiser queimo tudo” – e protelamos a ação incisiva das Forças Armadas até não mais poder.

Agora, levamos 50 dias para a providência óbvia de mobilizar os militares para o combate à chegada das borras de petróleo às praias,

É o povo, sozinho, que está lá.

As Forças Armadas estão em prontidão total, mas pela aprovação de uma reforma previdenciária que lhes aumente os soldos da ativa e os proventos da reforma.

O Brasil está ao sabor do acaso.

Há mais uma, duas, dez, cem ou 20 toneladas e óleo rumando às praias? Ninguém sabe e pouco lhes importa.

Não temos governo.

https://www.tijolaco.net/blog/um-pais-indefeso/

Esse parágrafo define muito bem o papel atual das forças armadas no Brasil:

“As Forças Armadas estão em prontidão total, mas pela aprovação de uma reforma previdenciária que lhes aumente os soldos da ativa e os proventos da reforma.”

Só faltou falar de como os militares vão agir quando ocorrer a “combustão espontânea” e o país começar a pegar fogo de maneira semelhante ao que está acontecendo no Chile.

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chichano goncalvez

26 de outubro de 2019 às 15h43

Unico erro foi não terem botado fogo na casa desse hijo da puta do Piñera, assim acabavam com todo o mal no Chile. E aqui povinho o que tu vais fazer ? com um presidente que rebaixa os salarios, o que farás ?

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